segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir

Eu gostaria de dizer a todos vocês que não teve bomba de efeito moral, não teve chuva, não teve rua fechada, bar com TV pequena, banheiro sem papel higiênio e calor do capeta que estragasse o momento ontem.
Estar com essas pessoas da foto (e com tantos outros que também estão nessa loucura chamada Parmera comigo e não puderam, por um motivo ou outro, estar ontem) e gritar "É CAMPEÃO, CARRRRRAAAAALHO" me fez ter a certeza de que - pela primeira vez em muitos anos - eu tô tendo sorte no jogo.
Ganhei.




domingo, 20 de novembro de 2016

I hope someday you'll join us

2016 tem sido um ano pesado, difícil e complicado em diversos aspectos e, por isso, eu tô meio pra baixo de fazer alguma coisa pra comemorar o meu aniversário.

Mas aí pensei um pouquinho melhor nas demonstrações de amizade, companheirismo e amor que tive em todos os momentos difíceis do ano e de como me senti BEM nessas horas e saquei que sim, é possível tirar alguma coisa boa de 2016 e - AINDA MELHOR - fazer isso no meu aniversário!

Então decidi tirar uma ideia antiga da cabeça e dar a alguém que está precisando de uma dose de esperança um pouquinho do que eu tive esse ano. E já que vocês, direta ou indiretamente, foram responsáveis pelos meus momentos bons, vou pedir mais uma lembrança bacana de 2016 e dessa vez não pra mim, mas pra quem está precisando muito mais do que eu.

No meu aniversário desse ano eu vou pedir que vocês façam, por essa época de fim de ano, uma doação voluntária de sangue no hemocentro que você preferir, pra ajudar 2016 a ser um ano melhor pra outras pessoas também. Os estoques de vários tipos estão baixos e seria bacana usar essa época de final de ano, quando a gente reflete sobre o ano que passou e começa a fazer planos pro que virá, pra fazer EFETIVAMENTE uma coisa boa pelos outros.

"Aiin, Beatriz, mas eu acabei de doar sangue, não posso"

"Aiin, mas eu fiz piercing/tatuagem/cirurgia e também não tô podendo"

Bom, meus amiguinhos, sempre há a opção de se cadastrar como doador de medula e quem sabe um dia ajudar alguém que está precisando bastante. As chances de fazer uma coisa bacana estão aí, é só aproveitar!

"Aiin, Beatriz, eu adoraria, mas tenho um impedimento de saúde que não permite que eu doe sangue :("

Poxa, sinto muito. Espero que você esteja bem :)
Mas será que você não conhece alguém que possa fazer a doação?


"Eu morro de medo de agulha, Beatriz... Socorrooo"


Pô, que tenso! Eu sou claustrofóbica e já chorei dentro do metrô porque ele ficou parado entre duas estações. Barra esse lance de medo, né?
Mas se você tomar coragem, eu ainda não posso doar sangue porque não deu o tempo desde a minha última doação, mas estarei disponível no meio de dezembro pra quem quiser ir COMIGO. Prometo que seguro na mãozinha e conto histórias engraçadas pra vocês não sentirem tanto o medo <3


Então é isso: Ao invés de presente de aniversário pra mim esse ano, eu quero que vocês façam uma doação voluntária de sangue pra alguém que precisa no seu hemocentro predileto/se cadastrem como doadores de medula. Eu não quero NADA pra mim, 2016 foi um daqueles anos em que os presentes vieram ao longo dos meses, nos momentos de crise, quando eu recebi mais amor e companheirismo do que eu podia imaginar. Como vocês são maravilhosos, imagino que podem fazer esse lance acontecer e dar certo <3


VAMO LÁ?


