quarta-feira, 27 de abril de 2016

What if God was one of us?

Vocês já sabem me conhecem muito bem que:

1. Eu não tenho religião, nem me considero uma pessoa religiosa;
2. Embora eu não saiba tocar nem caxirola, eu como, bebo, penso e respiro músicas, achando uma letra que corresponde ao momento em que estou vivendo em quase todas as situações (olha o nome dos posts desse blog, bicho, não vem dizer que você não tinha sacado isso ainda);
3. Eu AMO a oração de São Francisco/Oração da Paz e acho a versão que o Fagner fez dela uma coisa maravilhosa.

Vocês não sabiam (mas agora sabem) que:
1. Eu curto PRA CARAMBA algumas músicas que podem, em alguns contextos, serem consideradas religiosas. E algumas que são tão religiosas que eu só não consigo ouvir São Pedro cantando enquanto lava o chão e arrasta os móveis lá no céu porque ele faz barulhos demais e os trovões atrapalham.


Então eu vou fazer aqui um TOP 10 das músicas que, se a gente parar pra pensar, dá pra imaginar que são uma conversa com Ele, ou que O citam de certa forma. Ou talvez a interpretação dos cantores façam essa ponte pras terras de Aslam que possivelmente não existiriam. Não sei. Eu só me sinto um pouco mais próxima d'Ele quando escuto, então... Vamos lá.


TOP 10 MÚSICAS RELIGIOSAS/QUE PODEM SER INTERPRETADAS COMO RELIGIOSAS/QUE ME FAZEM SENTIR PRÓXIMA d'ELE

*BRINDE*
Schubert/Pavarotti - Ave Maria
Olha, se você não sente seu coração vibrar e seus pelinhos da nuca arrepiando com essa música eu acho que você é um replicante e vou chamar o Deckard pra ter uma conversinha com você.



10. Racionais Mc's - Jorge da Capadócia
A original é do Jorge Ben, mas prefiro a versão dos Racionais Mc's porque foi a primeira música do "Sobrevivendo no Inferno" que eu curti de verdade quando meu prirmão trouxe o CD pra ouvir em casa. 
Tenho um pouco de birra com quem fica usando essa letra/oração como prova de ser ~DESCOLADO~? Tenho. Gosto dela mesmo assim? Gosto dela mesmo assim.

Trecho predileto:

"Armas de fogo meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar"



9. The Byrds - Turn! Turn! Turn!
Eu tinha (talvez ainda tenha) um pouco de medo dessa música. Não sei o porquê. Acho que o comecinho dela, a guitarrinha, me deixe um pouco aflita. Mas a letra é linda e é quase toda chupada do Eclisiastes - um dos livros da bíblia, pra você que não sabe. Eu provavelmente conheci essa música por causa de "Anos Incríveis", a primeira série que eu assisti do começo ao fim e que, de brinde, tinha uma trilha sonora fantática. Anos depois, mexendo na coleção de vinis e K7s do meu pai (ou ouvindo a Kiss Fm, não sei) eu redescobri, fui caçar a letra, me apaixonei por ela e temos um relacionamento estável até os dias de hoje.

Trecho predileto:

É a última estrofe da música, com o único verso (o último) que não é chupado da bíblia. Eu gosto desse "Eu juro que não é tarde demais" porque é meio que um tapa na cara pra quem é pessimista e torce pela vinda do meteoro feito eu.

"A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time for love, a time for hate
A time for peace, I swear it's not too late"



8. Elvis Presley - If I Can Dream

A grande questão que faz com que eu não consiga me envolver com religião, muito além das tretas familiares que já aconteceram por causa delas, ou por causa das tretas mundiais que acontecem por causa... Delas... É que eu sou uma grande São Tomé que ainda não teve uma prova DIRETA da existência d'Ele. Eu SEI que ele (ela, eles, nós, vós, eles, como você quiser chamar) existe porque, cara, é impossível achar que tudo veio do nada quando eu tô, por exemplo, boiando no meio do oceano na maior paz infinita. Ele não apenas existe, mas criou um mundo maravilhoso pra gente ter momentos epifânicos tipo os que eu tenho toda vez que eu contemplo a Natureza (principalmente o mar, mas não apenas), por exemplo.. Mas eu fico descaralhada das ideias quando eu penso no lívre arbítrio como uma desculpa pro bando de merda que acontece impunemente. Se Deus (qualquer um deles) existe, ele não intervém porque nós somos livres pra fazer a merda que quisermos. Fácil assim, né? Eu acho que seria mais fácil acreditar que Ele é um tipo de pai que quer deixar os filhos terem a vida inteira pra fazer merda, mas que quando vê que tão botando a mão na tomada vão lá e tiram pra não dar ruim. Sei lá, são GRANDES QUESTÕES que eu ainda não consegui responder satisfatoriamente.
MAS EU AINDA ACREDITO NA BONDADE DOS HOMENS. Eu sou meio como a Padmé dizendo pro Obi-Wan que ainda existe bem no Anakin. E essa música é mais ou menos sobre isso (sobre ainda sonhar com dias melhores, não sobre Star Wars e a saga dos Skywalker, embora eu ache que seria DAORA se fosse)

