domingo, 31 de janeiro de 2016

Me larga, não enche: Você não entende nada e eu não vou te fazer entender

Se juntar toda ex de ex que me odeia, com toda atual de ex que não vai com a minha cara dá pra fazer um Bloco e botar na rua pro carnaval paulista.



E mais não direi.



(SAI DAQUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII)

sábado, 30 de janeiro de 2016

30 dias de carta (30)

Dia 30 - Meu reflexo no espelho.


Osasco, 20 de dezembro de 2015.


Beatriz,
Hoje é nosso aniversário. Eu olho pra gente no espelho e quase não vejo mudança pra Beatriz de 2014, ou pra de 2006. Fisicamente nós continuamos a mesma coisa: Os mesmos cabelos cor-de-rato, os mesmos olhos pequenos e castanhos, a mesma sobrancelha com falha que você é a única pessoa que percebe, as mesmas sardas e o mesmo nariz de batatinha. Hoje estamos nos sentindo bem com essa aparência e parabéns pra gente por isso.
A aparência do lado de fora não demonstra o quanto foi difícil pra gente achar esse monte de características do nosso rosto agradáveis, e foi por isso que a gente aprendeu que a aparência não diz nada - mas não vamos negar que é maravilhoso olhar pro nosso rosto no espelho e vermos que ali tem alguma coisa agradável. 
Parabéns pra gente pelo aniversário e por essa conquista: O amor próprio foi o maior presente que nós poderiamos ter ganhado esse ano.
Que em 2016 a gente se ame ainda mais.

Um monte de beijos (que depois eu vou ter que limpar porque sou sua fã, mas não sou fã de espelho sujo).
Beatriz

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

30 dias de carta (29)

Dia 29 - Alguém pra quem você queria contar tudo, mas tem um pouco de medo.

Osasco, 28 de janeiro de 2015.


Fê,

Ontem, enquanto eu assistia o Chico e Bethânia cantando juntos, num show cujo ingresso eu ganhei 1h antes dele começar, eu estava com o coração cheio de amor e com o corpo transbordando de felicidade simplesmente por estar ali. Quando eles cantaram "Olhos nos olhos" eu me lembrei de você e achei que você talvez fosse a única pessoa que surtaria tanto quanto eu ouvindo aquela música - Nem sei se você gosta, mas pra mim ela é a única junto com "Para Lennon e McCartney", do Milton, que me deixa em estado semi catártico... E, como eu sei que a do Miltão te deixava assim.
Eu lembrei de você e quis que você estivesse lá comigo. Senti sua falta.
E isso, eu ter sentido a sua falta, só mostra o quanto você foi importante. Me desculpe se eu fiz você achar que tinha sido nada, que não me despertava nem amor, nem ódio, porque meu coração já estava cheio disso quando você chegou na minha vida. Você foi E É muito importante. Mesmo sendo bunda mole. 
Ainda te desejo tudo de ótimo, tudo de maravilhoso, e que você consiga se livrar com o mínimo de dano possível de tudo o que te deixa mal. Que você aprenda a amar o homem maravilhoso que você é, e por quem eu poderia ter me apaixonado facilmente se as coisas tivessem sido diferentes.

Tudo de ótimo.

Um beijo,

Quando talvez precisar de mim

...Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz


Dia 27 eu vi Chico Buarque cantando "Olhos nos Olhos" com Maria Bethânia e não sei até agora como sobrevivi depois de tanto amor ♥
Eu vi também o Sombrinha cantando "Apesar de você" (sem o Chico, apesar do Chico estar lá ♥) e não sei até agora como sobrevivi depois de cantar tão alto, tão forte, com tanto sentimento ♥
Vi também a Mart'nalia cantando "Baila comigo" e não sei até agora como sobrevivi depois de dançar na beiradinha da parte alta.
Vi a Angela Ro Ro cantando "Gota de Sangue" e não sei como sobrevivi mesmo depois de ter chorado de desidratar.
E eu vi a Alcione cantando Grito de Alerta com a Carminho, numa mistura de fado com samba, e não sei até agora como eu sobrevivi depois de  ouvir aquilo e saber que nunca, nem que eu queira, vou conseguir interpretar uma música de maneira TÃO PERFEITA.

Meu Deus, eu tenho sinceras dúvidas de que QUALQUER OUTRO SHOW que eu veja esse ano vá chegar aos pés desse.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração

Ontem eu estava a toa no meu lugar e veio a mosca a me perturbar uma amiga do coração me mandou mensagem perguntando se eu tava interessada em assistir o Show de Verão da Mangueira, com vários artistas cantando os sucessos da  homenageada da Mangueira desse ano, que vem a ser ninguém menos que:


Maria Bethânia!


Não, pera...

MARIA BETHÂNIA




Aí 'cê imagina a sujeita (eu) no meio dum show com várias homenagens à Maria Bethânia e CHORANDO DE RIR lembrando dos Trapalhões. Impossível acontecer, né?
Pois rolou. Então, antes de eu falar (sério) sobre o show, fiquem com Didi Bethânia.






30 dias de carta (28)

Dia 28 - Alguém que mudou a sua vida


Osasco, 27 de dezembro de 2015


MP,

Antes de você eu tinha medo de me relacionar com alguém, me abrir 100% e essa pessoa me deixar com o coração partido em 1 milhão de pedacinhos como o primeiro namorado fez comigo. Eu perdi esse medo e por isso você mudou a minha vida.
Antes de você eu não tinha medo das minhas melhores amigas, nem do ciúme, nem dos segredos que elas poderiam ter. Eu ganhei esse medo por sua causa e isso também mudou a minha vida.
Eu quero a minha vida como ela era antes de você, MP. Porque eu prefiro um milhão de vezes ter o meu coração partido por um garoto do que por uma amiga.
O que eu senti por causa de vocês dois eu não quero sentir nunca mais e esse é um medo que eu não tinha antes de você chegar na minha vida.
Se você achar uma máquina do tempo, por favor, volte até dezembro de 2013 e tire da sua cabeça a vontade que você tinha de sair comigo, porque aí ela não me contaria isso e me faria ter vontade de sair com você.

Por favor, dê um jeito nisso.
B.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

30 dias de carta (27)

Dia 27 - A pessoa mais amigável que você encontrou apenas uma vez



Osasco, 17 de janeiro de 2016.

Valeiiiixxxxxxka,

A gente se conheceu na V Trifon e eu gostei de você na hora. Ainda bem que existe o twitter pra gente manter o contato! Obrigada por me aguentar de pilequinho dizendo "só vou te chamar de Valeixxxxxka" e por segurar a porta do banheiro masculino pra mim quando eu tava apertada e não conseguia esperar até a fila do feminino diminuir. Gostei de você!

Beijão
Below

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

30 dias de carta (26)

Dia 26 - A última pessoa pra quem você "jurou jurandinho".


São Paulo, 03 de janeiro de 2016

Miga,
Podexá que eu não vou contar pra ninguém. Juro.
Eu só vou escrever no meu diário... Mas ninguém vai ler. Prometo.

#tamojunta
Um beijão
Bea

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

30 dias de carta (25)

Dia 25 - Uma pessoa que está passando por maus momentos.


Osasco, 14 de janeiro de 2015.


