segunda-feira, 30 de novembro de 2015

But I don't know how to connect so I disconnect



Meio chato quando você tá ouvindo música e, de repente, se reconhece numa letra a ponto de se enrolar em posição fetal e começar a refletir sobre os erros não apenas dessa vida mas das últimas três encarnações, né?



Well, this is an invitation
It's not a threat
If you want communication
That's what you get
I'm talking and talking
But I don't know how to connect
And I hold a record for being patient
With your kind of hesitation
I need you, you want me
But I don't know how to connect
So I disconnect
I disconnect

domingo, 29 de novembro de 2015

And when the big wheel starts to spin you can never know the odds

E se eu sou uma Princesa Leia do mundo bizarro e só gosto do cara-que-eu-gosto (hahaha... migas, eu acho que ele não faz a mais puta ideia do quanto eu gosto dele ainda) porque ele é o único não canalha na minha vida?




Gente, me proibam de pensar. Quando eu penso muito só sai merda.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Arrastando os pés na areia, ciranda que não para: A melhor hora da praia

Tem três coisas nessa vida que sempre que acontecem - SEMPRE. SEMPRE MESMO. NÃO EXISTEM EXCEÇÕES - corrigem o meu humor. Tá uma bosta? Deixam normal. Tá bom? Melhoram. Tá ótimo? Fico insuportável de tão bem humorada, nível "vou ali me isolar por meia hora enquanto escuto a mesma música no repeat até ficar suportável novamente".
Três coisas que funcionam sempre. São elas: Futebol (#PARMERA), F1 (Kimi ♥) e Praia.
Dito isso, a única que nunca me decepciona (porque vamos combinar que ser palmeirense e torcer pra c e r t o s f i n l a n d e s e s não é fácil) é a praia.
Eu amo praia. Amo tanto que eu usaria uma daquelas camisetas cafonas EU ♥ PRAIA de tanto que eu amo aquela combinação de areia, água salgada e câncer de pele. Amo. Mesmo. 
Chovendo? Amo.
Com calor do capeta? Amo.
Cheia? Amo menos, mas amo.
Vazia? Nossa, me segura senão eu faço um daqueles anjos de neve versão tupiniquim ali na Praia Grande mesmo.
Dito isso, cês podem me chamar pra praia que eu vou preciso dizer que vieram me cobrar esses dias de que, pra alguém que ama praia e vai pelo menos uma vez por mês salgar o bumbum no litoral, eu tenho pouquíssimas fotos lá.
O que é real, mas não pelos motivos que vocês devem imaginar (timidez, aproveitando tanto que nem dá pra tirar foto, medo de se expor, blábláblá): Eu não tiro foto na praia porque MDDC, COMO EU FICO HORRÍVEL NA PRAIA.
Não tem UMA foto que preste. Nunca.
Tô sempre com roupa mínima, suja de areia, com óculos escuro, cabelo preso, vermelha, cara de quem está há muito tempo sem dormir (geralmente estou porque acordo cedo e durmo tarde na praia pra aproveitar ao máximo ♥) e, cara, minhas fotos da praia são todas do ~ambiente~, nunca da minha carinha. 
Aí fui ver as fotos das pessoas que tiram fotos absurdas de tão lindas na praia e saquei que o esquema é: maquiagem + bijuterias + cabelão + chapéu + pose daora + fazer de conta que nunca existiu areia na praia.
Mas gente, me diz: COMO É QUE FAZ PRA IR PRA PRAIA COM TROCENTAS PULSEIRAS, COLAR, SAÍDA DE PRAIA SUPER TRABALHADA E NÃO FICAR COM AS MARCAS DE SOL (se falar protetor solar ganha um murro na boca porque uma das razões que eu saio mal nas fotos é porque fico BRILHANTE com a camada de protetor que uso e reaplico toda vez que entro no mar)???????? COMO FAZ PRA USAR MAQUIAGEM NA PRAIA SEM BORRAR TUDO???? COMO FAZ????

Tão difícil, gente. Vou ter que viver com minhas fotos feinhas e quase inexistentes de praia mesmo. 


Enquanto isso fiquem com o mais perto que cheguei NA VIDA de tirar uma foto bonita na praia.
O que ébem triste porque a praia quase nem aparece e, na prática, eu não tô nela: Tô
na sacada do apto onde fico quando desço pro litoral.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Your tale has only begun It comes from far the Nowhereland

Num assunto mais leve (oi, sobrevivi ao jogo de ontem mas quase morri umas cinco vezes)...