Trecho predileto:

Deep in my heart there's a trembling question
Still I am sure that the answer, answer gonna come somehow
Out there in the dark, there's a beckoning candle...oh yeah
And while I can think, while I can walk
While I can stand, while I can talk
While I can dream, please let my dream
Come true, right now



7. Leonard Cohen - If it be your will

Talvez a música "gospel" mais conhecida do Cohen seja "Hallelujah" e isso é totalmente compreensível porque é uma música maravilhosa (embora minha versão predileta dela seja a do Jeff Buckley, não do Cohen), mas a minha PREDILETA, a música que mostra um pouco da resignação aos designios de Deus que eu gostaria de ter (porque aí a vida seria BEM MAIS FÁCIL) é If it be your will. A versão do Cohen só é minha predileta porque, embora exista uma melhor, do Antony, eu não posso ouvir essa versão sem querer chorar e me enrolar em posição fetal recordando todas as coisas que deram errado na minha vida e não foi por minha culpa. 

"If it be your will
That I speak no more
And my voice be still
As it was before
I will speak no more
I shall abide until
I am spoken for
If it be your will"


6. Padre Zezinho - Pra que eu saiba perdoar/Padre Zezinho - Eu não sou digno

Aqui eu usei um cheat e coloquei duas músicas. Perdão.
É que essas duas sempre estiveram presente na minha vida ~religiosa~ ao mesmo tempo, embora em lugares diferentes. Hahaha
Já falei que, embora eu tenha estudado em colégio católico e feito primeira comunhão, meus pais são kardecistas e eu frequentei tanto a missa, quanto palestras no centro espírita até cansar, né? Pois bem. Uma coisa que eu sempre achei maravilhoso é que tinha uma presença que eu encontrava nos dois lugares: Padre Zezinho.
"Pra que eu saiba perdoar" é uma das primeiras músicas RELIGIOSAS MESMO que eu conheci. Ouvi como música que fica de fundo pro pessoal sentar no centro espírita e lembro que achei tão bonita que perguntei o nome pros meus pais e meu velho, numa tentativa de me fazer curtir mais o ~momento~ gravou num K7. Eu, quando adolescente, sempre fiz a ~atéia trouxa~ e fingia que não curtia, mas NO MEU CORAÇÃO eu curtia essa música sinceramente.
Eu gosto dessa música porque, ao mesmo tempo em que ela me faz ter a noção de quanto meus problemas são meio pequenos perto do fato de que CARALHO, MATARAM O SALVADOR DO MUNDO NUMA CRUZ QUANDO O CARA SÓ TAVA TENTANDO SER LEGAL, me faz pensar no quanto bonzinho só se fode. E aí entra a parte da doutrina espírita que eu não quero debater agora, mas que explica que não existem "coitadinhos", só "culpadinhos" e que se a gente tá aqui passando pelos perrengues que a gente tá passando é porque: 1. a gente merece; 2. a gente concordou em fazer isso antes de nascer e; 3. CALMA, CARA. Deus tá vendo™

Trecho predileto:

"Mas houve quem não entendeu e disse coisas que eu não fiz.
Eu tenho medo de esquecer de me esquecer que sou feliz.
Eu venho aqui pedir perdão, se por acaso eu mereci,
sofrer tamanha ingratidão, quando eu busquei sempre ajudar.
Mas quem não entendeu fui eu, que se esqueceu quem foi Jesus,
que fez um bem maior que o meu e mesmo assim morreu na cruz"





E tem a outra, né? "Eu não sou digno" eu conheci da época da primeira comunhão. É a música da hora em que todo mundo está fazendo as filinhas pra receber a eucaristia. D'xo falar pra vocês: Eu frequentei a missa por DOIS ANOS, todo domindo de manhã sem falta (sério, sem falta nenhuma, eu tava lá todo domingo) antes de poder comungar (e, depois que eu podia fazer, só o fiz uma vez. HÁ. Fale-me sobre tempo gasto). Nessa hora, quando todo mundo tava indo pra fila e eu não podia, a recomendação era que a gente ficasse quietinho e pedisse perdão pelas mancadas que a gente tinha dado... Mas eu não tinha nem 15 anos, então meus pecados eram contados em uns 2min de papo com Deus. O resto eu gastava prestando atenção nas pessoas e na música.
E, cara, de novo: Como é bonito quem tem fé e exerce essa fé sem fazer mal pra ninguém. Eu acho que a única coisa que me fazia ir à igreja todo domingo e perder a F1 eram minha mãe e minha avó me ameaçando era a esperança de que um dia eu me entregasse tanto à fé como as pessoas se entregavam no momento da eucaristia. E sempre tinha essa música que invoca TODA A CULPA CRISTÃ ao mesmo tempo em que mostra o quanto Deus é gentil e libertador e te livra das tretas da vida porque é um paizão daora. Letra linda, momento mais legal ainda. 

