segunda-feira, 27 de julho de 2015

Aqui é tudo misturado - Isso é Piritubacity

(Ou "Uma declaração de amor aos amigos que moram longe")


Esse post faz parte dos Temas do Mês de Julho do Rotaroots, um grupo no facebook que incentiva a FABULOSA ARTE DE ESCREVER EM BLOGS™ e sempre dá ideias de temas legais.


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No dia seguinte após do Brasil ter sido eliminado da Copa do Mundo de 2010 e eu ter sido eliminada do meu relacionamento com o meu primeiro namorado, meu primo me chamou pra sair com ele e a "namorada" da época pra eu não ficar morrendo de tristeza em casa. E, pra eu não ficar de vela, o irmão dela (um metidinho que fazia engenharia) iria junto. Me conhecendo do jeito que conhece o priminho achou que se eu não gostasse dos dois eu ia odiar e ficar falando o que não tinha gostado nao invés de ficar chorando pelos cantos lembrando do que eu gostava no ex-namorado.

Era assim que Prirmão tinha me apresentado a proposta do passeio: Tudo menos tentador.

Mas eu fui, né? Porque ficar me consumindo de tristeza só é bom quando a tristeza é daquelas bobas que eu posso encerrar quando quiser. A tristeza grande, a tristeza que derruba se a gente deixar tomar conta, eu não gosto de curtir. Não faz muito bem.

Chegando lá ó que vergonha só tinha maconha a namorada e o irmão já estavam há algum tempo e ela já estava visivelmente mais "alegre". Eu 'tava tão pra baixo que até a alegria alheia me incomodou. Coloquei vários defeitos nos dois (só de olhar, olha como eu sou BACANA!) e já fiquei pensando no meu primo e nela se agarrando e eu tendo que conversar com o cara que eu nem conhecia só pra não ficar clima chato  - E eu nem tinha me sentado à mesa ainda!

Tudo o que eu sabia sobre "namorada" era que ela era recém formada em psicologia, trabalhava no centro velho de SP e morava com o o irmão. Tudo o que eu sabia sobre o irmão era que ele morava com a namorada do meu primo.

Assim que eu sentei e fomos apresentados oficialmente o irmão se levantou "Que bom que vocês chegaram, preciso comprar cigarro e não queria deixar a irmãzinha sozinha. O problema é de vocês agora" e a perspectiva de aturar um casal se pegando um dia depois de levar um pé na bunda começou a se tornar realidade.

Pra minha surpresa o que rolou foi exatamente o contrário: A "namorada" tinha pedido uma caipirinha antes da gente chegar e ensaiado com o garçom que só era pra trazer quando outro casal se sentasse e o cara, super obediente, fez exatamente isso. "Soube que você terminou um namoro. Um brinde à isso!" e me passou a caipirinha enquanto meu primo e ela faziam tim-tim com coca & cerveja. Eu tava meio perdida e totalmente sem entender nada, mas ok... Caipirinha é caipirinha.

Brindei. E nós engatamos uma conversa boa (e clichê) sobre as maravilhas de ser solteiro, com meu primo e ela falando sobre o quanto eu ia me divertir já que estava solteira blábláblá.

Eu gostei dela, de verdade.

E foi só quando eu já tinha percebido que tinha gostado dela que o irmão voltou.

"Só tinha Free e eu tive que ir buscar lá na Avenida. Por isso demorei...Perdi o brinde, né? Foda... Vamos de novo!" e pediu duas cocas (pra ele e pro Prirmão, motoristas) e duas caipirinhas.
Brindamos de novo.

Depois daquele dia nós saímos mais duas vezes em quarteto e eu gostei cada vez mais dos irmãos-Pirituba, a ponto de desenvolver um "namorico" com o Pirituba e continuar amiga da irmã mesmo depois dela e do meu primo terem terminado.

E [orkut] o que eu tenho pra falar sobre esses dois, depois de tanto tempo [/orkut] além de coisas maravilhosas?