Quando eu tinha uns 13 anos, na minha época da 8ª série, eu era apaixonadinha por um mocinho da minha sala E por um amigo dele, um ano mais velho que a gente, ao mesmo tempo (certas coisas nunca mudam, risos) e, como eu era completamente tapada, idealizei esses moços AO EXTREMO ao invés de ir atrás e procurar ver se eu tinha chances, fazendo o que eu fazia (e faço) de melhor: Inventar historinhas sobre eles e episódios que tinham acontecido com esse triângulo maroto do amor platônico na 8ªA do Colégio dos Padres. 
Sério, eu não pegava ninguém MAS ERA CADA HISTORINHA MARAVILHOSA ♥
A maioria eu perdi porque escrevia todas e salvava em DISQUETES, coisa que eu não faço ideia de onde estão hoje e se ainda funcionam, mas uma eu arrastei de backup de PC a backup de PC e achei num CD queimado em 2005 e consegui abrir ontem.
Todas as quase quatro versões em que eu trabalhei entre 2003 e 2005 (quando eu arranjei um namorado de verdade e parei de escrever sobre paixonites que nem existiam mais).

Gente, na primeira versão são quase 300 páginas de puro romance adolescente mal escrito. Páginas e mais páginas de diálogos super profundos e necessários quanto:

"_Não se preocupe... Suas piadas são muito alegres, porém não consigo achar graça em nada nesses últimos dias... 
_Não gosto de vê-la triste. 
_Eu não estou triste. 
_Está. 
_Não! 
_Está! 
_Não estou. 
_Sim. 
_Não! 
Os dois se encararam e depois explodiram em uma gargalhada. 
_Assim está melhor! Não gosto de vê-la triste! – ele disse, enquanto ela não conseguia parar de dar risada. 
_Você... É.... muito... Engraçado... – ela disse, com a mão na barriga."

Eu fiz meu próprio Crepúsculo quase cinco anos antes do  Crepúsculo. 'Cês tem noção de que eu poderia estar nadando em dinheiro tipo o Tio Patinhas? hahahaha

O texto era ruim, mas a história era ótima: Era uma princesa de um tempo meio medieval, filha única de um rei e rejeitadíssima por ser mulher, que era tratada como prisioneira porque, pela sua condição (ser mulher, no caso), só seria útil se arranjasse um casamento. Aí a menina era criada com um rigor extremo até que chegava uma guerra louca, os pais dela fugiam, ela ficava pra trás e um cavaleiro super machista (não usei esse termo, mas hoje eu sei que ele é) aparecia pra salvá-la, aí as coisas ficavam loucas e a princesa tinha que mostrar que não era uma tapada inútil como tinha sido criada pra achar que era. E no final ela não precisava fazer nada porque o príncipe salvava o dia, fazia o bom casamento que ela tinha sido criada pra fazer e FELIZES PARA SEMPRE.

Mas é óbvio que a princesa era uma bonequinha nessa primeira versão, disputada pelo príncipe machista e pelo (gente, chorem com essa descrição:) Arqueiro loiro de cabelos escorridos que vivia na floresta liderando um pequeno bando de rebeldes e havia se apaixonado pela princesa assim que botou os olhos nela. Legolas ft. Robin Hood. Grandes referências da minha pré-adolescência (hahaha).

O mais legal é ver que a Beatriz de 2003 achava isso maravilhoso, mas a Beatriz de 2005 não. Na última versão eu aparentemente mantive o plot principal (princesa filha única criada com desprezo pelos pais e que só tinha continuado viva pra fazer um bom casamento, até que rola uma guerra fodida e ela precisa se virar nos trinta junto com o marido que havia sido prometido pra ela e que ela detestava), mas transformei a princesa numa badass que, embora não tivesse muitas manhas das coisas, conseguia se virar e salvar o mundo sendo quem ela era e enfrentando todas as tretas que surgiam no caminho com a - eventual, porém não obrigatória - ajuda do príncipe e do arqueiro loiro que vivia na floresta liderando um pequeno grupo de rebeldes (Legolas e Robin Hood ainda eram referências na minha vida, dsclp). O texto amadureceu muito, a história ficou muito mais legal de acompanhar e com trechos de verdadeira epifania, tipo esse:


"Ela, como princesa, tinha a obrigação de fazer sua parte para melhorar a situação. Não só de seu povo, mas de todas as pessoas afetadas pelo conflito. 

