sábado, 14 de outubro de 2017

De do do do de da da da (They're meaningless and all that's true)

Eu queria muito falar que é uma merda defender o direito a uma opinião e querer ter a mente aberta pra ver coisas e sair da bolha ao mesmo tempo em que quem está falando a merda é um "humorista" escroto que acha que é muito ENGRAÇADÃO esfregar uma intimação no saco.

Tipo... De onde menos se espera é de onde as coisas não vão mesmo.

Aí eu acabo me metendo em situações em que eu acabo assistindo a porra de uma entrevista inteira só pra refutar o "AH, O JORNALISTA ERA DOUTRINADINHO, TINHA QUE SE FODER MESMO". E, tipo... Olha o nível do argumento. Essa pessoa provavelmente achou engraçado o cara esfregar o papel na piroca e esquece todas as merdas que o humoristão fez antes.

Por que eu vou me desgastar comentando e me preocupando com isso?
Minha opinião não vai mudar.
A pessoa não vai mudar a opinião dela.
O "humorista" vai continuar enchendo o cu de dinheiro, eu vou continuar desempregada e o bonde segue a sua nau.


Daí que ao invés de ver o vídeo e me estressar com isso eu baixei Batman & Arlequina e dei gostosas risadas da Harley e do Asa Noturna dando uns pegas. Recomendo a todos.



I wanted to be with you alone and talk about the weather

Caso não tenha ocorrido a nenhum de vocês ainda, eu tenho passado com uma terapeuta porque não apenas estou extremamente ansiosa como tive alguns episódios de ataque de pânico de 2016 pra cá. Longa história, não é disso que eu quero falar hoje. Esse é só um contexto básico e resumido pra dizer que eu... Bem... Não tô no meu melhor momento de equilíbrio emocional da década.

Mas tudo bem. VAMO LEVANDO.


MAS apesar de tudo eu me sinto uma pessoa iluminada e absurdamente sortuda porque, vejam vocês: Eu faço parte da minoria que consegue ter ajuda psicológica, tenho amigos que entendem os meus sumiços e minhas crises, pais que - embora sejam um pé no saco em alguns momentos porque são MEUS PAIS - fazem o possível pra lidar com as minhas crises e... Eu conheci uma pessoa.

É sobre essa pessoa que eu quero falar hoje.

Se vocês derem uma olhadinha ali nas tags "moço" e "mini-romance" vão sacar que pra eu preencher a cartelinha do romance cagado só falta "Descobriu que era gay" - e eu digo isso com a compreensão de que é ao mesmo tempo MUITO ENGRAÇADO e MUITO TRISTE uma pessoa de 27 anos ter passado por tudo isso, porque é muita falta de sorte pra uma pessoa só. Eu já saí com todo o tipo de gente pra tentar todo tipo de coisa e as coisas só deram errado, a maioria delas por um período muito curto e ridículo de um jeito que nem dá pra usar o otimismo do Monge e falar "As coisas até deram errado, mas ANTES DISSO (darem errado) deram certo". Deram errado, foram uma bosta (eu poderia usar literalmente uma bosta em certos casos, mas não vou) e eu sai de cada um deles um pouquinho mais escaldada, desiludida e conformada com a ideia de que eu possivelmente vou morrer sozinha e só vão descobrir meu corpo semi comido pelos meus cachorros dias depois. 

Romances são uma porcaria e eu não quero isso pra minha vida.

Blá blá blá


E aí eu conheci uma pessoa.


SIM!

Começamos a sair sem nenhuma pretensão de romance, aí eu senti coisas e aí fiquei ansiosa e, pra não morrer de ansiedade, eu tive que falar sobre essas coisas e assumir sentimentos que eu tinha decidido jamais sentir de novo. 

Fazer o quê?

Eu não vou romantizar, sabe? Não é tudo perfeito. Não é maravilhoso o tempo todo. Não é a pessoa mais perfeita do mundo (de Osasco eu tenho CERTEZA que é ♥). Ratinhos, passarinhos, cavalos e um cachorro velho não aparecem pra tentar nos socorrer toda vez que dá algum ruim. Sorry, a gente não vai virar um desenho da Disney.


Essa pessoa tem defeitos. Vários. Alguns tão parecidos com os meus que eles me irritam e eu sei justamente o porquê de estarem me irritando. Alguns não combinam com os meus, e me fazem ficar mais ansiosa do que eu já estou normalmente, e mais insegura que eu já fui em momentos muito mais... Inseguros (perdão, faltou léxico). Eu já dei uma choradinha por causa dessa pessoa também (e ela talvez só fique sabendo disso se ler aqui, não sei...) e passei muita, muita, muita raiva por causa dessa pessoa. 

Não é perfeito. Desculpa pra quem veio aqui atrás de um depoimento do mais puro amor. Eu não tenho nem certeza se é AMOR ainda, pra ser sincera.


Mas é DIFERENTE.

De um jeito melhor.