Que Psycho se tornou (literalmente) minha (primeira) terapeuta? Que Pirituba, mesmo depois de termos terminado, continuou sendo um dos melhores amigos possíveis? Que eu sinto uma saudade gigantesca e dolorida das vezes em que eles me socorreram nos meus momentos de fossa, das vezes que a gente se divertiu muito com pouca coisa, das noites de quarta-feira regadas a futebol e cerveja? Que não falar mais com os dois todos os dias dói mais do que uma flechada? Que eles sempre estão certos sobre os rapazes da minha vida (mesmo quando eu não admito isso)? Que eu me sinto honrada de ser considerada parte da família Pirituba? Que eu lamento profundamente que a gente não tenha UMA FOTO SEQUER desde que meu HD morreu? Que a condescendência que a Psycho demonstra por mim, contrasta muito bem com a intolerância que o Pirituba tem com meus "erros babacas de virjona"?

Eu só tenho coisas boas pra falar dos dois - até mesmo dos momentos ruins que nós passamos juntos (a treta com a Sô, as 52mil namoradas do Pirituba que me odiaram, o 9inho e o 10, quando os nossos pais ficaram doentes, quando os nossos cachorros morreram, quando Pirituba achou que seria papai, quando eu achei que ia morrer, durante 2012 todo...), porque estar com os dois fez esses momentos serem menos doloridos na medida do possível.

Acredito que TUDO pode ser resumido em duas coisas: "Obrigada" e "Quero mais", mas vou colocar uma a mais só pra dar aquele arremate final e bonito nos meus textos que a Psycho sempre diz que eu coloco: "Saudades".




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HOJE EU ESTOU AMORZINHO. ME JULGUEM.

domingo, 26 de julho de 2015

Forget about the bad times - Remember all the good times

Já falei que escrevo em diários desde que tinha uns 7 anos e que, de vez em quando, eu os folheio pra lembrar os dramas que passei e ver que eu era uma EXAGERADA e que - possivelmente - estou exagerando sobre as coisas atuais também?
Então. Eu faço.

Daí que eu tava lendo uns aqui e lembrei disso:


A Beatriz de 2009 era muito mais inteligente que a Beatriz de 2015 que ainda perde tempo guardando umas mágoas sem sentido. Porém a Beatriz de 2015 tem cabelo mais bonito e é mais gostosa. Acho que posso viver com umas mágoas.


(não)

sábado, 25 de julho de 2015

DL2015 #5 (ESPECIAL PARA TIRAR O ATRASO)

21 - Livro de um autor que você ame, mas que você ainda não tenha lido
(Vou botar mais de um, tá? Não é porque eu não escrevi que eu não tava lendo. O post vai ficar GIGANTE. Malzaê, moçada que só lê tweet porque é curtinho.)


21.1. O Chamado do Cuco - Robert Galbraith
21.2.  O Bicho de Seda - Robert Galbraith
21.3. Quase uma RockStar - Matthew Quick
21.4. Antes de partir desta pra uma melhor - Jonathan Tropper

(Então... É uma resenha... Eu PRECISO avisar que vai ter spoiler? E, em caso de precisar, dizer que É UMA RESENHA já vale como alerta de spoiler? Grandes questões.)


quinta-feira, 23 de julho de 2015

And life has a funny way of helping you out when you think everything's gone wrong...

...and everything blows up in your face.

Aconteceu uma coisa muito ruim, mas daí eu parei pra refletir e pá: REVELAÇÃO ABSURDA.
Gente, juro pra vocês que essa coisa de autoconhecimento é maravilhosa, mas poderia acontecer de um jeito menos doloroso.

Mas, enfim...
E, só pra parecer enigmática, devo dizer que eu passei os últimos 10min correndo pela casa e gritando "É tetra!"


terça-feira, 21 de julho de 2015

I won't soothe your pain I won't ease your strain - You'll be waiting in vain I got nothing for you to gain

Me faça esquecer. Eu não sei como, eu não tenho idéias. Só me faça esquecer, não importa o mal que isso possa fazer - eu tenho certeza que ainda é menos ruim do que o mal que a própria lembrança causa.
Me leve para longe daqui, para onde a tristeza, a solidão, a raiva e a frustração não existem - Eu não sei se um lugar assim existe realmente, mas sei que, se existe, você é a única pessoa que pode me levar.
É dolorido lembrar, dolorido saber e mais dolorido ainda imaginar. A única coisa que eu posso me permitir é esquecer - e nem isso eu consigo fazer por mim mesma.