Mas de qual maneira? Ela era apenas uma mulher, não tinha voz no Conselho de Guerra. Ela não podia nem ao menos ouvir as discussões, e quando era convidada a entrar no salão onde a reunião acontecia, quando ocorriam em Peren, era apenas para servir os reis e senhores da guerra presentes, já que nenhuma pessoa não nobre poderia entrar nos salões da assembleia. 
O que uma mulher poderia fazer para frear a guerra? 
Ela já havia percebido que fazer parte diretamente do conflito não era uma boa ideia... Mas qual a ajuda que ela poderia dar para o fim do conflito? 
Olhou-se no espelho novamente e seus olhos se voltaram para o que restava de nobre em sua aparência... O anel. 
E então a resposta surgiu em sua mente quase que por mágica. 
Uma mulher comum, de fato, não poderia fazer muita coisa - mas ela não era uma mulher comum:
Ela era Cibele, princesa do Reino de Peren."



Eu, com 25, sinto orgulho da adolescente de 16 que escreveu isso. De verdade. Ok, tem um ou outro erro (mas isso tem até hoje porque escrevo a maioria direto no blogger e não passo corretor rsrs) e algumas ideias erradas, mas lendo os dois textos eu consigo sentir a evolução.

E aí rolou um lance curioso: Eu me peguei lendo a história, a versão final, cada vez mais interessada (porque eu não lembrava das mudanças que tinha feito) e fiquei sinceramente decepcionada quando vi que eu tinha parado no meio e não tinha final. Eu li uma história MINHA como se fosse algo que outra pessoa - e uma pessoa que escreve bem! - tinha escrito. E fiquei ansiosa pela continuação.
'Cês tem noção do quanto isso foi maravilhoso?
Pois então.
Pode ser que eu, com 25 anos, esteja pensando seriamente em dar outra versão pra essa história - E um final também. Porque sim. 



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obs: Eu era tão SÉRIA nesse negócio que o texto tinha uma trilha sonora. E uma delas era essa música do título, do Shaman, que eu ouvi TANTO que hoje não consigo escutar inteira sem querer vomitar. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

#PARMERA

Em assuntos não relacionados hoje é dia de Palmeiras e eu tô nervosa.

"ainnn, mas é só um jogo, larga mão"

KIRIDINHA, NEM VOU RESPONDER. Ó São Marcos dando o recado melhor do que eu faria:


Yeah, baby, I want a little respect Now, I get tired, but I keep on tryin

Ainda pensando sobre o moço que acha que eu tenho raiva dele e percebi que eu também não consigo sentir raiva dele porque tem um outro moço por quem eu sinto uma aversão gigantesca e isso bota a babaquice toda que o moço-que-acha-que-sinto-raiva fez num lugar muito lá pra baixo na escala das babaquices.

TENSO, NÉ? ESQUISITO, NÉ? Eu explico.


#meuamigosecreto em público se faz de ~feminista~ e esquerdinha,  mas quando tá sozinho com alguém ele diz que "as minas não se dão valor hoje em dia" e que "mina feia ele não come nem se pagarem ele", além de ser babaca com trans dizendo que "daria um bicão" se uma delas "chegasse perto dele". #Meuamigosecreto me tratou como se eu fosse um buraco pra ele enfiar o pau e fez com que eu passasse um tempo gigante com nojo e vergonha de mim mesma por ter saído com ele, além de ter interpretado o meu sumiço depois da nossa transa como eu me "fazendo de difícil". Também disse que é pra eu "parar de charminho" quando eu falei que eu não queria vê-lo de novo. #meuamigosecreto ainda me manda mensagens de vez em quando e, quando eu ignoro, diz que é foda quando as pessoas são babacas com ele sem ele ter dado motivo e que é por isso que a gente tem que ter cuidado com o feminismo.


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Eu tenho 25 anos (falta menos de um mês pro meu aniversário, 'cês já me compraram presente? Tô precisando de caderninhos e de canetas pretas de ponta fina) e quase 11 lidando com essa barra que é gostar de mocinhos. Muitos deles foram babacas, com muitos outros eu fui babaca, de alguns eu gostei muito, de outros eu não gostei tanto, uns gostaram de mim... Mas só um - SÓ UNZINHO - conseguiu que eu sentisse uma coisa parecida com NOJO depois de eu ter saído com ele.