Trecho predileto:

"Eu não sou digna, 
De que Tu entres, ó meu Senhor, na minha casa
meu coração é tão pecador
eu nem me atrevo a ti pedir este favor
Mas se disseres uma palavra, 
a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente
suavemente ela nos salvará "




5. Padre Marcelo Rossi - Quem é Esta Que Avança Como Aurora

Essa música é TOTALMENTE da época da minha primeira comunhão e eu gosto dela porque me traz lembranças muito boas dos EVENTOS DA PARÓQUIA. Por algum motivo inexplicável as minhas catequistas gostavam de me colocar como pessoa participante em todos os eventos festivos possíveis. Acho que a maior da igreja aqui da vila, depois da Páscoa e do Corpus Christi, é a festa da Padroeira (que aqui, no caso, é Nossa Senhora dos Remédios*). Naquele ano (nem lembro quando, mas imagino que seja ali pelo finalzinho dos anos 90, começo dos anos 2000) a celebração de Nossa Senhora dos Remédios teria um número das CRIANÇAS DA CATEQUESE. E o padre cantor da moda naquela época era o Marcelo Rossi. Juntaram as duas coisas e botaram umas 10 meninas vestidas de Sol e Lua fazendo uma coreografia pra essa música na frente de padres, bispos, ministros, fieis e os fotógrafos do Foto São Paulo que estavam em todos os eventos possíveis pra faturar uns cobres. Eu era O SOL. Vestida toda de amarelo e dourado da cabeça aos pés, segurando um BAMBOLÊ com fitas douradas e trocando passos com uma menina vestida de cinza e prateado da cabeça aos pés  que era.... A LUA.
Eu ensaiei TANTO essa coreografia, eu ouvi TANTO essa música, que eu passei a gostar dela (talvez tenha sido uma defesa do meu organismo pra tornas os ensaios mais fáceis já que seria muito merda se eu tivesse que ouvir aquilo 4 horas por dia todo sábado  por uns três meses, além de ensaios noturnos ocasionais e não gostasse). E ela é em estilo de marcha, animada pra caramba (ok, talvez eu goste dela APESAR de ter ensaiado até a exaustão a ponto de ter certeza que se me colocarem no corredor principal da igreja e me derem um bambolê eu consigo fazer a coreografia ainda hoje). Eu ouço e fico feliz.

Trecho predileto:
(Ela é curta, então eu vou colocar toda)

"Quem é Esta que avança como Aurora. 
Temível como exército em ordem de batalha. 
Brilhante como o Sol e como a Lua. 
Mostrando o caminho aos filhos seus
Ah, ah, ah, minha alma glorifica ao Senhor.
Meu Espírito exulta em Deus, meu Salvador."





4. U2 - Still Haven´t Found What I´m Looking For (versão do Rattle And Hum)
Essa música não foi escrita com a intenção de ser uma música Gospel, mas nessa versão acaba sendo (o The Edge explica melhor do que eu). Eu gosto do U2 das antigas e o Rattle and Hum é, pra mim, o auge da banda. Essa versão de "Still haven't found" me faz bater palminhas e fazer a voz do coral TODA VEZ QUE ESCUTO.
Uma musica que pode ser interpretada como um cara falando pra um amor que teve, mas não tem mais, ou como um cara em busca de Deus... Olha, caras. esse Bono Vox pode ser chato pra caralho, mas sabe fazer música boa. É mais uma música que demonstra o quanto eu sou fraca de fé e São Tomé... Porque sim. Eu amo essa música. Gosto dela tanto nas fossas, quanto nos momentos de graça e... Enfim...