Todos esses sentimentos, tudo vindo de uma vez - Eu confesso, sou uma pessoa fraca, mas é mais do que eu posso suportar. As janelas que deveriam estar abertas quando a porta se fechou nem sequer estão lá. Começo a me sentir presa em um cubículo escuro e solitário.

Preciso de um placebo, uma anestesia que me deixe entorpecida, mas um torpor diferente deste que sinto agora, que me faz pensar que eu não sei mais quem sou - ou lembrar se um dia já fui alguém.

Quero que você me salve, porque estou cansada demais para tentar isso por mim mesma e porque ser salva é tudo o que preciso agora - mais do que palavras, mais do que promessas, mais do que o mundo pode me dar.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

What a wicked thing to do to make me dream of you

Botas sujas.
Sapatos finos.
Homens bêbados e mulheres vestidas de maneira pouco ortodoxa.
Um cheiro estranhamente familiar no ar - mistura de whisky barato, cerveja e perfume feminino.

Meia-luz, uma música antiga e sensual tocando baixo ao fundo.
Risadas, sussurros e palavras ditas à meia voz.

As pessoas ali tinham tudo em comum mas, por algum motivo, pareciam apenas compartilhar o mesmo espaço.

Então, próximo ao bar, bebericando qualquer coisa, ele a viu.

Vestido preto e curta, sapatos de salto. Era aroupa padrão das mulheres dali - mas mesmo assim ela se diferenciava.
Talvez fosse a risada sem som, talvez fossem os cabelos cacheados e loiros, talvez porque ela era a única que tamborilava os pés no ritmo da música, como se tivesse sido ela mesma quem havia escolhido aquela música.

Ou, talvez, porque fosse ela - e ele a reconheceria entre multidões.

sábado, 18 de julho de 2015

Cut me down but it's you who'd have further to fall

...E eu estava tão determinada em acreditar nas suas meias verdades que acabei me esquecendo que elas também eram meias mentiras. Quando tudo desabou, chegou para mim a óbvia constatação do que havia acontecido: Nunca te amei. Você nunca me amou. Nós nos preocupamos demais em acreditar nas verdades ditas pela metade e esquecemos completamente de perceber que o nosso amor foi uma meia mentira.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Duas palavras da lingua inglesa que eu curto pra caramba:

Tantrum - Que é o bom, velho e conhecido "chilique";

Dandruff - Que nada mais é do que CASPA.

(coisas que imagino que todo mundo saiba o que é, até o Cristiano Ronaldo)





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Era só isso mesmo. Tem mais nada não. Tchau.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

I wanna scream and dream and do love for age - Is that ok?

Ela deu uma risada abafada que ecoou pelo quarto.
 
Num gesto executado lentamente afundou o rosto no peito desnudo dele e mordiscou levemente o mamilo esquerdo, abrindo um sorriso ainda maior ao sentir a pressão do braço dele em sua cintura aumentar no momento da mordida. Levantou a cabeça e olhou para ele, que a encarava com uma expressão divertida que, entre todos os significados que podia ter, tinha o mais óbvio de todos.
Estavam deitados na cama de solteiro dele. Ambos completamente nus, cobertos apenas por um cobertor já que fazia frio lá fora. Descansavam. Divertiam-se. Pernas entrelaçadas, ela percebeu que apenas o contato de sua boca com o peitoral dele já havia começado a reanimá-lo para mais algumas horas de diversão.

Ele subiu a mão da cintura dela para o seio direito, acariciando todo o caminho com a ponta dos dedos e provocando arrepios que ela não conseguiria disfarçar nem se tentasse, nem se quisesse... Assim como ele não fazia nenhuma questão de disfarçar a empolgação que sentia. Aproveitando-se da situação, ela se encaixou melhor entre as pernas dele e essa aproximação maior tornou impossível para qualquer um dos dois esperar um minuto a mais.