Basicamente é aquela coisa: Eu dei meu tempo, meu corpo e dei prazer pro moço sem ganhar nada em troca. Nadinha. Nem um gemidinho sincero eu dei. Foi a pior sessão de sexo da vida? Nem foi, tive um cara que foi pior... Mas nem naquela eu tinha me sentido desse jeito depois.
Veja bem... Eu já fiz sexo só por fazer, tenho pouquíssimos freios morais com relação a isso porque, embora eu consiga me virar bem na maioria das vezes (hã-rã), de vez em quando é bom trocar o arroz feijão de todo dia por alguma coisa diferente. Eu gosto de sexo e ele tá lá na base da pirâmide das necessidade e.... Me deixa. Não tenho que justificar. É 2015, porra.

Então, de verdade, não foi pelo sexo ruim. Foi outra coisa. Pela primeira vez eu me senti USADA no sexo, nível boneca inflável mesmo. Sabe a coisa que a gente sempre escuta de que homem (babaca) acha que mulher é só um bocado de pele com uns buracos pra eles enfiarem o pau? Então. Isso aconteceu pela primeira vez comigo (e última, se tudo der certo) com esse cara. Eu me senti tipo a Vivian no "Uma linda mulher" que tava ali, fazia de tudo e só não dava beijo na boca... E o pior: Eu não tava recebendo e a falta de beijo na boca não era por opção minha. Eu me senti um buraco. Sério. 13min mais longos da vida. Nunca terei esse tempo de volta.

Olha, eu já dei pra alguns babacas na vida, mas esse cara atingiu níveis incríveis de babaquice. Eu tive que mandar msg pra um amigo e pedir pra ele me ligar fingindo ser do trabalho, pra eu poder sair de lá o mais rápido possível. Nunca tinha dado migué antes. Nem com o cara mais babaca do mundo, nem quando eu tive o sexo mais desengonçado e ruim do universo eu tinha sentido essa vontade de sair correndo assim que o sexo terminou e nunca mais olhar na cara do sujeito como foi daquela vez.

E isso me deu uma raiva, me deu um NOJO, me deu uma VERGONHA que juro, me deixou em crise e quase me fez pedir o endereço daquele templo que o Monge falou.

"Mas B.A, por que você transou com esse cara???"

Gente, transei porque tive vontade e porque, antes disso, ele não parecia um babaca. O único - ÚNICO - vacilo que ele deu foi uma transfobia de leve que eu apontei, ele pediu desculpas, disse que não sabia e corrigiu. ÚNICO. Juro. Tava tudo dando certo até a hora que eu saí de casa pra encontrar o cara, aí ele parecia outra pessoa: Falou várias merdas, foi escroto com várias pessoas, falou merda de um amigo meu que ele conhece apenas de twitter e não aceitou quando eu corrigi as informações dele e outras coisinhas.

"Mas B.A, então POR QUE você transou com o cara???"

Olha, transei porque achei que era um dia ruim. Que era ciuminho com o meu amigo. Que ele tava tendo várias tretas e o sexo acabaria aliviando essa parada e sendo bom pra nós dois. Transei porque quis, na real, e porque achei que um dia se comportando feito um bostão não apagava o tempão que eu tinha achado o cara gente fina quando a gente saia. Porque eu dou segundas chances. Porque sou trouxa. Sei lá, escolhe a sua alternativa. E quem nunca transou com um babaca que atire a primeira pedra.

O que importa é que eu saí tão mal desse rolê que senti nojo e raiva de mim mesma, coisa que nunca tinha acontecido e espero em Cristo (ou Buda, já que ele tá bastante interessado na minha vida amorosa desde 2014 rs) que nunca mais aconteça. Eu já senti culpa demais por gostar de sexo, culpa demais por não querer namoro firme, culpa demais por não ser "mina pra casar" (se você ainda usa isso saiba que você é UMX BABACA, abraços e que Deus te abençoe), por não aguentar caladinha o monte de cocô que meus primos soltam pela boca toda vez que estão juntos e por já ter repreendido meu pai e meus tios mais de uma vez quando eles são babacas com as minas na rua. Muita culpa. Mesmo. Mas passou.