Trecho predileto:

"You broke the bonds
And you loosed the chains
Carried the cross and
All my shame
All my shame
You know I believe it
But I still haven't found what I'm looking for"





3. Roberto Carlos - A Montanha
A minha fase predileta do Robertão é a fase motel e, se alguém cantar "Jesus Cristo eu estou aqui" perto de mim eu provavelmente vou revirar os olhinhos, dar uma bufadinha e ficar quieta na minha porque sou a campeã regional de "cantar música aleatória que ninguém lembra que existe em momentos aleatórios quando ninguém espera" e pra alguém cantar isso perto de mim só pode ser outro desses momentos aleatórios (Mas eu DE-TES-TO essa música, sério mesmo).
Porém "A Montanha" é mais uma marchinha, né? Eu adoro marchinhas. Eu gosto de música que dá pra gente bater palminha quando escuta, tenho esse ladinho infantil mesmo e parabéns pra mim.
Se é mais uma música de gente que tem o que eu provavelmente nunca terei (fé irrestrita e confiança em dias melhores pra sempre)? Talvez.
Mas eu tô nessa só pelo Robertão gritando.
E pelos momentos da vida em que eu me pego tão feliz que eu nem preciso pedir nada e, quando rezo, é só pra agradecer.

Trecho predileto:

"Obrigado Senhor mesmo que eu choreObrigado Senhor por eu saber
Que tudo isso me mostra o caminho que leva a Voce
Mais uma vez Obrigado Senhor por outro dia
Obrigado Senhor que o sol nasceu
Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor"




2. Peter Gabriel - In Your Eyes
Creio eu que essa música não tenha a intenção de ser religiosa, mas fiquei com preguiça e não fiz questão de ir procurar pra ver se tem mesmo. A lista é sobre as músicas que ME fazem entrar em sintonia com Ele, né? Então se eu botasse "festa do passa mão", do "É o tchan"  e falasse que ela me lembra "a hora da paz de Deus" na missa 'cês iam ter que aceitar. Porque o blog é meu e isso não é uma democracia (BEIJOS DE LUZ).
Mas "In your eyes" é uma música que me faz TRANSBORDAR de amor. Sério. Não existem limites pro tanto de amor que eu sinto toda vez que eu ouço essa música. É o tipo de amor que eu imagino que essas pessoas que tem FÉ sentem por Deus em momentos comuns e que só músicas como essa conseguem despertar em mim.
Você pode interpretar essa música como um cara dodói da cabeça que certamente poderia fazer bom uso de uma terapeuta já que é totalmente viciado no mozão (eu gosto dessa interpretação) ou como um cara que tem uma vida meio tensa, que tá numa fase difícil e acha n'Ele a força que precisa pra fazer as coisas darem certo e continuar nos eixos.

Trecho predileto:
(o correto seria colocar a letra inteira, mais uma foto do John Cusack segurando o rádio, mas não vou)

"Love I get so lost, sometimes
Days pass and this emptiness fills my heart
When I want to run away
I drive off in my car
But whichever way I choose
I come back to the place you are

And all my instincts, they return
And the grand facade, so soon will burn
Without a noise, without my pride
I reach out from the inside

In your eyes
The light the heat
I am complete
I see the doorway to a thousand churches
The resolution of all the fruitless searches
Oh, I see the light and the heat
Oh, I wanna be that complete
I want to touch the light
The heat I see in your eyes"




1. Nick Cave & The Bad Seeds - Into My Arms

Creio que Deus, não importa como ou quando se manifesta, sempre é amor. Se há amor, há Deus. 
E essa música é sobre amor. Pelo menos eu acho.
Eu nem quero falar muito porque essa música, sinceramente, eu não sei o que dizer, só sentir...


Trecho predileto: 
Eu vou botar A TRADUÇÃO inteira. Quero nem saber.

Para Os Meus Braços

Não creio um Deus intervencionista
Mas sei, querida, que você sim
Mas se eu acreditasse, me ajoelharia e rogaria a ele
Para que não interferisse quando se tratasse de você
Para que não tocasse em um único fio de cabelo da sua cabeça
Para te deixar do jeito que você é
E se ele sentisse a necessidade de lhe guiar
Que a guiasse direto para os meus braços

Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços

Não creio na existência de anjos
Mas olhando para você, me pergunto se isso é verdade
Caso eu acreditasse os convocaria
E rogaria a eles para que lhe protegessem
Que cada um lhe acendesse uma vela
Para fazer do seu caminho iluminado e limpo
E andarem, como cristo, em graça e amor
E lhe guiarem para os meus braços

Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços

Mas acredito no amor
E sei que você também
E eu creio em algum tipo de caminho
Que nós podemos caminhar, você e eu
Então, mantenha suas velas acesas
E faça da jornada dela pura e brilhante
Que ela irá sempre retornar
Sempre e sempre mais

Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços, ó, Senhor
Para os meus braços







BÔNUS Alanis Morissette - That I would be good
Essa música, pra mim, é uma religião inteira. Por isso não está na minha lista "oficialmente", mas ela é uma amostra de como eu tento ser no cotidiano.
Mais uma tradução inteira porque, se ela não fosse musicada, certamente poderia ser usada como prece.