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PS: Uma das pessoas com mais iniciativa e mais ideias maravilhosas que eu conheci esse ano foi o Felipe. Ele fez um ENCONTRÃO pra doar sangue esse ano e eu, aqui de São Paulo, acompanhei de longe e me enchi de iniciativa pra fazer algo parecido aqui também.
Eu sempre doo sangue no meu aniversário desde os 18 anos - inclusive, no dia em que fiz 18 anos pedi pro meu pai me levar com ele até o HC pra gente doar juntos (meu pai doa sangue desde os 18 também, é do Clube irmãos de sangue e tudo, foi dele que me veio o exemplo de doar), então pensei "Por quê não?"
Meus amigos tem várias iniciativas individuais pra ajudar os outros, a maioria deles é de doadores de sangue, então.... POR QUÊ NÃO?
Aí fiz o evento e decidi trocar meus presentes por doações de sangue pra quem precisa. Porque sim.
O evento no Facebook é aberto, quem quiser participar aí de longe tá super hiper mega convidado, sintam-se a vontade :)

sábado, 19 de novembro de 2016

What you don't know you can feel it somehow

_Você tá sofrendo?
_Mas é claro que eu tô!
_Tanto quanto sofreu quando terminou o namoro com o primeiro namorado?
_Acho que não.... Certeza que não. Ele não entra no TOP 5 fossas.
_Então você nem gostava tando dele assim. O seu nível de sofrimento é determinado pelo primeiro namorado. Não foi ele a grande fossa da sua vida?
_É claro que gostava! E ainda gosto! A diferença é bem simples... É o jeito como terminou. Com ele foi bizarro e errado, mas foi mais fácil. O primeiro namorado me deixou numa pior. Agora eu já tava, ele só aumentou um pouco o drama.
_Ah, não é verdade. Você sabe que não é. Se você não tá sofrendo tanto quanto foi da primeira vez, então não deveria estar sofrendo mais.
_Cara, não tenta medir. EU SEI QUE É. Eu sou a pessoa paranóica que faz listas, pensa em coisas e tenta comparar TUDO pra ver se tem o mesmo valor. Você me conhece. Sabe que é assim.
_E com ele tá sendo pior?
_Não. Com ele é mais fácil. Porque foi rápido, foi breve, foi mais uma das coisas que acabou porque as coisas abacabam, porque karma is a bitch e se as coisas podem dar errado, elas irão.
_Então acabou por...?
_Porque deu merda, ué. Porque até a reação dele, ao terminar tudo, eu não tenho certeza se posso julgar muito porque não sei se faria igual no lugar dele. A gente, se bobear, é até meio parecido.
_Dois babacas?
_Tipo isso.

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A Natália fez um comentário no post sobre o cara que fez merda (perdão, cara, se um dia você chegar nesse blog e ler e se identificar. Eu poderia te dar outros milhares de apelidos melhores, eu te dei milhares de apelidos melhores, mas para fins didáticos você é o cara que fez merda) e eu vou copiar e colar aqui porque bicho, a Natália poderia ser qualquer um dos meus amigos que soube sobre essa história. De fato, eu copiei e colei o comentário no email que troco com eles diariamente e recebi emojis de palmas na resposta. Vindo dos meus amigos isso foi um discurso eloquente de aceitação. Sério. Vejam uma síntese do comentário:

"Já pode ser classificado como babaca, sem pensar duas vezes.
Ok que não deve ser a coisa mais legal do mundo você cagar o primeiro encontro (trocadilhos com merda, aí vamos nós) mas não é nada demais, sério. (...) enfim, muito babaca. Ele podia ter só feito piada com a situação. Podia pelo menos ter agradecido os parabéns."


Aí o Felipe e a Nati fizeram mais a linha "CALMA, FALA COM O CARA E DÁ UM FIM DECENTE PRA ISSO" que fazem mais a minha linha quando eu gosto das pessoas e quero que tudo dê certo, mesmo quando não dão mais. Eu sou o tipo de gente que quer fins, que não aguenta mais fantasmas e histórias bizarras assombrando as coisas. Nem só de romances, mas de tudo. Eu tenho duas amizades que ficaram pelo caminho e eu sinceramente nem sei o porquê, de modos que eu deveria pelo menos procurar pra dar um encerramento, né? Tipo fantasma com assuntos inacabados e tal. Eu deveria mesmo. Eu SEI que deveria. Não pelos outros, mas POR MIM. Pra EU ficar livre dessas bostas, porque é muito horrível ficar martelando as coisas e pensando no que deu errado e como deu errado. Eu deveria. E se bobear ainda vou tentar resolver pelo menos uma dessas coisas até o fim desse ano. Porque sim. 


