sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

But most of all sex is something that we should do sex is something for me and you

*longa conversa com a terapeuta sobre sentimentos, sobre relacionamentos, sobre como eu me relaciono com os carinhas e como os carinhas se relacionam comigo*

Terapeuta do Capeta: Não que você deva idealizar alguma coisa agora, mas você sabendo de tudo isso [da conversa que tivemos] já pode mais ou menos traçar um norte pros seus futuros relacionamentos, né?

eu: É. Posso.

Terapeuta do Capeta: Então me diz.

eu: Quero alguém que me respeite, que me trate como igual, que -*aí a terapeuta do capeta estica o bracinho e me interrompe educadamente*

Terapeuta do Capeta: Não. Você tem que me falar que vai procurar alguém que queira transar com você. Fazer sexo. Sexo bom, se possível.




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Meu Deus, preciso descobrir se posso ser amiga dessa mulher quando eu tiver alta porque ela é maravilhosa ♥

Sem vergonha e sem juízo, você quer e eu preciso...

"Pirituba, nessa foto parece que tem tanta sarda no meu rosto que eu tô até meio enferrujada, né?"

"Desde quando cara de pau enferruja?"


Amizade é um negócio muito bonito, né?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Hoje eu acordei meio...

...Apaixonada pelo Michael Fassbender.
Esse homem é tão maravilhoso que certamente deve ser proibido em algumas religiões.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

I was born a child of grace

Eu nasci em uma quarta feira de dezembro de 1989.
O Brasil se movendo com a campanha Lula x Collor, o mundo vendo os EUA invadir o Panamá pra capturar o Noriega... E, na minha casa, naquela manhã, nada disso importava.
Nasci magra e pequena: 47 cm e 2,820kg e tinha muito cabelo: Cabelos lisos e castanhos claros que mudariam mais tarde, mas já com os olhos castanhos escuros que me acompanham até hoje.
Eu não fui o primeiro neto dos meus avós, mas fui a primeira mulher - e, por vários contextos que se delineavam na época, eu seria a primeira a ficar constantemente com meus avós e tias ainda solteiras.
Fui criada pelos meus avós, sempre na Vila dos Remédios. Minha mãe me levava de manhã cedinho, antes do trabalho, e meu pai me pegava a noite, quando saia. Todo o tempo entre isso eu passava debaixo da asa da minha vó, ocasionalmente cutucada pela tia que tinha quase a minha idade e vivia enciumada e pela tia mais velha, que se mostrou ser ainda mais superprotetora que minha mãe... E, obviamente, na maior parte do tempo lambuzada de chocolate por causa do meu avô.

Quando eu fiz quatro anos minha mãe decidiu me pôr numa escolinha, mas não deu muito certo: Eu era mais nova e, até aquele dia, não tinha tido muito contato com crianças da minha idade: Eu só tinha um primo, que era quase meu irmão, e a gente se via tanto que era como se ele fosse uma extensão minha, quase não contava. Nessa escolinha eu fui mordida no primeiro dia, coberta com areia do parquinho no segundo e tive minha calça arrancada no terceiro. 

No quarto eu já não fui e minha avó assumiu o controle dos meus primeiros contatos com a educação: Entre letrinhas recortadas e receitas mirabolantes que envolviam a terra do quintal mais as folhas da árvore gigante eu aprendi a ler.
Aos cinco, minha mãe decidiu tentar de novo: Me colocaram num colégio católico, onde eu finalmente me adaptei e fiquei até os 15 anos, quando me mudei para um colégio melhor a fim de fazer o colegial.

Quando eu não estava na escola passava o tempo entre o apartamento de uma tia e a casa da minha Tia-madrinha, onde eu brincava com aquele que eu considero meu irmão: O primo que é filho dos meus tios-padrinhos e um ano mais velho que eu.
Foi com ele que aprendi a jogar videogame, a brincar de bola, a andar de bicicleta, a empinar pipa... Era junto com ele que eu deitava no chão da casa da vó pra assistir Cavaleiros do Zodíaco e Tom e Jerry.

Eu sou filha única. Meus pais tiveram uma filha antes de mim, que nasceu no dia do aniversário da minha tia e morreu no dia do aniversário do meu pai, com apenas um mês. Eu não estava nos planos, não fui planejada. Vim precocemente, quando minha mãe ainda não estava em condições de engravidar, e toda a gravidez foi alvo de muitos cuidados. Depois de mim, minha mãe não pode mais ter filhos. E, de acordo com meus pais, eles deram a sorte de ter uma filha tão bacana que não precisaram se preocupar com isso.
Sorte a minha, sorte a deles.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

All the single ladies

TOP 5 respostas possíveis para dar praquela pessoa que vive dizendo que você precisa arranjar um namorado porque já tem 26 anos e, com essa idade, já deveria estar casada e com filhos porque "como é que você vai viver sozinha depois que seus pais morrerem?":


1. Vish, 'cê sabe que tô dando PRA CARAMBA mesmo sem namorado? (daí você dá ênfase no "pra caramba" e faz carinha de quem tá gostando demais).

2. Com A SUA idade o Darwin já tinha rodado o mundo e revolucionado a biologia e a ciência. Qual a SUA contribuição para o mundo? Não vale dizer filho porque seu rebendo sabe nem se limpar direito ainda porque dia desses ouvi ele gritando  um "MÃÃÃÃE, ACABEI" depois de dar um barrão no banheiro.

3. VOCÊ TÁ QUERENDO QUE MEUS PAIS MORRAM, SUA LOUCA??? (essa tem que ser gritada)

4. Olha, tô precisando de namorado não. Obrigada. Mas, se você quer TANTO cuidar de mim e se preocupa TANTO comigo... Me dá dinheiro. Ou um emprego, que tal?

5. Cuida da sua vida, puta que pariu. Sabe o que é maior do que a minha urgente necessidade de arranjar um namorado? A sua lingua. Nem cabe dentro da boca, aí 'cê fica falando essas bostas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Das músicas que revelam uma obsessão que deve ser tratada (14)

Brotinho sem juizo - Roberto Carlos


Brotinho toma juízo
Ouve o meu conselho
Abotoa esse decote
Vê se cobre esse joelho
Pára de me chamar
De meu amor
Senão eu perco a razão
Esqueço até quem eu sou


Brotinho não me aperte
Quando comigo dançar
Tira a mão de meu pescoço
Não tente seu rosto colar

Pára de beliscar a minha orelha
Porque se o sangue subir
Eu faço o que me dá na telha

E você vai se dar mal
Vai, vai haver um carnaval

Brotinho não custa nada
Um pouquinho esperar
Um dia com véu e grinalda
Certinha você vai casar

Então você vai me agradecer
Porque eu fui tão bobinho com você





______

Puta merda, moça. NÃO TIRA O BATOM VERMELHO.
Se esse moço não consegue se controlar ao ver um joelhinho e bota essas ameaças veladas no papo... Sai dessa, moça. Sai que não é amor, é cilada.
E olha esse papinho de que pra casar tem que ser moça direita... AMIGA... AMIGA... OLHA O SÉCULO XIX!!
Dá uma revoada de Saci e sai daí. Sério. Tô falando como amiga.