Que eu seja boa

Que eu seja boa, mesmo se eu não fizer nada
Que eu seja boa mesmo quando nada estiver bem
Que eu seja boa, mesmo se eu ficar e continuar doente
Que eu seja boa, mesmo se eu encordar dez quilos

Que eu seja boa, mesmo se eu for à falência
Que eu seja boa, mesmo se eu perder meu cabelo e minha juventude
Que eu esteja ótima, mesmo se eu não for mais a rainha
Que eu esteja esplêndida, mesmo se eu não souber de tudo

Que eu seja amada, mesmo quando entorpeço a mim mesma
Que eu seja boa, mesmo quando eu estou sobrecarregada
Que eu seja amada, mesmo quando eu estiver enfurecida
Que eu seja boa, mesmo se eu estivesse pegajosa

Que eu seja boa, mesmo se eu perder a sanidade
Que eu seja boa, estando com ou sem você






* um dia eu preciso falar de Nossa Senhora dos Remédios porque ÊTA SANTA PORRETA.

terça-feira, 26 de abril de 2016

You talk about things and nobody cares

Esse post é um catadão de pensamentos soltos traduzidos em palavras e coisas que eu pensei nas últimas semanas e eu desconfio que não dão um bom post juntos. Imagina se eu decidisse colocar separadamente (já fiz, farei de novo a qualquer momento).

1. Eu tenho um grupo de colegas - alguns eu chamo de amigos, alguns eu chamo de ex (exes? rs) - tão Parmera quanto eu (ou até mais, porque eu me seguro muito pra não falar de Parmera nas redes sociais e eles só comem, bebem, respiram, mijam e cagam parmera) e eles tem um grupo no WhatsApp e me botaram nele. Vocês não sabem porque eu não me lembro de já ter reclamado disso aqui, mas, na CNTP, eu ODEIO o WhatsApp. Eu só gosto daquilo quando estou entediada, embriagada ou mais energizada que o Pikachu querendo conversar com pessoas que não estão acessíveis de outro modo. Mas esse grupo, caras... Esse grupo é a tradução do que é o amor, caso o amor seja ficar meia hora longe do celular, ter 348 notificações de mensagem e não querer odiar todo mundo, mas ficar ansiosa pra ler todas porque CERTEZA que o assunto é bom. Nunca falha. Sério. O assunto é sempre bom e, mais impotante, não é sempre Parmera. Embora o meu Verdão seja o que nos uniu, ali rolou uma identificação tão grande que a gente fala de qualquer merda - Inclusive merda - sem pudor nenhum. Grupo maravilhoso. Pra mim isso é amor, mas...

2. Eu continuo sem saber definir o que é o amor porque, pra mim, o amor está tanto nas pequenas coisas, quanto nos grandes atos. Se alguém me pergunta "como saber que é amor", por exemplo, eu continuaria indicando a resposta do Patolino que é a que chega mais perto das minhas considerações sobre o amor: Amor é quando você se sente solitário, acha que não tá fácil encontrar alguém que seja bom o suficiente pra você (porque, afinal de contas, você é um robô gigante de 200m e não tem muitos robôs gigantes por aí dando sopa pro amor), mas aí você baixa seus padrões, cola um monte de robôs menores pra fazer um robô de 200m com quem possa sair pra tomar café e aí a polícia chega e fode todo o rolê, de modos que ou você termina tudo ou saem de braços dados para o espaço porque a Terra não está pronta para o seu amor... E eu, no caso, não tenho como sair da Terra, então sempre termino meus rolinhos. Triste isso. 

3. Falando em amor, acho que já ficou meio claro que eu não tenho uma RELIGIÃO-RELIGIÃO, né? Acredito em Deus? Acredito em 90% do tempo, o que faz de mim uma agnóstica teísta em 90% do tempo, creio eu. Meus pais são kardecistas e eu costumo viver por muitos preceitos da doutrina, embora não vá ao centro sem que meus pais tenham que pedir muito e me vencer pelo cansaço. Isso faz de mim um pouco kardecista também? Não sei. Mas tem um lance que eu gosto sinceramente e esse lance é: A oração de São Francisco.
Eu estudei em colégio católico até a oitava série e tenho uma boa parte da família que ainda é católica e, embora tenha frequentado missas até meus 15 anos, a primeira vez que ouvi e deu aquele arrepio na alma que poucas situações/músicas propiciam foi no centro que meus pais frequentam. Se vocês não viram a letra ainda é um FAVOR ver. Se vocês não ouviram, é FAVOR ouvir. A versão do meu segundo Raimundo predileto tá ali no TOP2 das favoritas, só perde pra uma versão ao vivo que eu ouvi o coral do centro cantando uma vez e arrepiou até pêlos que eu não sabia que tinha.
Essa parte do post eu ia botar um TOP 5 MÚSICAS RELIGIOSAS QUE EU AMO, mas mudei de ideia e vai virar um post. Fiquem só com esse aperitivo.

