terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mini Romances 3 e 4

3- O cara que me deu alergia 



Ele trabalha num lugar onde eu fiz um freela, era bem bonitinho e me chamou pra "ver um filme" e "tomar um suco" num sábado à tarde.
Nós nos encontramos num desses cinemas porcarias que existem aos montes. O problema foi que, assim que ele foi me cumprimentar, eu comecei a sentir meus olhos lacrimejarem. Aparentemente o cara não apenas tinha escolhido um perfume DOCE E FORTE como também tinha usado TODO O PERFUME DO VIDRO... E eu, que normalmente já sou sensível a cheiros, comecei a enlouquecer com aquele.
Mas, como o cara era gente fina, achei que com o perfume forte eu conseguiria lidar já que era uma treta fácil de resolver.
 O resto do tempo passou bem: Vimos o filme, comemos e, quando eu não estava andando perto dele, eu conseguia respirar tranquilamente. Ele chegou até a perguntar se eu era TÍMIDA porque não me aproximava muito dele (HÁ) e, quando foi me beijar, me puxou pra perto e disse que não mordia. Mas aí eu comecei a sentir meu rosto ficar vermelho e minha boca ficar dormente... E eu agradeci a Deus por ele ter me levado pra casa, porque quando eu cheguei estava vermelha e numa versão osasquense da LiLo.
No dia seguinte quando ele veio falar comigo (e eu já estava melhor), falei  que tinha tido uma reação alérgica ao perfume e ele pediu desculpas e disse que não usaria mais. E, verdade seja dita, não usou mesmo. Mas, mesmo assim, depois dele ter me beijado, eu senti DE NOVO meus lábios dormentes e meu rosto quente. Alergia de novo. E não era do perfume, não era da comida, não era de nenhuma outra coisa mas... DO CARA. 

Conclusão: Eu fiquei sem graça de falar que não ia mais sair com ele porque ELE ME DAVA ALERGIA, daí inventei que eu não estava sendo justa com ele porque gostava de outro cara e não achava justo enrolar os outros, etc. 


Lábios de Lindsay.



4-  Minha versão masculina (Espero em Cristo que seja do mundo Bizarro porque... né?)

Eu tava reclamando que estava meio ENCALHADA e amiga minha mandou um "Opa! Finalmente" e contou qeu um cara que trabalhava com ela (ela é advogada) tinha visto uma foto minha e ficado interessado e ela ia arranjar pra sairmos nós quatro (ela, o marido, ele e eu). Com essa amiga não existe essa coisa de "protestar" e, pra ser sincera, tirando que eu ainda não tinha visto o cara (nem fotos), eu tava mesmo meio encalhada e irritada com isso. Me dei por satisfeita com o fato de que a amiga falou que ele e eu tinhamos bastante coisa em comum e que, quando ela falava com ele, era como se fosse uma versão masculina minha. 
(Hoje eu lembro dessa história e penso: "Qual era a chance disso dar certo?")
O cara era bonitinho, não vou negar, e minha amiga não mentiu quando disse que ele gosta de música (rock pesado e apenas isso, o resto é tudo porcaria, errada era eu de não respeitar o metal), literatura ("Adultério, do Paulo Coelho, é meu livro predileto. É sensacional!"). esportes ("Passo horas fazendo artes marciais na academia porque adoro UFC.") e da profissão ("Acho que o fato de eu ser apenas bacharel não quer dizer nada, afinal Doutor é o mínimo que podem me dizer já que eu lido com a vida das pessoas todos os dias").
Obviamente eu estava querendo que o cometa que não veio em 2012 se chocasse com a Terra naquele momento só pra acabar com a tortura porque obviamente eu tinha desencanado do cara depois do "Só gosto de metal e o resto é só barulho" e tinha transformado aquele encontro numa tentativa frustrada de descobrir onde é que eu tinha errado tanto na vida pra minha amiga me achar parecida com aquele cara. Dá a maior tristeza até hoje, caras. Mesmo.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

There's somethin', somethin' about just knowin' when it's right...