Não disse qual das histórias, porém.


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A Tati escreveu um texto (uma coleçãozinha, na real) sobre um lance dela que eu errado e eu tava lendo antes de vir pra cá e me identifiquei TANTO, mas TANTO, mas TANTO e quis tanto dar um abraço virtual nela porque eu sei exatamente o que ela tá sentindo (sinta-se abraçada, Tati. Espero que minhas vibrações positivas cheguem até você quando você ler isso, com certeza eu estou mandando algumas) que eu meio que me despedacei um pouquinho pensando nesses lances todos que poderiam ter sido e não foram do jeito que eu espero. E de como é foda não ter o controle das coisas mesmo quando a gente quer - PRINCIPALMENTE QUANDO A GENTE QUER.

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Sexta feira fui com minha mãe ao centro espírita que ela e meu pai frequentam porque ela tava me pedindo há tanto tempo e eu quis agradar. Fui. Fomos. Eu confesso que tava ali só pela companhia e pelo Burger que ia comer na saída, mas.... ALGUMA COISA aconteceu ali.
Não, eu não tive UMA REVELAÇÃO SUBITA e não, não vou virar monja e abandonar o sexo e os relacionamentos como um todo. Nada disso.
Mas rolou um lance bizarro porque eu tenho pensado muito sobre amor e relacionamentos (não apenas românticos) como um todo esses dias e o tema da palestra era "A indissolubilidade do casamento" e.... Cara, devo dizer que isso ME PEGOU DE JEITO feito uma voadora do Lindomar, o subzero brasileiro.


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Ano passado eu pensei em fazer um lance DIFERENTE pro meu aniversário e ele não seguiu por vários motivos: Vergonha, preguiça, medo de flopar e um monte de outros motivos babacas e egoístas que me envergonham mais do que a vergonha que senti de propor o lance ano passado.
Esse ano A COISA VAI e eu já posso dizer que me senti um pouco inspirada pelo Felipe. Amanhã, 20 de novembro, vai faltar exatamente um mês pro meu aniversário e eu tô bolando um lance pra divulgar direitinho, eu explico pra vocês. Me aguardem.

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O lance da "Insolubilidade do casamento" me pegou TÃO DE JEITO que eu vim aqui pra escrever sobre isso, mas acabei fazendo um link com uma conversa entre o Pirituba e eu sobre o cara-que-fez-merda, essa coisa de ENCERRAMENTOS, o texto da Tati, as ideias que o Felipe sempre dão no blog dele e o que a gente pode fazer pras coisas darem certo. Ou menos errado, sei lá. Eu sinceramente tô escrevendo num impulso e só dando as ideias iniciais de coisas que vou escrever e trabalhar mais nos próximos dias. 

Vocês podem esperar muita filosofia barata, muitos pitacos sobre o amor (não apenas romântico) e coisas que a gente quer e não pode fazer, mas deve. Eu não prometo pra amanhã, mas EM BREVE.


Enfim.... SABADÃO. Eu só vim pra escrever mesmo e tirar essa NHAAAACA de mim. Amanhã volto. Aguardem.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Every move you make, every step you take... I'll be watching you

(Esse post tem trilha sonora 

Desde que eu comecei a brincar desse negócio de internet eu percebi que sou muito boa em achar coisas nela. Muito boa mesmo. Eu sei fazer as pesquisas certas e descobrir exatamente o que eu quero.
E isso inclui coisas sobre pessoas também.

HELLO!

Eu era uma stalker muito competente, gente. 'Cês não tem ideia. A amiga precisava descobrir quem era o cara bonitinho da balada e só sabia o dia que eles se viram e a descrição dele? 'Xá comigo.
Me deixassem com um computador na mão e em 30 min eu já tava com fotos, nome, endereço, uma lista de gostos aceitáveis do cara e coisas que ela podia usar caso quisesse chegar no brotinho.
Era um sucesso, juro pra vocês mas THOSE DAYS ARE GONE.