4. Eu só queria falar que sou muito condescendente com gente bonita e isso é um grande defeito meu.
(e mais não digo...... Nesse post)

sábado, 23 de abril de 2016

If you wanna make the world a better place take a look at yourself and then make a change

Essa semana eu percebi que ainda sou bem trouxa.
"OOHHHHHH, SÓ AGORA? PORRA, BEATRIZ, A GENTE TÁ CANTANDO ESSA BOLA HÁ TEMPOS, 'CÊ ALÉM DE TROUXA É SURDA, Ô BOCÓ?"
Há.
Não.

Segura o rojão aqui, rapidão.

Em 2016 se completam 10 anos desde a minha formatura no Colegial.
10. Fucking. Anos.
Daí alguém teve a brilhante ideia de fazer um grupo no Facebook reunindo bilhões de pessoas que se formaram ali pela mesma época e me botaram nesse auê.
Gente...
Gente...
Eu nem me formei no colégio, sabe?
Eu saí de lá na 8ª série, fui pra OUTRO colégio, bem mais legal, com gente de quem eu gostei muito mais.
Me deixem fora dessa. Eu não tenho a MENOR curiosidade de saber o que a patricinha escrota que fazia bullying comigo (e pra quem eu fiz um slut-shaming do qual eu me arrependo profundamente) está fazendo atualmente. Eu quase morri de desgosto toda vez que abri o Facebook e vejo os mocinhos por quem eu fui apaixonadinha naquela época compartilhando orgulho hétero e coisas do Bolsonaro (percebam Ivair que eu coloquei essa parte no pretérito porque não há curiosidade pelo passado que resista a uma publicação compartilhando Bolsonazi escrotizando mulher/gay/qualquer coisa que não seja um Bolsonazi igual a ele e esses já foram limados da minha TL há muito, muito tempo.).
Sério.
Não tenho nem curiosidade de me ver NAS FOTOS daquela época. NENHUMA. Mesmo.
Eu tenho certeza que minha (recém) descoberta autoestima não resistiria a meia duzia de fotos com a versão tosquinha que eu era, porque com elas vem as temidas LEMBRANÇAS e: Melhor não. Eu já tenho uma boa cota de traumas recentes pra superar e é melhor não mexer com essas coisas agora.
Melhor não.

Os meus traumas com relação a época do colégio (cabia uma crase ali? Não sei usar crase. Perdão) são MEUS, com relação a coisas que EU fiz, aos outros e a mim mesma. Eu me detestava e isso transbordava em orgulho nerd, orgulho pureza (hahahahahaha, como eu era trouxa) e inveja pura e simples de quem tinha coragem de fazer tudo o que eu queria e não fazia porque eu era - isso mesmo - trouxa.
E isso, somado ao fato de que meus colegas daquela época que eu sacaneava por serem burros e biscates (meninos e meninas) cresceram e se tornaram homofóbicos, escrotos, puritanos (ou seja: Continuam burros e viraram hipócritas) só alimentam a parte minha que lembra das coisas que eu disse/pensei sobre eles e manda um "BEM FEITO, FEZ BEM, Ó O LIXO QUE VIRARAM".

Não tenho mais inveja de nenhum, apesar de grande parte deles estar melhor financeiramente que eu, casados, com filhos, postagens felizes no Facebook. Nenhuma mesmo. Tomara que estejam DE VERDADE tão felizes quanto aparentam. Gente infeliz é uma merda.
Mas não acho que nenhum deles possa acrescentar nada à minha vida. Eu sou esnobe a esse ponto, eu sei. Mas eu acho verdadeiramente isso. E não quero me aproximar de gente burra e hipócrita pra testar a veracidade da minha teoria. Eu não sou cientista. Foda-se.

É um combão de medo de não querer reviver uma fase bem lixo da minha vida, onde eu me afogava nos estudos pra suportar a barra que era ir pra escola todos os dias, e orgulho/esnobismo de saber que eu superei essa fase e não há a menor necessidade de trazer gente babaca pra minha vida de novo porque já preenchi esses buracos com NOVOS BABACAS (um beijo pros meus babacas atuais, eu amo vocês porque, com vocês. eu sei lidar :*).

Minhas tretas com o ensino fundamental, como se pode ver, são mais sobre ~*~EUZINHA~*~ do que sobre os meus colegas. Talvez perceber isso seja bom. Não sei. Mesmo. E nem quero pensar nisso. Fiquem aí com uma música do Michael eles não ligam pra nós pra encerrar esse post porque eu sinceramente não sei como fazer isso de outro jeito.