Ei,
Eu não tenho o direito de te pedir pra se abrir comigo e falar o que está acontecendo contigo porque eu mesma não sou a pessoa mais aberta do mundo (quem eu posso culpar por isso, né? quem me ensinou a ser assim???), mas espero de verdade que tudo melhore e que você consiga se resolver. Eu amo você. Me procure caso queira falar sobre isso ou queira não falar, mas fazer qualquer coisa que te distraia desse monte de porcarias por alguns minutos.

Um beijão
BeÁ.

Das músicas que revelam uma obsessão que deve ser tratada (13)

You can't do that - Beatles

Eu tenho algo a dizer que pode lhe causar dor
Se eu pegá-la falando com aquele garoto novamente
Eu vou decepcioná-la
E deixá-la secamente
Pois eu já lhe disse:
Você não pode fazer isso

Bem, é a segunda vez
Que peguei você falando com ele
Devo lhe dizer mais uma vez que acho isso um pecado?
Eu vou decepcioná-la (decepcioná-la)
E deixá-la  (decepcioná-la e deixá-la)
Pois eu já lhe disse:
Você não pode fazer isso

Todo mundo está verde de inveja
Pois eu sou quem ganhou o seu amor
Mas se eles vissem
Você falando assim
Eles ririam na minha cara

Então, por favor me escute, se você quer continuar sendo minha
Não posso evitar meus sentimentos, vou perder a cabeça
Eu vou decepcioná-la (decepcioná-la)
E deixá-la (decepcioná-la e deixá-la)
Pois eu já lhe disse:
Você não pode fazer isso

Ah!
(Você não pode fazer isso)
(Você não pode fazer isso)
(Você não pode fazer isso)
(Você não pode fazer isso)
(Você não pode fazer isso)

Todo mundo está verde de inveja
Pois eu sou quem ganhou o seu amor
Mas se eles vissem
Você falando assim
Eles ririam na minha cara

Então, por favor me escute, se você quer continuar sendo minha
Não posso evitar meus sentimentos, vou perder a cabeça
Eu vou decepcioná-la (decepcioná-la)
E deixá-la (decepcioná-la e deixá-la)
Pois eu já lhe disse:
Você não pode fazer isso



Amigaaaaaaaaaaaaaaaaa, foge desse homem porque além de te usar como troféu ele ainda se acha no direito de dizer com quem você pode ou não conversar. Vai ver uns vídeos da Jout Jout que esse cara tá provavelmente te mantendo num relacionamento abusivo e você nem se tocou!!!

domingo, 24 de janeiro de 2016

30 dias de carta (24)

Dia 24 - A pessoa que te deu sua lembrança predileta



Osasco, 19 de janeiro de 2016.


Pai,
'Cê lembra uma vez em que nós dois estávamos na praia, conversando sobre a vida, o universo e tudo mais, e você me falou sobre o seu medo de eu ficar sozinha depois que você e a mãe morrerem? Você me fez uma promessa aquele dia, lembra dela? Eu lembro. E toda vez que penso nela meu coração se enche de amor por você e pela mãe.
Obrigada por se preocupar tanto, por se amar tanto. As pessoas dizem que isso é obrigação dos pais, mas você e a mãe fazem com tanta delicadeza que nem por um minuto eu me senti como um fardo pra vocês.


Amo você.
B.A

sábado, 23 de janeiro de 2016

30 dias de carta (23)

Dia 23  - A última pessoa que você beijou.



São Paulo, 12 de janeiro de 2016.


M,


Quando você me beijou eu me senti a pessoa mais preciosa do mundo. Tomara que você use esse seu ~dom~ com sabedoria.



Já estou esperando os próximos beijos.....

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

30 dias de carta (22)

Dia 22 - Alguém que você gostaria de dar uma segunda chance.

Osasco, 21 de dezembro de 2015.

Lelê,

Desde que eu te conheci em 2010 eu SEI que você é uma pessoa incrível e que veio pra minha vida pra mudar tudo. Eu acho, aliás, que se a gente tivesse se conhecido em 2011, essa mudança teria acontecido de um jeito muito diferente do que rolou.
Em 2010 eu estava um caco e não fui metade da pessoa que eu poderia ter sido pra te fazer feliz. Já te pedi desculpas por isso, porque sei que te fiz muito mal, mas peço de novo porque te magoar foi a última coisa que eu quis fazer aquele ano. 
Você é incrível. Saiba disso. Eu adoro você.
Não rolou porque não era pra ter rolado e talvez nunca role porque você e eu somos iguais em quase tudo, mas diferentes naquilo que importa mais e isso é um motivo pra eu saber que as coisas nunca serão do jeito que a gente gostaria que tivessem sido.
 - O que não me impede de jeito nenhum de imaginar que, caso a gente tivesse uma segunda chance, a gente aproveitaria.
Claro, o final seria igual... Mas o caminho seria diferente. Seria mais fácil, porque a gente saberia que não é pra ser e nunca será... O que talvez tornasse tudo mais divertido. E a gente ADORA diversão ♥
Eu amo você. Não se esquece e não duvide. É uma pena que esse amor não seja suficiente pra gente tentar, mas a gente não pode ignorar que ele existe. Te quero bem, meu bem. Felicidades.


Um cheiro no pescoço e meio litro de sorvete caseiro de limão,
Bezzi




PS: Saudades do Quindão da dona Carmen.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Das músicas que revelam uma obsessão que deve ser tratada (12)

Hotline Bling - Drake

Você costumava ligar no meu, você costumava, costumava
Você costumava me chamar no meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Ligava para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa

Desde que eu fui embora da cidade, você
Tem uma reputação agora
Todo mundo sabe e eu estou me sentindo de lado
Garota, você me deixou triste, me deixou estressado
Pois desde que eu fui embora da cidade, você
Começou a usar roupas mais curtas e sair mais
Com taças de champanhe na pista de dança
Saindo com algumas meninas que eu nunca vi antes

Você costumava ligar para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Ligava para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa

Desde que eu fui embora da cidade você, você, você
Você e eu simplesmente não nós dávamos mais bem
Você fez eu me sentir como se tivesse feito algo errado
Indo a lugares onde não é a sua cara
Desde que eu fui embora da cidade, você
Você teve exatamente o que pediu
Esgotando as páginas do seu passaporte
Saindo com algumas meninas que eu nunca vi antes


Você costumava ligar para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Ligava para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa


Hoje em dia, tudo que faço é
Me perguntar se você está saindo com outra pessoa
Me pergunto se você está enrolando outra pessoa
Fazendo coisas que eu ensinei
Ficando safada para outra pessoa
Você não precisa de mais ninguém
Você não precisa de mais ninguém, não
Por que você nunca está sozinha?
Por que você está sempre caindo na estrada
Você sempre ficava em casa, seja uma boa menina
Você estava na zona
Você devia ser apenas você mesma
Agora, você é outra pessoa


Você costumava ligar para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Ligava para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa
Eu sei que quando o celular toca

Desde que eu fui embora da cidade




Kiridinha, esse homem tá com o covotelo doendo porque você sabe se virar sem ele. Parabéns por ter se livrado desse chororô. 

30 dias de carta (21)

Dia 21 - Alguém que você julgou pela primeira impressão


São Paulo, 03 de janeiro de 2015.

