quinta-feira, 31 de março de 2016

Mini romances 9 e 10

9 - Primeiro trauma beijo


Dia desses vi o primeiro cara que me beijou (foi totalmente iniciativa dele) com a filha de NOVE ANOS dele e aí passou meio como um filminho aquele dia lamentável. Porque meu primeiro beijo foi tão ruim que eu passei UM TEMPÃO sem beijar ninguém porque eu achava que ia ser eternamente ruim. hahahaha
Eu tinha 11 anos e foi na pracinha que tinha perto da casa da minha bisa, com um dos coleguinhas dos meus primos da roça. E sabe por quê eu beijei o amigo do meu primo?
Porque a minha ex-melhor-amiga da época (a neurótica e vingativa) era a pessoa mais horrível que eu conhecia naquela época (HOJE eu sei disso, mas naquela época eu era bem devagar) e se juntou a um amigo (também cretino) pra me fazerem de besta dizendo que ela tinha beijado e eu, que naquela época achava horrível ser a última a fazer as coisas, nunca na vida ia beijar (sério, meus amigos fizeram isso).
Fiquei num misto de triste e desafiada por isso e o primeiro cara que chegou e disse que ia me beijar eu falei "ok" e deixei me beijar.
Ele tinha 14 e eu 11 e foi muito ruim. Tipo... Eu não sabia o que fazer com a minha boca, eu não sabia o que fazer com a saliva (o cara babava demais, disso eu lembro) e urght eu nem gostava do cara! Eu nem queria beijar, eu nem tava esperando, eu só tinha ido até a pracinha pra ver as pessoas jogarem bola, POR DEUS!

Daí foi assim.

E daquele dia em diante toda vez que eu fui pra roça com a família eu fugi feito o diabo daquele lugar (vai que o cara tava na tal da pracinha e, sei lá, ia querer repetir a dose? Pra mim beijo era um negócio meio nojento, eu nunca mais ia beijar), até crescer e largar dessas babaquices (nos últimos 15 anos eu vi o cara umas 2 vezes contando a recente).
Mia Thermopolis estava certa.


10. O meu primeiro beijo (BOM).

Ai teve esse moço quando eu já tava com 13 pra 14 e ele tinha 16. 
Era irmão de uma das meninas aqui do bairro que eu conheci no clube que frequentava com meus pais e de vez em quando voltava no mesmo ônibus que eu até a Vila pra ensaiar com abanda dele. Porque, é claro: Ele tocava guitarra numa banda cujo nome fazia homenagem à masturbação (e eu demorei um tempão pra sacar isso). Eu não saquei que ele tava interessado em mim até que ele perguntou o que eu gostava de ouvir, eu disse que minha banda predileta era Van Halen e ele tocou  um trechinho de "I can't stop loving you" pra mim uns tempos depois.
Foi meu primeiro beijo BOM e, uns 15 dias depois, esse cara teve a honra de ser o primeiro tapa na cara que eu dei num cara quando ele foi muito saidinho (aos 14 eu era um anjo de candura e pureza). A última vez que eu tive notícias dele (há uns bons seis anos) ele 'tava morando no RJ, casado e com filho.

Aí sim!

terça-feira, 29 de março de 2016

Any time, any day you can hear the people say that love is blind, well, I don't know - But I say love is kind

a.k.a De monges, bombeiros, elevadores, preguiça e chocolate.

Eu gosto de falar com quase todo mundo.
Na real não seria errado que eu gosto de FALAR (e ponto), mas a verdade é que eu gosto de falar com quase todo mundo e de CONVERSAR com pouquíssimas pessoas.
(Se você não entende a diferença eu, sinceramente, não quero conversar com você.)
Pois então.
Eu nunca contei a história do Monge e, talvez, a hora de contar esteja se aproximando... Mas ainda não será hoje (kiridos, eu levei DOIS ANOS pra falar com a terapeuta, 'cês tão no lucro esperando mais umas semaninhas, sosseguem os fiofós).
O que vale dizer aqui é que, por alguma razão completamente desconhecida pela minha pessoa (e que eu não quero analisar agora, obrigada) eu SEMPRE me sinto completamente confortável pra conversar com ele. Sobre qualquer assunto. Mesmo. 
E quando eu vi já tô lá despejando todas as minhas nóias, minhas incertezas, minhas teorias e medos pra um cara com quem eu falo até que bastante, mas que eu vejo com uma frequência pequena demais para os meus padrões de amigos-confidentes (e, vamos combinar, eu já quis que o Monge fosse MUITAS COISAS na minha vida, mas nunca um BFF-CONFIDENTE).
Ontem foi dessas. E teve cerveja junto.
Amigos, eu não bebi o suficiente pra ter amnésia do que eu falei, mas o que eu falei foi beeem mais do que eu gostaria de ter falado. E quanto a isso eu nem ligo, mas o foda é que eu SEMPRE fico com a impressão de que eu poderia ter falado AINDA MAIS.
Socorro, a terapia é só no meio do mês.