Com um movimento rápido, ele a colocou por baixo, enquanto procurou instintivamente os lábios dela. Interrompeu os beijos por alguns segundos, apenas o suficiente para reparar que ela tinha, também, um sorriso divertido.

Ela estava completamente imobilizada pelo corpo do homem que agora beijava, lambia e mordia seu pescoço. O máximo que as mãos dela podiam alcançar eram os cabelos – já normalmente bagunçados – dele... E ela reagia a cada beijo com um gemido leve e uma leve puxada no cabelo, que apenas serviam para que ele aumentasse o número de beijos.

Ele ainda talvez não soubesse o quão fácil era pra ela perder o controle quando era beijada daquele jeito... Mas ela já havia percebido que o controle dele também já estava por um fio.

Então, sem dizer nada e tendo apenas o olhar suplicante dele como cúmplice, ela se posicionou para que ele pudesse deslizar para dentro dela... Sem nenhuma suavidade, pois nenhum dos dois podia esperar por delicadezas.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Solos de guitarra não vão me conquistar (mtnr)

Esse post faz parte dos Temas do Mês de Julho do Rotaroots, um grupo no facebook que incentiva a FABULOSA ARTE DE ESCREVER EM BLOGS™ e sempre dá ideias de temas legais.


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Se a Paula Toller não se vende por um solo de guitarra eu só queria dizer que eu tenho uma queda que beira o ridículo por músicos. E, já que HOJE É DIA DO ROCK (bebê) eu vou listar aqui os cinco (ou oito) solos de guitarra que, se não me conquistam, me fazem pelo menos ficar apaixonadinha por esse tal de Roque Enrow.


Pra começar, pra deixar vocês no clima, uma ERUPÇÃO do melhor guitarrista de todos os tempos (na minha opinião de FÃ):


***Aquecimento***
Van Halen - Eruption



Tudo começa com o Alex Van Halen e o Michael Antony na bateria e no baixo, mas logo em seguida você percebe que a música, de menos de 2min, é inteirinha do Eddie Van Halen. Que música, migas. QUE MÚSICA.

Essa é a terceira faixa do "Van Halen", álbum de 1978 que apresentou minha banda predileta ao mundo. Quando você ouve no CD (alguém ainda faz isso) a próxima música é "You really got me" e você já percebe que os caras não tão ali de brincadeira.
Eu indicaria a discografia INTEIRA do Van Halen pra vocês (até o III, que é horrível), mas sou super clichê pra falar porque AMO essa banda do fundo do meu coração desde que ouvi Dreams no filme dos PowerRangers.





Agora vamos ao TOP 5, aos cinco solinhos de guitarra que, se não me conquistam, chegam bem perto disso:


5º - AC/DC - Thunderstruck


Eu curto muito imaginar que toda banda que tem irmãos e é muito boa é boa porque os irmãos tem uma competição doentia entre eles e querem fazer tudo ser melhor pra chegar pra mãe e ela ter dificuldades pra escolher o filho predileto - mas eu sou filha única, então esqueçam minhas teorias e apenas ouçam Thunderstruck.
Segundo o Angus Young, o irmão MONSTRUOSO FERA TOTALMENTE DEMAIS que canta essa música, "Thunderstruck" surgiu porque ele tava passando tempo e brincando com a guitarra e aí PÁ: Virou pro Malcolm Young e eles trabalharam na letra.
Eu gosto do Angus porque ele parece completamente POSSUÍDO quando toca essa música e é basicamente assim que eu me sinto quando ouço. Esse vídeo é focado totalmente no Angus tocando. Vejam. Sério. O homem tá com o capeta no corpo e não tem pastor querendo tirar o bicho.