Faz um tempo eu quis fazer uma canção pra você viver mais

aka "aquela postagem das 20 músicas que eu vi em trocentos blogs e quis fazer também".
(sério, tem em muito blog, é só olhar ali na barrinha lateral que 'cês vão ver. É meme traduzido por uma dessas moças que fazem vídeo no youtube e que se espalhou feito Zika em bairro com criadouro de mosquito)




Steve Carell entrou para a lista dos tiozões meio esquisitos por quem eu me apaixonaria por causa dessa música.


Toda vez que o pianinho dessa música começa eu sinto um frio na barriga equivalente a ver o paquerinha andando na sua direção e abrindo um sorrisão gigante por sua causa. Entendedores entenderão.

Trecho predileto: "When tragedy befalls you/Don't let it drag you down/Love can cure your problems/You're so lucky I'm around/Let my love open the door"




2. Música que mais odeio - Se quiser - Tania Mara

DE NOVO NO RÁDIO NÃÃÃÃÃÃO


Nem quero falar dessa desgraça de música que eu ouvi por causa de alguma novela que meu cérebro fez questão de esquecer e eu não vou procurar no google porque acredito na sabedoria do esquecimento.

Trecho mais detestado: Cara, não consigo achar um porque é O CONJUNTO DA OBRA. Odeio a voz da Tania Mara, o clipe, a letra da música, a melodia, o fato de que entrou na novela porque ela era mulher do diretor, o fato de que tocava no rádio a cada cinco minutos e o fato da minha mãe, toda vez que ouve essa música na rádio fala "Olha, é a música que a B.A mais ama no mundo". Sem ironias, mulher. Sem ironias.


3. Música que me deixa triste - High and Dry - Radiohead


Outra música que me atinge já nos acordes iniciais. É só ouvir essa música e eu quero me enrolar num cantinho e chorar até desidratar lembrando de tudo de ruim que me aconteceu e todas as vezes que já me deixaram na mão enquanto eu tava na pior.

Trecho matador: Drying up in conversation/You will be the one who cannot talk/All your insides fall to pieces/You just sit there wishing you could still make love



4. Música que me lembra alguém - Drowning - Brian

Não é esse Brian, nem esse Drowning. rs


Complicado falar dessa música porque eu AMO DE PAIXÃO e ela seria a minha predileta caso não me lembrasse a pessoa que ela me lembra. Crianças, nunca associem músicas à pessoas. Sempre dá ruim. Essa música me lembra o Monge (aka "Fossa número 3"), pessoa que eu considero pacas. "Aiiin, mas se você gosta dele porque a música é complicada porque te lembra quem ela te lembra?" Kiridinhos, eu já fui apaixonada pelo cara e as coisas deram errado. E daí que continuo amiga do cara? Não é da amizade maravilhosa que eu lembro quando escuto a música, posso garantir pra vocês. Não é legal.

Trecho matador: "Cause it feels like I'm right for the first time/And everytime I take you in/I think my heart skip a beat again" (essa música já deu tanto título de post aqui que se bobear daria pra fazer uma tag #drowning).



5. Música que me deixa feliz - This is the day - The The

Essa música é o "HOJE, É HOJE" deles.


Alegria desde o primeiro acorde. Tenho pra mim que essa música foi feita no primeiro dia útil de um ano, quando as pessoas ainda tão com aquela esperança de que o ano vai ser melhor e há aquele feeling de "AGORA VAI". (Comigo não dura um mês, mas ok. Eu sou amarga mesmo)


Trecho predileto: "You've been reading some old letters/You smile and think how much you've changed/All the money in the world couldn't buy back those days"


6. Música que me lembra de um momento específico - Mulher de fases - Raimundos
'Cês lembram quando descobriram como colocar imagem e gif no perfil do orkut?

2002. Eu estava na sétima série e o mundo parecia um lugar assustador e cheio de novas possibilidades. Todas ruins. Eu tinha acabado de menstruar pela primeira vez e morria de medo de acabar grávida (e daí que eu nem tinha beijado ainda, quanto mais trepado, né? A criança já nasceu paranóica e com uns setenta anos de idade mental), além de só usar camisetas três vezes maiores que eu porque junto com a menstruação tinha vindo também um par de peitos que não ornava com meu corpo (mesmo eu sendo gordinha porque SABIA que aquilo ali não era gordura. Quer dizer... Não pelo menos a gordura com a qual eu já lidava todos os dias.
Nesse cenário apocaliptico a minha turma ganhou uma gincana da escola para passar um dia inteirinho NUM PARQUE AQUÁTICO.
Pensem em alguém que ficou dividida entre não ir (e não passar o dia no parque aquático, nem saber de todas as fofocas do passeio e ficar ainda mais excluída) e ir (e ter que usar UM BIQUINI NA FRENTE DE TODA A TURMA, MAIS TODOS OS FREQUENTADORES DO PARQUE).
Fui. Piscina sempre ganha de tudo, mesmo naquela época.
E foi um dos melhores dias DA MINHA VIDA. Essa música tocou enquanto estávamos minha melhor amiga, meu paquerinha (um dos meninos populares que nunca falava comigo na sala rs) e eu na fila pra um toboágua e eu confessei que não sabia nadar, ai o paquerinha "Ah, mas vai com a gente. Eu vou primeiro e te pego lá embaixo". 
Todo o momento ficou congelado na minha cabeça eternamente e nem o monte de água que eu tomei enquanto me afogava antes dele REALMENTE me ajudar a subir apagou a memória. Tão bonito o momento.

Trecho da memória: "Complicada e perfeitinha/Você me apareceu/Era tudo que eu queria/Estrela da sorte" - claro que fiz parte daquele 99% que botou isso no nick do msn, na descrição do orkut (e que, anos depois, na primeira sessão de terapia que levei a sério, quando a terapeuta pediu pra me descrever, fiz um monólogo explicando que eu era complicada e perfeitinha pensando nessa música) e na vida. Teria sido a legenda de uma foto do álbum ~~MOMENTOS~~ no Facebook, caso eu tivesse 12 anos na época que o Facebok foi lançado também.


7. Música que eu sei a letra inteira - I can't stand losing you - The Police



Meu Deus, eu tive uma quedinha ridícula e vergonhosa pelo Sting quando eu estava na oitava série e no colegial. E era pior ainda porque eu romantizava todas as letras esquisitas dele (menos "Every breath you take" porque eu achei esquisita desde a vez em que a professora de inglês mandou a gente traduzir numa aula), inclusive "I can't stand losing you", que eu dediquei ao causador do meu primeiro fora (há!). Essa história é ótima, um dia eu conto.

