quarta-feira, 29 de junho de 2016

I don't wanna hear, I don't wanna know... Please don't say you're sorry

Três músicas pra pedir desculpas pelas cagadas cometidas no namoro e que parecem legais... MAS NÃO SÃO!

3. Baby can I hold you  - Tracy Chapman

Primeiro de tudo, eu achei por muito tempo que Tracy Chapman fosse um cara com um nome feminino (tipo a Stevie Nicks é uma moça com nome masculino), mas descobri que Tracy é uma moça. E maravilhosa. Já me senti enganada nesse lance.
Aí tem essa música que é uma cafonice só, um cara pedindo desculpas e dizendo que, caso ele tivesse feito tal coisa, dito tal coisa, o casal ainda estaria junto. Bonito, né? Reconhecer os erros, saber que tava errado, né? Manda essa e a gata/gato vai sacar as boas intenções e tudo vai voltar a ser o que era.
Bom... NÃO.
Primeiro porque essa pessoa da música é uma bunda mole. Ela saca que poderia ter feito alguma coisa e sabe exatamente o quê, mas... NÃO FAZ. Só fica nos "Maybe if". Bunda mole, sabe? 'Cê quer mesmo alguém assim do seu lado?
Daí tem a outra hipótese, né? De que o moço/moça sacou isso um pouco tarde demais, a fila andou e a moça/moço já tá em outra... E aí o veredicto é: BUNDA MOLE AMARGURADO.
Porque, puta merda, se a fila andou e a moça/moço não quer mais nada... Pra quê ficar fazendo o joguinho do "Maybe if"? Não deu, caralho. Se dedica a dizer as palavras certas pra próxima moça/moça porque esse ônibus já saiu da rodoviária faz tempo e você tá perdendo o tempo.

Trecho que é o cúmulo da bunda molice:

"Maybe if I told you the right words
at the right time you'd be mine
Baby can I hold you tonight
Maybe if I told you the right words
at the right time you'd be mine
You'd be mine"

TALVEZ, NÉ, SEU VACILÃO/ONA! MAS VOCÊ NUNCA SABERÁ PORQUE FOI, ISSO MESMO, VACILÃO/ONA. E AQUI A GENTE TRABALHA COM RANCOR E FILAS QUE ANDAM.



2. Baby come back - Player

Nossa, que romântico. O cara andou errado, pisou na bola, trocou com mais amava por uma ilusão e não sabe o que fazer com essa tal liberdade... Daí de dia faz graça pra não dar bandeira, as horas passam como brincadeira e de noite na cama fica pensando se você o ama e quanto. Aí decidiu te contar tudo. Que humildão, que fofura. Que pessoa maravilhosa, né?
NÃO.

Esse cara teve que gastar uma puta de uma grana com farra, pinga e foguete, gastou um monte com o VIP praquela festa pra você ver de camarote o cara superando e, só quando você não apareceu porque provavelmente tinha coisa melhor pra fazer do que perder tempo chorando por um cara que, bem, se presta a tirar foto na balada pra te mostrar que tá de boa enquanto, na real, fica chorando encolhidinho na cama de tristeza por não ter ninguém quando chega em casa... Ele decidiu se AOMILHAR e pedir desculpa, usando a tática do "todo mundo pode ver que nós dois somos um casal melhor que Tarcisio e Glorinha". Há.
Vacilão do caralho. Teve que perder pra aprender a valorizar a mina de fé.
Agora é tarde.

Trecho que é o cúmulo do "Você vem da pagodeira e vá curar sua canseira bem longe do meu colchão":

All day long, wearing a mask of false bravado
Trying to keep up the smile that hides a tear
But as the sun goes down, I get that empty feeling again
How I wish to God that you were here

Baby come back, any kind of fool could see
There was something in everything about you
Baby come back, you can blame it all on me
I was wrong, and I just can't live without you

Se o cara te cantar essa música você pode escolher qualquer um desses dois hits de Thaeme & Thiago e cantar sem medo de ser feliz: "Perdeu" e "Ai que dó".