Como quase tudo na minha vida, o ponto da virada foi o fim do meu primeiro namoro, quando eu notei que tudo o que eu tava fazendo ali era meio nocivo e destrutivo - inclusive stalkear o ex, a atual dele e qualquer coisa que pudesse me dar uma noção de como ele estava. Errado. Dodói. Doente.
Então parei: Eu larguei esse meu dom e me foquei em fazer o bem em deixar pra lá e superar o fim.

Grandes poderes, grandes responsabilidades e tal.
Então, como eu tenho EXPERIÊNCIA no campo do stalk eu sei reconhecer um de longe quando vejo e, amigos, eu digo pra vocês que eu já tive pelo menos dois.


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O primeiro eu descobri que me stalkeava porque foi SUPERSINCERÃO.
Estava eu na internet um belo dia e ele abriu o MSN (sim, naquela época) pra dizer "Ow, sabia que se você digitar o seu nome completo entre aspas no google a gente consegue descobrir até seu CPF e RG?".
Haha
Sim.
Adivinhem como ele descobriu isso? Yep. Isso mesmo. Digitando meu nome completo entre aspas no google. Por que ele tava fazendo isso? Eu não tive coragem de perguntar, me desculpem. O importante é que ele me ensinou como remover informações pessoais do google e isso foi muito útil. Stalker "do bem".


O segundo.... Bem... O segundo eu tenho um pouco de medo dele porque ele é mais sociável que o primeiro (que me conhece desde o jardim de infância e provavelmente é stalker suficiente pra conhecer todos os meus segredos já que lia o LADO BÊ, meu blog antigo que era beeem mais aberto do que esse) e tem menos superego, o que já fez com que ele fizesse uns baguhos BEM LOUCOS pra tentar entrar em contato comigo, inclusive sair do cu do mundo pra vir até minha casa sem me avisar antes (sério. risos nervosos). Eu disse que tenho um pouco de medo, mas TENHO MEDO PRA CARALHO, nível "meus amigos não me deixam sozinha com ele quando estamos no mesmo lugar". Então vamos deixar essa história pra lá porque ela ainda não prescreveu. hehehe



Enfim... Eu tenho dois stalkers. E dia desses, falando com amigos sobre isso, descobri que meus amigos tem stalkers também! Ó só, que assustador!
Um deles tem uma que é PERIGOSA mesmo, eu nem posso contar essa história aqui porque em certas épocas ela me monitorou por tabela porque achou que esse amigo e eu estivéssemos saindo (RISOS) e sabe-se-lá se ela ainda faz isso, né? Tenho medo real dessas porras e esse é possívelmente dos poucos assuntos que eu não consigo fazer piada sobre (ok, consigo, mas são mais piadinhas de nervoso, porque eu tenho medo de verdade deles). Imagina se eu falo aqui as coisas que ela fez e ela se identifica. HÁ. Pavor.

E aí tem o stalker da minha amiga: Cara com quem ela saiu duas vezes, não quis sair mais, dispensou educadamente e encontrava "casualmente" em todos os lugares públicos que ia por uns três meses, até o cara sumir por quase um ano e mandar um email gigantesco pra ela há uns dois meses pra contar que ele A VIGIAVA E A SEGUIA pra aparecer nos lugares onde ela tava pra ela achar que eles eram almas gêmeas e voltarem. Ela nunca tinha sacado, mas ficou apavorada com o email. O cara terminou o email dizendo que ele tava passando por tratamento psiquiátrico e que contar pra ela o que tava acontecendo era parte do tratamento, inclusive terminou deixando o email e o telefone da psiquiatra pra ela mandar msg caso o visse.  
Sério. 
Coisas que deixam os MEUS stalkers quase como pessoas do bem. Os meus dons de achar coisas na internet, então... VISH. São pinto perto das coisas que esse cara fez pra chegar perto da minha amiga.
Daí que EU fiquei apavorada, né? E decidi que jamais vou ser stalker de novo, nem me chamar disso. Porque é muita dodoizice da cabeça, gente. MUITA. É até perigoso. Não é brincadeira.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Mini Romance 13 - Shit happens (mesmo)

Eu tenho duas políticas que são muito levadas a sério nesse blog e uma delas é: Não expor as pessoas de um jeito que elas sejam reconhecíveis para outras pessoas. Se ela se reconhece aí já são outros quinhentos, mas OS OUTROS não podem reconhecer - e, quando eu digo os outros, eu quero dizer VOCÊS, duas pessoas que leem o meu blog e não me conhecem pessoalmente, porque meus dois amigos que leem esse blog geralmente já sabem dessas histórias e... Enfim...

