domingo, 30 de outubro de 2016

Das músicas que me fazem acreditar no amor (5)

Que Dure Para Sempre - Negritude Jr


Você está aí sozinha
Eu também estou sozinho
Então vamos juntar
Quem sabe entre um sorriso e outro
A gente se afiniza
E começa a gostar
Você está muito carente
E já não aguenta tanta solidão
Eu preciso carregar a pilha do meu coração


Nós dois não temos rabo preso
Você não me cobra nada
E eu não cobro você
Podemos ser a gente mesmo
Nós não precisamos sorrir sem querer
Estou vindo de um amor doente
Cheio de ciúmes e lamentação
E eu preciso carregar a pilha do meu coração

Que seja eterno enquanto dure esse amor
Que dure para sempre
Que venha abençoado por Deus
Que seja diferente
Que tenha a alegria, alegria
Que bote fogo em mim, em mim
Quem é que não quer amor assim


Que seja eterno enquanto dure esse amor
Que dure para sempre
Que venha abençoado por Deus
Que seja diferente
Que tenha a alegria, alegria
Que bote fogo em mim, em mim
Quem é que não quer amor assim



_____


Se estou um pouco chocada por essa música fazer sentido? Estou.
Se faz mesmo assim? Faz.

Como a vida é maravilhosa, né?

domingo, 23 de outubro de 2016

This is not right, let's stop this tonight: Quit playing games with my heart

Olha, 'cês me desculpem estar sendo monotemática com essa coisa de bad, de ciladas amorosas e de cagação de regra sobre o que fazer o que não fazer num relacionamento (caso você esteja nessas ainda, né?). Eu preciso retomar esse lance aqui porque é daquelas coisas que eu consigo mudar e, portanto, vale o esforço - E meio que tá dando certo, né? De um jeito bem esquisito, as coisas tem ficado muito mais claras. Terapeuta do Capeta, se ainda for leitora daqui, talvez se orgulhe um pouco disso. As coisas estão ficando mais claras.

Então vamos lá, por favor. Mãozinha no queixo a outra mãozinha no scroll do mouse, façam carinha de que estão lendo alguma coisa complicada e sigam o raciocínio (esse vai ser gigante, já aviso), pois hoje eu vou falar de:


GENTE QUE BRINCA COM O SENTIMENTO DOS OUTROS



SO.FRI.DO.


____


Há uns dois meses um conhecido terminou um relacionamento longo porque ele tava com umas ideias erradas sobre a namorada e um certo cara que, no fim, se provaram bem certas. Ela fez a famosa chamada do "Nós precisamos conversar" e o clichê se fez presente mais uma vez porque ela terminou tudo com ele. Que bosta, né?
A história é longa, mas não é nela que quero chegar. O cara estava mal e desabafando com a gente sobre isso e os conselhos que o pessoal dava eram nível "Passa a vara em geral e cura essa fossa, meu rapaz, tudo vai melhorar".

Tem essa moça, um espetáculo de moça, que, no passado, saiu com um espetáculo de rapaz (selo HOMÃO DA PORRA pra ele). Deu certo até não dar mais, porque ela sente que a química não combina. A gente não pode julgar. Seria um casal que a gente torceria pra reproduzir e povoar o planeta com pessoas lindas e de coração bom (se puxassem a cara dela e a personalidade dele), mas a gente não pode julgar. Química é um bagulho louco, a gente sabe como funciona  - Mas a moça não teve, ainda, a manha de chegar no cara e mandar um "Olha, meu querido, nós somos como sandália e meia: Não combinamos" e o cara tá lá alimentando essa paixonite e a moça tá lá alimentando o ego.
A gente não pode julgar, né? A gente não sabe a história toda, né? 