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Eu sou claustrofóbica do tipo que dá um abraço pra não ter que andar sozinha num elevador e que perde muito mais tempo indo de ônibus aos lugares só pra não ter que pegar metrô. Dito isso, saibam que eu estou trabalhando no 2º andar subsolo e que, na maior parte do tempo, o único jeito de eu ir para os andares superiores é usando... Elevador.
Já falei que trabalho num prédio velho histórico e tombado? Pois então.
O elevador é novo, então caguei... Ou tava cagando pra isso até que... Fiquei presa.
Sozinha.
Por meia hora.
Quer dizer... Eu não tava SOZIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINHA, eu estava com uma obra de arte avaliada em quase 200k. (ok, eu tava sozinha)
Moçada, eu tava TÃO assustada quando saí daquele elevador que até o bombeiro que me tirou de lá pareceu preocupado comigo.


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Bombeiro este, aliás, que é gato. Cúmulo do clichê.
Óbvio que eu já paguei um mico básico na frente dele porque, se eu não pago mico na frente das pessoas que eu acho bonitas eu realmente não completo o ciclo da vergonha que é a minha vida.
Estava eu no banheiro feminino conversando com duas moças aqui da firma sobre um outro moço bonito aleatório qualquer que vimos quando, na minha vez de citar alguém bonito, quase saindo pra fora do banheiro, eu mando um "Mas gato mesmo é o bombeir-" que obviamente foi interrompido porque o bombeiro gato estava tomando um café na máquina exatamente naquele momento.
Um típico momento Beatriz.

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Bombeiro gato e eu temos quase um relacionamento (na minha cabeça): Ele chega de manhã, vem ver se estou bem aqui na minha sala (aka "fazer a ronda"), trocamos amenidades sobre o clima, o tempo, o futebol, a vida ou qualquer outra coisa estúpida, ele fala sobre a moto dele, eu digo que odeio motos, ele ignora e me chama pra sair pra comprar coisas de moto com ele ~de brinks~. Na hora do almoço eu vou tomar meu sorvetinho e ver pessoas na rua (estou entre a Bovespa e uma associação de advogados e sinceramente cogitando instalar o Happn só pra ver o que acontece) e ele aparece falando "Ê VIDÃO, HEIN?" com o que eu respondo "OPA!" e só.
Todo dia ele faz tudo sempre igual.

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Ainda sobre conversar com o Monge e falar demais, ontem enquanto conversávamos eu consegui refletir ainda mais sobre a PREGUIÇA que eu sinto de começar relacionamentos. De qualquer espécie. Se eu tiver que me ESFORÇAR pra que alguma coisa surja eu já perco uns 87% de interesse na coisa em si. Coisas sendo relacionamentos, claro.
Minhas melhores amizades? Surgiram espontaneamente e foram se solidificando aos poucos.
Minhas melhores transas? Pessoas de quem eu não esperava nada e pouco tive que fazer pra conseguir.
Meus melhores namorados? Só tive um (namoro bom) e - adivinha? - eu nunca pensei que fosse namorar com o cara quando nos conhecemos.
Até minhas maiores decepções e desilusões vieram de pessoas que eu não esperava (mas isso é meio óbvio).
Se eu tenho que fazer charminho, se eu tenho que disfarçar alguma coisa, se eu tenho que PLANEJAR coisas pra sair com alguém... Não quero.
Monge, que também tá nessas (mas por outro caminhos mais esquisitos), me diz que isso com o tempo fica libertador. Veremos. Eu tô achando é bem triste porque nessas posso perder coisas (relacionamentos) que poderiam ser coisas bem legais caso eu não estivesse com... Preguiça.
Eu tenho pensado muito nisso principalmente por causa de um evento que vai rolar esse final de semana e onde um cara por quem eu me derreto toda só porque ele é baiano comparecerá.
Esse caminho com esse cara eu tentei fazer desde o começo do ano e N U N C A foi pra frente. Aí agora, se eu quiser que role alguma coisa, vou ter UM DIA pra fazer rolar o que não rolou em... Meses. Ó o trabalho. E eu NEM SEI se o cara quer (imagino que não porque, se quisesse, com as brechas que eu dei ele já teria demonstrado). Sabe o que isso me dá? PREGUIÇA.
Queria o cara? Queria.
Mas quero o trabalho que isso me traria? Eu não dispensaria se fosse pra algo ~duradouro~, mas o lance seria um fim de semana e só. Então não quero, obrigada (não que eu vá negar caso o cara faça todo o trampo por mim e, por algum milagre, seja mais receptivo nesse final de semana do que foi nos últimos MESES. Eu não tenho um pingo de amor próprio orgulho e topo sim, claro, por que não?).


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E eu QUERO um relacionamento. De verdade. Me dói dizer isso porque não é uma ideia que me atraia, mas EU QUERO. Até com as partes ruins, mas ele teria que ter partes MUITO BOAS pra compensar as ruins. E eu não consigo achar um cara cuja parte boa COMPENSE a ruim que, certamente, virá num relacionamento. Eu tenho uma listinha de coisas (tenho falado sobre isso com a terapeuta do capeta) e ela vai de coisas óbvias como "me respeitar, me tratar como igual" a coisas mais particulares como "não encher o saco quando eu não quiser vê-lo" passando por coisas que nem deveriam estar nessa lista já que eu não tenho religião tipo "que queira transar comigo".
Essa lista não é limitadora, mas ela é NORTEADORA. E... Enfim, eu se pá preciso falar mais disso (de querer um relacionamento, mas NOS MEUS TERMOS) porque isso entra em conflito com a preguiça que sinto e com várias outras coisinhas inerentes a minha personalidade (fofa por fora e draconiana por dentro).