4º - Dire Straits - Sultains of Swing



Meu pai é do tipo que curte ROCK DE TIOZÃO e, se tem alguma coisa que é mais ROCK DE TIOZÃO que Dire Straits eu desconheço. Dito isso, devo dizer que cresci ouvindo essa música em casa e achava até bem pouco tempo que Dire Straits é o nome do vocalista da banda.
BEM, KIRIDINHOS: NÃO É.
E aí eu devo dizer que essa é outra banda boa com irmãos que dão trabalho pra mãe escolher qual é o melhor filho. hehehe
Gosto dessa música porque, se você acelerar, parece muito uma coisa que o CHIMBINHA tocaria. #polêmica



3º Santana - Samba pa ti



Gente, vai relaxando o pescoço, desestressando, fechando os olhinhos e entrando no clima porque "Samba pa ti" é a música mais "Derrubadora de calcinhas" que tem nessa playlist. E ela me traz ÓTIMAS lembranças *suspirando*.
O Santana disse que foi com essa música que ele se sentiu pela primeira criando algo que expressasse realmente o que ele pensava/sentia e não algo que soava como um combão de outros guitarristas fodas. Carlos (essa música e eu já passamos tantos momentos bons juntos que eu posso chamar de Carlos), eu só queria dizer que: VALEU. VOCÊ DEVE SER FERA. ♥


2º Deep Purple - Highway Star



Gosto de Deep Purple porque gosto do Coverdale (migos, há uma cafonice ali que eu AMARIA conseguir copiar e viver do estilo. Um dia falaremos sobre isso). Gosto de Highway Star porque gosto do Deep Purple e porque descobri que a música foi composta DURANTE UMA ENTREVISTA em que um repórter perguntou como a banda compunha músicas - daí o Blackmore pegou um violão e começou a tocar o que seria o riff principal de Highway Star, o Ian Gillan começou a improvisar uma música e... ELES TOCARAM HIGHWAY STAR NAQUELA MESMA NOITE.
Cara, é muito foda. Sério.



1/2º Queen - Somebody to love



Quando alguém me fala do Queen eu penso no Freddie, porque SE VIVO FOSSE FREDDIE MERCURY EU SERIA A MAIOR TIETE QUE ESSE HOMEM JÁ VIU NA VIDA (sério, como eu amo Freddie Mercury). Mas, já que o assunto é solinhos de guitarra para conquistar, tenho que dizer aqui que o senhor Brian May caprichou nessa. Eu paro de fazer o pianinho pra fazer a guitarrinha no solo, minha gente. Acho que é a única vez que eu abandono Freddie e sigo outro membro da banda. Aliás, eu AMO a aparente apatia do Bryan na hora desse solo: Ele toca, continua andando, vive e depois devolve o BRILHO pro Freddie como se nada tivesse acontecido.




1º Joe Satriani - Aways with me, aways with you



Outra instrumental que toda vez que eu escuto fico arrepiada até a alma. Caralho, que música FODA. QUE. MÚSICA. FODA.
Não sei muita coisa sobre ela - além do fato de que é outra da categoria ROCK DE TIOZÃO que eu conheci por causa do meu pai e de que o disco que tem essa música tem um surfista prateado na capa.
Mas olha... Eu nem preciso falar nada dessa música. Ouçam. Eu DÚVIDO que você vá ficar indiferente.
E o clipe, gente? O CLIPE É PURA CAFONICE.
Sério.
Vejam. Ouçam.



***BÔNUS***
Eddie Van Halen - Beat it



Não é ROCK, mas é um dos solinhos de guitarra que mais me deixam animada. E é coisa do Eddie também, né? O que falar desse homem além de que ele deveria deixar de manha e chamar o Diamond Dave de volta, mesmo sem amizade?
VOCÊ NÃO PRECISA SER AMIGO DO HOMEM, SÓ FAÇA MÚSICA COM ELE. SÉRIO. POR FAVOR. VOCÊ É GÊNIO, ELE É GÊNIO, FAÇAM GENIALIDADES JUNTAS QUE EU ENCHO O RABO DE VOCÊS COM DINHEIRO COMPRANDO CD, DVD E INGRESSO DE TURNÊ CASO VENHAM PRO BRASIL.
(pronto, cabô, foi o desabafo de uma fã)
E... Né... Preciso falar da música, mas acho que 'cês conhecem. Ouçam aí. Lembrem do Marcos Mion no Piores Clipes.