1. Back for good - Take That

Que fique claro que eu amo essas três músicas e dormiria de conchinha com elas caso isso fosse possível. A minha única crítica é quanto ao uso que o seu namorado/ada pode fazer dela e o quanto isso é errado. Usar essa música pra entrar naquele clima Cafoninha, antiguinho tá liberado. Usar essa música pra pedir a moça/o moço pra voltar: NA-NÃO.
Moça, veja bem... A melodia é linda, o Robie Williams é uma gostosura e a gente sabe que essa combinação é meio difícil de deixar passar batida, né? Mas MULHER, ANALISA SÓ ESSE 

TRECHO QUE É O CÚMULO DO "REPENSEI EM NADA MINHAS ATITUDES E SÓ TÔ PEDINDO DESCULPAS PORQUE QUERO ACABAR COM ESSA BRIGA":
 
"Whatever I said, whatever I did I didn't mean it
I just want you back for good
Whenever I'm wrong just tell me the song and I'll sing it
You'll be right and understood"


Ele/a pode parecer compreensivo/a, mas ele nem pensou no que tá dizendo, sabe? Ele provavelmente NEM SABE o porquê de você estar irritada/o. Ele/a provavelmente faz que nem eu de manhã, quando minha mãe entra no quarto meia hora antes de eu precisar levantar, e tá concordando com qualquer coisa só pra você deixar ele/a em paz. Reflita. Pergunte "O que foi que você fez de errado?" e, se a resposta estiver correta.. Aí 'cê pode abaixar a guarda porque, vamos combinar, essa música é foda mesmo, né? Pra que ser tão dura/o?






E uma que talvez possa dar certo, sei lá, tenta com bom humor e jeitinho... Se a cagada não for tão grande, a moça/o moço tiver bom humor e você estiver disposto a dar uma última cartada...



Veja bem, é um combão das três músicas aí de cima: O cara quer a mina de volta, ele já fez de tudo pra ter a mina de volta (incusive, provavelmente, postar fotos na balada dizendo que superou e depois chorar sozinho em casa encolhido no chão), ele sabe que fez cagada (mas não sabe mais o quê exatamente, né?) e aposta nos sentimentos pra ter as coisas de volta.
"Aiiin, Beatriz, o que é que tem de diferente dessa pras outras, então?"
Amigo, é HARMONIA DO FUCKING SAMBA. 'Cê sabe o quanto de desespero tem que rolar pro cara apostar as fichas dele em HARMONIA DO SAMBA pra ter a moça de volta?
Esse homem te quer e não hesita em baixar ao mais fundo nível da cafonice e da humilhação pra te ter de volta. Talvez valha a pena dar uma chance, né?
Só não cai nessa se o não for amor, mas cilada. Aí confio no seu julgamento.







segunda-feira, 27 de junho de 2016

PAUSA

Se um dia esse blog virar livro (não vai, mas né?) eu posso colocar "Os textos do "No fundo eu sou otimista" geralmente me fazem gargalhar (inclusive é uma JÓIA RARA para quem curte blogs pessoais, recomendo)", o comentário do Felipe do Não sei lidar sobre esse diário meio público num daqueles comentários da contracapa? 


"Uma joia rara para quem curte blogs pessoais"
- Felipe Fagundes





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Eu comento elogios porque recebo, dá licença?

Erase and rewind 'cause I've been changing my mind

01. Foi aquele dia em que você e eu saímos pra tomar uma cerveja ali perto da Vergueiro e nós dois discutimos porque, apesar de estarmos juntos há seis meses, você ainda não tinha parado de usar os termos “minha princesa” pra se referir a mim mesmo eu tendo dito que 1. Não era “sua”; 2. Meu pai não é um rei; 3. Fala sério, puta que pariu, custa parar de me tratar como se eu fosse um bibelô sem a menor capacidade de escolher o que eu quero? Nem isso justificaria você falar “porque você é minha princesa” toda vez que você pede a porcaria da cerveja antes de perguntar o que eu quero. E se eu quisesse, sei lá, uma tequila? E não, não importa que eu não bebo tequila. Eu poderia começar a beber, não poderia? 
Naquele dia eu saquei que, muito além de eu não querer “sua princesa”, eu não tava bem certa se queria ser sua qualquer coisa.