Eu, quando terminei o primeiro namoro, LITERALMENTE NO DIA SEGUINTE conheci o próximo cara com quem eu iria me relacionar. Ele me deu mole, eu fiz jogo duro por uns dias, aí descobri a traição do ex-namorado e pensei "Por quê não?". Bom... PORQUE NÃO.
Porque eu tava sentindo raiva e tesão, mas não tinha nada além disso, talvez. Porque eram meus hormônios e meu fígado falando, talvez. Muitos motivos.
Mas eu fui e fiz. Mais de uma vez. Por um tempo até que considerável e sempre achando que era brincadeira, porque a outra pessoa também era do tipo pego e não me apego, o que poderia dar errado?
Bom. A pessoa poderia se envolver de verdade, me pedir em namoro e eu RIR achando que era de brincadeira - e não era.

Teve esse cara que terminou um namoro longo com uma garota bem.... Digamos.... Hã... DOIDA DE PEDRA (perdão, feminismo, perdão psiquiatras e psicólogos). Esse garoto achou que estava OK sair com outras pessoas - e estava mesmo, né? Quem vive de passado é historiador e museologista e a gente não pode dizer que é uma vida muito confortável (pelo menos não financeiramente). Esse garoto saiu comigo e, quando a ex-namorada LOUCA DE PEDRA surtou e ME fez mal, ele simplesmente fez o Mestre dos Magos e sumiu - da minha vida, mas continuou tendo contato com ela.  Hmmm.

Teve também aquele moço que usava o Tinder enquanto casado e que (eu presumo) se divorciou quando a esposa descobriu. Esse moço hoje tá namorando outra, e Deus sabe se o padrão foi quebrado.

Teve a vez da moça que ficou esperando um tempão o moço notar a existência dela, até que outro moço apareceu, fez o serviço e, quando eles estavam começando a namorar, o palhaço que não quis nada até sacar que estava perdendo apareceu e deu um showzinho que balançou a moça mais do que ventania de pré chuva de verão balança telha de plástico mal presa.


Num caso parecido, tem a moça que alimentou uma paixonite por ANOS com um cara, eles saiam de vez em quando, ele nunca quis nada sério, ela desencanou, começou a namorar e ATÉ HOJE o cara ainda curte e comenta as coisas dela com o namorado atual, no maior estilo de quem acha que não fez nada de errado.




Eu poderia usar vários casos aqui como exemplo, mas peguei esses porque são os mais frescos na minha memória, ou os que eu não me importo de falar sobre. Você, se parar pra pensar meio segundo, consegue identificar um caso claro de gente que brinca com os sentimentos dos outros ai pertinho de você ou, se bobear, até mesmo COM VOCÊ. Pode acontecer. Acontece. Acontece O TEMPO TODO.

- E EU SEI que nem sempre é na maldade, porque eu de verdade não quis magoar o cara que me pediu em namoro e não fazia a mais puta ideia do quanto ele gostava de mim de verdade. Eu não sabia porque ele nunca tinha me falado e eu, entorpecida pela raiva que eu tava sentindo por ter sido trocada pelo cara que eu julgava ser o amor da minha vida, não fui capaz de sacar os indícios básicos de uma paixonite virando algo mais quando elas aconteceram.

Eu sei que tem situações em que nós ficamos autocentrados e temos como objetivo apenas focar no que faz A GENTE se sentir melhor, seja passar a vara geral depois de um fim de namoro sem se importar qual é a impressão que a gente pode deixar em quem saiu com a gente, seja alimentar uma paixonite num cara que não tem nada a ver só pra alimentar o nosso ego, seja parando de falar/sair com alguém que estava fazendo bem pra gente por medo, ou preguiça, ou covardia, seja mantendo as opções em aberto durante um relacionamento porque a gente não tem coragem de terminar esse relacionamento por não querer ficar sozinho, seja querendo manter por perto alguém que gosta da gente, mesmo que a gente não goste tanto da pessoa assim. EU SEI QUE PODE ACONTECER E QUE NEM SEMPRE É POR MAU CARATISMO.

Todo mundo tem necessidades, todo mundo tá meio mal, todo mundo precisa de atenção e de se sentir querido e - mais importante - ninguém em sã consciência vai deliberadamente fazer alguma coisa pra SE machucar. Ninguém. Não tem um lance que fala que o instinto de sobrevivência é das coisas mais importantes pro homem ter sobrevivido até hoje? Ou era a adaptação? Sei lá, eu não sou muito boa em biologia.