Eu te dei meus melhores sorrisos, minhas melhores piadas e meus melhores amigos caíram aos seus pés sem eu nem precisar pedir. Eu te dei minhas lágrimas porque você se tornou digno delas. Te dei meus momentos de mau humor pra você saber que eu também sou humana e não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Eu te dei meu ombro quando você precisou, te dei abraços sem você pedir e beijos quando você menos esperava. Te dei meus orgasmos mais intensos, meu melhor sexo e meus melhores gemidos quem ouviu foi você. Eu te dei minha pressa, te dei minha calma, te dei meus dias de chuva, meus dias de Sol, os dias frios e de calor... Eu te dei minha companhia pra você usar do jeito que quisesse. 

Eu te dei tudo o que eu tinha, mas não te dei meu coração – porque ele não era mais meu muito antes da gente se conhecer e eu não podia pedir de volta pra quem o tinha conquistado antes. E esse foi o nosso fim... Porque ás vezes tudo não é o bastante.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

To me you're like a growing addiction that I can't deny

PARTE I

14 de fevereiro

“Hannah,

Há tanto que eu preciso falar, tanto que eu deveria dizer – tanto que eu deveria ter dito antes e, no entanto, agora não há mais tempo. Dedico meus últimos instantes de vida a você, a única mulher que verdadeiramente amei. Peço perdão se eu nunca disse. Faltou-me coragem.
Enquanto escrevo essas palavras está chovendo e ventando.
Lembro-me do dia em que nós dois nos conhecemos. Estávamos próximos do mar e a chuva nos pegou de repente, de surpresa.
Espero que essas palavras tenham o mesmo efeito em você do que aquela chuva.
Não sei se já lhe disse Hannah, e isso realmente não importa agora, mas você transformou minha vida. Você iluminou o meu lado escuro e fez de mim uma pessoa melhor ao me dedicar a sua amizade. Porém eu cheguei nesse momento em que somente a sua amizade não é suficiente e tudo o que você dá não me satisfaz.
Agora que eu já tomei minha decisão a verdade sairá de mim com a força que eu nunca tive antes: Eu a amo! Eu a amo mais do que já amei qualquer pessoa nessa vida e a certeza cruel de que jamais poderemos viver algo além da amizade me transformou num homem louco.
Há anos, desde a tarde chuvosa em que nos conhecemos, nos tornamos amigos demais para que nos apaixonássemos um pelo outro, e no entanto isso aconteceu. Não pude evitar, Hannah, e minha incrível falta de controle sobre meus sentimentos me deprime, e me fez pensar em acabar com esse sofrimento. Afastei-me de ti na esperança de que se não a visse, meu amor acabaria. Não deu certo.
Estou me tornando repetitivo e deixando de fazer sentido. É preciso terminar logo.
Não posso desistir agora. Peço-te um último favor, minha amiga: Quando fores ao meu sepultamento, leve contigo uma rosa vermelha: Beije-a, e jogue sobre meu caixão... Eu não recebi nenhum beijo teu em toda minha vida... Embora não exista nada no mundo que eu não daria para beijar teus lábios, acariciar teus cabelos e te abraçar. Não há mais tempo, no entanto. Atenda meu pedido, Hannah, e serei finalmente feliz. Adeus... Adeus... Nos veremos em outra vida e espero ter mais coragem nela do que nessa.

Bernard”




Noite alta, frio intenso. A casa tinha as luzes apagadas quando ela desceu do carro e nem o vento ousava soprar. Estava em silêncio e no escuro completo mas, às vezes, o silêncio produz um barulho ensurdecedor.
Abriu a porta e acendeu a luz. Ela pode ouvir um suspiro vindo do porão. Sentiu o sopro da morte e teve certeza de uma coisa: Ele já não estava mais lá.



PARTE II

21 de agosto

Ele se matou por minha causa.
Ele se matou porque não tive coragem suficiente para revelar o que se passava no meu coração. Ninguém jamais saberá como me sinto. Não há alma mais infeliz nesse mundo que eu.