BrunoÁ,

A primeira vez que eu te vi, na minha futura sala de trabalho, nossa futura chefe te pediu pra pegar um café pra nós duas e você fez um "aff" e falou "quer café, estagiária nova?" que eu achei meio debochado e, portanto, recusei. Eu te achei um esnobe.
A segunda vez que eu te vi, no meu primeiro dia de trabalho, você disse que ia me ensinar a fazer o trabalho e, com essa desculpa, me fez fazer todo o SEU trabalho. Eu te achei um folgado.
A terceira  vez que eu te vi, no meu segundo dia de trabalho, você concordou com a assistente da chefe num assunto questionável e eu fiquei horrorizada, achando que você (e ela) eram duas pessoas horríveis e que seria um horror passar sete horas por dia ao lado de vocês dois. Eu te achei um babaca.

Com o tempo, descobri que o "pegar café" era uma piadinha da sala, e eu fiz tantos "affs" e "alguém mais quer café? Na próxima eu não vou buscar, hein?" quanto você. E eu entendi aquela piadinha do primeiro dia e te achei meu semelhante. Eu também tive que treinar pessoas - o seu substituto quando você saiu - e percebi que deixar a pessoa fazer o trabalho era o jeito mais fácil dela aprender - o fato de que eu só ficava olhando por um dia inteiro também era maravilhoso, mas ali não era o principal. E eu senti saudades de você quando o seu substituto não se encaixou na rotina e complicou minha vida uns 300%. Eu também compreendi que você é o rei da ironia, o mestre do sarcasmo, e o campeão universal de desmontar as pessoas apenas concordando com elas e fazendo com que elas percebam sozinhas o quanto foram estúpidas. Você fez isso comigo um monte de vezes e eu retribui na mesma moeda, e assim a gente criou um vínculo que superou os dois anos em que trabalhamos juntos e que se estende até hoje. 

Você é, de um jeito bem bizarro e surpreendente, uma das melhores pessoas que conheço - apesar de querer manter essa fama de mau - e eu te adoro muito. Adoro principalmente por ter errado nas minhas primeiras impressões e você não ser o folgado cretino babaca que eu achei que fosse. E adoro porque essa sua carcaça de malvadão não supera uma olhada mais de perto. Você é incrível e tô feliz pra caramba porque a maldição dos cinco anos foi quebrada.

Um abraço desconfortável e anunciado antes pra não causar surpresas,

da Betariz

Lista interminável, infinita, gigante, incompleta e constantemente atualizada de coisas que odeio, mas que não necessariamente estão na ordem do quanto eu odeio (4)

13. Quando minha mãe guarda a embalagem de catchup desse jeito na geladeira



(por hoje é só isso mesmo)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

I feel it all, I feel it all, I feel it all, I feel it all


30 dias de carta (20)

Dia 20 - Quem quebrou seu coração em mais pedacinhos



Osasco, 07 de janeiro de 2016

Niño,
Tá tudo bem. Mesmo. O superbonder funcionou direitinho e depois eu dei uma mão de tinta por cima, nem dá pra ver que foi quebrado. Meu coração tá batendo bem e consegue se recuperar quando apanha. Não foi o fim do mundo.

Não se preocupa mais com isso!
Beijão

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

You are beautiful in every single way - Words can't bring you down

(Puta merda, esse vai ser grande. Me desculpem desde já)

Sabe quando a gente aprende uma coisa e aí de repente TUDO que acontece parece remeter a essa coisa? Então.
Semana passada aconteceu um lance engraçado. Um carinha com quem saí e com quem ainda falo me disse que, se não me conhecesse e gostasse de mim, me acharia absurdamente arrogante e autossuficiente porque eu respondo "Obrigada, eu sei" quando alguém diz que eu sou bonita. Eu fiquei pensando nisso porque, até ele falar, eu nunca tinha encarado essa minha resposta como arrogância: Pra mim é só a óbvia constatação da realidade. Eu me acho bonita e não vejo razão pra discordar disso quando alguém me diz. Simples assim.
Fiquei meio bolada com esse assunto a semana inteira, revendo situações em que fui elogiada e respondi com "eu sei" e reparei que a reação padrão quando eu agradeço e digo que sei é essa mesmo: "Hahahaha, como assim você sabe?" "Modesta você, hein?" "Hahaha... Como você é metida" e aí eu saquei que... FODA-SE, NÉ? 


Arrogância
substantivo feminino
1. ato ou efeito de arrogar(-se), de atribuir a si direito, poder ou privilégio.
2. p.ext. qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; orgulho ostensivo, altivez.
3. p.ext. atitude desrespeitosa e ofensiva em atos ou palavras; insolência, atrevimento, ousadia.


Olha, ser bonito NÃO É PRIVILÉGIO, que eu saiba. E eu também não acho que eu seja SUPERIOR a ninguém, nem desprezo os outros por me achar bonita. A minha beleza não diminui de ninguém. E em nenhum momento eu fui ofensiva quando respondi "Obrigada, eu sei". Usei até a ~palavrinha mágica.
Não é arrogância, é amor próprio.


E aí eu me peguei pensando nisso, em como até pouco tempo atrás eu também acharia pouco de alguém que é seguro sobre a própria aparência do jeito que eu sou com a minha hoje (gosto TANTO de mim mesma que eu tenho até um pouco medo de mudar demais. Bruno Mars canta pra mim quando bota "Girl you're amazing just the way you are" na música). E lembrei de como foi minha adolescência, quando eu SEMPRE era chamada de inteligente, engraçada, "coração bom" e NUNCA de bonita. NUNCA MESMO.
Eu era tão movida a elogios que por um bom tempo eu me achei inteligente e achei que teria que compensar a falta de beleza sendo engraçada... E aí eu era arrogante, porque puta merda, como eu desprezei e fui imbecil com todo mundo que eu não julgava tão inteligente quanto eu...
Não sei em qual momento isso mudou, essa percepção que eu tinha de mim mesma - mentira, sei sim: Foi quando comecei a namorar o primeiro namorado e ELE me dizia que eu era bonita. Eu não acreditava e sempre fazia doce quando ele me falava isso, mas alguma coisa em mim começou a mudar com aqueles elogios da aparência... Foi por isso que eu penei tanto quando a gente terminou: Eu achava que nunca mais na vida alguém iria me achar bonita, e que eu ia acabar sozinha no mundo porque nenhum outro moço jamais se interessaria por mim.
COITADINHA.

Foi um longo caminho até eu perceber que eu tava errada. Longo mesmo, 'cês não tem ideia do quanto foi longo e do quanto foi difícil eu aprender a gostar da minha aparência o tanto quanto eu já gostava do meu ~conjunto interno~. Foi difícil também equilibrar os dois e deixar de ser a escrota nerd esnobe que eu era (e o feminismo teve um puta papel importante nisso, principalmente pra me mostrar que não é porque eu preferia abrir um livro a abrir as pernas que eu era melhor que alguém e que NADA me impedia de fazer as duas coisas, olha só que maravilha! Um mundo inteiro se abriu pra mim quando eu parei de fazer essas distinções idiotas!!!)... E ainda É complicado me manter inteira e me amando num mundo em que qualquer demonstração de amor próprio é visto como arrogância, em um mundo em que eu, baixinha, gordinha, que não curte se maquiar e não gosta nem de PENTEAR O CABELO, não sou padrão.