MAS



Pelo amor de Deus, gente. Não vamos foder mais o coração dos outros. Não vamos brincar com os outros só pra gente se sentir melhor. Sério. Vamos botar a mãozinha na consciência e rever as nossas atuações no campo amoroso e sentimental da coisa. Pode não ser na maldade, mas a gente pode, com atitudes que pra gente não parecem nada, atrasar a vida dos outros de um jeito que só com MUITA AJUDA (e aqui pode ser terapia pra quem tem condições de fazer, porque a gente sabe que não tá fácil pra ninguém, mas não precisa NECESSARIAMENTE ser) a pessoa consegue resolver depois. SE consegue, né? Porque tem essa também: A pessoa pode carregar isso pra vida e nunca conseguir superar totalmente as merdas que aconteceram e aí ela sai com outra pessoa, é babaca, a pessoa se fode toda também e o ciclo continua. 

É por isso que a gente - a minha geração - é tudo cagado. A gente aprendeu muito a COMEÇAR coisas, mas a gente não tem o menor tato na hora de acabar coisas. A facilidade que a gente tem pra conseguir sexo meio que deixou a gente meio cegos pro fato de que NUNCA É SÓ SEXO. NUNCA. Sempre tem algo mais e a gente precisa lidar com esse algo mais. Nós podemos até não ser responsáveis pelo jeito que a pessoa vai reagir aos nossos atos, mas PELOS ATOS EM SI a gente pode (e deve) responder.


Eu nem sei o que dizer aqui porque, se fosse fácil e óbvio, eu teria resolvido minha última treta de amorosa de uma forma muito menos dolorida e talvez eu tivesse conseguido sair dela de um jeito melhor e não sonhar com o cara noite sim, noite também e ter que usar uma promessa (idiota) de não falar com ele até o fim do campeonato Brasileiro (ele torce pro time rival ao meu) pra, sei lá, tentar esquecer e deixar pra lá o fato de que mais uma vez deu errado. Eu ACHO que não fui babaca com ele, a situação é meio óbvia e pra mim é claro que ele fez a cagada dessa vez.
Mas eu nem posso culpar 100% o cara porque eu sabia dos danos que ele tinha sofrido. Ele poderia ter lidado com as coisas de um jeito melhor? Totalmente poderia. Lidou? Não. Conseguiu me deixar um pouquinho mais desiludida, quebrada e fodida sentimentalmente do que eu já tava? Sin dudas.

E tudo isso teria sido evitado se lá no começo tanto ele, quanto eu, tivessemos sido totalmente francos um com o outro. Se eu não tivesse dado tanta corda, se ele não tivesse tentado sair comigo enquanto estava uma bagunça por causa do último relacionamento e assim vai... Se a gente tivesse PENSADO UM POUQUINHO MAIS.


É foda, sabe? É bem foda isso.
A gente brinca com os sentimentos dos outros de jeitos que a gente nem imagina. Esses casos específicos aí em cima são óbvios: O cara não pode trepar indiscriminadamente pra esquecer a ex-namorada porque pode ser que se complique numa dessas e acumule as ciladas (vale pra mim também); A mina, se não quer nada com o cara, PRECISA parar de alimentar as esperanças dele e arranjar outro jeito de alimentar o próprio ego; O cara, se não tava feliz no casamento, poderia ter falado com a esposa ao invés de arranjar sarna pra se coçar na internet e - mais importante - poderia ter feito o favor de ter dado um espaço maior entre o fim do casamento e a próxima namorada, talvez só pra respeitar a ex-esposa. 

São coisas óbvias, simples e fáceis principalmente porque eu não estou envolvida nelas. A que me envolveu sendo babaca eu só consegui resolver há pouco tempo e, embora eu saiba que o cara ainda gosta de mim - e eu goste dele demais, mas não DESSE JEITO, eu não alimento as esperanças. As nossas brincadeiras tem limites e eu sei completamente até onde posso ir pra não começar um negócio que eu não posso terminar.