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Love is kinda crazy with a spooky little girl like you

_Cansei!

Ela se jogou na cama de costas enquanto ele se ocupava de colocar um pouco de ordem naquele lugar: Sacolas em cima da mesa, chaves no chaveiro e - finalmente! - o corpo dele esparramado na cama ao lado dela (Não olhem como se fosse injusto: Ele também tinha ido na maratona infernal de compras, não tinha? E tinha segurado todas as sacolas enquanto ela escolhia entre trinta sapatos iguais, trinta lenços desnecessários e trinta blusas que ele jamais deixaria que ela comprasse caso fosse esse tipo de cara que acha que tem direito a mandar em alguma coisa. Era mais do que justo ele também se jogar na cama!)
_Tira o sapato antes de deitar na cama... - ele ouviu a voz dela.
_Impossível. Acho que meus pés e meus sapatos são uma coisa só agora...

Ela rolou até o lado que ele ocupava na cama. Colocou aqueles dois grandes olhos castanhos e ainda animados na frente dos dele e disse com a voz mais animada que tinha:
_Foi um bom dia, não foi?

Ele fechou os olhos pra revisar o dia: Tinha acordado cedo com uma música alta e absurdamente cafona ("Você", do Tim Maia) que ela havia decidido ouvir aquela manhã. Tinha sido obrigado a tomar café numa padaria, porque ela não queria ter louça pra lavar num sábado pela manhã (um pão na chapa e um café puro pra ele, um pão com queijo e um pingado pra ela). Havia sido convencido a ir até uma livraria para que ela pudesse escolher alguns livros novos. E, por último mas não menos torturante, a maratona de compras infernais de Natal. Feita em outubro. Durante quase seis horas.
Se ele tivesse que definir aquele dia... Certamente "bom" não teria sido a palavra escolhida.

_É...

Ele fechou os olhos e cobriu o rosto com uma das mãos. Ela pareceu não notar o desânimo.
_É incrível o poder das compras antecipadas, né? Já tô feliz só por não ter que ir em nenhum shopping até o Natal!

Mas... Peraí... Não haviam sido as compras de Natal? Eles não tinham passado o dia entrando e saindo de lojas, comprando presentes para todas as pessoas que conheciam, pra justamente não terem que pisar numa loja até - pelo menos - o Ano Novo?
Ele poderia até argumentar, mas estava cansado demais pra isso, então apenas disse "Claro..." ainda de olhos fechados.

Sentiu que ela havia se levantado da cama, mas continuou de olhos fechados. Com sorte poderia tirar um cochilo até ela decidir o próximo grande projeto do dia - tipo jantar num restaurante árabe que ficava do outro lado da cidade.

Eles estavam morando juntos há dois anos e era sempre a mesma coisa: Ele nunca sabia como seria.
Em alguns dias ela acordava bem disposta e feliz, dando graças ao amor, à vida e a tudo que havia de bom no mundo... E esses dias ela era capaz de TUDO.
Em outros ela simplesmente parecia não acordar: Suas respostas limitavam-se a "hmmm-hmmmm" e "hmm-rummms" e qualquer frase maior do que essa era dita com o mais puro sarcasmo que a humanidade já conheceu. E sim: Ela também era capaz de tudo nesses dias.

_Foi um bom dia, não foi? - ele se sentiu no meio de um deja vù e apenas por isso tirou a mão dos olhos. Não se arrependeu nem um pouco.
Ela vestia uma das camisetas que havia comprado durante o dia. E só. Tinha uma expressão divertida no rosto.

_É... Até que foi, viu?
_E se eu te disser que a noite vai ser melhor? - ela começou a desabotoar a blusa e caminhou na direção dele.

Definitivamente ele se surpreendia com ela. Todos os dias. O tempo todo.
Mas ela, ao contrário, conhecia cada reação dele, cada detalhe e sabia o que tinha que fazer para obter exatamente o que queria. Era injusto, se ele parasse para pensar - coisa que ele não faria naquele momento porque, naquele momento, ele só conseguia pensar em como as coisas eram melhores assim.
Ela sabia tirar um proveito muito maior do conhecimento que possuia.

domingo, 12 de julho de 2015

Foda-se foda-se foda-se foda-se foda-se foda-se foda-se foda-se



De vez em quando tudo o que a gente precisa na vida é de um mantra. 