Um comentariozinho inocente de um EX já me fez ficar meio pensativa por uns dias, então vocês vejam só como é frágil esse negócio de amor próprio e autoestima...

Aí passou... 



Sábado eu fui com minha mãe na casa de uma amiga da família, que eu conheço desde a 3ª série do Fundamental, porque eu estudei com uma das filhas dela e me tornei amiga da outra - vale lembrar que a minha amizade com as meninas foi meio que ~rebaixada~ pra coleguismo, mas minha mãe e a mãe delas são BFFs até hoje, então a gente se vê com uma frequência até que boa.
Uma das meninas não estava quando chegamos e, assim que chegou, foi correndo pro quarto se arrumar pra um casamento de amiga. Ela saiu e eu BABEI no vestido dela, de tão lindo que era: Preto, justo, com umas rendas na parte de cima e uma saia solta até o meio das coxas. O vestido era lindo e tava bem legal nela, que é alta e tem pernão. Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa a mãe e a irmã já começaram a berrar "Nossa, tá horrível! Tira!" e "Você engordou, não pode usar esse vestido, tá marcando tudo". Cara.... A CARA DA MENINA, 'CÊS NÃO TEM IDEIA. Ela só não chorou porque a gente tava ali. Certeza. Dava pra sentir o tanto que ela ficou abalada com os comentários e o desconforto que minha mãe e eu estávamos sentindo cairia bem melhor na mãe e na irmã dela do que na gente.
Aí foi um auê, um Deus nos acuda e, no fim, enfiaram uma cinta daquelas modeladoras na menina (que, na minha opinião, mudaram NADA na composição final) e "deixaram" ela ir pro casamento com o vestido que ela queria.
Mas me diz: 'Cê acha que teve a mesma graça? 'Cê acha que ela tava confortável? 'Cê acha que ela tava SE SENTINDO BEM com aquele bagulho apertado que ia limitar os movimentos pra dançar, pra virar pro lado e pra fazer qualquer coisa?
Puta merda, aquilo me fez tão mal... E aí eu lembrei de vários episódios da nossa infância/adolescente em que coisas assim aconteceram, um deles em especial: Nós duas tínhamos uns 13 anos e fomos com nossas mães até o Bom Retiro (bairro de compras aqui de SP, pra quem não sabe) pra comprarmos roupa. Tinha umas saias horríveis que estavam na moda, justas, curtas e com estampa de coqueiro (um horror, sério mesmo) que eu não usaria NEM SE GANHASSE... Mas adivinha se a amiga não queria uma exatamente daquele jeito...
Daí fomos, provamos (eu também porque minha mãe tinha a-do-ra-do) e a amiga foi proibida pela mãe de comprar porque estava curta, justa, feia e ela tava gorda demais pra usar roupa que mostrava as pernas. Mas, segundo a mãe dela, eu deveria levar porque minhas pernas tavam lindas nela, eu tava magrinha, tava um espetáculo, tava linda... E eu? 
Eu levei a saia mesmo achando horrível. Porque ALGUÉM, OUTRA PESSOA, tinha me achado bonita nela e nunca ninguém tinha me chamado de bonita na vida (lembrando que eu era a inteligente) - e nem era pra puxar meu saco, já que ela tinha falado que a própria filha tava feia.
Eu me achei um monte aquele dia (E nunca usei a saia porque plmdds, era muito feia) e só ontem, quando eu lembrava desse papo todo, eu pensei em como a amiga deve ter se sentido, em como ela deve ter se ODIADO.

O quanto é complicado a gente se amar num mundo em que TODO MUNDO tá contra o nosso amor próprio, gente... Eu fiquei realmente mal por isso. De verdade.
E aí eu comecei a lembrar de um monte de coisas, um monte de papos, do Monge dizendo que achava FÚTIL as meninas falarem de cabelo e maquiagem como se fossem a coisa mais importante do mundo, mas sem levar em consideração de que as pessoas são tratadas como um montinho de cocô de rato quanto não estão nos padrões e que, pra entrar nesses padrões, a maioria das pessoas se sujeita a um monte de coisas horríveis. O Monge, assim como o cara que disse que eu sou arrogante por me achar bonita, NUNCA vão entender. Porque embora os dois sejam fora do padrão a cobrança nunca é tão grande pros homens quanto é pras mulheres. Eles nunca vão entender o quanto é IMPORTANTE, pra uma moça, dizer "Obrigada, eu sei" quando dizem que ela é bonita. Quando dizem que ela é inteligente. Quando dizem que ela é engraçada. O quanto de CORAGEM e AMOR PRÓPRIO foram necessários pra ela assumir que é bonita, que é inteligente, que é engraçada, que tem alguma coisa de bom nela.

Não é arrogância, eu insisto. É amor próprio.
NUNCA diminuam isso. NUNCA. Vocês não fazem ideia do que aquela pessoa teve que suportar antes de ter coragem pra se aceitar e se amar. Sem contar que é MUITO importante a gente se amar independente do que os outros venham a achar da nossa aparência.



EU SEI que sou bonita, obrigada. Tô te dizendo isso porque vivo nesse corpo 24/7 e sei do que ele é perfeito do jeito que é. Obrigada.

30 dias de carta (19)

Dia 19 - Alguém que está grudado na sua cabeça (para o bem ou para o mal)



Osasco, 19 de janeiro de 2016.


Bradley,


Eu falei pros meus amigos (e pra alguns desconhecidos de internet também) que eu toparia pegar PIOLHO de você se isso fosse consequência de eu estar em contato físico contigo - e eu falei sério quando disse isso. Acho que nossa ~relação~ já passou do saudável. Acho que a gente não pode mais manter contato. Vou apagar sua filmografia do HD.
Adeus.


Beatriz




____________


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

30 dias de carta (18)

Dia 18 - Uma pessoa que você gostaria de ser.


Mairinque, 2 de janeiro de 2016.

Queria Beatriz do Universo Alternativo,


Agora que você descobriu como ser mais confiante, inventou coisas que mudaram o mundo, tá nadando no dinheiro feito o Tio Patinhas e acabou com a fome e mortes por doenças simples.... Que tal inventar uma máquina que fure os buracos de minhoca e possam alterar outras dimensões? Eu continuo me fodendo aqui nesse mundo e desejando ser alguém melhor, alguém tipo você... Mas o caminho é pedregoso e difícil demais. Me ajuda a te ajudar (afinal somos uma só, você e eu).


Um beijo, um abraço e um aperto de mão
Beatriz dessa Terra









(muito errado eu não querer ser ninguém, mas só uma versão melhorada de mim mesma?)

domingo, 17 de janeiro de 2016

30 dias de carta (17)

Dia 17 - Uma pessoa da sua infância


Osasco, 28 de dezembro de 2015.


Padrinho,

Como é que você tá? Faz tempo que a gente não se fala, né? Eu acho que a gente já pode botar 50% da culpa em casa um de nós... Vamos dividir igualzinho porque eu já tô grandinha e sei que eu nem precisaria me esforçar TANTO ASSIM pra te ver. E você também.
Você, junto com o Pedrão e a Madrinha, são lembranças frequentes da minha infância. Lembro de brincadeiras, de viagens, de presentes, de conselhos e de brincadeiras com muita saudade. Você foi, por muito tempo, o meu pai postiço e eu tenho certeza que até eu ter uns 14 eu era a filha que você nunca teve. A vida aconteceu e trocentas coisas ficaram no meio de campo e dificultaram o nosso contato na minha vida adulta. Mas eu ainda gosto de você e sei que você gosta de mim. Pode ser por conta justamente dessas melhoras da minha infância maravilhosa, mas ainda é um bom motivo. E eu tô só pelos bons motivos nesse final de ano.