Então fica a dica de alguém que se fodeu muito - e já fodeu muito outras pessoas também: PAREM DE BRINCAR COM O SENTIMENTO DOS OUTROS. Não é um "na dúvida, faz". Na dúvida, para e pensa. Na dúvida espera. Essa coisa de SER CORAJOSO E VALENTE E SEGURAR O ROJÃO DEPOIS QUE ELE EXPLODE é muito bonita no papel, mas pode dar uma merda federal se tem outras pessoas envolvidas nele.

E a gente já tem merda demais na própria vida pra causarmos danos a outras pessoas. Sério. Vamos evitar foder os coleguinhas. Vamos fazer uma contenção de danos. Sejamos menos babacas.

Vamos evitar a babaquice. Começando pela gente.




sábado, 22 de outubro de 2016

Minha música quer estar além do gosto

Não sei se vocês sabem, mas eu sou a LOKA DAS PLAYLISTS.

Se vocês forem no meu perfil do Spotify acharão algumas delas, mas se vocês pudessem logar com meu perfil do Spotify achariam trocentas delas, porque nem todas eu torno públicas (best ofs, playlists pra pessoas específicas, playlists pra tocar no carro dos meus pais, etc) - Mas vocês sabem, com certeza, que eu tô tendo um ano bem cagado na vida em quase todos os aspectos (mas não vou brincar de supertrunfo da desgraça, 'cês sabem o porquê).

Daí que eu resolvi fazer a MELHOR PLAYLIST CORINGA (PARA MIM) DE TODOS OS TEMPOS só com músicas que, de um jeito ou de outro, marcaram positivamente minha vida. Músicas que eu adoro, que - se tocassem na buatchy - eu sairia correndo pra gritar "Minha músicaaaaaaa", botaria a mãozinha no coração e cantaria em voz alta e de olhinhos fechados.
E, como ela é coringa, serve praqueles momentos em que eu não sei o que quero ouvir, pros momentos em que tudo tá desabando e eu preciso ir pra um ~lugar feliz~, pra quando eu tô bem e quero continuar desse jeito ou simplesmente pra quando quero ter alguma música de fundo em situações banais.

E fiz.

Pra não ser fácil, extremamente fácil, eu segui duas regrinhas:

1. A lista de músicas precisava ter o número de anos que eu já vivi na Terra nessa encarnação (26, no caso);
2. A lista de músicas só poderia ter músicas que eu ouço sem pular até o final (porque sou uma puladora compulsiva);


E taí o resultado:

Your love - The Outfield
Linger - The Cranberries
I Drove all night - Roy Orbison
Medieval II - Cazuza
Thunder Road - Bruce Springsteen
Totalmente demais - Perlla
Writing to reach you - Travis
Electrical Storm (William Orbit Mix) - U2
Let my love open the door - Pete Townshend
Suddenly I see - KT Tunstall
Vaca Profana - Gal Costa
Every Little thing she does is magic - The Police
Always - Bon Jovi
sinceramente - Cachorro Grande
Balada do amor Inabalável - Skank
Can't stop lovin' you - Van Halen
Easy - Faith no more
Saga - Filipe Catto
Rumo a Goiânia - Leandro & Leonardo
Deixo - Ivete Sangalo
Here I go Again 87' - Whitesnake
Walking after you - Foo Fighters
Stormy - Classics IV
Just the way you are - Bily Joel
Eu apenas queria que você soubesse - Gonzaguinha

Tá no Spotify, é claro.




Aí mandei a ideia pros amigos, eles compraram e agora eu já tenho pelo menos umas 15 dos migos que fizeram. Vale um pouco como autoconhecimento, se você parar pra pensar. Se não parar, também, tudo bem. Se quiserem fazer pelo menos a listinha, ficaria feliz de ver a de vocês e conhecer o gosto musical de quem frequenta esse lugar (as três pessoas). 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

It's natural It's chemical (Let's do it)

Eu tenho 26 anos, sou solteira, não tenho compromisso se eu lavo e se eu cozinho ninguém tem nada com isso e tenho uma lata até que bem aprazível, uma personalidade até que bem aceitável e, bem... Eu gosto de fazer o lê lê lê, né? Se EU SEI é outra história, mas eu gosto. Demais. Acho que sexo é, inclusive, uma das coisas importantes pra vida na terra (e não tô falando só da parte reprodutiva da coisa, vejam bem).
Aí você junta tudo isso e imagina que eu devo ter uma vida sexual bem daora, né?
Pois é, eu posso dizer que por algum tempo eu tive mesmo, foi bem louco.