(Tem uns negócios bizarros que acontecem na minha cabeça tipo LEMBRAR DO MONGE quando penso em mantras)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Hoje eu acordei meio...




Vou dizer pela 5412ª vez que minha memória é fantástica e que isso é um dom ou uma maldição dependendo do humor do dia. Bom... Vocês sabem qual é o humor do dia e eu acho que não preciso dizer mais nada além disso.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Take a look and you will find there's nothing there girl - Yeah I swear, I'm telling you girl...

Quando estou de bom humor eu não tenho vontade de falar nada, de remoer nada, de fuçar em nada, de escrever sobre nada: Eu simplesmente estou de bom humor. Me deixa. Não precisa fazer mais nada, é baixa manutenção: Só continua fazendo o que estava fazendo e eu vou continuar fazendo o que estou fazendo e ficar de boa. Pensem na inércia e aproveitem. Só isso.

Mas aí pode acontecer alguma coisinha qualquer, alguma coisinha bem insignificante que a maioria das pessoas nem percebe e que eu, por algum motivo, levei em consideração mais do que deveria: Uma notícia ruim no jornal (quase todo dia, alguns dias mais de uma vez), uma canção que tocou na hora errada, uma ignoradinha suave, uma palavra fora de contexto, uma amiga se dando mal num rolê praticamente certo, alguma burrice no trabalho, uma carapuça que eu calhei de vestir... Qualquer coisa serve, desde que seja A COISA CERTA PRA FAZER O DIA DAR ERRADO. Qualquer coisa pode me deixar com uma dorzinha no peito ou aquela sensação de que... É... Tem alguma coisa errada.

É assim que funciona. Pode ser do nada. Pode ser paranóia. Pode ser qualquer coisa.

E aí eu posso escolher duas opções (mas eu sempre escolho uma só, é claro):

  1. Ou eu digo pra mim mesma que estou sendo babaca e que meu maior problema de todos os dias é escolher a roupa que uso para o trabalho (problema nenhum, portanto.) e boto um Van Halen maroto pra tocar até a bad passar... ou;
  2. Fico remoendo o assunto na cabeça e ouvindo todas as seguintes músicas na sequência: Outra Vez (do Roberto Carlos), How (do Maroon 5), Inevitable (Shakira), Our House (Crosby, Stills, Nash & Young) e Brutal Hearts (Bedouin Soundclash).


Essa é a sequência da morte. Não da pequena morte (o caminho pra essa é mais complicado, rs), nem da morte REAL e definitiva. É a sequência da fossa auto-induzida. Ouvir essas músicas é a maneira mais simples que eu arranjei de me auto inflingir sofrimento - Mas é de um jeito bom, claro. 

Parece estranho? E é. Mas eu explico.

Quando eu tô nesse humor tudo parece mil vezes pior do que é. Tudo parece mil vezes mais trabalhoso, mil vezes mais complicado, mil vezes mais digno de novela mexicana. E, portanto, mil vezes mais legal de ser contado/vivido/sentido.
Sou dessas que curte uma fossa desnecessária. Acho que escrevo melhor, acho que sou melhor compreendida e que é mais fácil se identificar comigo quando estou nesse clima (vamos combinar... QUEM além de mim acorda de bom humor as 5h da manhã todo santo dia, até nos dias que não existe necessidade de acordar cedo? Não há Cristo que aguente!).
Então, eventualmente, eu me deixo nesse clima de deprê. Nada muito preocupante, nada que uma troca de emails divertida, um bom jogo de futebol, uma boa noite de sono, uma tarde de quarta-feira no trabalho não resolvam.

Eu curto a vibe só pra poder escrever (e, vai por mim, eu escrevo PRA CARAMBA!) e suspirar e fingir que eu me importo com alguém mais além de mim. 