Um beijão!
Nos vemos na Bisa?


Bia

sábado, 16 de janeiro de 2016

30 dias de carta (16)

Dia 16 - Alguém que não está em seu estado/país


Osasco (a Veneza paulistana), 04 de janeiro de 2016.

Marivilhosa e Claudiva,

Do bonde carioca vocês são as melhores pessoas (e, sinceramente, as únicas que não me irritaram nenhuma vez) e espero de verdade que esse ano a gente possa se ver, comer bolacha (HEHEHE) e fofocar de frente pro mar. Sou um clichê gigante, mas adoraria fazer rolê carioca com vocês e encontrar famosos estacionando o carro no Leblon ♥
E Mari, QUERO APERTAR A LULU ATÉ DIZER CHEGA porque êta menina maravilhosa! Que benção que ela se parece com você (risos).
Me aguardem em 2016, suas gatas. Vou invadir o Rio com minha brancura e meu sotaque paulistano (que não existe, mas ok).

Um milhão de beijos e Rafael Cardoso dividido por três.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

30 dias de carta (15)

Dia 15 - A pessoa de quem você mais sente falta


Osasco, 21 de dezembro de 2015

Querida Beatriz de 2003,
Eu sinto falta da sua capacidade de se encantar com as coisas como se tudo fosse mágica, da sua capacidade de escrever tudo o que vem à sua cabeça sem ter medo do que os outros vão achar, das suas amizades eternas que duraram o ano inteiro e da sua coragem pra enfrentar os desafios que a vida te trouxe. Eu sinto falta, principalmente, da sua ingenuidade e da sua esperança de que um dia você se apaixonaria e seria correspondida e tudo seria lindo para sempre, que nem nos filmes que você adorava assistir.
Querida Beatriz, se eu pudesse voltar no tempo e resgatar qualquer Beatriz do meu passado pra me dar uma mão no futuro (o SEU futuro, o MEU presente) eu escolheria você. Dos meus anos jovens você foi a melhor versão possível de mim e vira e mexe me vejo tentando resgatar algum aspecto seu que eu não acho mais em mim. Sinto sua falta. Venha me ver de vez em quando. Lembra de "Bola de meia, bola de gude".


Beijão e muito amor,
Beatriz (a de 2015)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

If they asked me, I could write a book

Eu tive um sonho tão maravilhoso sobre uma história essa noite que tenho CERTEZA que quando eu publicar o livro e me tornar milionária por causa dele vou ter que lembrar do dia de hoje pra responder a pergunta "Como foi que você pensou nessa história?".



E aí eu decidi fazer um post sobre isso.



:D

30 dias de carta (14)

Dia 14 - Alguém de quem você se distanciou


Osasco, 13 de janeiro de 2015.


Ktita,

Em 2013 aconteceram algumas coisas, até hoje ainda não muito bem explicadas, que fizeram com a gente se afastasse. Ainda não é o momento de falar delas, nem de superar o que aconteceu. Esse dia vai chegar, mas não é hoje. Mas eu não pude deixar de saber o quanto seu ano de 2015 foi maravilhoso e de, na minha distância, vibrar com a sua felicidade. Eu confesso que no começo senti um pouco de pena e dó pela reviravolta da sua vida, mas eu estava tentando encaixar as coisas que aconteceram com você na MINHA VIDA e não percebi que era tudo questão de ponto de vista. O que foi ruim pra mim foi maravilhoso pra você e, com isso, eu me alegro. Por tudo o que já aconteceu e pela importância que você teve na minha história eu me alegro.
Espero que um dia a gente olhe pra situação que aconteceu em 2013 e veja que tudo foi questão de ponto de vista. Ou resolva isso de vez. O que der menos trabalho.
Pro seu 2016 eu desejo que as coisas continuem dando certo e sendo maravilhosas pra você.

Tudo de bom pra você e pra sua família.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

30 dias de carta (13)

Dia 13 - Alguém que você gostaria que te perdoasse


Osasco, 26 de novembro de 2015.


Vó, 

Hoje se completam 12 anos que a senhora faleceu e eu pensei muito em como foram os nossos últimos meses e eu fui uma completa imbecil. Me desculpe. Eu posso usar a minha pouca idade como desculpa mas a realidade é que seria uma desculpa furada. Eu sabia que estava errada e fazia mesmo assim.
Eu deveria ter sacado que você estava sendo má, mas porque estava sofrendo e deprimida porque sua vida tinha mudado completamente em um curto período de tempo, mas que você nunca deixou de amar a minha mãe - do mesmo jeito que eu sei que ela não deixa de me amar quando nós brigamos. Eu deveria ter visto na relação de vocês um espelho da minha com ela e ter suportado com a mesma paciência e amor que ela suportou.
Eu sempre te amei, vó, e nunca percebi o quanto você me amava de verdade até o dia em que seu amor não era mais presente. Foi uma dupla perda. Não chorei no seu velório nem no seu enterro, e só fui desabafar muitos anos depois, no consultório de uma semi estranha, e depois de chorar a sua morte eu ri porque chorar com estranhos e não com você era o tipo de coisa que aconteceria só por você não estar mais com a gente nesse plano físico, vó.
Você foi meu refúgio e meu apoio todas as vezes em que eu precisava de uma aliada contra meus pais (birras de criança, eu sei) e foi minha amiga, minha parceira, minha confidente e minha protetora em muitos momentos. E, nos seus últimos meses, quando você precisava de alguém que estivesse ao seu lado e fosse sua aliada eu não estava lá.
Espero que um dia você me perdoe. Eu confesso que, por essa, eu ainda não me perdoei. Mas você é vó e espero que seja mais fácil pra você. Um beijo, vó. E até qualquer dia. Saudades do seu pudim de pão e do seu abraço apertado ♥


Amor, da sua neta
Biazinha

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

30 dias de carta (12)

Dia 12 - A pessoa que você mais odeia/que te causou a maior dor


Osasco, 17 de dezembro de 2015


EV,

Eu ia te escrever essa carta porque, por muito tempo, eu botei em você a culpa para as coisas terem dado errado entre o Niño e eu. Não é bem assim e hoje eu sei disso... Mas acho que HOJE eu não odeio mais ninguém, nem você - aliás, só lembrei da sua existência porque eu tive que ir ATÉ AQUELA ÉPOCA pra achar alguém que eu odiei. Eu ia escrever sobre aquela época, mas fiquei feliz só de perceber que ela ficou pra trás e não se repetiu em algum remake com outras personagens. Bom Natal aí pra você e pros seus.

Té!
"a ex-namorada do K que mora lá na cidade dele"

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

30 dias de carta (11)

Dia 11 - Uma pessoa falecida com quem você gostaria de conversar


Osasco, 17 de dezembro de 2015.