Trecho mais assustador da letra (porém eu amava absurdamente e tenho escrito em todos os diários): "I can’t see the point in another day/When nobody listens to a word I say/You can call it lack of confidence/But to carry on living doesn’t make no sense" (problemático pra dizer o mínimo)


8. Música que me faz dançar - Bang - Anitta

QUEM PEIDOU???


Puta merda, um dos meus maiores orgulhos de merda™ da vida é saber fazer a mexidinha da bunda que nem no refrão. Não é a letra, é a música. É a dancinha. Caramba, vou ouvir agora só pra dançar. Dsclp.

Trecho: Não é a letra, só ouve a música, só vê o clipe. DANÇA, POTRANCA.

9. Música que me ajuda a dormir - Banana Pancakes - Jack Johnson



JJ, pra mim, sempre foi música de praia. JJ também é, pra 99% das pessoas, um puta tédio. Pois bem, não vou negar que pode ser meio... Devagar mesmo. Mas Banana Pancakes é uma música que me remete à vários domingos do meu primeiro namoro, quando a gente deitava na rede e ficava conversando e ouvindo música. Fofo.

Trechinho fofurinha pra fechar os olhinhos e roncar alto: "Because I love to lay here lazy/We could close the curtains/Pretend like there's no world outside/And we could pretend that all the time"


10. Música que gosto em segredo - Blurred Lines – Robin Thicke

Vejam a versão feminista pra eu ficar em paz comigo mesma: https://www.youtube.com/watch?v=tC1XtnLRLPM


Toda vez que eu ouço essa música tengo ganas de rasgar minha carteirinha de feminista em dois bilhões de pedacinhos e engolir cada um deles. Desculpa, mundo. Mas esse filho dum camelo fez uma batida bem boa que torna impossível ficar indiferente à música (a letra também me desperta coisas, mas nem de longe são tão boas quanto a batida). Ajuda um pouco se eu disser que essa eu baixei um MP3 pirataço pra não dar lucro pro Thicke?

Lembrete pra você sobre a letra dessa música: "NÃO" É "NÃO". Não tem essa de "Blurred lines". AMIGA, FOGE.

11. Música com a qual me identifico - Eu apenas queria que você soubesse - Gonzaguinha

Eu apenas queria que você soubesse que agora eu gosto de mim do jeito que eu sou :D


Essa música é tão maravilhosa que eu nem vou falar nada, vou só botar a letra inteira aqui e fingir que dá pra colocar uns coraçõezinhos indicando que eu a amo tanto e cada vez mais vou amar.

Eu apenas queria que você soubesse 
Que aquela alegria ainda está comigo 
E que a minha ternura não ficou na estrada 
Não ficou no tempo presa na poeira 

Eu apenas queria que você soubesse 
Que esta menina hoje é uma mulher 
E que esta mulher é uma menina 
Que colheu seu fruto flor do seu carinho 

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta 
Que hoje eu me gosto muito mais 
Porque me entendo muito mais também 

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora 
É se respeitar na sua força e fé 
E se olhar bem fundo até o dedão do pé 

Eu apenas queria que você soubesse 
Que essa criança brinca nesta roda 
E não teme o corte das novas feridas 
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida




12. Música que eu cantava e agora odeio - Pharrell Williams - Happy

Ela é de 2013 ou 2014, não lembro. E é gostosinha, e tem um clipe gostosinho e me deu um dos gifs prediletos de toda a internet. Mas tocou tanto, tanto, tanto, tanto que é ouvir o começo no rádio e tirar porque AAAAAAAAAAAAAAAARGH. Não.
Não vou botar letra, só vou botar a minha gif predileta de toda a internet que é o PVC dançando essa música na vinheta da Copa da ESPN. E gif não tem som. Aproveitem. (Sdds PVC na ESPN).



13. Música do meu disco preferido - Makes me Wonder - Maroon 5



O "It won't be soon before long" foi, pra mim, o auge do Maroon 5. Sei TODAS dele de cor até hoje e dancei e rebolei muito nos shows. Foi bonito, foi. Foi intenso, foi. Escolhi essa música porque é a mais famosinha e, se não me engano, foi o primeiro single do CD. Mas minha predileta é Kiwi.

Trecho pra dublar em frente ao espelho imaginando o paquerinha que você deixou pra lá porque foi babaca (não que EEEEU já tenha feito isso, claro, pfffffff.......): "I still don't have the reason/And you don't have the time/And it really makes me wonder/If I ever gave a fuck about you and I"

Mais um gif do Adam. Por que não?


14. Música que sei tocar em algum instrumento - Asa Branca - Luiz Gonzaga

Sol lá si ré ré si do do na flauta doce. Nunca esquecerei.
O que é uma pena, porque não chego perto de uma flauta desde a quarta série, quando fiz minha última prova de Educação musical.


15. Música que eu gostaria de cantar em público - Here I go again - Whitesnake

KATE MOSS: QUE MULHEEEEER

Tudo o que eu peço é uma chance de fazer uma apresentação com direito à coreografias e cenário dessa música. Só isso. E aí eu vou mostrar o porquê de eu querer cantar ESSA MÚSICA. E mais não digo.

Trecho predileto que me faria dar uma girada no poste da pole dance: "And here I go again on my own/Going down the only road I've ever known/Like a drifter I was born to walk alone/'Cause I know what it means/To walk along the lonely street of dreams"


16. Música que gosto de ouvir dirigindo - Sweet Emotion - Aerosmith


Eu não dirijo porque SOU RUIM no volante. Toda vez que eu tento alguma coisa dá errado, então eu simplesmente decidi abraçar o bilhete único e usá-lo sempre que possível. Mas, caso eu tivesse que dirigir por algum motivo e não tivesse como fugir disso eu ouviria essa música...

Trecho que me faria aumentar o volume pra não ouvir os gritos de dor e desespero que estariam acontecendo do lado de fora em uma situação hipotética em que eu teria que pegar o volante: "You talk about things and nobody cares/You're wearing other things that nobody wears".


17. Música da minha infância - Velha Roupa Colorida - Elis Regina

O que há algum tempo era novo e jovem hoje é antigo.

Meu pai tinha o hábito de, aos domingos, antes dos jogos, ouvir os vinis prediletos na sala, enquanto falava "dos velhos tempos". O tipo de música mudava conforme o humor. Minha predileta era a Elis (embora eu não soubesse, na época, que a música não é originalmente dela). Gosto até hoje dela porque parece atual a letra.

Trechinho que meus pais cantavam junto com ela enquanto dançavam: "Você não sente nem vê/Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo/Que uma nova mudança em breve vai acontecer."


18. Música que ninguém imagina que eu gosto - Deixo - Ivete Sangalo

Eu deixo você ir.