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E eu fiz só esse bláblábláblá aí porque queria contar essas coisas, não quero escrever no diário e o blog é meu e faço o que eu quiser nesse pequeno espaço ditatorial. Não gostou vá comer chocolate que sobrou da Páscoa.

Oh na na, what's my name?

2009, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
Festa. Um moço, amigo de amigos, visivelmente embriagado, se aproxima e puxa papo comigo:


"BRÉA, você faz História, né?"
"Bê-A. Não Brea! E sim, faço..."
"Por que seu apelido é Bê-A?"
"Beatriz... Bea... É mais lógico do que Bia..."
"Bia é apelido de Beatriz..."
"Acho que é de Bianca..."
"Mas não é de BREATRIZ"
"Como? Breatriz?"
"É. Seu nome. Breatriz. Não é?"
"Não... Quantas Breatriz você conhece?"
"Zero, por isso que você é especial!"
"Eu não me chamo Breatriz..."
"Não?"
"Não..."
"Achei que seu nome fosse Breatriz. Com Br"



2011, balada com temática latina. Um cara aleatório se aproxima, visivelmente embriagado, se aproxima e puxa papo comigo, tentando colocar a mão na minha cintura enquanto fala. Eu, obviamente sem nenhuma noção do perigo (e levemente embriagada), decido sacanear o sujeito:


"Como é seu nome, gata?"
"Mauro"
"MAURA?"
"Não, Mauro. E nos círculos mais próximos me chamam de Maurão!"
"Como?"
"É, eu também não entendo... Eu acho que apenas Mauro tava bom, nem sou tão alta assim pra merecer o ÃO no final, mas as migas são fogo, né?"



E foi embora sem olhar pra trás.



2010, shopping da região da grande São Paulo. Alguns amigos e eu subindo uma escada rolante, um cara começa a gritar na escada rolante no sentido contrário e, depois, nos alcança no andar superior:


"Fê?"
*ignoro porque, afinal de contas, meu nome não é "Fê"*
"Fê??? Fernandaaaa! Você vai me ignorar, Fernanda?"
*continuo ignorando pelas mesmas razões*
"Fernanda" *pegando no meu braço* "Fernanda, oi!"
"Eu não sou Fernanda"
"Como não, Fernanda? A gente passou a noite juntos ontem"
"Hã... Não?"
"Ah, então desculpa. Foi engano"


2014, bloco de Carnaval. Alguns amigos e eu nos divertindo enlouquecidamente, até que um cara, visivelmente bêbado, se aproxima e tenta puxar papo comigo.
"Qual seu nome?
"Patrícia!" eu respondo
"E o seu?"
'Marcela" responde minha amiga Renata
"E o seu, amigo?"
"Diego" responde meu amigo Danilo


2013, um barzinho na região de Pinheiros. Eu, sozinha numa mesa, lendo um livro e esperando um amigo. O garçom se aproxima da minha mesa e diz que um cara, na outra mesa, perguntou se eu me ofenderia se ele se aproximasse pra me perguntar uma coisa. Eu olho pro cara, que não parece estar alcoolizado, e faço sinal dizendo que eu vou até a mesa dele porque, afinal de contas, não conheço e deixar lesk folgado na minha mesa não é bom. Não queria dar liberdade pra ele sentar na minha mesa, vai que o cara era bosta, né? Mas foi educado e PERGUNTOU se podia. Vamo lá, vai que é sério.
"Me desculpa se eu fui invasivo, não acho que é legal abordar uma moça sozinha assim, mas você é a Fernanda, irmã da Patrícia que fez Cásper?"
"Não..."
"Ah, tá. Desculpa mesmo, achei que você fosse"
E ai dei de ombros e voltei pra minha mesa.

2015, app de paquera.
Amigo manda foto de uma moça que ~supostamente~ se parece comigo ("supostamente" porque só ele achou: Não parece, o cabelo dela é feio, ela tira fotos ruins e o batom tava todo cagado. Fizemos votação no twitter e empatou, mas como o voto que decide é o meu NÃO PARECIA).

2016, arredores do prédio da Bovespa, no Centro de São Paulo.

Estou tomando meu sorvetinho pós almoço e observando os moços engravatados e cheirosinhos que entram naquele templo do capitalismo e da especulação. Um moço, entrando no prédio, dá meia volta ao me ver e vai andando na minha direção enquanto fala:
"Oi, Fê, achei que 'cê viesse só a noit- *olha bem pra minha cara* - "nossa, moça, desculpa, achei que você fosse outra pessoa. Foi mau mesmo, desculpa"

Daí entrou no prédio sem falar mais nada.





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EU TENHO UMA DOPPELGANGER CHAMADA FERNANDA EM SÃO PAULO. SOCORRO.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Mini romance 8

8. Amarelo.

Teve esse garoto lá na época que eu era uma coisinha de nada que usava calça com elástico na barra e rabo de cavalo meio torto (hoje eu ainda sou uma coisinha de nada, mas pelo menos não uso mais calça com elástico na barra - Pelo menos não quando vou SAIR DE CASA) que me ensinou lições valiosas que eu levo comigo desde aquela época e que já foram muito úteis nessa vida de paquerinhas.

Mas vamos do começo. 2003. Vamos entrar no clima. Apertem o play.