02. Foi aquele dia em que você passou o domingo na minha casa, nós dois dormimos vendo algum filme na minha cama, eu me mexi demais como sempre e, quando eu acordei, você estava sentado na minha cadeira, mudando de canal meio entediado, e demorou uns 10s a mais pra voltar pra cama comigo depois de eu voltar pra posição original, aí quando você deitou, não deu os dois tapinhas na cama pra eu ir pro seu lado e me aconchegar no seu peito e, quando eu o fiz, você disse que eu era folgada. E não foi de brincadeira.

03. Foi aquele dia em que eu te chamei pra ir comer o pavê de doce de leite da Casa Garcia e você me disse “Você só quer sair comigo pra comer?” e eu percebi que, mesmo a gente saindo há quase cinco meses, eu ainda usava com você a minha tática de sair primeiro pra comer porque, se a noite estiver muito, muito, muito ruim, pelo menos a comida seria uma coisa boa na noite.

04. Foi aquele dia em que eu fui pra sua casa e sua irmã, que tinha sido coincidentemente despachada pra casa do namorado dela deixando a casa livre pra gente, apareceu de madrugada, meio bêbada e ficou ouvindo Careless Whispers pra desconcentrar a gente de propósito e eu ouvi ela dizer “Sou team fulana” (e fulana era o nome da sua ex namorada) quando você se levantou meio puto pra parar com aquela palhaçada.

05. Foi aquele dia na festa na sua casa, naquele sábado meio frio, quando eu me senti meio triste, peguei uma cerveja e me sentei na porta da sua cozinha, e você se aproximou, meio altinho de cerveja, e colocou a mão no meu ombro começando a fazer uma piadinha sobre eu ser antissocial, mas parou ao ver que eu tava com uma cara de choro. Aí eu só apoiei a cabeça no seu ombro, dei uma fungadinha de choro que saiu esquisita até para os meus padrões e a gente deu uma risada meio falsa, porque foi realmente um barulho bem esquisito, e depois a gente não falou mais nada por uns 5min, até você perguntar se eu queria ir me deitar.

06. Foi aquele dia em que você estava parado do lado de fora do bar, segurando com a mesma mão o copo e o cigarro, e eu me peguei observando fascinada você fazer aquele gesto banal por uns trinta segundos e só parei quando você percebeu que eu tava ohando e deu uma piscadinha pra mim. E ai meu coração bateu tão rápido que se eu fosse um pouquinho mais hipocondríaca eu teria achado que tava morrendo ou algo do tipo, e eu fiquei tão vermelha que ainda não tinha voltado ao normal 5min depois, e não voltei pelo resto da noite depois de você me beijar.

07. Foi quando você e eu passamos uma madrugada inteira conversando, mesmo você tendo que ir viajar na manhã seguinte e eu tendo que, sei lá, acordar cedo sem motivo porque eu sou esse tipo de retardada. Foi quando eu consegui falar com você sobre coisas que nem meus amigos sabiam naquela primeira noite, e não foi porque eu não ia te conhecer jamais, mas porque no fundo eu desconfiei que, daquele dia em diante, você talvez me conhecesse mais do que qualquer outra pessoa no mundo. E eu não senti nenhum medo disso.

08. Foi quando você saiu da zona leste pro meu aniversário, num bar de samba (que você não curte porque não dança), numa noite de sábado com uma chuva tão forte e constante que tinha sido meio difícil pra mim, que fui de carro, chegar até o lugar. E você foi. De metrô. E táxi. E andou um bocado porque parte da rua tava alagada, depois eu descobri. E ainda respondeu pra uma amiga em comum que zombou da sua jornada épica pra chegar até lá que, por mim, você iria em qualquer lugar.

09. Foi quando você passou na minha casa numa noite de terça em que eu estava completamente triste por causa de vários problemas acumulados e me levou (de pijama!) pra sua, onde tinha pizza quatro queijos, carolina de limão e o quindão que você tinha pedido pra sua mãe fazer só porque sabia que eu gostava. Foi quando você assistiu os três filmes do Rei Leão comigo apoiada no seu braço e não falou nada quando eu comecei a chorar, mas me abraçou e me deixou ficar lá até que tudo passasse.

10. Foi na primeira noite que nós dormimos (mesmo) juntos. Eu fiquei com tanto sono que tava uma versão "David after dentist" só que sem ter ido ao dentista, e você me deu uma camiseta sua e me deitou na sua cama. Eu acordei de madrugada e você estava deitado no chão, porque não queria deitar comigo sem eu dizer que você podia. E aí eu te acordei e te chamei pra cama, e te enlacei pra gente dormir numa pose mais confortável, e você não reclamou das minhas mãos geladas, só colocou por dentro da sua blusa pra elas esquentarem.