Nada esquisito em gostar da Ivete, meus amigos até conhecem esse meu gosto (e não é de longe a coisa mais ~diferente~ que curto), mas o que não sabem é que "Deixo" é TOP 25 músicas da minha vida. Amo de paixão ♥

Trechinho ♥♥♥: "Eu faria tudo pra não te perder/Mas o dia vem e deixo você ir"


19. Música que quero que toque no meu casamento - If it's love - Train
Minha vida como eu imagino (porém sem amigo gay gato gostoso)

Por uma série de motivos que vão desde "não acredito em matrimônios" até "o amor da minha vida é o Kimi Raikkonen e ele já está casado", passando por "Tenho em mim a certeza absoluta de que vou morrer solteira, sozinha e vão achar meu corpo um tempão depois e semi devorado por um cachorro" acredito que não vou me casar. Mas, caso alguma coisa aconteça (tipo um casamento, dã), espero que essa música seja o tema dele. É um cara que deixa a vida passar, não é muito esperançoso sobre o amor ou ambicioso sobra a vida e, de repente, tudo muda porque ele conheceu a melhor pessoa do mundo. Vai ser mais ou menos assim comigo. Se for.


Um pedaço do refrão porque é a parte mais "já que a gente tá fazendo isso, vamos fazer isso direito":  "If it's love/And we decide that it's forever/No one else could do it better"



20. Música que quero que toque no meu funeral - Kiss from a Rose - Seal



Tenho o meu funeral meio que planejado já - e ele inclui NÃO TER UM FUNERAL, exceto uns 20min pras pessoas verem meu corpo já sem alma e terem algum fechamento para a vida delas, já que eu pretendo passar a minha pós vida BEM LONGE DO MEU CAIXÃO e não estarei lá presente pra acompanhar.
Nesses 20min de despedida pode tocar essa música em loop porque acho bem dramática. Botem o clipe do Seal, com cenas do Batman também. Só pra todo mundo ter alguma coisa pra falar além do "Essa esquisita não quis ninguém velando o caixão". Vai ser épico. Ninguém que for vai esquecer.
Na real? É só um corpo em decomposição. Enterra logo, faz o que quiser com ele, toca o que quiser, do jeito que quiser. Só não me enterra naquele cemitério de Osasco que alaga, por favor. Imagina a tristeza de quem for tirar o corpo uns anos depois e descobrir que a água atrasou a decomposição. Respeita o trampo alheio.

Trecho mais sofrido: O Seal gritando "BABYYYYYYY". 



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Diz se é perigoso a gente ser feliz

A Lourenço comenta a do Chico


Ela é moça, ela é triste, ela é o contrário - Mas o rosto da atriz não é pintura. É de verdade. Pintura borra e derrete com o Sol, além de dar muito trabalho pra fazer.

Ela até pode dançar no sétimo céu quando quer, mas ela tem orgulho e sabe muito bem em qual país está.

Ela não decora o seu papel e, geralmente, faz tudo de improviso.

E se você pudesse entrar na vida dela, não ia querer sair.

Ela não é de louça, tampouco de éter, mas de loucura ela tem muito mais do que um pouco.
E a casa da atriz não é de cenário, embora já tenha vivido muitas aventuras sem mesmo sair do quarto laranja que habita.

Ela não mora num arranha céu e suas paredes são de tijolo e cor de laranja.
E ela não chora num quarto de hotel porque acredita que somente o travesseiro é capaz de compreender suas lágrimas.

E se você pudesse entrar na vida dela, ia achar tudo muito esquisito.

A Beatriz não te leva para sempre, só pelo tempo que a Beatriz quiser. 
Ela te ensina a não andar com os pés no chão, mas será que você é capaz de ser firme no mundo das ilusões?
O para sempre é sempre por um triz, porque "para sempre" não existe e ela desconfia que acreditar nisso é coisa de gente que vive infeliz.
Ela não acredita em quiromância, nem que a felicidade possa ser perigosa.

Ela é uma estrela, mas sem a parte da mentira.
E sua vida é muito mais comédia do que divina.

Se um dia ela despencar do céu, vai se machucar, mas vai se reerguer.
Se os pagantes exigirem bis, ela vai pensar se a platéia merece.
Se o arcanjo passar o chapéu... Metade do recolhido vai pra caridade.

E se você pudesse entrar na vida dela... Ah, se você pudesse!



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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Diga "sim" pra mim

(perdão pelo trocadilho ruim do título, hoje foi tenso achar uma música que combinasse)

Pra quem não sabe eu tô desempregada e em férias das aulas até uns dias atrás, o que me deixou, por consequência, com muito tempo livre que eu gastei da melhor maneira que alguém que não tem nem duas moedas de um real pra esfregar uma na outra consegue gastar:

Lendo, vendo TV, escrevendo e jogando.

Porque, se vocês não sabem (e provavelmente não porque não é dos meus assuntos prediletos rs), eu gosto de joguinhos. Não essas merda de candy crush, mas joguinhos de PC e de Xbox. Eu jogo praticamente qualquer coisa que me derem pra jogar até eu perder o interesse no jogo (muito fácil eu deixar jogo começado porque simplesmente pego bode). 

Então fim do ano passado eu tava jogando KOTOR, mas cheguei numa fase impossível e peguei bode. Mas eu também tava com preguiça de ler e fim de ano só tem coisa merda na TV... Então eu apelei, amigos. Apelei BASTANTE.
Se tem um jogo que não me cansa, que eu já jogo há bilhões de anos e que nunca me dá bode esse jogo é The Sims.

Eu tenho essa regra de nunca ME fazer no The Sims porque acho meio triste jogar aquilo como se fosse uma fuga da vida real (pfv não se apressem a me contradizer porque eu saquei sozinha a contradição, tá?), mas eu já disse que APELEI, né?
Então.
Eu "me fiz" no The Sims.
A sim não se chamava Beatriz, nem tinha minha aparência física, mas fiz questão de botar os traços de personalidade dela como se fossem os meus.

- - - - PAUSA - - - - 
Posso ter feito esse sim num momento de mimimi (não só por causa de KOTOR, que eu não consegui passar e me deixou meio frustrada), mas da vida num todo. Posso ter colocado minhas ~características~ porque achei que isso PROVARIA que as pessoas fazem drama sobre o meu drama. Posso ter errado feio.
- - - - FIM DA PAUSA - - - - 


E esses foram os cinco aspectos da personalidade que escolhi:


  • Devoradora de livros - Tem uma paixão por leitura que ultrapassa os outros desejos. Também tendem a tornar-se bons escritores;
  • Náufraga de sofá - Fica feliz enquanto relaxa num sofá, se diverte assistindo TV, gosta de dormir mais e resiste a exercícios;
  • Desajeitada - Desajeitada em todos os dias da vida. O que há mais a se dizer?;
  • Rabugenta - Raramente está de bom humor. É difícil de deixar feliz porque eles não querem. Obs: O SIM fica triste antes de ficar com raiva ou desconfortável;
  • Dramática - Até mesmo as situações cotidianas mexem demais com a imaginação, com as emoções e com as reações dos SIMS dramáticos.