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Relembrando na janela tudo que viveu, fingindo não ver os erros que cometeu

Nesses dias de intensa desilusão política eu só consigo pensar em outras desilusões importantes da minha vida. A primeira, com a História. A faculdade, não o tema. As outras duas amorosas, bem menos importantes pra história (em minúscula porque é a minha).
Agora me diz se não é um bando de ideia aleatória sobre desilusão menos importante que ficam pulando na minha cabeça e IMPLORANDO pra eu escrever sobre.
É uma pena, mas eu ainda tô atualizando o meu diário com coisas que aconteceram na primeira semana de abril (eu achei que março tinha sido tenso porque não tinha abril pra comparar. Em maio eu não quero pensar ainda), então não vai rolar AQUI ainda.
Mas aff, gente... Não tá fácil morar na minha cabeça esses dias. Garanto pra vocês.
E tanta coisa aconteceu, e tanta coisa AINDA VAI ACONTECER esse final de semana... 
Hahahahaha (tô rindo de nervoso)



(um post completamente dispensável, eu sei)

domingo, 17 de abril de 2016

Let's go somewhere safe to outer space - Let's climb to the moon

Tenho horário com a terapeuta essa semana e mandei um email com "Olha, a gente vai ter que conversar bastante porque aconteceram coisas".
Ela respondeu com esse link:

http://45.media.tumblr.com/afb6036d2a83f7c0bd43943eb89ae0b7/tumblr_nki8x2uRo51ttaaebo1_r1_400.gif

(não vou botar aqui direto pra vocês terem uma AMOSTRA de como minha terapeuta do capeta pensa.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

E agora que o fim esta perto e eu encaro esse momento, meus amigos, eu vou confessar

Ontem voltando pra casa depois das 23h após mais um dia de trabalho e aula (não estou reclamando) um cara tropeçando sozinho de tão bêbado entrou no ônibus onde estávamos eu, o motorista, o cobrador e mais três pessoas.
Até aí de boíssima caso ele não tivesse deixado um revolver GIGANTESCO aparecer quando passou a catraca. Sentou no banco lateral que é ocupado por gente com cão guia, pegou a arma da cintura e colocou na mão e ficou lá GRITANDO trechos da bíblia de olhos fechados enquanto eu comecei a suar frio e rever todos os meus arrependimentos da vida imaginando que o cara ia surtar e matar todo mundo a qualquer momento.
Três pontos depois o cara abriu os olhos, mandou um "caralho, tô no ônibus errado, ainda bem que percebi" e desceu.

Dez minutos mais longos da minha vida.




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Teve a vez também que eu peguei o último Terminal Pirituba no Terminal Mariana, quase 01h, pra descer aqui perto de casa (pra quem não conhece é uma linha de ônibus que vai da Zona Norte de São Paulo até o cu da Zona Oeste, entrando em toda ruazinha, vielinha, desvio e passando por cada beco mal frequentado que até o fato de que ela passa por TRÊS cemitérios é menos tenso. Pra eu chegar na minha casa eu faço 2/3 do caminho dela), me ENCAIXEI no banco pra tirar AQUELE COCHILO de 1h até chegar em casa e acordei, na frente do Cemitério, ainda longe de casa, com o Cobrador me dando uma cutucadinha amigável avisando que o ônibus tinha sido assaltado e eu ia ter que ou descer e pegar outro, ou ir com eles até a delegacia.
Como eu tava dormindo eu NÃO VI O ASSALTO mas, como era o último ônibus, eu não ia ter como pegar outro porque NÃO IA TER OUTRO. Fiz carinha de gato de botas e ganhei carona até minha casa (que era no caminho da delegacia de qualquer jeito).
Sou zoada até hoje por ter dormido e não ter nem visto o assalto.


___


Claro que no segundo eu vi NADA e fiquei me achando a pessoa mais sortuda do mundo por ter passado ilesa a um assalto (um monte de gente teve celular e carteira roubados e eu simplesmente fiquei lá, dormindo gostosinho com minha bolsa encaixada entre o banco e minha bunda) e ontem, com o cara armado dentro do ônibus, eu já senti que ia dar merda e já tava achando a maior merda do mundo isso acontecer longo ontem que o dia foi bacaninha.
Mas foi AINDA MAIS SORTE, né?
Qual a chance de um cara completamente transtornado de álcool e bíblia e segurando uma arma como se fosse, sei lá, um controle remoto, simplesmente se acalmar do nada, falar "ônibus errado" e descer?

Pensando bem, eu sou a pessoa mais sortuda do mundo quando o assunto é "Eventos com probabilidade de dar merda no transporte coletivo".

domingo, 10 de abril de 2016

Se é ilusão desligue a razão pra bater feliz meu coração

Fui toda feliz mostrar a foto do PAQUERINHA (aquele que não tá interessado em mim e que é paquerinha apenas nos meus sonhos porque, puta merda, única noite que eu não sonhei com o cara essa semana que passou eu sonhei que tava atrasada pro trabalho) pra minha mãe e ela: "Credo, olha essa boca de cavalo, olha essa cara de cavalo gordo".