Minhas amigas melhores eram tão ou mais nerds quanto eu e, sendo bem sincera, eram bem idiotinhas (Não estou xingando minhas amigas, estou apenas constatando um fato: QUEM NÃO É IDIOTA AOS 13 ANOS???) que, se já tinham dado uns beijos na vida, jamais tinham conseguido levar o ~relacionamento~ pro próximo nível (naquela época o próximo nível era a "ficada na escola") e tinham tanta propriedade para falar de relacionamentos em 2003 quando Jair Bolsonaro tem hoje em dia pra falar sobre amor ao próximo - e eu ‘tava junto nessa, então não posso julgar - até porque é por causa da nossa completa noobice que essa história tem "graça".

He was a boy, I was a girl, can I make it anymore obvious? Eu era uma nerd muito pior do que sou hoje e não tinha coragem de falar com nenhum cara que não fosse gay ou meu amigo desde o fundamental. Ele era um cara absurdamente comum que não se destacava em nada e ainda por cima andava em bando (com um bando de moleques de 15 anos, ou seja: Idiotas. E meninos cheios de hormônio). 

Era um dia de frio e chuva e saudades no colégio onde eu estudei até os 14 anos e, pra melhorar, era o dia do show de talentos de Natal, o evento do mês (de Novembro, não me perguntem o porquê, eu só reparei HOJE que era bizarro) e a oportunidade de ver os amigos (e os não-tão-amigos assim) pagando mico e - muito mais importante - de não ter aula.

Não tinha como não estar feliz aquele dia - e eu estava, ao contrário de uma das amigas que se aquele dia estava numa missão quase impossível de descobrir se o cara por quem ela era obcecada apaixonada estava esperando o dia de ~aula vaga~ e ~escurinho do teatro~ para se jogar nos braços de uma outra moça (Oi, Carregada! Estamos falando de você aqui, um beijo!).


Nossa missão aquele dia era - no intervalo entre uma apresentação de Bro'z e outra de Rouge - descobrir SE e QUANDO ia rolar entre os dois. Nós tínhamos um plano simples e bem planejado (por pessoas de 13 anos): Assim que fossemos dispensadas da nossa turma, iriamos correr até a quadra do nosso colégio e nos escondermos atrás de uma das colunas até a hora em que os dois (a paixonite da amiga e a mina de quem ele supostamente era afim) passassem pra, SÓ DEPOIS, entrarmos no auditório e nos sentarmos em um lugar próximo ao "casal", num estilo bem Mariah Carey no clipe de Heartbreaker.

Só que sem estragar pipoca.



Claro que o plano era absurdamente furado e eu perdi totalmente o foco da operação assim que eu vi o mocinho bonito sentado duas cadeiras depois da minha. Vamos chamá-lo de... AMARELO. E aí era aquela coisa de um olho no peixe (o "casal" que estava separado por uns 4 amigos e nem estava conversando) e outro no gato (o moço bonitinho sentado ao meu lado) até que minha amiga finalmente percebeu e ficou bem puta da vida com minhas prioridades.

Aqui eu poderia abrir um parêntese pra explicar como era essa amiga, mas vou encurtar a história e dizer apenas que ela era uma combinação muito instável de neurose e ira, com pontuais surtos de vingança. Essa amiga ficou louca da vida ao perceber que eu estava mais preocupada com o moço bonitinho ao meu lado do que com as ideias ruins dela, resolveu se vingar ME EXPONDO e gritou "EI, LOIRINHHO, A MINHA AMIGA TÁ AFIM DE VOCÊ!". No meio do teatro. E apontando pra mim.

Ok, eu sei que eu fui igualmente louca por querer maturidade de alguém de 13 anos que estava perseguindo um cara no teatro, e  por ter deixado aquilo interferir na minha vida do jeito que interferiu, mas aquele momento foi um instante interminável de terror, principalmente porque o loirinho mandou um "Fala pra ela sentar aqui do meu lado". E eu... TAN TAN TAN: Saí correndo, dramaticamente, do teatro.

Sim.

Nos dias seguintes eu via o mocinho TODOS OS DIAS no intervalo, o que era uma tremenda novidade já que até o dia do teatro eu NUNCA tinha visto o cara. Fui desenvolvendo uma quedinha porque, é claro, eu já era trouxa desde aquela época e decidi um dia, quase um mês depois, PEDIR DESCULPAS pelo surto da minha amiga.

Amigos, agora 'cês reflitam aí um pouquinho:
- Era num teatro;
- Tava escuro;
- Tinha se passado quase um mês. Qual a chance do moço SE LEMBRAR de mim?
Pessoas normais teriam se esquecido em dois dias, mas nãããããão o Amarelo.
Me aproximei toda faceira com um "Não sei se você se lembra de mim..." e ele, mais que de repente, mandou um: "Claro que lembro, você é a mina do teatro". A conversa foi rapidíssima e a gente nunca mais trocou duas palavras depois daquele dia, mas daquele dia em diante e pelo próximo ano eu comi, bebi, respirei e só falei do AMARELO - e isso não mudou nem quando eu saí do colégio pra fazer o ensino médio num colégio técnico. Só desencanei mesmo quando eu conheci o primeiro namorado, quase dois anos depois.

E, olha, foram longos dois anos de paixão platônica. Dois anos MUITO VERGONHOSOS com três "encontros" em que nenhuma palavra foi dita e onde mesmo assim eu paguei muito mico. Por causa desse cara eu passei a amar o Orlando Bloom vestido de Legolas e o Sting, do The Police, porque os dois eram versões baixo orçamento dele (ainda bem que eu ainda não conhecia o Constantine naquela época, ufa).