E EU ESPERO QUE AQUELE PERÍODO NUNCA MAIS VOLTE.


Marie, eu NÃO CONCORDO mais com você.

Dia desses eu tava falando com um dos caras com quem saí e hoje ainda converso e o assunto caiu pra coisa de relacionamentos baseados em sexo. Se eu tivesse tido essa conversa em 2011 ou 2012, ou até mesmo 2013 antes da Fossa número 2, eu provavelmente teria aprovado, feito mil recomendações e dado dicas (ou aceitado a sutil indicação dele de que nós dois deveríamos ter um*), porque era o meu lance dos sonhos, ter toda a parte do sexo sem nada da parte chata e complicada de um relacionamento de verdade.



Depois do fim do meu primeiro namoro e aquele argumento de "Eu estou perdendo uma fase da vida em que eu poderia estar fazendo muito mais loucuras, pegando muito mais gente, fazendo muito mais coisas porque estamos juntos desde os 15 anos" eu tive uma fase absurdamente DADEIRA™ e pelo menos dois relacionamentos baseados apenas em sexo: Um, com um moço que conheci no twitter e que deixou claro desde o começo que não queria ser meu amigo (na época eu achei isso bom, hoje acho uma merda e talvez fale disso mais pra frente também) e outro com um que era meu amigo desde a época do colegial e eu saí com ele após o fim do meu primeiro namoro.

Ambos foram bons até o final, mas o FINAL... Meu Deus, o final foi igualzinho ao de um namoro, porém sem eu ter aproveitado as coisas boas de um namoro durante o relacionamento.

Nos dois casos eu tinha sexo (bom sexo), mas só isso. Eu não podia contar minhas coisas, eu não podia contar com nenhum deles pra um domingo de preguiça na frente da TV, uma quinta feira de desabafo após o trabalho ou um final de semana com casamento de familiar e familiares reaças. Os dois finais foram horríveis, porque NUNCA É SÓ SEXO. Pode até começar com isso e ser assim por um tempo, mas NUNCA É SÓ SEXO. Mais uma vez pra quem ainda não assimilou a ideia:

NUNCA
É
SEXO

Tá tudo bem e tudo legal enquanto os dois estão com tesão ao mesmo tempo numa terça feira tediosa sem futebol, mas quando um dos dois se apaixona (pelo outro ou POR OUTRO, tanto faz) acaba a paz. Quando um dos dois começa a cobrar as eventuais saídas, acabou a paz. Quando não há vontade de sexo, mas há vontade de papo e companheirismo e o outro lembra que "é apenas sexo", acabou a paz. Quando um arranja outro que trepa melhor, que não se apaixonou por outro, que tem mais dias livres pra sexo ou não cobra eventuais saídas, acabou a paz. Se der QUALQUER COISA errado, acabou a paz. 

É sexo, mas não é só sexo. É "apenas sexo" quando as coisas terminam - e nunca terminam bem, com os dois chegando ao mesmo tempo ao acordo de que as coisas não tão mais ok. Nunca termina com os dois sendo maduros, abrindo o jogo, sendo maduros e todo o resto. A minha geração tem esse costume bizarro de sumir quando as coisas não dão certo e quando não querem mais as coisas. A gente combina tudo por whatsapp, messenger, DM e as porra toda e é fácil "se livrar" de alguém que a gente não quer mais (porque era "só sexo", a gente não tinha que dar satisfação pra ninguém, lembra?) usando essas mesmas redes. Tem gente muito mais qualificada do que eu falando sobre isso, então eu nem preciso me alongar muito, esse post é só pra dar o geralzão da coisa mesmo e mostrar o quanto eu tô desiludida no aspecto sexual da vida também.

"Aiiin, Beatriz, mas se você não quer namorar, não quer mais um relacionamento baseado apenas em sexo, o que você quer?"