Gente, isso aí de cima sou eu em linhas gerais. Sabendo isso 'cê sabe o básico (do básico do básico) sobre mim. Se me der um livro eu vou ler e ficar quieta, se me deixar num sofá eu vou ficar lá e ficar quieta e provavelmente pegar no sono, se alguém me acordar e eu tentar levantar assustada, ou de sopetão, eu vou cair/derrubar alguma coisa, eu vou ficar irritada com isso e fazer um drama sobre o acontecimento que vai encher o saco de todo mundo. EUZINHA. Beatriz. Essa sim aí.

Então... Achei que fosse um MAR DE ROSAS jogar com ela, né? Sou um amor de pessoa, é fácil conviver comigo... Mas eu errei.
Fui jogar no hard, sem usar cheat pra ganhar dinheiro e ser um monstro de energia.

Ela só queria trabalhar na área educacional, aí trabalhava por muito tempo, ganhava mal, não tinha tempo pra ler as coisas que precisava pra aumentar o nível de profissão porque tava sempre com sono, o que a deixava irritada, piorava o humor, fazia com que ela fosse zoada trabalhar, largasse o trampo no meio, ganhasse pouco e ficasse reclamando porque não tinha dinheiro, tava cansada, blábláblá

Puta merda. Que chata.
QUE
CHATA

Gente do céu, nunca tinha detestado tanto uma personagem como detestei essa.  E olha que eu já fiz gente com todos os traços negativos só pra fazer amigos e conquistar pessoas sendo manipuladora e não agradável.
The Sims é um jogo demoníaco que disperta o pior em mim. E tava fazendo com que eu me detestasse. 
Parei, né?
Eu apaguei a bonequinha com uma semana de jogo. E decidi que nunca mais quebro a regra de "não me fazer como sim". Até porque é bem mais legal (mesmo) fazer os amigos, os inimigos e ser DONA DA VIDA DELES MHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA-q?
Não, pera... Não é nada disso... hehehehe
Melhor deixar pra lá e... hehe hehe

GENTE, JÁ FALEI QUE MINHAS AULAS COMEÇARAM?



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dear Diary, today I saw a boy and I wondered if he noticed me - He took my breath away

Eu li em algum livro que você não pode sentir intensamente alguma coisa por muito tempo porque o corpo cansa (resumindo MUITO era isso, mas o papo era mais complexo). Sabe a dor que é um 10/10 na escala de dor? Não dura muito. A ansiedade 10/10? Nah. Sossega que melhora. E assim vai...
Dito isso...
Uma coisa muito ruim que acontece quando eu passo MUITO TEMPO azeda que nem eu estava esses dias é que logo depois eu sinto uma tristeza absurda que não há Cristo/Buda/Alá/Baco que resolva. É sempre assim, é uma semana muito intensa e ela só estabiliza quando eu menstruo. Não é todo mês (graças aos Deuses, Deusas e demônios do Universo), mas de vez em quando a TPM me pega de um jeito que OLHA... Só me trancando num quarto pra passar.

Uma hora isso passa.


Enfim... Esse ~prólogo~ era pra dizer duas coisas, bem babacas e não relacionadas:

1. Eu reli um diário antigo (bicho, isso bota as coisas em perspectivas DE UM JEITO) e achei uma página cheia de coraçõezinhos, que ridículo com um excerto de uma conversa minha com a FOSSA Nº 2 (haha, que apelido ótimo), na época em que estávamos no nosso apogeu e discutindo conhecer os amigos um do outro (spoiler: NUNCA ACONTECEU).
Gente...........
É tanta merda. TANTA TANTA TANTA.
Como a gente fica babaca quando rola paixão, né? Avemaria.


2. Mostrei esse blog pra uma amiga do meu ex-trabalho e ela fez um comentário tão maravilhoso sobre as coisas que escrevo aqui que meu coração se encheu de fofura e amor e transbordou e eu fiquei uns 10min chorando no cantinho e agradecendo por conhecer gente tão maravilhosa (é a fase 3 da minha semana de TPM: Raiva, Tristeza, Mimimi). O que me fez pensar no lance que a Terapeuta do Capeta fala sobre eu ser insegura sobre as coisas que escrevo (assunto pra outro dia) e me fez chorar ainda mais porque, MDDC, 'cês não fazem ideia do quanto eu sou insegura com o que eu escrevo.
Então, quando vocês comentam aqui (mesmo zoando minhas fossas, Felipe. Tudo bem! hahaha), quando vocês entram aqui e riem, e se identificam, ou... SEI LÁ... Acham que o que eu escrevi fez diferença na vida de vocês, nem que seja pelo tempo mínimo em que vocês ficaram aqui... Puta merda, nos dias de TPM eu gasto uns cinco minutinhos chorando no cantinho e agradecendo à internet por me fazer ~conhecer~ gente tão disposta a se abrir e a se ~doar~. Não tem só lixo aqui. Sério.(Aqui NA INTERNET, porque nesse blog eu fico um pouquinho envergonhada do que escrevo aqui de vez em quando... hehe). Obrigada.
Eu sou tímida, eu sou insegura, mas AFFFF EU LEIO TUDO E FICO FELIZ E ESCREVO NO MEU DIÁRIO QUE VOCÊS COMENTARAM COISAS LEGAIS NO BLOG! OBRIGADA. Mesmo.


E um bônus que me ocorreu agora comentar com vocês porque esse negócio de escrever e ser insegura é um lance que vem de longe:


3. Eu já falei aqui, mas o momento vale um reforço: Eu escrevo em diários desde que eu tava na 2ª série e tenho TODOS ainda, o que é bom e ruim por vários motivos que eu um dia elencarei em um post se eu lembrar e esse blog (como o B de Beatriz foi em outra época) é uma versão ~pública~ e editada dos meus diários. TUDO o que tem aqui tem lá e, de vez em quando, eu escrevo aqui direto (tipo esse post) e depois só copio lá... Mas meus diários são uma versão +18 porque eu falo muita putaria e desenho uns nude daora também e com crimes que ainda não prescreveram* do blog.
E as poucas vezes que alguém leu meus diários (só os antigos, nunca os do mesmo ano, aqui não é bagunça!) eu recebi comentários nível "Por que você não publica um livro pra adolescente meio panaca baseado no seu diário e enche o cu de dinheiro?" que, supostamente são pra me animar (quem não quer encher o cu de dinheiro, né?), mas acabam por me deixar meio cabrera porque EU SEI que meu nível de escrita é o de adolescente panaca (dos anos 70 que fala "panaca", mas ainda assim adolescente), mas não quero ser reconhecida por ter escrito livros de adolescente panaca. Dsclp. Tenho brios. Por isso sou pobre.