Quando eu tava no terceiro colegial e ele já tinha se formado descobri stalkeando por acaso que ele estava namorando uma das garotas populares do meu ano no antigo colégio, mas aí eu também já tava namorando e só me vangloriei nos diários por ter visto um TALENTO antes das meninas populares (seria uma ótima olheira de namorado caso essa função existisse no mundo).

Eu achava que isso era caso encerrado, página virada, história superada até que em 2011, quando eu já tinha terminado o primeiro namoro e estava na FASE PORRA LOUCA, lembrei que eu o tinha adicionado no msn. Fomos conversar (mandei o "estudei na mesma época que você no CNSR, a gente deveria ter algum amigo em comum, mas não lembro quem") e eu descobri que ele, pós-namoro com a pop, virou um cara totalmente Pólo-no-Punto-Balada-Na-Vila-Olimpia-trinta-horas-de-academia-por-semana ou seja: Não preenchia mais os meus requisitos. Nem no auge da fase porra louca.


É uma história da minha adolescência e das mais banais (porque antes de 2003 era tudo mato na minha vida amorosa e o mais próximo de contato que eu tive com meus paquerinhas era quando eles assinavam minha apostila no final do semestre), mas me deixou lições valiosas que eu levo comigo até hoje (não disse que aprendi as lições, veja bem):
- Não faça a Mariah Heartbreak;
- Não tenha amigas vingativas achando legal porque UMA HORA ELAS SE VINGAM DE VOCÊ;
- Não seja louca e saia correndo quando você for pega fazendo alguma coisa ridícula;
- Não desenvolva paixões platônicas baseadas apenas na aparência da pessoa;

sábado, 19 de março de 2016

É sempre amor mesmo que mude

Eu sei que por ele era amor porque já se passou quase uma década e, mesmo eu não estando mais apaixonada por ele, nem querendo nada ~amoroso~, ainda o incluo nas minhas orações quando eu me lembro de rezar.


Eu sei que depois dele nunca mais teve amor porque me doeu mais não ser "amada" de volta do que qualquer outra coisa e, assim que a raiva passou, acabou tudo (talvez, por alguns, tenha sobrado um tesãozinho, mas até aí pfffff).


E, agora que eu sei disso, o que é que muda?

Porcaria nenhuma.
Acho.




(Não é chato quando você tem epifanias geniais quando o país tá um caos e você não tem tempo nem pra refletir sobre isso?)

sexta-feira, 18 de março de 2016

NÃO TEM MÚSICA NO TÍTULO

NÃO TEM COISA INTERESSANTE NO POST.


Desculpa, Terapeuta do Capeta, mas esse post é só pra te alertar que Oops I did it again e entrei em negação.

NÃO vejo jornais
NÃO saio do trabalho, nem boto os pés na rua sem estar usando fones de ouvido com a Bey11 gritando no último volume
NÃO converso sobre política
NÃO abro o Facebook
NÃO quero saber o que o Lula, a Dilma, o Moro, o Boro, o Toro, o Joio, o Trigo e sua mãe fizeram naqueles 7min que ficaram trancados dentro de um armário

NÃO

QUERO

SABER

E, depois daquele jogo MEDONHO de futebol que eu assisti ontem (e das duas horas de sono importantíssimas para a minha sanidade que eu deixei de ter por causa dele) eu tô quase me juntando aos doidinhos do centro de São Paulo e falando sozinha em voz alta na rua (só que no meu caso eu estarei cantando "Love on top" na frente da prefeitura, provavelmente).



MEU DEUS, QUE É QUE TÁ ACONTECENDO NESSE PAÍS????
Eu até pensei em fazer um clippping do Brasil no shuffle que tá rolando, mas isso me faria fazer (qual o nome dessa figura de linguagem? Estou com medo até do google) vários SIMs pras coisas aí de cima e ainda não tô naquele filme do Jim Carrey que ele tem que dizer SIM pra tudo.

Ok, talvez um pouco por essa cena:

Exceto pelo fato de que não tem Bradley Cooper delicioso na minha vida.

quarta-feira, 16 de março de 2016

That's great! It starts with an earthquake

A impressão que dá é que o Brasil tá tendo um grande piriri e a cada hora que ele vai ao banheiro tem cada vez menos papel higiênico.
Até hoje.
Hoje o papel higiênico acabou, o Brasil limpou o rabo com a cueca, não tomou banho, não deu descarga e saiu mostrando as vergonhas em público.


Eu sou o Ian Malcolm e a pilha de cocô é qualquer rede social, canal de TV, conversa com a família, conversa escutada hoje.



domingo, 13 de março de 2016

A nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações

Postei e saí correndo.