Bom, eu quero ser sincera. Principalmente e acima de tudo ser sincera, e que sejam sinceros comigo. Eu não quero mais entrar em algum lance já rotulando tudo de cara ("Com esse eu poderia ter dois filhos, um cachorro e ver filmes bons no frio de agosto", "com esse eu só quero uma trepadinha casual numa terça feira sem futebol", "com esse aqui eu vou conversar todos os dias apenas para satisfazer meu ego, mas nunca sairei com ele" e afins), eu quero deixar acontecer naturalmente, sem precisar me encaixar num papelzinho meio fake pra cara um desses tipos ("A fofa", "a sexy", a "parça que finge não perceber que você só fala comigo porque quer me comer"), eu quero que as pessoas PAREM de fazer isso também, porque não é saudável. 

Não faz bem pra gente. 


Eu sei que é muito difícil encontrar alguém na faixa da minha idade que não esteja ainda danificado pelas cagadas dos relacionamentos anteriores, mas eu quero de verdade que as pessoas sejam capaz de não carregar a amargura quando forem tentar alguma coisa nova. Eu sei que isso também é difícil, e sei que eu escorrego (e caio de bunda) quando vou botar eu mesma isso em prática, mas a gente PRECISA conseguir, sabe? Porque sabe-se-lá-Deus quantas coisas legais a gente estraga porque a gente limita as coisas. 


E eu vou parar porque esse texto era pra falar sobre sexo ocasional e acabei fazendo mais um drama sobre como a gente tá fodido nessa merda porque as pessoas não sabem mais se relacionar amorosamente. Perdão, eu continuo bem amarga.






* mas isso é assunto pra outro post, daqui um tempo, quando tudo passar.

domingo, 9 de outubro de 2016

It's not easy, love, but you've got friends you can trust

Não é só futebol e nunca será.
Pelo menos não pra mim, pelo menos não enquanto eu tiver essas pessoas maravilhosas comigo.

O Palmeiras testa minha fé, minha paciência e minha sanidade há muito tempo, mas uma coisa eu preciso dizer: Esse time só trouxe gente maravilhosa pra minha vida e, só por isso, eu já sou grata a ele. A gente tá numa disputa pelo título nacional e com chances REAIS de levantar a caneca, mas eu tenho certeza que a maior vitória que esse time me deu foi ter dado a chance de conhecer e estreitar laços com as pessoas maravilhosas dessa foto (e algumas outras que, por impossibilidade geográfica ou da vida, não estão nela, mas também tem cadeira no gol norte do meu coração).


P
A
R
M
E
R
A


Nessa foto só tem gente que arrasta a barriga no chão.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Estava mal, de baixo astral - Abandonado, amor

Oiê, esse post é para reclamar. Favor pular caso você esteja no modo Supertrunfo da desgraça ou feliz porque, sinceramente, esse post não é para vocês.
Esse post é pra você que tá puto.
Esse post é pra você que tá na bad.
Esse post é pra você que só não fala que 2016 não tem como piorar porque assistiu muito desenho animado na infância e sabe que dizer isso é o jeito mais rápido de fazer as coisas piorarem.



Eu comecei a fazer uma lista de todas as coisas cagadas de 2016 pra ilustrar o post e despertar a empatia, mas aí comecei a ficar mais deprê ainda porque... Na moral? 2016 tá sendo um ano cagado pra caramba. IMPEACHMENT, TRABALHO ZOADO, FALTA DE GRANA, FALTA DE PERSPECTIVA PROFISSIONAL, FALTA DE PERSPECTIVA AMOROSA, DÓRIA ELEITO NO PRIMEIRO TURNO (sério, vai se foder), EX-AMOR MORTO, EX-FUTURO-AMOR FAZENDO MERDA, DOMINGOS MONTAGNER MORTO (gente, chorei como se fosse meu ex principalmente por saber que jamais poderá ser nem atual) eu sinceramente desisti de escrever e desisti de 2016 e só queria deixar aqui um vídeo pra vocês 




E volto quando eu tiver um humor melhor ou alguma ideia boa pra post (tá difícil até isso, aceito sugestões)