A outra diz respeito ao tempo de prescrição do "crime": Tem histórias recentes sobre as quais ainda não consigo falar, seja pelo motivo acima, seja porque eu ainda não as digeri completamente. Então elas demoram pra aparecer por aqui.

Esse mini romance eu não digeri ainda, ele tá bem engasgado aqui comigo, ele aumentou os meus traumas de romance em mais uns quatro pontos. Quem digeriu a história foi o moço. Muito rápido. Rápido demais. E o meu RANÇO está me fazendo escrever isso hoje. É provável que eu retome a lucidez em alguns dias e apague a história, nunca se sabe.


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Eu nunca sei exatamente o porquê de eu gostar das pessoas, já que meu único padrão - segundo o Pirituba - é que eu gosto de CARAS BABACAS (talvez esse seja meu padrão? Fica a questã), mas desse cara eu sabia TANTO o porquê de eu gostar (sim, presente, eu tô achando um babaca, mas ainda gosto dele. Não romanticamente, mas ainda gostaria de ter na minha vida pelo menos como amigo. Leiam a história e falem com minha terapeuta se, depois de lerem, acharem que eu tô dodói da cabeça™ por querer isso. Ela lê o blog e os comentários e eventualmente me manda email comentando coisas daqui) que era até ridículo o fato de nunca ter rolado nada antes (ele namorava, era errado pra caralho, ele morava em outro Estado, era errado pra caralho, muitas coisas). Até que um dia rolou e as coisas pareciam bem bacanas, comigo combinando até uma viagem intermunicipal pra ver o cara em um dos meus lugares prediletos de São Paulo. Tinha tudo pra ser lindo na ~vida real~ do jeito que tinha sido no platônico/virtual.

O combinado era: Eu ia trabalhar até as 16h numa sexta, pegar o ônibus pra onde ele tava as 17h e chegar lá antes das 21h pra gente passar a noite juntos e eu voltar pra São Paulo no dia seguinte, porque tanto ele, quanto eu tínhamos compromisso e não dava pra alongar muito. Comprei passagem, arrumei mala, dei perdido no chefe pra sair cedo, fiquei ansiosa o dia todo, aquelas coisas de sempre. Cheguei lá, o cara me buscou na rodoviária, a gente deu uns beijos legais ainda no UBER, a gente foi pra casa dele e deu uns beijos legais também e aí tudo desandou.
Ele perguntou se eu queria comer alguma coisa e eu, pensando com a barriga de alguém que mal tinha conseguido almoçar de ansiedade, disse que sim ao invés de "naaah, vamos dar uns amassos, vamos dar uns pegas e depois a gente pede uma pizza, foda-se a comida". Fomos comer e encher o nariz de cerveja numa cervejaria arrumadinha perto da casa dele e o papo tava tão legal, a companhia tava tão agradável, que nem parecia que eu tinha ido pra lá única e exclusivamente pra não entrar no quarto dele vestida (o plano era perder todas as roupas na sala).
Mas eu tinha, né? Nós dois sabíamos disso. Voltamos pro apto dele tarde pra caralho, a comida tinha feito o favor de aumentar o sono e o cansaço em uns 300% e o bagulho foi tão ligeiro que a gente mal terminou e ele mandou um "OLHA ME DESCULPA MAS EU PRECISO DORMZZZZZ". - Até aí sem julgamentos porque eu dormi meio segundo depois disso.