E... Enfim... Tá grande demais. 
hehe ( ͡° ͜ʖ ͡°) grande demais

Esse post é um oferecimento dos meus hormônios.
Volto a qualquer momento porque tem uns posts programados aí e eu não lembro exatamente pra quando.







* a maioria das histórias que eu escrevo sobre as pessoas aconteceram há algum tempo e tiveram alguns detalhes alterados porque tenho medo de levar um processo não quero expor ninguém, então eu digo que as mais recentes ainda não prescreveram e, portanto, não podem vir a domínio público.

If you want to battle you're in denial

Vou falar nada, só jogar um vídeo aqui e sair fora.

(ASSISTAM!)












Não vou comentar. Na verdade, eu nem vim aqui. Foi um bot quem postou.

"Você nem me viu"


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

The best of us can find happiness In misery

Eu não sei se já falei que pretendo morrer antes de ficar velha (de corpo, já que eu sou velha de espírito) mas, caso tudo dê errado, eu quero ser que nem a Carrie Fisher.




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair...

Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor


_______


As coisas que ele me conta

Ele me contou que gosta de pepsi twist e que de vez em quando bate uma culpa por gastar trocadinhos com marca que faz propaganda imbecil e diz que tá tudo chato. Me contou também que gosta de morder o gelo depois que bebe o líquido porque o geladinho na boca é bom. Contou que gosta de usar salto alto por cinco minutos e que depois desse tempo tem vontade de tirar os sapatos e andar descalço e que todo sapato que coloca pela primeira vez machuca o calcanhar - e que é por isso que sempre tem band aid dentro da bolsa.

A gente passou um tempão conversando e ele contou que desde pequeno vive uma luta de vida ou morte com os cabelos: Um dia ama, outros dias odeia, nos outros ama ainda mais e já teve vez em que passou uns dez minutos olhando pra maquininha de fazer a barba do pai tentado a raspar todo de uma vez.

Ele me contou que tem um pouco de medo do futuro e que vira e mexe sonha com um passado que ele até sabe que não foi tão bom assim, embora fosse mais fácil, tudo porque a facilidade diminuia o medo que ele sente até hoje. Não me falou só dos medos. Naquele tempo em que passamos juntos ele me contou todos os seus sonhos - incluindo o de viajar para o Marrocos e andar num camelo. 

Ele me contou os seus segredos, me fez jurar o silêncio e disse que um dia eu saberia o motivo. Ele só anda de ônibus, disse que tem medo de túnel, elevador e metrô. Ele me disse que é preguiçoso, mas que acorda cedo e adora ouvir música alta enquanto faz qualquer coisa que precise de concentração. Me falou que se ama integralmente, mas não todos os dias e que quando as bad vibes vem ele gostaria de ser outra pessoa.

Ele me falou sobre algumas pessoas, algumas que ama e outras de quem não gosta. Me falou de certos terrorismos, de manias de perseguição e de medos de substituição. Me falou sobre bons amigos, alguns antigos e outros não.

Ele me contou de uma certa balança que tinha quando criança, falou de uma árvore e falou de ralar o joelho no chão. Falou que se acha adulto, que queria ser criança e queria não se preocupar. Me falou de sua dificuldade em se apaixonar e de como se entrega quando isso acontece.

Me falou de seus pais, dos seus cachorros, do papagaio e de como ele ama todas as árvores do seu quintal, principalmente as frutíferas. Me falou de suas músicas prediletas, suas fantasias secretas e de seus surtos de imaginação. Me falou que costumava escrever, mas que nunca mostrava pra ninguém. Me falou que ouve música até no silêncio, que adora os Beatles que acha o Lo Borges o máximo.
Me falou que aos domingos não adianta chamar antes das 11h, que se tiver F1 ele finge que não está...

Quem é ele? É o meu reflexo no espelho. Conheça a si mesmo, porque eu me conheço BEM.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

...But then I spent so many nights thinkin' how you did me wrong and I grew strong and I learned how to get along


3.
 Eu precisei de DOIS ANOS de terapia pra admitir que eu gostava do cara pra - FINALMENTE - perceber que eu não gostava mais e tava guardando tudo isso pra mim porque, vejam bem, eu sou uma pessoa extremamente idiota em termos de expressar sentimentos.
Eu fico tão reservada com meus verdadeiros sentimentos que eu eu nem realmente sei como eles são. É tipo quando você quarda uma coisa tão bem guardada que até esquece onde guardou.
Eu quero mandar um beijo pra minha terapeuta e lembrar aqui que eu posso ficar com raiva dela porque ~me força~ a fazer e falar coisas, mas a mulher NO FUNDO sempre acaba tendo razão.
(Aquela escrota)


2.
 A fossa por causa do ~namorado~ foi fácil porque ali, desde o começo, foi um misto de encantamento porque ele era a versão baixo orçamento do Bradley Cooper (migas, até hoje, anos depois, quando eu vejo a carinha desse homem por acidente eu já descruzo as pernas sinto um arrepiozinho na alma. O cretino é, de longe, a pessoa mais bonita com quem já saí) e encantamento porque ele era uma versão que não se importava com nada e, portanto, não ia cobrar nada. Foi fácil superar quando eu percebi que nenhuma das duas coisas era tão legal se colocada em conjunto.
A fossa por causa da ~amiga~ eu ainda não superei. Muita coisa mal explicada e mal resolvida (não vou dar detalhes porque é meio TENSO falar disso ainda), mas, sinceramente, eu não quero e nem preciso pensar nisso agora porque sou ruim em lidar com meus verdadeiros sentimentos e tá ok pra mim jogar tudo isso pra baixo do tapete e fingir que nada aconteceu.


1.
 Eu dei pra caramba.
(dsclp, essa é a real)


...E como eu vou superar uma raivinha babaca que eu nem deveria estar sentindo porque chega nem aos pés dessas três aí de cima


Vou dar de ombros e lembrar que NÃO É COMIGO, eu NEM FUI ESCALADA pra essa sequência de filme de ~terrir~.

Preparando a pipoca.

Kept' thinkin' I could never live without you by my side

As três maiores fossas da minha vida...


3.