Vô Duarte, vó Isa, vó Jacy e vô Rui,

Toda vez que eu paro pra pensar na história da casa da Frei João (a MINHA casa), eu sempre acabo pensando em vocês e em como é engraçado que, em épocas diferentes, por motivos diferentes, vocês quatro tenham morado aqui. E, além disso, como é engraçado que essa casa tenha despertado tanto amor nos meus pais a ponto deles terem decidido se mudar pra cá e construir a vida deles aqui. Vôs, 'cês tem noção de que essa casa, onde eu moro há 20 anos, está na história das duas famílias há pelo menos 60 anos?
Eu penso nessas coisas e lembro de vocês porque fico imaginando o que fez vocês virem parar aqui, e se gostaram tanto dessa casa quanto eu gosto. Eu vi uma foto antiga da viela, da época em que eram a vó Isa e o vô Duarte que moravam aqui, e percebo o quanto esse espaço já mudou em todos esses anos. A casa tem meio que a personalidade da gente, né?
Quando era a casa dos avôs paternos as coisas eram tudo acumuladas, apertadas, difíceis - a casa era grande, mas a família MAIS AINDA - tanto que fizeram até um "puxadinho" no quintal pra ela aumentar e caber todo mundo... Quando era a casa dos avós maternos tinha menos gente, mas a sensação de aperto era a mesma (vocês vieram aqui porque não tinham outra opção pra ir, e ainda acolheram o meu pai, que na época já namorava a minha mãe, porque ele também não tinha. O vô Duarte e a vó Isa já tinham falecido, mas tenho certeza que agradeceram pelo que fizeram pro filho deles)... O quanto essa casa foi importante pra história das nossas famílias, vocês já pararam pra pensar?

Em 1996 a gente se mudou pra cá, meu pai, minha mãe e eu, e em 1997 a vó e o vô, junto com a Tia Dri e o tio Sid, irmãos ainda solteiros da minha mãe,  vieram junto pra morar no "puxadinho" do quintal. Em 2004, depois que a vó Jacy e o vô Rui já tinham falecido, a gente fez a última mudança significativa daqui: Derrubamos o "puxadinho" e ficamos com um quintal gigantesco, que enchemos de frutas. Era pra apagar as lembranças e tornar a perda menos dolorida, mas também serviu pra deixar a casa mais parecida com o nosso jeito: Quintal grande, cachorros, rede e tudo o que a gente precisa pra não sair de casa porque aqui é bom demais.

Vôs, eu queria agradecer. Não sei o porquê vocês vieram pra cá, mas por algum motivo isso serviu pros meus pais se apaixonarem o suficiente por essa casa pra decidirem fazer a vida deles aqui. Esse amor já me contagiou, vôs. Essa casa vai ser minha um dia e eu vou continuar falando dela pra todo mundo, lembrando o quanto ela já mudou e quanto amor já passou por aqui. É tudo por culpa de vocês e eu agradeço demais.

Um beijo e um dia a gente se vê.
Beatriz

domingo, 10 de janeiro de 2016

30 dias de carta (10)

Dia 10 - Alguém com quem você não fala tanto quanto gostaria


Osasco, 21 de dezembro de 2015.

Alê,
Ontem foi meu aniversário e eu só falei com você por uma mensagem de voz de 15s onde você me desejava tudo de melhor. Doeu. Desde que a gente se conhece os seus abraços de aniversário/de boa sorte/por puro abraço são sempre os melhores. A sua companhia, os seus conselhos, a sua amizade, tem sido muito importante desde aquele dia em que eu, acabada pelo fim de um namoro, te conheci e você me disse, com a maior calma do mundo, que eu tinha que comemorar por ser forte e ter força pra sair da lama onde eu estava.
Você é uma baita amiga e eu certamente nunca te disse, nem pro seu irmão, o quanto vocês foram importantes naquele 2010 do capeta e como são motivo de riso e companheirismo desde então. 
Por mim você se casaria com o Fi logo e viria morar em São Paulo de novo pra gente estar sempre por perto a 19 pontos do 917H de distância. É foda virar adulto e não ter mais a moleza da comunicação constante e da vagabundice de uma quarta feira no sofá.
Sinto sua falta. Muita falta.
Espero que você saiba disso ♥



Beijão.
Bezzi

sábado, 9 de janeiro de 2016

But I couldn't find a way so I'll settle for one day to believe in you

O Paradoxo do Pinóquio é o resultado gerado por um conflito de lógica baseado na famosa história infantil do boneco Pinóquio, cujo nariz crescia sempre que o mesmo contava uma mentira.

Esse conflito se ilustra imaginando o Pinóquio dizendo a frase: meu nariz vai crescer agora.

Neste caso, duas hipóteses, igualmente válidas poderiam acontecer:

  • O nariz de Pinóquio não cresce. Então ele disse uma mentira, portanto, o nariz deve crescer;,
  • O nariz de Pinóquio cresce. Então ele disse uma verdade, portanto, o nariz dele não tinha motivo para ter crescido.

Em ambos os casos, seria gerada uma contradição, pois, se o nariz cresce, ele não deveria ter crescido e, se não cresce, deveria ter crescido.



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Não ligo que wikipédia não é fonte.

30 dias de carta (9)

Dia 9 - Alguém que você gostaria de conhecer.


Osasco, 14 de janeiro de 2016.

Kimi,

Uma vez eu li em algum lugar que a gente gosta das pessoas por egoísmo porque, no fundo, elas se parecem com a gente. Eu achei isso o máximo porque explicava, no fundo, o porquê de eu gostar TANTO de você. Eu me identifico bastante com esse seu jeitão de ser frio por fora e caloroso por dentro. Você se dá mais conforme conhece as pessoas, igualzinho a mim. 
Por muito tempo, quando eu era mais novinha (eu sei da sua existência desde 2001!), eu achei que se a gente se conhecesse você se apaixonaria por mim e eu passaria a vida tentando aprender a falar finlandês e viajando pelo mundo te acompanhando quando você fosse correr. Sonho meu! Hoje eu acho que, caso a gente se conhecesse, nós seriamos apenas conhecidos: Pessoas que se gostariam, que teriam certa afinidade e que manteriam contato ocasional. Mas não passaria disso. A gente não teria tempo, nem espaço, pra passarmos da superficialidade à intimidade, e eu acho que eu te assustaria um pouco porque já passei da fase de ser superficial contigo tem bem uns 14 anos... Me desculpe caso eu seja fanzoca babaca caso a gente se conheça. Eu juro que sou normal.
Em 2015 você se tornou pai e seu filho está há semanas de completar um ano... Você não faz IDEIA do quanto eu fico feliz quando vejo fotos da sua família! Eu adoro a Minttu e o Robin quase tanto adoro você!
Fico feliz por você estar aparentemente feliz.
Saiba que, num município sinistro do Brasil, você tem uma fã.
TODA A SORTE DO MUNDO.


Beatriz Lourenço

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

30 dias de carta (8)

Dia 8 - Amiga virtual

Osasco, 23 de novembro de 2015

Querida @erickacris,


Eu não me lembro como você entrou na minha vida, mas estou muito feliz por isso ter acontecido. Das amizades virtuais você é das que viraram amizades reais e isso porque a gente ainda não se viu "ao vivo" ainda. 
Repara que eu usei o verbo "ver" ao invés do "conhecer" porque, em 2015, você soube de coisas minhas que muita gente que me vê dia sim e outro também nem desconfia. Você já me conhece, mesmo sem me ver, porque somos parecidas. E eu te adoro por isso!
Toda sorte do mundo, todas as coisas boas. Estarei sempre por perto quando as pombas cagarem em você!