E o fato de que em pleno 2015, quando eu tô no meu melhor momento de aceitação de tudo o que eu sou, um cara conseguir me fazer SENTIR NOJO de uma das minhas escolhas me deixa fula da vida de um jeito que nenhum outro babaca, por mais babaca que tenha sido, conseguiu fazer.

Então desculpa, migo, mas se eu não consigo te odiar porque eu sei AMAR, também não consigo sentir raiva de você porque o pouco espaço que eu reservo pra isso na minha vida, é direcionado pra gente absolutamente lixo que me faz sentir como se eu compartilhasse a mesma lata de lixo que elas.


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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Enquanto você pensa em me beijar eu penso no jantar

Eu tanto não perco o apetite por causa de paquerinha que, em 99% dos casos, eu vou sugerir rolês com comida porque SE TUDO FOR RUIM pelo menos não vou ter que me preocupar com isso quando chegar em casa.


(dsclp)

Eu tô tentando não cair no buraco

Pra mim nada conta antes de 2010 já que eu era novinha demais pra me ligar nas coisas e 'tava num relacionamento muito bom com o cara mais maravilhoso com quem eu já tive o prazer de conviver. As coisas só começaram a "dar errado"* quando esse relacionamento acabou e aí eu percebi que ia ter que aprender com 20 anos essa coisa de flertar, não ser correspondida, levar foras e essas paradas todas. Não foi legal. Por mim eu continuava na ignorância, mas fazer o quê além de fazer?

Eu passei 2011 e 2012 inteiros (e um pedacinho de 2013) apaixonadinha por uma pessoa que gostava de mim tanto quanto gostava de, sei lá, pisar num chiclete usando um daqueles tênis com o solado cheio de vincos. Gostei mesmo, de chorar, de escrever textinho choroso e meloso e de fantasiar cada gesto que a pessoa fazia como um ato indeclarado de amor. Foi uma fase bem babaca da minha vida (e que, ironicamente, só acabou quando eu saí PRA VALER com um carinha mega legal que, no fim, se mostrou um grande babaca. O que faz com que eu, apesar de todo o desprezo que sinto por ele, aina seja grata por ter me livrado de um "relacionamento" todo errado. Pode isso? Meu Deus, eu nunca vou ter alta da terapia se continuar nessa de não admitir ter raiva REAL E PURA de alguém).

Aí, em 2014, veio esse moço que chegou e aconteceu, fez eu ter os melhores meses de janeiro e fevereiro da minha história recente e... Foi embora. Não morreu, mas saiu de um "departamento" da minha vida pra ir pra outro (no caso, saiu da parte dos relacionamentos românticos pra ir pra parte... Sei lá qual parte, até hoje eu acho que ele tá meio como aquele funcionário público que, por N razões, não se encaixa em nenhum departamento e ninguém sabe exatamente o que fazer com ele porque ele não pode ser mandado embora...). E aí mais choro, mais lamentação, mais culpa por um negócio que (hoje eu sei) não é culpa minha nem se eu forçar MUITO, mas MUITO, mas MUITO MESMO a barra. E esse moço, minha gente... Esse moço é incrível. Ele é o cara do post sobre deixar o lado bom aparecer (e muitos outros, mas ele lê esse blog então MELHOR DEIXAR PRA LÁ), o cara que meio que me fez perceber que não adianta guardar mágoa porque as coisas são efêmeras, a mágoa faz mais mal pra mim blábláblá (meio porque NÃO FOI ELE, mas A SITUAÇÃO... Embora ele tenha uma visão budista de todas as minhas confusões e  ele me faz um bem danado toda vez que eu chego num humor extremo e ele começa a falar. É tipo tocar música pro Canino conversar com ele) - Olha, eu tenho que escrever um post só sobre esse moço qualquer dia. Só digo isso.


A questão é: Eu não tenho tido muita sorte no amor ultimamente (e eu sou Palmeirense, a sorte no jogo QUE ERA PRA VIR até agora não deu as caras. PUTA MUNDO INJUSTO, MEU!). Várias cagadas, a maioria inesperada, a maioria fora do meu controle, a maioria coisas que, depois que passam, me fazem rir (de nervoso? talvez. nunca saberão pois não direi como diferenciar). E mesmo assim eu tenho dois orgulhinhos de bosta: NUNCA perdi sono, nem apetite, por paixonite. NUNCAAAA. Dormir e comer são duas das quatro perninhas do banquinho da felicidade da minha vida e nenhum cara conseguiu deixar o banquinho capenga. NUNCA.  CHUPA, SEUS TROUXA.