Você tá com o coração em pedacinhos por uma série de fatores moços que vieram antes e causaram um dano tremendo. Você conhece um moço (de um jeito meio esquisito, ok, porque ele te stalkeou) e ele parece ser o contrário dos outros fatores moços que vieram antes e causaram a bagunça toda no seu coraçãozinho.
Rapidamente você começa a ajeitar as coisas no coração pra ver se tinha espaço pro moço em questão (tão rápido que isso foi muito perigoso e você não se deu conta quando aconteceu, só depois, muito tempo depois, quando tava tentando se livrar de tudo) e pá: Tinha.
Aí foi só festa, até que BUDA se meteu no meio do rolê e as coisas desandaram.
Você (DE UM JEITO BEM IMBECIL, vale ressaltar) achou que seria uma fossa leve e curtinha porque contou a história pros amigos e eles ficaram mais chocados e deram mais risada do que aconteceu do que praguejaram os antepassados e os descendentes do moço em questão e, se os seus amigos, que estão FORA, não acharam uma coisa digna de morte, você, totalmente envolvida, também não acharia.
E, por uns tempos, foi isso mesmo: Você achou que ia ser só uma história engraçada de bar e ignorou a BAGUNÇA que estava por dentro.
Até que um dia você desabou e aí foi só chorume. Lembra a fossa que você achou que não ia sentir? Há. TROUXA.Você errou. Lembra a terapia que você achou que nunca mais ia precisar fazer? Há. Trouxa, você tava errada de novo. Dessa vez só uma pessoa que tava sendo paga pra isso te viu chorar e só depois de muito forçar a barra. Mas entra no top 3 só por causa do moço. Você achava que ele tinha tanto potencial e saiu dessa fossa achando que é melhor criar galinhas do que expectativas.


2.

Você tava com o coração partido em pedacinhos porque tinha se apaixonado por um cara que era ERRADO PRA VOCÊ DE TANTOS JEITOS que, olhando pra trás, dá até um pouco de vergonha de admitir que por aquele rolou alguma coisa mais do que simples desejo carnal. Você se fecha numa bolha e diz que só vai se envolver com gente que não traga riscos. E quer alguém que ofereça menos riscos do que o melhor amigo da sua melhor amiga da cidade em que ela estuda? Não, né. Se sua amiga aprova já é meio caminho andado. Se ele é de outra cidade e não pode encher o seu saco com cobranças desnecessárias é outra metade do caminho. E, se der preguiça de fazer qualquer caminho, tudo bem: o cara mora longe mesmo. Zero risco. E o cara ainda é um sósia baixo orçamento do Bradley Cooper. GO GIRL. O que pode dar errado?
Bem... Muitas coisas. O prazo pra contar essa história de ponta a ponta ainda não venceu, mas pode-se dizer que, se sua amiga tá te apresentando um cara que tem pouquíssimas encanações morais e ela acha OK isso (você também, mas estamos falando de um dodói de cabeça por vez), você tem que achar que ela TALVEZ possa não ser TÃO sua amiga assim. Fica a dica.
Claro que as coisas deram errado de um jeito grotesco e os seis meses que você passou - simbolicamente, porque vocês nunca se viam - com o cara você teria aproveitado melhor se tivesse ficado seis meses numa fila de banco. É esse o grau do DESPERDÍCIO que você sente quando lembra dessa época. 
E lembra também da fossa DUPLA interminável, já que perdeu o ~namorado~ e a ~amiga~ na mesma brincadeira. Meu Deus, tanta gente te viu chorando por causa desse cara que pelo menos uma delas te ofereceu água porque você certamente poderia ficar desidratada por tirar to líquido de uma vez do corpo. Fossa demoníaca que te faz pensar se essa não seria o TOP DAS FOSSAS, até você se lembrar que...


1.

Você era jovem, inocente, bobona, se achava meio feia porque só tinha beijado dois caras na vida e um deles tinha sido tão ruim que você tinha passado ANOS sem beijar de novo achando que tudo aquilo seria ruim pra sempre. Você conhece esse cara, se apaixona PROFUNDAMENTE por ele e - TAN TAN TAN - ele por você.
É seu primeiro namorado e você acha que tudo é maravilhoso porque, embora você goste dele, é ÓBVIO que ele gosta mais de você. A vida é tão perfeita que nem quando você e ele se separam, amigavelmente, por causa do seu ano de vestibular, vocês deixam de gostar um do outro. E voltam a ficar juntos.
Por CINCO ANOS, o que é uma vida se você levar em conta que tudo isso aconteceu antes dos seus 20. E aí acontece a tal da adolescência tardia - a dele, não a sua, porque pra você era óbvio que sua vida estava em outro nível - e já tava OK fazer uma casinha no The Sims e mandar pra ele, que seria engenheiro civil, dizendo que era mais ou menos assim que a casa de vocês seria depois do casamento. Porque, é claro, você abriria uma exceção aos seus princípios e SE CASARIA com ele. Teria ATÉ FILHOS, se ele quisesse. Era esse o tanto de amor que você sentia.
PENA QUE, em algum momento, você passou a amar tanto que pegou o amor todo só pra você. E ele se envolveu com outra moça e te largou depois da eliminação do Brasil em uma Copa do Mundo. Dupla traição. Dupla tristeza. Você nem odiou tanto o Felipe Melo porque seu coraçãozinho estava ocupado demais em chorar e imaginar que sua vida tinha acabado ali. Pobre moça.
Você guardou raiva e tristeza por ANOS, se tornou uma pessoa amargurada e triste e foi praticamente forçada a fazer terapia quando sua "adolescência tardia" finalmente chegou e seus amigos próximos e seus pais acharam que você tava numa vibe autodestrutiva que não combinava muito com você. Mas nem a terapia, que era uma hora perdida da sua semana naquela época, te fez sair da fossa. Foi tipo um ROMPIMENTO DE BARRAGEM na escala das fossas. Você quase morreu (literalmente) mais de uma vez por causa dessa fossa. E essa fase tem alguns dos seus segredos (e arrependimentos) mais barra pesada da sua vida. Pobre moça.



...E uma raivinha babaca que eu vou ter que superar porque ELA NÃO CHEGA AOS PÉS dessas aí de cima.



Você finalmente superou essas três fossas aí de cima e está, teoricamente, de peito aberto pra quem quiser te amar, já que aprendeu a se amar um monte e botou em ordem as bagunças do seu coração. Você começa a sair com um moço, amigo dos seus amigos e conhecido seu de muito tempo, e percebe que ali há uma simpatia e ternura que HÁ TEMPOS você não encontrava. E fragilidade também, porque o moço está provavelmente passando pelo DESABAMENTO DE BARRAGEM das fossas e ainda não superou completamente as mesmas tretas que você presenciou com cinco anos de antecedência. Você conhece TODO O CAMINHO OBSCURO que o moço vai passar e está de coração aberto pra ajudá-lo a passar por isso com o mínimo de dano possível. Você é trouxa, é claro. Porque se esqueceu completamente como VOCÊ era quando estava na mesma situação.
E aí as coisas desandam porque, além de toda a merda emocional em que o moço está envolvido, a causadora da fossa dele é uma pessoa COMPLETAMENTE PSICÓTICA. Você não tem ferramentas pra diagnosticar e se sente culpada por dizer isso, então passa a achar, no fundo do seu coraçãozinho, que essa moça poderia facilmente estrear um daqueles filmes de terror em que o vilão é alguém usando uma máscara. E você SABE que se não sair desse rolê você vai acabar morrendo e aí sai do rolê. Sem um pingo de remorso por deixar o moço lá porque, afinal de contas, ele foi absurdamente bunda mole com você quando deveria ter tomado uma posição. "Ele não vai morrer porque é o protagonista da história", você pensou, e arrebitou o bumbum pra fora dali antes de se envolver demais e acabar se ferrando.
Vida que segue e, óbvio, ninguém morreu.
O moço tá começando a parte II da história e cometendo OS MESMOS ERROS que cometeu com você com outra pessoa. E você fica puta, é claro, porque percebe que o moço também é um grande dodói da cabeça. Novamente, sem ferramentas necessárias para o diagnóstico, você se afasta e só observa de longe, com o coraçãozinho cheio de raiva e esperando que esse protagonista babaca MORRA de uma vez e acaba com essa sequência de filmes. Foi bom da primeira vez, mas sério: Tem coisa mais legal pra assistir. Sai dessa. Mesmo. Sua trouxa. Você já sobreviveu a coisas piores, já gastou tempo com coisas piores e se apaixonou por pessoas mais instáveis. Não é porque tudo isso é pinto pra você que você precisa acompanhar de perto. SAI DAÍ.