(Vou voltar pro Netflix que lá não tem nem propaganda)

But I know I must go on although I hurt I must be strong - Because inside I know that many feel this way

Eu sempre acreditei que a morte é uma coisa ruim - principalmente para aqueles que continuam vivos depois de perder alguém que amam e que terão que aprender a viver com a ausência e com as memórias. Foi com essa postura que encarei as duas experiências de morte na minha família próxima: Quando meu avô faleceu eu era uma criança, tinha acabado de completar oito anos e não entendia o motivo de tantas entradas e saídas da minha casa, nem o porquê de eu ter que faltar na escola num dia de chuva se não era pra ficar em casa. Quando foi a vez da minha avó falecer, eu já catorze anos, já sabia o que era, de fato, perder alguém e precisei de todo o colo que meus pais e amigos me deram.
Eu não chorei no funeral da minha vó e não fui ao enterro dela.
Fiquei ao lado da minha mãe, que estava fragilizada e sofrendo muito. Naquele dia eu percebi que meu papel era ser o suporte dela e, junto do meu pai, fizemos de tudo para vê-la feliz - E foi em vão.
Eu não sei o que é perder a mãe (e não quero saber tão cedo) e a minha havia acabado de descobrir o que era isso. Não havia muito que fazer, acho. 

Hoje, passados quase treze anos, a saudade continua, mas as feridas se fecharam e a vida de todo mundo continuou.

Essa semana um tio da minha mãe, pai de uma prima dela com quem ela passava todas as férias da infância, faleceu e, embora isso não tenha me afetado DIRETAMENTE, afetou minha mãe e duas pessoas de quem eu gosto bastante. 

Atualmente eu acho que a morte é apenas uma passagem, uma etapa de um ciclo, e que não devemos sofrer por causa dela. No fim a gente vai acabar se encontrando de novo, a separação é temporária. Ainda haverão as lembranças, mas a saudade é a prova de que o que a gente viveu foi bom. Não dá pra ficar infeliz por causa disso. E essa coisa do luto me afeta demais, eu não consigo ficar indiferente: Ou eu entro em luto, ou entro NA LUTA para que meus queridos que se afetam com a morte se recuperem e que tenham a força necessária para seguir em frente.

É o que resta a ser feito, né? Eu tô bem, mas quero que minha mãe, minha tia e minha prima fiquem também, então... Vamo lá.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Lista interminável, infinita, gigante, incompleta e constantemente atualizada de coisas que odeio, mas que não necessariamente estão na ordem do quanto eu odeio (5)

14. Gente que manda email pra 50 pessoas sem ser com cópia oculta e pede confirmação de recebimento.

15. Gente que responde esse email com "Recebido" sem tirar os 49 outros (trouxas) também copiados no email.

16. Isso aí de cima acontecer numa faculdade de Comunicação, com os professores martelando dia sim e dia também na nossa orelha sobre confidencialidade e educação ~na internet~.





terça-feira, 8 de março de 2016

It's so easy now 'Cos you got friends you can trust #DANILOVsDAY

TOP 27 - MELHORES MOMENTOS DA MINHA AMIZADE COM AMIGO DA ALMA RUSSA - fora da ordem de predileção, estou apenas elencando #momentos (tem mais, mas só pode 27)


1. Ensinar NFL pros amigos
1.1. A coisa que a amiga mais lembra da NFL é "Tom Brady faz xixi sentado"
2. André Marques
2.1. credo
3. Boneca Juju Carente
3.1. Hehe... dsclp
4. Passeios ciladas
4.1. "Funai's badge"
5. Definir programas para aF1 e dF1 (antes e depois da F1)
5.1. Não julgar por isso;
6. PARMERA



6.1. Amar e odiar com uma intensidade absurda.
7. Sigur Rós
7.1. Música das baleias e dormir durante o filme do Sigur Rós
8. House
9. FILMES. FILMES. FILMES.
9.1. até os de terror que fazem a gente se cagar de medo depois;
9.2. ATÉ SOLTAR SPOILER DE "A ÓRFÃ" NA TL DO TWITTER;
10. Não tenho maturidade pra isso.
10.1. Sério, não tenho. HAHAHAHAHAHA
11. "Porra, Beatriz"
11.1 dsclp :(
12. "Calma, Fera"
13. "I don't stalk, I investigate"
14. Michi ♥
15. Fórmula da Coca-Cola, vinho químico e iogurte
16. BATATOL
17. Ficando careca
18. Dançando música TRIBAL nos joguinhos do kinect
19. F1!!!!
19.1. Em outro tópico porque aff, f1 ♥
20. Ensinar os amigos a curtir: Harry Potter & Star Wars
20.1. E corrigir a infância errada que não teve HP, aff
21. Twitter
21.1. (quem for ler isso saiba que eu: Não tenho)
22. Risada escandalosa
22.1. TEMOS.
23. Montagens toscas
23.1. Dia do Rock na Ponte Metalica
24. Pilequinhos de leve com conversas idiotas;
24.1. Lembrar de tudo no dia seguinte (hehe)
24.1.1. Até a conversa sobre... mictórios.
25. Descobrir a velhice ao passar mal num bloco de Carnaval;
25.1. Nada disso teria acontecido se você tivesse ido de Cisne Negro.
26. Vídeos e gifs de cachorrinho;
27. Companhia pra quando eu morrer e for pro inferno

It's not easy, love, but you've got friends you can trust #DANILOVsDAY

Dia desses a internet estava em chamas porque descobriram que Kate Winslet e Leonardo diCaprio são BFFs desde que fizeram Titanic juntos, e nem o fato de que ELES PODERIAM TER FICADO JUNTOS EM CIMA DA PORTA estragou a amizade dos dois. Aí começaram com "aiiiiin, queria ter uma amizade assim" e "mimimi amizade maravilhosa".
Pois então. Eis o que acontece:

Eu tenho um Leonardo* na minha vida!