11. Foi aquele dia em que a gente tava voltando pra casa depois de passar a tarde tomando sorvete na praça, naquele domingo em que o Kimi ganhou o campeonato de F1 e eu sai de vermelho na rua só pra te pirraçar, mas você viu que eu estava realmente feliz e entrou na minha brincadeira em vez de ficar irritado como sempre. Foram os quatro sorvetes e as quase três horas sentados naquele banco duro de praça, conversando sobre coisas aleatórias, sobre como a gente ia fazer dali pra frente, as ocasionais piadinhas dos velhinhos jogando dominó e o fato de que a gente só saiu dali horas depois, porque tava começando a esfriar e minha blusa vermelha – a única que eu tinha, porque eu não gosto muito de vermelho – era fininha demais e eu já tava ficando gelada. Foi quando você segurou a minha mão e foi comigo até a esquina da minha casa, depois me deu um selinho embaixo da árvore em frente a casa do feirante louco e disse que tudo ia ficar bem e eu acreditei em você.

domingo, 26 de junho de 2016

Ontem demorei pra dormir...

...Tava assim, sei lá... Meio passional por dentro.


(esse post vai ser bem grande e talvez não faça sentido nenhum porque vou juntar muitas coisas nele. Sugiro que você ponha a mão no queixo e, eventualmente diga "hmm" ao ler as passagens mais bizarras)

Sabe aquelas fases em que a gente não tem tempo direito nem pra fazer cocô e, quando arranja algum tempinho, não quer fazer nada exceto deitar na cama e fazer qualquer coisa que envolva NÃO SAIR da cama?
Então.
2016 tá sendo um ano BEM COMPLICADO porque essa fase está durando desde março até agora e, provavelmente, vai durar o resto do ano.

Eu falei que troquei de emprego? Troquei. Não tô mais naquele maravilhoso no Centro de São Paulo e estou num bem mais comum aqui perto de casa mesmo, cuja maior vantagem é que eu posso dormir até 20min antes do trabalho, me trocar em 10min e ainda assim chegar no tempo de tolerância pra atrasos.
É. Essa é a maior vantagem. IHUUUUU pra mim que, pela primeira vez na vida, estou num emprego bem comum e meia boca mas que, por enquanto, é necessariamente o que eu preciso.
Longe de mim reclamar, longe de mim ficar remoendo isso e ser uma pessoa infeliz porque simplesmente não tô trabalhando com o quê e onde eu quero. Vou perder no super trunfo das desgraças™* dessa vez porque EU SEI que tem gente bem pior que eu, vamo lá. Não vou trabalhar nesse lugar pra sempre. Eu combinei com a terapeuta que tá tudo bem suprimir isso por uns tempos porque, assim como o grande bruxo das trevas Grindewald, estou agindo por um bem maior - e não quero falar desse bem maior agora porque, embora eu saiba que eu perco no supertrunfo das desgraças, tenho uma boa mão de cartas e... Bem... Eu REALMENTE combinei com a terapeuta que eu vou suprimir isso por uns tempos. Me deixem. Dá menos trabalho.

Mas, enfim... Ontem eu demorei mesmo pra dormir e tava meio assim, sei lá, passional mesmo. Tava aqui refletindo sobre a vida de solteira e: MEU DEUS DO CÉU, QUE MERDA É SER SOLTEIRA.

Veja bem: SER, não ESTAR.
Outro "veja bem": Não tô reclamando, eu provavelmente tive chances de não ser solteira algumas vezes nos últimos anos e fugi delas mais rápido do que o Cascão fugiria de um banho. Eu sei, ok? Eu sei.
Mas me deixa eu dizer o que penso dessa vida porque eu preciso demais desabafar.

QUE MERDA É SER SOLTEIRA. QUE MERDA. QUE GRANDECÍSSIMA, FEDORENTA, MEIO MOLE E COM VERMES MERDA QUE CHEGA QUANDO VOCÊ TÁ EM LUGAR PÚBLICO SEM BANHEIRO POR PERTO.