26 de agosto

As coisas estão estranhas.
Não consigo mais conversar com as pessoas como eu fazia antigamente. Tudo me parece sem graça e meu peito se aperta diante da menor demonstração de alegria alheia. Nunca poderei ser feliz de novo. Todos me tratam com pena.
Há cinco dias não como direito e nem consigo dormir. Fico pensando que deixei minha última possibilidade de felicidade escapar por entre meus dedos.
Aquelas últimas imagens, o corpo inerte de meu melhor amigo, minha eterna paixão não realizada, povoam minha imaginação. Preciso me esquecer isso, todos me dizem que a culpa não foi minha, mas eles não sabem o que se passa em meu coração – e nunca saberão. Como é possível?


31 de agosto

Por que ele fez isso comigo? Por que ele tinha que ser assim? Meu amigo... O melhor amigo que tive em toda minha vida! Ele conseguiu... Ele conseguiu me fazer sentir culpa.

1 de setembro

Vi um anúncio “Vidente desvenda passado e presente e anuncia o futuro” e decidi tentar a sorte.
A casa era em um beco: Um quartinho apinhado de incensos e velas aromáticas, cheiro que estava me deixando com náuseas. Uma mulher magra, com olhos grandes e pintados de aproximadamente cinquenta anos apareceu na porta e ordenou que eu me sentasse, me olhando atentamente por alguns minutos que, para mim, pareceram eternos. Depois fechou os olhos e respirou profundamente antes de falar “Você se pergunta por que ele fez isso, mas você sabe o porquê. Você foi a única culpada. Você o matou com a pior das armas... Você o matou de amor!”
Ter ido até lá havia sido um erro. Eu procurava redenção e acabei tendo a confirmação de que todos os meus pecados eram reais e continuariam comigo pela eternidade. Levantei-me bruscamente e fui até à saída mas, antes que eu pudesse deixar aquele ambiente, ela segurou o meu braço e sorriu – um sorriso branco e com todos os dentes – antes de dizer quase num sussurro “Você fez a sua própria ruína ao negar o último pedido dele”.
Foi a gota d´água e eu abri a porta e saí correndo. Em sua carta de despedida Bernard havia me pedido para beijar uma rosa vermelha e depositá-la em seu túmulo... Mas eu estava abalada demais para comparecer ao funeral e nunca fui capaz de cumprir o último desejo do meu amor.
Como aquela mulher podia saber do pedido de Bernard? Eu nunca havia contado a ninguém sobre aquilo?

2 de setembro

Pesadelos terríveis me atormentam. Ele... Aquela corda... Aquele último barulho feito apenas para meus ouvidos... A imagem que eu fazia de como Bernard deveria ter estado no caixão, coberto de flores brancas e sem nenhuma rosa vermelha... Em meus sonhos Bernard, o cadáver de Bernard com a marca roxa da corda em seu pescoço, se aproxima de mim exigindo um beijo que eu nunca dei. Todas as noites acordo suando frio antes de beijá-lo e não encontro alívio.
Bernard se foi porque eu não fui corajosa o suficiente para dizer que eu também o amava. E agora ele cobra o beijo de rosa que eu neguei.

4 de setembro

As pessoas me condenam e seus olhares me aterrorizam. Meus amigos me rejeitam: Mesmo que eles não digam posso escutar o sussurro “Assassina! Assassina!”.
Eu o matei, todos sabem disso e agora não tenho mais salvação.

5 de setembro

Não converso com ninguém. Todos estão me acusando. Vejo fantasmas por todos os lados e Bernard vem me visitar quando estou acordada – já que não consigo mais dormir.
Nada mais faz sentido.
Releio a carta milhões de vezes todos os dias e minha única certeza é a de que eu o matei.
Eu o matei.

6 de setembro

Vou sumir e tentar esquecer de mim já que esquecer Bernard é impossível.
Vou para perto do mar, evocar lembranças felizes de quando meu amigo era feliz e eu ainda sonhava com a possibilidade de tê-lo comigo.