Um beijão
Beatriz

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

30 dias de carta (7)

Dia 7 - Seu ex namorado.


Cidade Universitária da USP, 24 de novembro de 2015.

Niño,
Esse ano completou-se mais tempo que nós nos separamos do que o tempo que ficamos juntos. Esquisito, não? Principalmente porque dos meus 25 anos você participou (e tem participado) de 11. É tempo pra caramba, uma parte gigante de tudo o que eu sou. Não sei se você sabe, mas as coisas são divididas em AK e DK na minha vida amorosa (e, como você foi o primeiro em tantas coisas, antes de você não existe muita coisa).
Foi complicado o caminho pra me botar em pé depois do nosso fim. Eu não achava que ele chegaria do jeito que chegou e aquilo foi um golpe duro na minha autoestima e na minha capacidade de me entregar a alguém. Doeu muito. Machucou muito. Eu te odiei muito e te culpei muito, quase com a mesma intensidade com que eu te amei - e eu te amei pra caramba, Niño.
Mas esse tempo de extremos passou. Cinco anos depois eu não tenho mais aquela angústia, nem sinto dor no peito quando vejo seus amigos e passo por lugares onde costumávamos ir juntos. Também não me sinto mais obrigada a acompanhar sua vida e não acredito mais que, um dia, quando formos mais velhos, vamos perceber que fomos feitos um para o outro e seremos felizes para sempre. Those days are gone (for good).
Pra ser sincera eu não espero de você - e de mim - mais do que educação e sermos bons amigos. Nos dias bons (e eles tem sido maioria) você quase não é lembrado e, quando é, é como uma lembrança agradável. O tempo de extremos acabou.
Eu vou te levar para sempre no meu coração e terei sempre um carinho gigante por você e pela sua família, porque vocês tem uma importância gigantesca na minha história. 
Por todos os momentos que passei com você e pelos ensinamentos que eu tomei da nossa história, eu sou grata a você. Mas o tempo de extremos acabou. Que bom!

Tudo de maravilhoso na sua vida,

Bê.

Estou apaixonada por uma postagem de outro blog

E só queria compartilhar aqui com vocês, porque é mais ou menos nesse tipo de coisa que eu penso em aproximadamente 46% do tempo em que estou ociosa a ponto de poder pensar em qualquer coisa:


"E ele é só um exemplo de como a natureza em geral é BEM FASCINANTE. Vez ou outra eu paro de olhar para essa nossa selva de pedra e, VRÁ, o tchan da natureza surge. Tipo, até nas mínimas coisas. O jeito que as moscas se movimentam (aquelas patinhas malignas!), a organização insana das formigas, a chuva que sempre aparece no final de um dia muito abafado..."


"O ponto do autor é que as pessoas tinham que GLORIFICAR DE PÉ quando um bebê nasce, porque, pra tudo se juntar e formar uma criança, é um milagre. Tem MIL COISAS pra dar errado, mas, de alguma forma, na maioria das vezes, dá certo".


Sério, me segura senão eu vou copiar e colar o post todo aqui. Só vão lá ler, por favor. Gastem 5 minutinhos da vida de vocês com isso. Vai por mim.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

It's awkward and it's silent as I wait for you to say what I need to hear now

Eu tava de boa na paz do senhor e alguém na vizinhança começou a ouvir Miley Cyrus das antigas. Nunca curti, mas entrei no bonde como boa paulistana que vê uma fila e já entra nela. Aí comecei a ouvir 7 Things porque MDDC QUE MARAVILHOSA É ESSA MÚSICA.
A Beatriz adolescente de 14 anos que existe em mim dá pulinhos, rebola e entra em ebulição com essa música sobre (ex?) namorado babaca.
Só vou jogar aqui despretenciosamente e dizer que, tirando um ou outro detalhe, essa seria a música que eu cantaria no videokê meio embriagada pensando em c e r t a s p e s s o a s.




(mas tenho dúvidas se essa é uma música que revela uma obsessão que deve ser tratada ou é só coisa de adolescente bobão que não aprendeu direito como a vida rola)

30 dias de carta (6)

Dia 6 - Um estranho


Vila Mariana, 23 de novembro de 2015.

Oi, migo dos migos, tudo bem?


Nós nunca fomos apresentados, mas nós temos muitos amigos em comum e já nos encontramos pessoalmente em muitos rolês. Eu imagino que você saiba o porquê de ser difícil não te ver: Você é bonito demaaaais, cara! E, além disso, nossos amigos em comum sempre dizem que você é absurdamente inteligente e uma pessoa maravilhosa, o que só aumenta minha curiosidade e o meu interesse em você. Mas, olha, eu tenho uma vergonha absurda de me aproximar e puxar papo contigo. Essa ~cartinha~ é só pra dizer que, em algum lugar de Osasco, tem alguém que te acha o mais bacana do grupinho e acha que você deveria aparecer em mais rolês porque VAI QUE UM DIA eu crio coragem e te dou um "Oi"? A gente nunca sabe o que poderia acontecer.

Um beijo
@belowrenco

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bradley Cooper está fazendo aniversário hoje...






...Mas está de parabéns to-dos-os-di-as.
(QUE MULHERRRRRR BRADLEY COOPER!)

30 dias de carta (5)

Dia 5 - Meus sonhos

Osasco, 23 de novembro de 2015.

Queridos sonhos,
Vocês são tão pequenos e mudam tanto que toda vez que a gente se encontra eu já não os reconheço. Mas saibam que foi bom enquanto durou.

Um abraço
Beatriz

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

30 dias de carta (4)

Dia 4 - Meus irmãos ou parente próximos

Pirituba, 18 de novembro de 2015.

Pedrão,

Você não faz ideia do quanto eu sinto sua falta. Nós dois costumávamos ser tão próximos e quase não existem memórias da minha infância sem você, seja nas brincadeiras ou nas broncas que tomamos por aprontar. Você foi o mais próximo que eu tive de um irmão e sei que eu fui isso pra você também.
Quando a madrinha e o padrinho se separaram foi um baque e o nosso laço ficou um pouco frouxo, mas continuo te carregando no meu coração. Você é meu irmão mais velho e será pra sempre, do mesmo jeito que a madrinha é minha segunda mãe (a Tia Cu) e a sua vó virou a minha depois que a nossa se foi.
Eu amo você, Pedrão, e torço de longe pela sua felicidade. Que essa minha prima nova te faça feliz e que vocês dois juntos façam uma família e continuem unidos, fazendo ter cada vez mais sentido aquela frase do Lilo & Stitch: Ohana significa família e família significa que ninguém é deixado pra trás ou esquecido.