O problema foi depois. Foi na madruga boladona, quando eu acordei com ele pulando por cima de mim pra ir ao banheiro. Fazer o número 2. Porque os burgui não tinham descido bem pra ele. Vish.
Eu não preciso explicar aqui os efeitos dum piriri de madrugada e talvez vocês sejam pessoas espertas o suficiente pra imaginar os efeitos dum piriri de madrugada num "relacionamento" de uma noite apenas, então o próximo parágrafo eu reservo pra vocês pensarem as coisas que podem ter acontecido e eu não vou falar porque não quero. 

...

Gente, shit happens. Mesmo. Eu juro que eu não tava achando constrangedor (até porque OLHA AS COISAS QUE EU JÁ VIVI, MEUZAMIGO. MERDA ERA ATÉ UMA COISA NORMAL PERTO DE TUDO O QUE EU VIVI), eu tava é num misto de preocupação (o cara tava meio verde) e de humorzinho sem vergonha nível quero-fazer-piada-pra-dizer-que-tá-tudo-bem-porque-o-cara-tá-visivelmente-constrangido-e-calma-cara-não-é-pra-tanto. Mas como é que você vai dizer pra pessoa que tá se acabando em merda que ela não precisa se preocupar COMIGO, nem com a SITUAÇÃO? Não tem como, sério. Eu demorei um ano pra peidar na frente do primeiro namorado, ele demorou três pra pegar nos meus peitos, o cara de uma noite só ter uma diarreia na minha frente era intimidade demais, não vamos mentir. 

E foi assim que acabou o "romance" que eu mais torci pra rolar esse ano. Deu merda. Literalmente. 

RISOS.


Esse moço, caras.... Esse moço é sensacional. Eu gostaria que vocês conhecessem esse moço, porque ele é uma pessoa maravilhosa. E eu achei de verdade que, mesmo se a gente não transasse mais (eu sei que não vai rolar, né? O cara teve piriri, eu provavelmente sou conhecida como "a moça que ouviu o meu processo intestinal enquanto estava pelada na minha cama e eu morrendo no banheiro") a gente ainda poderia continuar no nível de antes, pelo menos. Ou seja: Conversando sobre banalidades, dando risada um do outro, tendo ideias idiotas, falando sobre o Márcio Araújo e tal.
Aí eu respeitei o "MOMENTO DE LUTO" (& vergonha & desconforto) e eventualmente tentei puxar papo. Sem sucesso. O cara me cortava e ignorava todas as vezes - e eu juro que não forcei a barra, nem quando eu DESEJEI FELIZ ANIVERSÁRIO pra ele. 

Rapaiz, eu não desejo feliz aniversário de MODO PLANEJADO pra quase ninguém. Sério. Pra quase ninguém mesmo. E eu fui lá, vi que era aniversário dele e mandei uma msg até que engraçadinha e sincera e: SILÊNCIO. Ele respondeu até os "parabéns, felicidades" e NADA pra minha mensagem. Nada. NADINHA.
Foi semana passada isso e eu tô irritada até hoje (e isso pode ou não ter relação com um processo natural do meu corpo que ocorre mensalmente, vocês nunca saberão exceto se forem meus pais, meu ginecologista ou me seguirem no twitter e virem meu comentário sobre cólica de hoje de manhã) e decidi escrever esse post pra contar essa história porque ela provavelmente justifica um pouco os meus ranços com relacionamento dos últimos meses e um ou outro post sobre o mesmo assunto que estão agendados pros próximos meses.  #meujeitinho, fazer o quê?




A moral pra essa história é: 💩💩💩💩SHIT HAPPENS💩💩💩💩 e mesmo se você tiver bom ar, um monte de papel higiênico, paredes grossas e água encanada nem sempre é possível disfarçar e fingir que não aconteceu e mesmo que aparentemente só aja um jeito de lidar com isso (aceitando que merda acontece, todo mundo caga, bola pra frente), as pessoas sempre vão achar outros jeitos.

E uma moral adicional é: Pirituba está certo e meu tipo de homem é BABACA. Se eu curti, ele provavelmente é babaca mesmo que não demonstre. Se ele não é babaca, ele vai ser comigo. Eu tenho esse dom.