7 de setembro

Estou sozinha. O vento frio corta minha pele. O que vejo é apenas a imensidão lá embaixo e a água do mar que quebra em alguns rochedos negros. Meu amigo, meu amor, o fantasma de Bernard que tem me acompanhado desde o fatídico dia que eu vi seu corpo morrer... Já não mais está aqui.
E eu sinto falta.
Estou louca: Enlouqueci como Bernard, e também já não posso mais suportar tanta covardia e solidão.
A imensidão me chama e o único som que consigo ouvir é o do vento batendo em meu rosto.
Cortei uma rosa do jardim e estou disposta a finalmente cumprir o último desejo de Bernard. Quanto à mim, espero que seja minha covardia jamais seja esquecida e que ninguém cometa os mesmos erros que eu.
 Estou indo, Bernard. Passarei a eternidade dando todos os beijos que eu não pude te dar nessa vida. A rosa está em minhas mãos em um segundo e, no seguinte, já se perdeu no meio das ondas que batem nas rochas.
Estou indo, meu amor.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

DL2015 #4

19 - Primeiro livro de um autor famoso


Clube da Luta (Fight Club) - Chuck Palahniuk
Tradução: Cassius Medauar


Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro Clube da Luta consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.


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No geral: ★ 

(Então... É uma resenha... Eu PRECISO avisar que vai ter spoiler? E, em caso de precisar, dizer que É UMA RESENHA já vale como alerta de spoiler? Grandes questões.)

Eu não gosto do filme "Clube da Luta" e nunca tinha tido vontade de ler o livro. Pronto falei.
Mas sabe o que me fez mudar de ideia?


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um post solto sem letra de música no título apenas pra dizer uma coisa que notei nesse Carnaval:

Sou muito ruim nessa coisa de beber (dois copinhos de qualquer coisa e já tô 100% muito louca) mas, em compensação, meu sistema imunológico tá de parabéns porque o tanto de chuva que eu tomei na cabeça nesse último mês daria pra encher uma piscininha de 1000 litros e eu nem um espirrinho dei.

Acho que ainda tô vencendo, né?
Posso viver sem beber e também posso viver gripada, zoada, agonizando de febre num Sol de 30ºC... Mas só uma dessas duas coisas me faria ter uma vida bem zoada.




E eu tô falando da febre, tá?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DL2015 #3

5 - Que o título seja apenas uma palavra




Amaldiçoado (Horns) - Joe Hill
tradução: Bárbara Heliodora e Helen Potter Pessoa


Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Além disso, descobre algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim. Joe Hill, autor de A estrada da noite e Nosferatu, já foi aclamado como um dos principais novos nomes da ficção fantástica. Em Amaldiçoado, o sobrenatural é pano de fundo para uma história de amor e tragédia, de traição e vingança. Um livro envolvente, emocionante e cheio de suspense que nos leva a refletir: em matéria de maldade, quem é pior, o homem ou o diabo?

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No geral: ★ 

(Então... É uma resenha... Eu PRECISO avisar que vai ter spoiler? E, em caso de precisar, dizer que É UMA RESENHA já vale como alerta de spoiler? Grandes questões.)


Ninguém perguntou o porquê de eu querer ler esse livro (pra começo de conversa) mas eu vou dizer mesmo assim: Eu fui ler porque a versão filmada tem o Harry Potter Daniel Radcliffe como protagonista e acho que vou seguir tudo o que ele fizer daqui por diante só porque vou com o Harry até o fim é isso que a gente faz quando a gente gosta de um ator, né? (Digam que sim)
Mas enfim... Segue a saga do menino Harry Potter/Ignatius Perrish sendo culpado por um crime que não cometeu: Depois de NÃO TER aberto a Câmara Secreta, ele também NÃO matou a namorada. Mas né... Quem acredita no Harry/Ig? Não tem Dumbledore pra livrar a cara do molesk dessa vez e aí a coisa complica um pouco.
Até que, um belo dia, Harry/Ig aparece com um par de chifres na cabeça (e, para minha tristeza, não foi porque a Gina finalmente percebeu que o grande amor da vida dela era o Draco Malfoy #iwillgodownwiththisship) e, com os chifres, surgiu também o dom (ou a maldição?) de saber tudo o que as pessoas que estão perto dele tem de mais podre (Os chifres funcionam tipo um veritasserum, só que sem ter sido preparada pelo Snape).
No começo eu fiquei com dó do menino Harry, não vou negar... Mas depois eu acho que entendi qual é a dos chifres - e o Harry/Ig também, porque começou a usar isso pra descobrir quem tinha matado a namorada.
E tudo o que eu falar à partir daqui é spoiler - mas só vou dizer mais uma coisinha: HARRY/IG É OFIDIOGLOTA TAMBÉM.
Uma vez Harry Potter sempre Harry Potter (mas acho que se tivesse sido JK que tivesse escrito teria sido muito mais legal, hein?).