Dito isso eu só queria dizer que, por motivos diversos, tem quase um mês que eu não consigo dormir direito e uma semana que toda comida que coloco na boca não me deixa tão feliz quanto deveria. Tô ligeiramente preocupada. Não quero quebrar essa tradição maravilhosa de não perder fome e sono por causa dos moços que já me fazem perder tempo.




SOCORRO.


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* muitas aspas nesse "dar errado". MUITAS. As coisas deram certo, na maioria dos casos, por um bom tempo. O que acontece, e hoje eu tenho muita noção disso, é que NADA dá certo pra sempre. NADA. As coisas estragam, acabam, mudam, etc. Foram bons relacionamentos. Um final cagado me deixa mais ligada pra não deixar que aconteça de novo, mas não elimina todos os bons momentos que fizeram o negócio durar blábláblá

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Osasco, 16 de novembro: Oi, meu nome é Beatriz!

E eu escrevi a mão uma carta ~de amor~, digitei e ia publicar porque ficou linda linda linda... Mas fiquei com vergonha e vou - de novo - guardar esse amor e essa vontade pra mim. Sou uma gracinha de pessoa, né?  ♥


(eu sinto MUITAS COISAS, mas sou péssima botando elas pra fora de um jeito que não seja um vomitando os sentimentos, dsclp)

domingo, 15 de novembro de 2015

Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem

Eu digo muitas coisas, eu falo demais, eu sinceramente acho que eu deveria calar a boca e sossegar e me empolgar menos e parecer menos feliz e menos sorridente e suspirar menos e correr menos até pegar o celular quando eu escuto uma notificação e eu acho que é você (porque, francamente, do jeito que eu sou desastrada, numa dessas corridinhas eu vou acabar tropeçando e caindo e morrendo e nunca mais falando nada, exceto por psicografias e eu nem tenho como provar se elas são reais, que dirá você que não acredita e... enfim...). 
É que eu sou assim, sabe? Eu sou muito. Você é tão centrado na sua busca pelo equilibrio e eu sempre peco pelo exagero, pelo excesso ou pela falta de alguma coisa.
Eu falo demais e, sabendo disso, tenho falado cada vez menos (e escrito cada vez menos e sido cada vez mais quieta). É a minha busca pelo equilíbrio e talvez depois desse tempo todo a terapeuta do capeta não tenha sido a única pessoa que me ensinou alguma coisa. Então eu tenho sido silêncio, mas dessa vez eu vou me permitir falar, ou deixar a música falar por mim. Só uma coisinha. Só uma vez. Só dessa vez.




Quero é te ver/Dando volta no mundo indo atrás de você sabe o quê/ E rezando pra um dia você se encontrar e perceber/ Que o que falta em você sou eu ♪♫♪

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

And everytime I take you in I think my heart skip a beat again

Como é que eu vou dizer, gentilmente, pro moço que eu não tenho como sentir raiva dele porque meu coração tá ocupado demais sentindo coisa muito melhor, muito ~mais grande~, muito mais importante por outra pessoa? E isso me ocupa de um jeito que, quando me sobra tempo de pensar nele, é mais com carinho e pena do que com raiva?
Não tem jeito gentil de dizer esse tipo de coisa e, talvez por isso, eu nunca direi nada.

Foi só quando comparei os dois sentimentos que eu percebi que a segunda vez foi quase nada porque a primeira já tinha tomado quase tudo o que ainda restava, mastigado, misturado e devolvido um milhão de coisas melhores e mais importantes. Eu não consigo sentir raiva de alguém porque outra pessoa me ensinou o quanto o amor é mais importante porra e o quanto eu sou melhor quando deixo o meu lado bom prevalecer sobre o lado sombrio.





(tô só divagando, dsclp)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

There's just one thing that's getting in the way...

Voltei, tô viva e vim RECLAMAR porque se fosse pra agradecer eu tava na igreja sim.


Toda vez que eu ouço "Quero ouvir você gemer, geme pra mim" na cama a minha vontade é dizer "SE VOCÊ ESTIVESSE FAZENDO SUA PARTE DIREITO EU ESTARIA E VOCÊ NÃO PRECISARIA DIZER ISSO, NÉÉÉÉ?"



Era só isso mesmo.
:D :D :D