E hoje ele está fazendo aniversário! (de parabéns ele está todos os dias, dsclp)



Conheci o Amigo com Alma Russa (é por esse apelidinho que ele é conhecido neste blog) quando eu estava ainda no Fundamental, mas foi só quando eu terminei meu segundo namoro, ainda no processo de superar a 1ª Fossa, que começamos a sair e conversar e a, de fato, sermos amigos.
Isso foi em 2010 e desde então ele tem sido uma presença quase tão constante na minha vida quanto o soninho pós almoço e a raiva do Palmeiras jogando feito o Ibis - Aliás, compartilhamos esses dois amores/ódios. É TAMBÉM dessas pequenas coisas que é feita nossa amizade.
Já teve MUITA TRETA™, MUITA CILADA™ e MUITO ROLÊ FUNAI'S BADGE™ na nossa História, mas também teve muito amor, muitos risos e muitos desabafos.
Amigo com alma Russa é o tipo de gente que eu adoro e que tem um triplex no meu coração: Mesmo a gente não se vendo sempre, tenho a certeza de que quando a gente se ver vou passar boas horas, seja fazendo babaquice, seja comendo, seja vendo filme, seja contando todas as lamúrias, seja ouvindo "Porra, Beatriz" ou qualquer outra coisa.
Espero do fundo do meu coração que eu seja pra ele pelo menos 1/3 de amiga que ele é comigo.

E desejo TUDO DE ÓTIMO pra ele, incluindo títulos do Parmera ♥
Feliz Aniversário, Amigo com Alma Russa ♥

* na real eu tenho DOIS, um de nome (oi, Pirituba) e um de coração, que é de quem estou falando hoje ♥

domingo, 6 de março de 2016

O que você me pede eu não posso fazer e assim você me perde e eu perco você

Acho que preciso rever o acordo que fiz sobre ser 100% sincera. Não tá dando muito certo.
Acho que uns 73% já tá bom e os 27% que sobraram tá liberado gastar com mentirinhas leves que não prejudicam ninguém e com omissões benéficas que servem apenas pra não gastar espaço na minha memória que já é acumulada com coisas imbecis demais.
Mas é foda, sabe? É bem foda.
Tenho tentado tanto trabalhar nessa coisa de NÃO falar tudo o que vier na minha cabeça sem filtros e regular o sincerômetro que fico meio bolada quando percebo (antes não percebia) que as pessoas não tão regulando também.

Juro por Deus que eu adoraria fazer um grande post sobre sinceridade, sobre magoar os sentimentos alheios e ter que lidar com pessoas que interpretam tudo o que a gente diz... MAS CARA, 21H DE DOMINGO E AMANHÃ ACORDO CEDO.
Me deixa, não quero.
Fica apenas esse comentário assim, meio de lado, já saindo, indo embora e louca por vocês.
(Que pena! Que desperdício!)



Ow, cês tem twitter? 'Cês usam aquela belezinha? Eu tô por lá mais do que tô na minha própria casa e não sei responder os comentários que 'cês fazem aqui. Me dêem um olá, me mandem um oi. Venham curtir ~ao vivo~ as patocadas que acontecem comigo durante a semana porque agora trabalhando feito gente grande e indo direto pra faculdade eu vou atualizar isso aqui de vez em quando só*.




* tem uns posts programados pra datas especiais aí, mas honestamente não sei quais (exceto a do aniversário do BFF).

sábado, 5 de março de 2016

Quero ver como suporta me ver tão feliz

  • O tanto que é maravilhoso ver o centro de São Paulo no pôr-do-Sol.
  • Comi esse croissant de chocolate da Casa Mathilde #ad como sobremesa do almoço esses dias, sentadinha ali no Largo do Café e vendo o movimento das pessoas. Posso ou não ter soltado um "hummmmmmmmm" ao dar a primeira mordida e ser inundada com chocolate derretendo.
Não tá bonito, mas tava gostoso.

  • ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ "Esperei o dia todo pra te ver, trabalhei o dia inteiro só querendo saber como tava sendo o seu dia" ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ 
  • Depois dessa semana MARAVILHOSA mandei um email pra terapeuta (quase nunca faço isso) com "Você tava certa de novo. Só quis te dizer isso antes da gente voltar a se ver no fim do mês porque pode ser que até lá eu mude de ideia, mas saiba que você está certa. Mesmo se eu mudar de ideia". Ela respondeu com "Eu sei ;) ".

O amor jamais foi meu, o amor me conheceu, se esfregou na minha vida e me deixou assim




Quem sou eu pra falar de amor?


sexta-feira, 4 de março de 2016

There are times when I would scream till I was blue

Lista das minhas birrinhas dos últimos 3 meses em ordem de quem eu mandaria primeiro para o paredão caso a Revolução acontecesse agora e eu fosse a general suprema do novo regime:

1. William Waack
A impressão que dá é que, pra este senhor, quanto pior, melhor.
Nunguento a cara desse senhor, num guento o sorrisinho de GRINCH dele toda vez que dá uma notícia ruim.
Detesto, quero nem falar sobre.
Escroto.