CURTI
Os finais de Terry e Glenna, as personagens mais legais do livro.

NÃO CURTI
Tem vários capítulos desnecessários. Mesmo. Eu li todos mas acho que, caso tivesse pulado alguns, teria feito diferença nenhuma. Não curto muito livro assim. A impressão que dá é que o autor quis encher linguiça. QUAL A NECESSIDADE DISSO, MIGO?

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Essa resenha  faz parte de uma série de 24 que farei ao longo do ano para o "Desafio Literário do Era Cilada & Ju sem Filtro". Já falei dele aqui e você poderá ler as demais resenhas aqui.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A.M.I.G.O.S

Eu só queria avisar que, depois de muito enrolar tempo pesquisando, decidi finalmente fazer o TOP 10 da Santíssima Trintade do Sertanejo Anos 90.
Se vocês não sabem de quem estou falando... Só lamento.


Demorei quase uma década pra descobrri que não era uma exclamação, mas a FIVELA DO CINTO do Chitão e do Xororó e queria compartilhar com vocês caso seja novidade pra mais alguém.


Enquanto vocês esperam sugiro dar uma passada nos TOP 10 da Santíssima Trindade do Pagode anos 90 pra saber que um dos vocalistas tradicionais do Art Popular chama Marcio Art, pra saber que o Negritude Jr só queria uma chance de tocar com o Roberto Carlos e que o Alexandre Pires do Só Pra Contrariar era um cara bem confuso sobre os sentimentos e bem dependente da mulher amada.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sobre se achar perdido


_Te pego na escola e encho a tua bola com todo meu amor...

Assim que estamos suficientemente afastados do portão da escola eu começo a cantar baixinho, ao lado dele, enquanto caminhamos. A reação é quase instantânea: Ele guarda o celular onde esteve mexendo nos último minutos e olha para mim, sem parar de andar.

Ele odeia Cazuza e odeia mais ainda que eu cante (e eu não posso culpá-lo por essa última: sou muito ruim até cantando baixinho do jeito que estou).

_Nossa... Pode parar...

Eu dou uma risadinha de leve e olho pra ele - que só balança a cabeça ao meu lado sem parar de andar.

_Desculpa... Foi irresistível. Esse cenário todo, sabe? Você saindo do caminho normal e vindo me buscar na porta da escola...

_Eu não gosto de Cazuza e... Eu não vim te pegar na escola, sabe? Não é como se você fosse uma colegial safadinha que eu estivesse tentando seduzir e, pra isso, eu tivesse que vir pegar no portão da escola depois de duas aulas de física e uma de matemática. Você trabalha aqui.

_Exatamente! - eu aperto o braço dele - Eu trabalho numa escola, sabe? Não sei se deu pra notar com esse tanto de adolescente vestindo uniforme, o sinal tocando na saída e todo resto...

_É, mas não estuda!  A música não serve.

_Acho que a música não deixa claro se é sobre uma estudante. Pode ser uma professora também. O Cazuza já morreu, não tem como a gente perguntar...

_Não inventa...

Eu dou outro sorriso enquanto continuamos andando. Ele apenas franze a testa, um pouco irritado. Gosto quando ele se irrita com essas coisinhas bobas. Não é uma irritação real, de verdade: É mais uma reação dele às minhas ideias aleatórias. Nós sempre temos dessas. Reajo exatamente igual quando é ele que começa algum papo sem pé nem cabeça.


_Hoje estou legal e, embora saiba que a minha vitória nessa discussão saudável seria óbvia, vou considerar um empate e parar por aqui... - ele diz, segurando minha mão enquanto caminhamos mais um pouco.

_O importante é que consegui um ponto fora de casa. E que nunca perco. Lembre-se disso, meu bem: Eu nunca perco.

_É, é... Pode ser.

Ele segura a minha mão com mais força. Não fala mais nada.