A minha principal razão pra nunca mais querer namorar NA VIDA (e isso eu digo de coração aberto porque eu, de verdade, não quero namorar mesmo. Não é só conversa) é que as pessoas são loucas (e eu me coloco no pacote, cara. Porque eu sou muito louca mesmo, vish, é tanta loucura que eu sinceramente só estou solta porque é gente muito mais louca que me rodea e, em perspectiva, eu pareço normal) e não tão preparadas pra um namoro tranquilo.
Eu tenho três "ex-namorados" e dois deles são pessoas maravilhosas que eu guardo no meu coração - um deles eu sei, por exemplo, que amarei para sempre sem nenhum interesse sexual - e por quem eu nivelo os meus futuros relacionamentos. Foram relacionamentos com MUITO amor, MUITO companheirismo, MUITO entendimento e (em doses maiores ou menores) pegação. Teve ciuminho? Teve. Teve insegurança? Orra, se teve (Não foi fácil namorar um cara que era a única pessoa que não sabia que era bonito, ou um cara que SABIA que era absurdamente bonito). Mas, nesses dois relacionamentos, teve conversa, teve aquela coisa maravilhosa de chegar e botar as coisas na mesa antes delas crescerem. Os dois namoros acabaram a partir do momento em que não fomos francos um com o outro.  Mas foram muito bons no tempo que duraram e me deram grandes e importantes lições que eu meio que tomei como padrão.
Daí veio o terceiro "namorado", né? O cara que pegou minha melhor amiga e sumiu. E aí os caras que vieram depois dele e, em maior ou menor grau, deixaram a dodoizice a mostra e me fizeram acreditar que ser solteira é uma merda porque todo mundo é dodói da cabeça e nem todo mundo aceita isso - porque, se você aceita, você tenta melhorar, né? Ou então desencana de vez e parte pro abraço de só sair com gente que saiba que você é dodói mas - novamente - jogando limpo.
Bicho, esse cara me fodeu de um jeito pra relacionamentos que eu passei a ver indícios dele em todos os caras com quem saio, do mesmo jeito que faço com os modelos positivos que eu tenho dos dois primeiros.
"Aiiin, Beatriz, não seja pessimista! Você não pode simplemente descartar o cardume inteiro porque um peixinho era retardado" AHAHAHAHAHAHA POSSO SIM, QUERO VER VOCÊ ME IMPEDIR!

Eu poderia usar o Bunda Mole (O da ex louca) como exemplo, né? Porque é um cara maravilhoso, EU SEI QUE ELE É. Ele tem muito mais coisas dos dois primeiros do que do último. A gente tem muita coisa em comum, mas o cara é o maior dodói que não se aceita da história dos dodóis que não se aceitam. Ele TEM UM PROBLEMA e NÃO ACEITA QUE TEM e aí faz o quê?
MERDA.
E
R
D
ADREM

"Aiiin, Beatriz, mas aí você vai porque você é trouxa, né?"

¯\_(ツ)_/¯

Amigo, eu nunca neguei.
Eu sei que sou louca, sei que sou bem dodói da cabeça e sei que eu não tenho meio termo: Ou boto meus padrões na altura e, talvez por isso (talvez por muitas outras coisas) eu nunca serei 100% satisfeita com alguém, ou então nivelo por baixo e me identifico com aquela parte do Stand-Up do Aziz Ansari (meu Deus, eu amo o Aziz Ansari) em que ele fala que os padrões estão tão baixos que se o cara for "nice and clean" ele já tá melhor que 99% dos outros.
E é aí que está a grande merda de ser solteira e dodói da cabeça:

EU
NÃO
QUERO
NIVELAR
POR BAIXO


E nem virar monja.

É muito foda encontrar o equíbrio, sabe?
Ser solteira hoje em dia é uma bosta porque, embora haja toda essa liberação sexual e eu saiba que se eu falar as 7h no twitter que eu tô querendo dar e aceito propostas, ao meio dia eu já estarei descartando currículos baseada em critérios tão imbecis quanto "ah, ele é de Touro, eu sou Sagitário e eu vi na revistinha do João Bidu que nossos signos não se dão bem", eu sei que QUALQUER CARA - QUALQUER CARA MESMO - que topar um bagulho desses não é um cara que eu, talvez (com certeza, mas não quero ser radical) queira ter por perto além dos 15 (ok, talvez mais) minutos que uma relação carnal (há) durará. E aí, qual o grande propósito? Eu novamente me identificaria com aquela parte do outro stand up do Aziz Ansari do gráfico de satisfação ao longo do dia, sendo o orgasmo a melhor parte do dia, intercalado com grandes partes de vazio existencial e masturbação solitária. Novamente: Qual o propósito?