Uma fossa tão grande que me fez PULAR uma grande história do futebol brasileiro e até hoje eu fico meio "ué" quando me lembram que ela aconteceu. Esse é o tamanho da maior fossa da minha vida.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu, besta é tu

O Carnaval foi tão lindo, mas tão lindo, mas TÃO DELICIOSAMENTE LINDO que hoje é sexta feira e eu ainda tô sofrendo os resultados dele. Tô com o estômago que não aguenta nada além de sopinha, caldinho e suquinho e minha cabeça, na quarta de cinzas, parecia que ia explodir de tanto que tava doendo.
Me questionei várias vezes sobre a minha idade esse Carnaval, principalmente porque teve um dia em que eu não aguentei ficar até o fim do Bloco porque (tan tan tan tan) eu quase conseguia sentir minha pressão caindo, aí saí da multidão e botei na minha cabeça que eu tinha que ir embora senão ia morrer mas aí entrei num boteco sujo, vomitei um monte e passou. Como é ótimo vomitar. Um dia eu escreverei sobre as maravilhas do ato de vomitar e, puta merda,  ainda sou jovem demais pra morrer e VELHA DEMAIS pra morrer no Carnaval. Imagina as manchetes. Imagina.
Todo mundo ia me tachar de louca bêbada alcoólatra promíscua irresponsável do Carnaval sem saber que, na verdade, eu tava sóbria (juro, tinha tomado dois dedinhos de vodca com tubaína, dois litros d'água e uma latinha de guaraná!) e minha morte tinha sido só por... Velhice precoce.
IMAGINA.
Meu Deus, tá certo que o que acontecer com meu corpo e minha reputação depois que eu morrer importam aproximadamente 0% pra mim, mas CONFESSO QUE ME ABALEI.
Melhor não.
Vamos deixar pra morrer outros dias, que tal?
Isso foi na terça, mas eu já tinha AMADO o Carnaval de todos os modos possíveis.
Já tinha rolado Festa de Humanas, já tinha rolado Bloco de Humanas, já tinha rolado Desfile de Carnaval (quero acreditar que Mangueira só ganhou porque EU torci pra ela. Me deixem), já tinha rolado porre de Carnaval e já tinha rolado amor de Carnaval (que começou ANTES do Carnaval, na real, mas ok). Foi um Carnaval DAORA.

Até que ele acabou.

E agora, acabado o amor e o Carnaval, tô naquele momento incrível de mau humor em que a minha vontade sincera  é de responder "NINGUÉM LIGA", "FODA-SEEEEEE" ou "E PQ VC TÁ ME CONTANDO ISSO MESMO?" pra toda e qualquer coisa que as pessoas me falem.

Gente, não desiste de mim. Eu tô só na ressaca moral do Carnaval. Já já passa. Eu vou me irritar com a volta às aulas na segunda-feira e meu mau humor vai voltar a ser tolerável. Prometo.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

I think of everything you've got for you will still be here tomorrow

Eu escrevo muito sobre os meus pais porque TUDO o que eu sou é por causa deles e porque tudo o que eu escrevo sobre mim, sobre a minha personalidade, tem - no fundo - a essência de quem eles são e me ensinaram a ser. Falar sobre mim é falar sobre eles - Principalmente sobre o meu pai, que foi quem me passou 99% da minha personalidade.

Meu pai é minha versão com mais pimenta, com mais sal, com mais cominho. Temperada ao extremo e só pra quem aguenta. Não há meio termo com o meu pai: Ou você o adora e sabe o quanto ele é justo, honesto, sincero e leal, ou você o odeia e sabe o quanto ele é "exagerado", "ignorante", "grosso" e "controlador".

Pra minha sorte (e sanidade mental) eu sou do time que ADORA o meu pai. Mesmo quando a gente briga (o que não acontece pouco), mesmo quando a gente perde a paciência um com o outro (o que TAMBÉM não acontece pouco), mesmo quando eu prefiro estar com um corte aberto na perna, no meio do oceano, numa área sujeita a ataques de tubarão do que no mesmo cômodo onde ele está dormindo (ele ronca e só dorme com a TV ligada. Eu só durmo no silêncio e no escuro). Eu adoro o meu pai e sei que, por mais que a gente brigue, por mais que a gente se deteste por alguns minutos, se eu o odiar eu estarei odiando A MIM MESMA - o que, vamos combinar, não é uma coisa legal.

Claro que não foi de um dia pro outro que eu saquei isso e, de vez em quando, a gente ainda passa uns dias de cara virada um pro outro, não vou negar. Mas acho que a gente vai envelhecendo (eu, no caso) e ficando mais paciente. Ou acostumada. Ou aprende mesmo. Sei lá. Só sei que eu me irrito muito menos com ele hoje em dia do que há dez anos e por muito menos tempo. Passei a me colocar mais no lugar dele e acabei sacando que a maioria das coisas que irritam o meu pai são por causa de insegurança. Em vários campos da vida. E quem sou eu pra julgar meu pai e as inseguranças dele, né? SENDO EU A PRINCESINHA DA INSEGURANÇA PRECISO RESPEITAR O REI.

Acho que, mais importante que isso, eu aprendi a respeitar demais o meu pai (minha mãe também, mas não tô aqui pra falar dela hoje rs). Veio de uma família grande, tem 11 irmãos, perdeu a mãe aos 13 anos e o pai aos 15 e foi praticamente criado pela irmã mais velha. Meu pai não teve referência de pais na vida dele e, mesmo assim, conseguiu me criar com o mínimo de dano possível. É preciso respeitar um homem desses.

E hoje ele tá fazendo aniversário. 55 anos.
Parabéns, paiê. Felicidades ♥


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Reasons To Be Cheerful

Sarcasmo e compaixão são as duas qualidades que fazem a vida na terra tolerável. - Nick Hornby, em “31 Canções”*.





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* tem uma playlist quaaase completa com as músicas do livro no youtube e no Spotify.