_Confundo as tuas coxas com as de outra moça... Mas tá tudo bem se você fizer isso,  amor, sério mesmo... Porque coxa é um negócio que é meio igual...

Ele bufa, solta minha mão e passa o braço pelos meus ombros.

_Não basta cantar... Você também vai analisar a música?

_Ah, não tenho nada melhor pra fazer...

Ele dá de ombros.

_Não dá pra confundir tuas coxas, sabe?

_É claro que sim! Coxa é um negócio que é meio igual. Agrupar umas do mesmo tom de pele que a minha e estarei perdida num mundo de coxas pra sempre... Já pensou? Coxonas, coxinhas, coxas normais... Brancas, pretas, amarelas... E minhas coxas lá no meio. Pobre de mim.

Um sorriso de lado. Ele me olha de um jeito engraçado e dá uma daquelas risadinhas meio debochadas que normalmente são seguidas por um comentário feito especialmente pra me irritar.

_Eu tenho uma tática perfeita pra não confundir tuas coxas com as de outras moças. É só botar suas pernas no meio de outras pernas... E eu dizer alguma coisa... Qualquer coisa. Alguma coisa boba, quanto mais boba melhor. As pernas que descruzarem são as tuas. Fácil de reconhecer. Você sempre abre as pernas pra mim e desse jeito eu não te perco nunca.

Eu rio com gosto e ele me abraça.

_Que comentário cretino!

_Não tenho culpa se é só eu aparecer que você se derrete toda...

_Convencido.

E então é a vez dele dar uma risada cheia e então eu sei que perdi. 
De novo.
Porque ele só ri assim quando tem aquele tipo de comentário, o que vai me derrubar e me fazer realmente derreter. O tipo de coisa boba que ele poderia dizer e eu realmente abriria tudo para ele: A porta da minha casa, minhas pernas e até meu coração. É sempre assim. Todas as nossas conversas seguem mais ou menos esse roteiro.

Ele me solta e olha nos meus olhos ainda exibindo um sorriso divertido.

_Acho que eu não quero mais o empate. Quero a vitória total. Você pediu por isso com esse comentário sobre as coxas. Tá preparada?

_É, vamos lá... - eu dou de ombros fingindo resignação.

Quem olhasse pra gente no meio da rua naquele momento - eu sou quase uma cabeça mais baixa do que ele e está com as duas mãos nos meus ombros, me olhando sério enquanto eu ostento uma expressão expressão risonha - não devevia estar entendendo nada.

Mas a gente entende. E é isso que importa.

E ele pigarreia e canta baixinho, bem desafinado, no meu ouvido "Faaaaaz parte do meu show, meu amor..." e me dá um beijo de leve no rosto, dá uma piscadinha e vira pra frente como se nada tivesse acontecido.

E então eu concluo pela milésima vez que eu não apenas perdi, mas  que já estou completamente perdida.

Perdidamente apaixonada.


"Vivo num 'clip' sem nexo
Um pierrot retrocesso

meio bossa nova e 'rock'n roll'"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Das músicas que revelam uma obsessão que deve ser tratada (9)

Quem será - Belo

- Alô? Quem tá falando?
- Como quem tá falando? Por que seu telefone tá ocupado?
- Não tô entendendo, você nunca fala assim comigo... Parece até que tá com raiva
- Quer saber mesmo por que eu tô falando assim? Então presta atenção

Escuta, meu amor
Entenda de uma vez
Você tem que decidir
Se esse caso é pra valer

Se alguma vez te fiz sofrer
Foi loucura da paixão
Foi amor na contramão
A sua estupidez
Já não te deixa ver
Que você nasceu pra mim
Que eu preciso de você
Porque ninguém vai conseguir
Separar você de mim, porque eu não vou deixar

Quem será, me diga quem será
Esse cara que te liga antes de você deitar
Quem será, me diga quem será
Diz pra ele do perigo, que ele corre ao te procurar




Todo cuidado é pouco com gente que fica de marcação e demonstra irritação apenas porque o celular deu toque de ocupado. Sem contar que "Ninguém vai conseguir separar você de mim porque eu não vou deixar" e "Diz pra ele do perigo que ele corre ao te procurar" são coisas bem PERIGOSAS de se falar, né?
Cuidado, miga.