Ser solteira é uma merda.

Tem essa parte e tem o fato de que eu quero evitar homem cilada mais do que quero evitar, sei lá, a morte dos meus pais. E evitar homem cilada é um negócio bem mais proveitoso porque eu, DE FATO, consigo evitar sair com homens cilada (enquanto a morte dos meus pais é um bagulho que vai chegar um dia e, sei lá, não quero falar disso também, vou suprimir também, desculpa terapeuta do capeta). 

"Aiiin, Beatriz, mas como você vai saber se o homem é cilada sem sair com o cara?"

Bom, eu só terei certeza depois que sair com o cara, né? Mas sempre tem a RODA DAS MIGA™, sempre tem OS TOQUES QUE O CARA DÁ™ e o stalk pra você descobrir o que o cara fala quando acha que ninguém tá vendo o que ele tá falando. São muitos meios, mas a gente pode pegar alguns indícios e evitar a fadiga, né? 

"Aiiiin, Beatriz, mas você não evita!"

¯\_(ツ)_/¯


Dia desses eu tava conversando com o amigo com alma russa sobre um moço aí por quem eu tenho uma quedinha há muito tempo e mantive em segredo porque, veja bem, ele namorava, ele morava longe, ele é um cara legal demais, bonito demais e gente fina demais e, ele namorava, ele namorava, ele morava longe e eu já citei que ele namorava? Então.
Era mais um daqueles negócios que a gente QUER, mas sabe que não deve então deixa pra lá porque pensamento ruim não se cria. Eu via o cara, dava duas suspiradinhas e deixava pra lá porque, vamos combinar, existem alguns tipos de cilada que nem eu, que dou a reboladinha do Edmundo na frente da cilada, sou louca de enfrentar. Pra quem não entrou nessa cilada vamos em frente, tem outras cilada e tal.
Aí o mundo dá voltas, kiridinhos, e eu fiquei tonta porque em menos de 15 dias eu descobri que o moço não apenas terminou o namoro como também tinha a mesma sensação de que tem coisas que a gente quer, mas não deve, com relação a mim.
NADA IMPEDE AGORA, CERTO?
Bom, realmente. Nada impede. Eu provavelmente farei mesmo, Parabéns pra mim, vou pegar uma paquerinha antiga que eu nunca achei que fosse e eu só coloquei isso no post porque, BICHO, TÔ É BEM EMPOLGADA.

Há.

Mas aí ontem eu demorei pra dormir e tava assim, sei lá, meio passional por dentro e fiquei pensando em duas coisas:
1. Esse moço, esse cara, é tão meu tipo que, lá atrás, quando a gente se conheceu e rolava tudo aquilo pra gente não ter nada, o amigo com Alma Russa reconheceu nele o meu tipo e previu que eu entraria numa cilada muito grande por causa dele (sugerindo, inclusive, que eu colocasse um alarme no celular pra tocar a cada 15min com a frase "CORRE DESSA CILADA, BINO!" - o que eu fiz e deu surpreendentemente certo), o que, em situações normais, me faria ficar totalmente empolgada agora por ter a chance de sair com o cara e ver o que vai dar. E eu fiquei, juro. Por uns 3 dias e depois passou. Ainda tem todo o fogo no rabo, é claro, mas se isso tivesse acontecido em, sei lá, 2013, eu provavelmente já teria desmarcado tudo só pelo medo de fazer tudo errado e dar uma merda desgraçada.

2. Eu provavelmente nunca mais vou me encantar com alguém e, de fato, nunca mais vou namorar. Mesmo. Wow. Eu vou ser solteira pra sempre, caindo no looping de sair com os babacas de sempre porque não terei paciência pra conhecer babacas novos, me decepionar novamente e completar o BINGO DO BABACA antes dos 35.