Um beijão
Bia

domingo, 3 de janeiro de 2016

Das músicas que me fazem acreditar no amor (4)

Just the way you are - Billy Joel


Não fique mudando, para tentar me agradar
Você nunca me decepcionou antes
Não imagine que você está muito familiar
E eu não a vejo, não mais

Eu não te abandonaria em tempos de dificuldades
Nós nunca chegaríamos tão longe
Eu aceitei os bons tempos, vou aceitar os tempos ruins
Eu Vou te aceitar do jeito que você é

Não vá tentar alguma nova moda
Não mude a cor do seu cabelo
Você sempre tem minha paixão não declarada
Embora eu possa parecer não me importar

Eu não quero conversas inteligentes
Eu nunca quero me esforçar tanto
Eu quero simplesmente alguém com que eu possa conversar
Eu te quero do jeito que você é

Eu preciso saber que você sempre será
A mesma antiga pessoa que eu conheci
O que será necessário até que você acredite em mim
Do modo como eu acredito em você

Eu disse que te amo e isso é para sempre
E isto eu prometo de coração
Eu não poderia te amar mais
Eu te amo do jeito que você é

Eu não quero conversas inteligentes
Eu nunca quero me esforçar tanto
Eu quero simplesmente alguém com que eu possa conversar
Eu te quero do jeito que você é








Até dou um suspirinho toda vez que ouço essa música.
Minha única restrição é quanto ao "não mude nunca, você é perfeita" porque eu sei que isso é bobeira. Muda, muda pra caramba, muda PRA MELHOR.
De resto... Cara ♥ ♥ ♥

30 dias de carta (3)

Dia 3 - Meus pais

Mairinque, 23 de dezembro de 2015

Mãe e pai,

Não sei como, nem quantas vezes, eu já agradeci ao Universo por ter me dado a chance de ter nascido na família que vocês formaram. Não sei também dizer quantas vezes me faltou paciência e educação pra entender, aceitar e retribuir o tanto que vocês já fizeram por mim.
Mas nunca faltou amor. Nunca. Nem nos momentos de raiva. Eu digo por mim, mas sei que isso também vale pro lado de vocês.
Uma coisa que eu não digo com a frequência que deveria é o quanto me orgulho de vocês dois. Não só das pessoas maravilhosas e íntegras que vocês são, mas também desse relacionamento de mais de 30 anos que vocês construiram e mantém apesar de todos os obstáculos que surgiram. Eu sei que relacionamentos não são fáceis, mas se eu ainda tenho alguma fé no amor, e se meus padrões são altos nesse aspecto, o meu exemplo maior é o de vocês. Eu os amo. Muito. Obrigada por me ensinarem quase tudo o que eu sei sobre amor, companheirismo e unidade. Se hoje eu sou uma pessoa do bem é principalmente porque vocês me deram, juntos, todo o amor, segurança e confiança necessários pra eu crescer e desenvolver o melhor de mim.
Amo vocês.

Beijos, da sua filha
BeÁ.

sábado, 2 de janeiro de 2016

30 dias de carta (2)

Dia 2 - Carta ao paquerinha

Lapa, 15 de dezembro de 2015

Meu querido Gbrl,

Há tempos que eu tenho adiado colocar no papel tudo o que eu sinto (e penso) sobre você. Não é preguiça, nem falta de palavras ou algo do tipo. É que eu, teimosa do jeito que sou, tenho evitado aceitar que eu tenho certa esperança de que a gente... Você sabe. E não é só teimosia, tem uma boa dose de autopreservação também - 'cê tá cansado de saber o quanto eu preciso trabalhar nisso.
Mas com você nada é fácil, nada é simples. Eu te vejo meio como um funcionário público que não se encaixou bem num setor por algum motivo aleatório e a chefia não sabe muito bem onde colocar porque a pessoa não pode ser mandada embora (só lê, não questiona e não solta um "EI!" ainda. Não é radical assim, eu só tô exagerando no exemplo porque #meujeitinho).
Eu vejo essa situação e não sei direito como agir porque tudo o que te envolve meio que toca nas minhas partes de preservação e destruição e eu não sei o que fazer com tudo isso que sinto e aí decido não fazer nada: Boto tudo numa gavetinha e deixo lá, enquanto visto outros sentimentos e saio na rua como se tudo estivesse bem - e em 99% dos dias está MESMO tudo bem: Eu rio, eu choro, eu conto piadas de tio, faço textões, flerto com pessoas, recebo cantadinhas (nem sempre agradáveis, mas essas eu aprendi a retrucar e isso me faz um bem danado, vish)...
 A vida - a MINHA vida - funciona muito bem sem você. Gbrl. Eu tenho plena consciência disso e é por isso que, apesar de tudo o que eu sinto, eu estou muito bem sem você. Sem papo. É incrível, né?
Acho que é a primeira vez na vida que eu me sinto tão bem mesmo não sendo correspondida. Eu praticamente não me sinto mal quando penso nos momentos bons que tivemos e em tudo o que poderíamos ter sido após aquele primeiro trimestre de 2014 por você ser essa pessoa que combina tanto comigo e com o que eu quero ser. E eu digo praticamente porque eu ainda não tô nesse seu nível iluminado onde NADA me atinge. Citando uma música que você me apresentou (e que me faz pensar em você toda vez que escuto) "everytime I take you in I think my heart skips a beat again".
Dá pra entender? Você consegue? Se sim, me explica. Eu tô muito bem sem você e, quando você aparece, a alegria dobra mesmo sem a gente ter NADA. Como pode isso? Se eu fosse clichê diria que eu fico feliz só por você existir - mas eu não sou, então esquece. hahaha
Tem muita coisa que você não sabe, Gbrl, porque eu escolhi deixar na gaveta, mas tudo o que eu te disse segue nosso acordo de sinceridade. Tudo o que eu disse é verdade. Tudo.
Eu ainda sinto coisas por você do mesmo jeito que eu senti naquela tarde de janeiro quando você me beijou pela primeira vez, e agora sinto outras coisas também. Gosto de você de um jeito diferente do que já gostei dos moços e acho que isso é bom, embora eu não tenha certeza se estou lidando com isso do jeito certo. Gosto de você porque, mesmo de longe, você exerce uma influência positiva no que eu sou. Você é um fator de mudança na minha vida e eu não consigo NÃO SENTIR nada por você. E, por isso, eu te agradeço. Obrigada. Mesmo.

Um monte de beijos pra você, seu Bonitinho.

Beatriç.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

30 dias de carta (1)

Dia 1 - Meu melhor amigo



Osasco, 19 de novembro de 2015.

Migo,

O que a gente faz quando gosta de alguém um monte e deseja que essa pessoa tenha tudo de ótimo, mas tá tão acostumada com a pessoa que isso acaba ficando subentendido? É essa a merda das coisas, né? A gente passa tanto tempo reclamando das coisas ruins que pouco exaltamos o que a vida nos dá de bom.
E você faz parte desses presentes da vida.
Se eu nunca te disse o quanto gosto de você e o quanto sua presença na minha vida é motivo de comemoração eu digo agora: Obrigada do fundo do meu coraçãozinho peludo por ser essa pessoa incrível que você é, por estar por perto não apenas quando as coisas estão bem, mas - PRINCIPALMENTE - por ser presença garantida quando tudo parece um inferno - e eu não estou falando (só) do Palmeiras. Você sabe.
Obrigada. Mesmo.
Não vou pedir pra você nunca mudar e continuar sendo essa pessoa para todo o sempre porque a mudança é fundamental, então eu te peço (e torço para) que toda mudança que vier na sua vida seja para melhor, que te aprimore e te faça sempre feliz. Peço também pra essa nossa amizade continuar firme e forte pra eu estar contigo aliviando os momentos tensos e desfrutando dos leves, só pra COMEÇAR a retribuir tudo o que você é e tudo o que já fez por mim.
Obrigada. E eu amo você.

Beijão.
B.A