Me deixa. Eu não vou morrer DE VERDADE (exceto se acontecer algum imprevisto tipo um satélite cair na minha cabeça, ou eu ser atropelada, ou algo do tipo). Não precisam se preocupar (exceto se durar mais de uma semana, passando por uma sexta feira, ou se, por acaso, eu ouvir "Linger", Ai se preocupem porque certamente tem alguma coisa além do draminha e eu não contei porque... Né? Não se faz drama com coisa séria). É o #meujeitinho.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

E você não tem direito de calar a minha boca, afinal me dói no peito uma dor que não é pouca

Um post apenas com um link:





Levando em consideração os fatos do último final de semana acho que é um pedido/conselho razoável.

Like deja vu I feel like I've been here

Esse texto é de 2012 e essa noite eu sonhei com a noite em que esse texto aconteceu.
Esse texto é de 2012 e, de repente, 2012 pareceu o ano que nunca terminou.

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...E enquanto eu estou meio sentada, meio deitada no seu sofá, bebendo cerveja e fingindo que presto atenção em uma partida qualquer de FIFA que os meninos estão jogando percebo que você está me olhando, parado em pé na frente da porta.

Eu paro por um instante ao perceber o seu olhar e você faz um gesto com a cabeça pedindo pra eu me aproximar. Eu levanto e faço sua vontade, sabendo que talvez você tenha as palavras que eu quero ouvir - ou, pelo menos, as que eu preciso.

"Desabafa..."

E eu quase te abraço sem dizer nada, porque eu sei que você ia entender o que eu tava precisando contar só com esse gesto. - Mas não é isso que eu faço. Tem milhares de camadas de coisas acontecendo que impedem o meu abraço. Você sabe isso, eu sei, mas essa é possivelmente uma das poucas coisas que não poderemos conversar tão cedo.

Dou de ombros e sento no chão, no degrau da porta. Você me oferece sua caipirinha e se senta ao meu lado. É o seu jeito de dizer pra eu falar (ou de me fazer falar, tanto faz) e, bem... Você sabe que eu não sei calar a boca.

Você acende um cigarro. Não precisa perguntar se eu me incomodo porque sabe que não - e, do nada começa a chover. "Ué, não tava com cara de chuva..." "Como se o frio não fosse punição suficiente, né?" Lá dentro alguém manda um "CHUPA!" e você solta um "madrugada da depressão: alguém feliz, não somos nós" que me faz rir. E só então eu percebo o óbvio: Não sou a única que tem alguma coisa incomodando.

"Fala..." - eu solto.

"Primeiro as damas" e eu nem discuto e começo a falar, né? Eu sempre falo.

E, inconscientemente, eu fui me chegando e me encostando e me encolhendo... E no final eu já estava com a cabeça no seu ombro enquanto você me abraçava meio desajeitado, segurando o cigarro e a caipirinha com a mão livre.

(A gente sempre acaba assim, né?)

Ai você começou a falar. Não de mim, não sobre o meu problema... Mas sobre o seu. E percebo que o seu problema de repente também é meu de certa forma.

"É foda..." - e eu termino sua caipirinha.

E então eu brinco e dou a solução óbvia pro seu problema - que eu sei que você não vai seguir. E você acaba de rir só pra dizer uma coisa que também daria certo pra mim e que obviamente também não vou poder fazer. Não apenas é foda como nós somos os mais fodidos do mundo.

E ai me dou conta de que MAIS UMA VEZ você está comigo, né? Você sempre está, mesmo sendo desse jeito, mesmo sem ninguém saber... Você sempre está. E como essa situação é injusta e como seria mais fácil se você estivesse efetivamente ao meu lado, se tudo o que eu sentisse fosse o suficiente pra jogar tudo pro ar e ir embora com você. Se a gente conseguisse sentir qualquer coisa que motivasse esse gesto impulsivo... E eu sei que você se sente exatamente assim no momento em que eu sorrio olhando pra você e você diz, também sorrindo e com aquele tom de brincadeira que causou estranhamento no começo e agora eu conheço tão bem, que odeia ser meu amigo.

É a síntese, né? Eu também odeio. MUITO.
E você é simplesmente o melhor amigo do mundo.

Aff.