Meu Deus, gente. Que merda é morar na minha cabeça.  Sério.
Nessas horas eu adoro a minha rotina sufocante do trabalho que me impede de pensar nessas merdas já que eu chego em casa e só quero assistir programas culinários na TV até pegar no sono antes das 22h30.

AFF.

____________

* Super trunfo de desgraça™ é um projeto Renaja (minha amiga Renata que, bem, não ganhou esse apelido por ser a pessoa mais fofa do mundo, vamos dizer apenas isso - embora, pra quem conheça Renaja de perto, seja muito óbvio que ela É uma das pessoas mais maravilhosas do mundo e por dentro daquele coração peludo existe uma pessoa maravilhosa ♥) que consiste basicamente em (Peraí, 'cês sabem o que é Super trunfo, né? Então...)  conversas tipo:

Miga 1: Miga, tomei um pé na bunda do meu namorado. Tô super mal.
Miga 2: Ai, miga, que barra. E eu, que não namoro há tanto tempo que provavelmente voltei a ser virgem?
Miga 3: Gente, plmdds, eu não tava namorando, tava no começo de um lance e o cara me largou porque decidiu virar Monge. A gente quer mesmo ter essa conversa?
Miga 1: É, ok. Não. Mas sabe, a vida tá tão merda que eu perdi um prazo pro meu trabalho e agora tô com medo de ficar sem namorado e sem trabalho.
Miga 3: Pô, que barra. Mas e eu, que fui trocada por Buda e tô trabalhando tanto que tá dando nem tempo pra dar enlouquecidamente pra tirar o trauma?
Miga 2: Amigas, tô desempregada, sem um puto e cogitando dar a bunda num esquema meio uber de bunda (vamos chamar esse sistema de cUBER) pra ver se consigo dar pra alguém e arranjar algum dinheiro?

Entende? Todo mundo competindo pra ver quem tá mais fodido ao invés de exercitar a empatia e consolar a pessoa que demonstrou estar fodida primeiro. Sabe, não sejam migas 2 e 3. Sério. Mesmo que você, como miga 3, não veja mais graça em nenhuma história de pé na bunda porque você, miga 3, foi trocada por BUDA. BUDA, CARALHO, UM CARA MORTO DE 200KG, PUTA QUE PARIU!!! Não seja essa pessoa. Ajuda a amiga. Sério. 





UPDATE: Monge, após ler esse texto, me corrigiu que o Buda na real é um cara que, quando morreu, deveria pesar uns 45kg porque vivia só de pão e água. O Buda gordinho, o que a gente esfrega pra dar sorte, é um buda da prosperidade, uma representação e tal. Ou seja: Tava errada.
Mas contar essa história falando que fui trocada por um cara morto de 200kg é BEM MAIS LEGAL, então eu meio que falei pra ele que não vou mudar esses detalhes e vai ficar assim mesmo. Um beijo na pontinha do seu nariz, Monge.

domingo, 12 de junho de 2016

domingo, 5 de junho de 2016

Sempre errando até um dia acertar

Um mini causo bem babaca só pra vocês não acharem que eu morri (maio foi um mês fodido e, na prática, ainda não acabou e eu tô tendo tempo apenas pra trabalhar, comer e dormir, grazadeus que a universidade está em greve)...


Uma das minhas fotos prediletas é essa:

Um rinoceronte que eu fotografei no zoológico de São Paulo há alguns anos, na minha última visita.

E eu, que não sou de postar fotos ~pessoais~ no Facebook, decidi postar essa com a legenda " Adoro unicórnios! Sempre tão gordinhos e bem cuidados no zoológico, né?" homenageando uma das minhas comunidades prediletas da minha (finada) rede social predileta (fiquei com o Orkut e com o Harry Potter ATÉ O FIM):
A comunidade "Adoro Unicórnios" com a descrição "Sempre tão simpáticos, cinzas e gordinhos" e uma foto de um Rinoceronte.

O que aconteceu na verdade foi que apenas uns dois ou três amigos entenderam e minha família inteira achou que eu tivesse me descuidado e deixado minha burrice à mostra, já que eles obviamente não entenderam a referência. Isso aconteceu há MUITO tempo e até hoje eu ainda escuto "E como vão os Unicórnios, Bea?" pelo menos uma vez em todos os eventos famíliares.

Acabei homenageando outra comunidade (que eu também frequentava):