(Terapeuta, me desculpa porque até agora eu só fiz comparações, mas eu tava aqui pensando e a gente pra saber se uma coisa é doce tem que ter comido o salgado antes, né? Então aguenta as comparações aí, elas são saudáveis nesse caso)

Na nossa primeira saída, nem era um encontro ainda, ele me explicou que é introvertido. Não é timidez, é introversão. Ele me explicou um monte de coisas e, quando eu cheguei em casa, googlei o que eu não tinha entendido e vi uns videozinhos daora que desenharam o que eu não tinha entendido e me deram dicas sobre a situação - aliás, taí um bagulho que seria bacana vocês saberem também


SABE QUEM É INTROVERTIDO? MR. DARCY.

E em todas as saídas que rolaram dali pra frente eu fui exatamente consciente do fato de que eu estava sendo lentamente integrada à minoria (privilegiada, se querem a minha opinião) das pessoas com quem ele se sente confortável o suficiente pra ter um relacionamento - de qualquer tipo, não apenas amoroso. E cada vez mais eu fui tendo a noção de como é complicado pra ele fazer um monte de coisas que pra mim, #team extroversão, são banais. 

E tem outras coisas, porque a introversão é só um traço do The Sims, não um defeito. Eu falei da introversão porque é um negócio útil realmente pra vocês saberem. Eu não sabia e agora sou mais empática a quem tem esse tracinho. 

Mas eu não vou falar dos defeitos também. Eu só queria dizer que não é uma pessoa perfeita e tem defeitos que vão de encontro aos meus e... Enfim. Volta lá pro começo e lê de novo. Eu tô ansiosa e insatisfeita com um monte de coisas, o que faz com que eu fique insegura e hipersensível com relação a um monte de coisas que a introversão dele acaba facilitando.

E nem é culpa dele, sabe?  É culpa da minha cabeça e eu juro que tô tratando.

A questão é que ele é DIFERENTE, né? Ele é MELHOR.

E é principalmente (mas não somente) por causa do jeito que ele reage às minhas crises que faz com que eu ache tudo isso. Por causa da absoluta franqueza dele ao me contar as coisas dele eu me senti confortável o suficiente pra contar as minhas coisas, inclusive as não tão bonitas e que eu não contaria normalmente pra um cara por medo dele sair correndo três dias e três noites sem olhar pra trás. Desde o começo, bem antes da gente começar a sair romanticamente, eu já tinha percebido que é uma pessoa absurdamente empática e preocupada com o meu bem estar - não só o físico, mas o mental também. Ele fez com que eu me sentisse segura e isso foi um treco que há muito tempo não acontecia. 

Vocês sabem como é isso? Ter alguém que não tem um vínculo sanguíneo (oi, Pedrenrique) , nem a obrigação moral (beijo pai, beijo mãe), nem um vínculo social (oi, Carregada, oi Amigo com Alma Russa) ou profissional (alô, terapeuta), sabe DESDE O COMEÇO o quão zoada você está e não se aproveita disso e ESTÁ LÁ quando você precisa durante uma crise?

Porque eu sei. De verdade. Eu posso dizer sinceramente que eu tô na maior merda, sem nenhuma perspectiva de me encontrar e MESMO ASSIM eu tenho pessoas que se importam comigo. Que conseguem ver coisas boas em mim mesmo quando EU não consigo. Que me acalmam, me abraçam e me deixam chorar sem julgar. Que percebem o meu nervosismo por coisas que nem são tão importantes assim e não fazem pouco disso, nem diminuem a importância dessas crises. Que me falam que eu tô vendo coisas que não existem, mas não de um jeito passivo-agressivo.

Esse não é um depoimento de amor, eu sei disso. Mas eu posso dizer que é um lembrete pra mim mesma de que eu conheci um cara que é possivelmente a pessoa mais companheira que eu já conheci e por quem eu já - ok, vamos lá, mais uma coisa corajosa! - me apaixonei. Não é uma pessoa perfeita, sabe que eu também não sou e MESMO ASSIM faz um esforço danado pra estar comigo e sempre faz com que eu me sinta a pessoa mais especial e little pony do mundo quando estou com ele. Mesmo que seja pra comer um Cheddar McMelt numa terça feira sem futebol na TV.  PRINCIPALMENTE se for pra comer um Cheddar McMelt numa terça sem futebol. 

Ele tem um bilhão de inseguranças e neuras também e eu (infelizmente) não posso dizer aqui com 100% de precisão que eu sou pra ele uma pessoa tão boa e tão agradável quanto ele é pra mim o que é uma pena, porque me causaria muito menos ansiedade, mas eu posso dizer com 100% de certeza que eu estou disposta a ser. 