2. Uma moça que todo mundo adora, menos eu.
E que faz com que eu me sinta no meme da diferentona da vida real.
Também não quero falar disso porque SEI QUE ESTOU ERRADA por não gostar dela, mas não consigo evitar.
"Aiiin, mas se você acha que tá errada por não gostar dela ia mandar pro paredão mesmo assim?" Kiridinhos, eu ia. E, como eu não gosto nem dela, nem dos irmãos dela, eu mandaria pro paredão, e mandaria a conta da bala pros irmãos.
(Eu me acho errada por comer tanta batata frita MAS COMO MESMO ASSIM).

3. Gente que canta "Meu Palmeiras meu Palmeiras meu Palmeiras" ao invés do hino do Brasil na hora do hino nacional nos jogos do Palmeiras.
BICHO, VAI SE FODER. RESPEITA A PORRA DO HINO.
É o mais bonito que existe, passa uma mensagem positiva, é legal pra caramba e 'cês ficam de trouxisse com o Hino? Porra, vontade de socar todo mundo. Um por um. Na cara.

GENTE, FOR THE LOVE OF SWEET BABY JESUS: Aprendam a se comportar. Aprendam a viver o momento. Aprendam a curtir a porra do show dos Stones sem estragar o momento com essa discussão imbecil ONDE TODO MUNDO TÁ ERRADO.
Vontade de chutar todo mundo. Um por um. No fígado.

There are times when I could fall in love with you

Lista das minhas paixonites dos últimos 3 meses em ordem de "nível de paixonite"


1. Moço das coxas bonitas (olha, nem questionem) que corre na rua de casa
Toda vez que eu saio pra passear com o cachorro por volta das 19h eu o vejo correndo. De vez em quando ele fala "e aí, amigão?" pro cachorro, mas ignora completamente minha existência;
Nível de paixonite: Quase nulo. Preciso sair com o cachorro, claro, mas não tenho mais horário fixo. Se eu vejo é bacana por uns 20s e depois passa. Lindas pernas, bumbum bonito. Só. Me sinto até meio errada por objetificar (mas passa).

2. O bonitinho que parece o François Arnaud da minha aula de quinta feira
Nível de paixonite: Baixo.
A aula de quinta-feira, que já é legal, fica AINDA MAIS LEGAL. Eu escolho um lugar exatamente de frente pro dele, exceto quando não tem cadeira de canhoto, aí eu sento na cadeira de canhoto porque tô lá pra estudar e ver o moço bonitinho é só um bônus.
(e todo mundo sabe o que acontece quando eu acho moços da sala de aula bonitinhos: Eu fico obcecada por um semestre e depois esqueço até o nome)


3. O moço baiano que é muito amigo de um colega e detestado por um amigo
Desse eu só posso dizer "VAMOS ACOMPANHAR".
Nível de paixonite: Médio, mas tá aumentando. Olha... Digamos que se a dificuldade é alta eu tenho a tendência a gostar mais porque sou burra pra caralho curto uns desafios. E mais não digo.

4. François Arnaud
Nível de paixonite: Alto. Estou sendo condescendente com uma personagem que mata geral, fode geral mesmo sendo cardeal (falei palavrão pela rima, desculpa a grosseria, sou de Osasco) e pega a própria irmã.
Amém.

5. O Raj de Caminho das Índias (com trocentos anos de atraso)
Rodrigo Lombardi só faz personagem pastel, me lembra um ex, tem um jeito de falar meio molenga e um sorriso que me dá calafrios de um jeito não bom. É gato, mas de boca fechada.
Exceto quando a personagem é Raj Ananda. Meu Deus, gente. Raj Ananda... Eu só não falo "Case comigo, Raj Ananda" porque gosto do Raj com a Maia.
Por que eu não via essa novela antes? E, mais importante: Por que eu comecei a ver AGORA? Fico mó chateada quando não consigo assistir :(
Nível de paixonite: Altíssimo. Procuro novela no youtube e tem uma foto do Raj numa página inteira do meu diário. Estou shippando enlouquecidamente com outra personagem e odiando Tânia Kalil porque não tenho maturidade pra separar uma coisa da outra. Com trocentos anos de atraso.

♥ ♥ ♥ Raj Ananda ♥ ♥ ♥


6. O centro Histórico de São Paulo
Comecei a trabalhar no Centro Histórico e cada momento que eu tenho disponível para andar por lá e ver coisas eu gasto fazendo justamente isso. Melhor lugar, gente.
Nível de paixonite: Perigosamente alto a nível de fazer umas cagadas, se pá. Hoje teve um protesto em frente a prefeitura de São Paulo e tinha um carro de som tocando "Apesar de você". Parei e cantei no meio da rua e fiquei absolutamente maravilhada por não ser a única fazendo isso.

Tá vendo esse prédio cor-de-rosa? É meu prédio PREDILETO de São Paulo. A foto tá ruim, mas o sentimento é de puro amor.


terça-feira, 1 de março de 2016

Karma Police, I've given all I can and it's not enough

"Você não fala mais comigo"
"Não se sinta especial, eu não tenho sentido vontade de falar com ninguém recentemente"
"Mas você não fala comigo direito DESDE O ANO PASSADO"
*silêncio*


"Oi Su"
"Su?"
"Sumida! Você, né? Nem fala mais comigo"
*silêncio*


"Eaeeeeeeeeeee Beaaaaaaaaaaaaa como você táááááááá?"
*silêncio*


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Tenho pra mim que só tenho o que mereço quando o moço bonitinho por quem eu tenho me derretido toda só porque ele é baiano demora uma vida inteira pra responder minhas mensagens. Karma is a bitch e blábláblá