Minha mãe é a PIOR MELHOR PESSOA do mundo.


(mas esse é o indício número 3 de que eu devo deixar a fila andar)

sábado, 9 de abril de 2016

Você sempre tão cabeça dura vê se para de loucura

Daí que eu tava voltando pra casa depois de correr um montão e tava DAQUELE JEITO: Suada, meio fedida, meio nojenta, cansada e desejando ardentemente ser atleta de alto rendimento só pra ter direito a uma banheira de gelo. Sem contar o mau humor do capeta, né? Vamos lembrar que eu estou com o humor bem cagado essa semana.
Então...
Aí eu tava voltando por uma vielinha que tem na parte ~alta~do meu bairro e que começa numas curvas infinitas e termina numa rua que tem feira aos domingos, desejando por tudo o que é mais sagrado que meu pai não estivesse em casa quando eu chegasse pra eu poder já ir tirando as roupas no caminho mesmo e nem precisar carregar os trapos até o tanque depois (minhas ambições são mais curtas que meu saldo bancário)... E eis que, como numa comédia romântica ruim e de baixa qualidade, dou LITERALMENTE de cara com um dos ex que deixaram marcas no meu coraçãozinho na curvinha de uma rua pra outra (ponto cego, obviamente). Estou com um galo do lado direito da cabeça pra provar isso.
Aí que depois daqueles 3s de confusão mental ele se recupera melhor que eu, me reconhece e manda um:

_Cega, bateu em mim de propósito, né?

AMIGO
A
MI
GO
A m I g O

Não faz isso.

Eu sei (agora, racionamente) que ele tava brincando, que ele é mais gentil do que isso e que eu teria feito um comentário do mesmo tipo caso tivesse os reflexos tão rápidos quanto os dele. Mas EU TÔ AZEDA. EU TÔ RELEMBRANDO FOSSAS. EU TAVA INVICTA DE ENCONTRO COM EXES DESDE 25 DE JANEIRO.


_Ah, vá tomar no cu. Se eu tô errada você também. Trouxa. Babaca.


E juntei forças sei lá de onde pra correr ao invés de me arrastar pelo resto do caminho.
Só isso. Mais nada.
Bati. Xinguei. Corri.
Só fui me dar conta do quanto tinha sido grossa quando cheguei em casa (meu pai não tava) e tava tomando banho e refletindo sobre o fato.
Mandei mensagem com "Foi mal, tava nervosa", mas não sei se ele recebeu porque desativei as notificações de recebimento do whatsapp. hehe

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Você não diz nem sim nem não, faz que não entende disfarça

"Se você não consegue dizer se um cara tá afim ou não é porque ele não tá, Beatriz"



Certas verdades jogadas na cara assim doem mais do que bater o dedinho na quina, né?
Mas ok, é a verdade. Esse cara (não disse quem) eu fui atrás uma, duas, DEI MEU TELEFONE com a desculpa dele me avisar quando estiver por essas bandas, já meio que falei demais sobre o fato de eu amar sotaques do nordeste, já dei corda em vários assuntos eeeeeeeeeeeeee... NADA.

A verdade dói, migos, mas é melhor matar logo esse bagulho antes que cresça, se multiplique e espalhe como se fosse fungo (porque vamos combinar que com tanto calor e umidade as condições são perfeitas pra isso). Esse moço não me quer. Que pena.

domingo, 3 de abril de 2016

Eu tenho que aprender a dizer tudo que eu sinto por você

Antigamente, na minha fase porra-louca-destrutiva-pós-término-de-namoro, eu conseguia abordar os moços por quem eu sentia atração (mas não tinha sentimentos ~amorosos~ por*) sem nenhuma vergonha na cara. As abordagens eram desde as descaradas com piadinhas ruins ("oi, gato, sabe o peso de um urso polar? Nem eu, mas cer-te-za que ele consegue quebrar o gelo entre nós melhor que essa piada ruim, hein?") até o bom e velho olhar-sorrir-dar-um-jeito-de-chegar-perto. Deu certo todas as vezes? Não, claro que não. Mas quando deu certo o mérito foi meu e parabéns pra mim.
Mas the past is gooooooooooooooooooone.
Ontem eu tive a confirmação de um lance que eu já tinha sacado há um tempo, mas não tinha tido a confirmação oficial ainda:
NÃO SEI MAIS FLERTAR.


Deus me ajude.




* eu nunca soube e não sei até hoje flertar e demonstar interesse por pessoas que eu curto além da aparência. Sério. Eu namorei por milagre e pura iniciativa dos rapazes. Se fosse por mim eu tava BV até hoje.