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Mini Romance 14 - O Rudolph

Foi só na sétima série que eu fiquei sabendo que as pessoas podiam repetir de ano na escola.
Não, calma. Deixa eu reformular: Que as pessoas podiam repetir de ano na MINHA escola.
E não, eu não estudei em escola pública com aprovação automática - Au contrair, eu estudei em colégio particular e de padres, com média seis e recuperação bimestral.
O problema é que eu simplesmente nunca tinha escutado falar de ninguém que tinha repetido de ano lá apenas por ter notas ruins - uma das meninas do meu ano tinha repetido a segunda série porque tinha sofrido um acidente e passado boa parte do ano letivo internada, então quando ela voltou não dava mais tempo de continuar e repetiu uma série. Pra mim, até a sétima série, eu estudava num colégio com pessoas inteligentes onde eu me destacava por ser mais inteligente.
Até a sétima série.

Na sétima série eu conheci não apenas um, mas QUATRO repetentes. Três meninos e uma menina que tinham repetido de ano por notas ruins e tinham acabado de inaugurar a categoria "Burros" na minha vida. Eu sei que é cretino e errado, hoje eu sei que alguém que repete de ano não é burro e é errado falar isso mas bláblábláblá eu tinha doze anos e QUEM NÃO FOI CRETINO AOS 12 ANOS? 

(caso você não tenha sido, saia daqui. Não o quero)


Enfim. Tinha quatro pessoas "burras" na minha sala e uma delas era o Rudolph.
O Rudolph era uma rena de nariz vermelho um menino loiro, magrelo e de olhos verdes que, de um jeito bem distorcido na minha cabeça, parecia o Chester Bennington do Linkin Park. Ele era péssimo em todas as matérias (burro, lembra?), exceto Matemática e Educação Física, as duas matérias que eu odiava. E PIOR DO QUE ISSO, Rudolph era um insuportável que desafiava os professores e não calava a boca um segundo durante as aulas.

ESSE era o estilo do Rudolph. Puro creme de 2002.


Aliás, se eu posso acrescentar mais um defeito ao rapaz (e eu posso), ele também arrastava um caminhão de merda pela Tamara A, a pessoa que eu mais ODIAVA na escola porque era (novamente, perdoem o meu eu de 12 anos que era escroto pra caramba) uma tremenda biscate (como alguém podia ser biscate aos 12 anos, meu Deus?) e a Tamara B, a segunda pessoa que eu mais ODIAVA na escola porque era uma (ó lá, como eu rotulava as pessoas) uma tremenda maloqueira, arrastava um caminhão de merda por ele.

Eu adorava acompanhar as aventuras desse trio porque a Tamara B gostava do Rudolph, que gostava da Tamara A, que gostava de um garoto X que não interessa pra história e ninguém era feliz nessa história, mas todo mundo era tão RIDÍCULO e pagava tantos micos pra demonstrar que gostavam um do outro (ou que não gostavam) que eu me divertia acompanhando as agruras. Era minha versão de Malhação, só que numa temporada bem ruim com todos os protagonistas detestáveis.

Nessa época eu gostava de um moço que dará um outro mini Romance muito bom (envolve cartas de declaração de amor) e de quem eu parei de gostar sem perceber porque eu dava muito mais atenção para o Rudolph do que pra ele. QUEM IRIA IMAGINAR, NÉ?

Pois bem. Num dia eu odiava o Rudolph, no outro eu já tava procurando o nome do pai dele na lista telefônica pra fazer a FICHA DO CARA no meu diário (sério...).

Só que eu era nerd, né? E eu era do tipo detestável de nerd, o que não passava cola, o que achava que todo mundo era mais burro que eu, o que fazia cara de "Meu Deus, porque você não vai ali no canto, se enrosca no cadarço do seu tênis e morre?" toda vez que alguém fazia qualquer coisa que não me agradasse - e é claro que NADA me agradava, né? Eu era insuportável.

Como é que eu, nerd, ia me aproximar do garoto burro que eu tinha passado MESES sacaneando? O meu único contato (e minha maior fonte de informações sobre ele na época em que as informações só serviam pra eu dar risada da cara dele) em comum com ele era a menina que sentava atrás de mim na sala e era a dupla dele na aula de informática. Vamos chamar essa menina de Maura.

Maura e eu éramos amigas. Não melhores, porque naquela época minha melhor amiga era a psicopata (de quem eu nunca falei diretamente aqui) e a dela era uma tonta que tinha caído em outra sala. Maura era minha amiga porque a minha amiga e a amiga dela não estavam disponíveis durante as aulas e isso, na sétima série, é um ótimo motivo pra estabeler uma amizade. Ou pareceu.

Enfim...

Maura era minha única fonte de conhecimetno sobre o Rudolph, e LÓGICO que, quando eu percebi que estava gostando dele, foi pra ela que eu corri contar. Então quando ela começou a me bombardear com informações sobre ele eu achei o máximo. E quando ela começou a falar que ele sabia que eu gostava dele eu TAMBÉM achei o máximo (porque eu não ia ter que falar nada - o que era excelente, já que na minha experiência anterior eu tinha feito merda numa tentativa de falar). Quando ela me disse que ele gostava DELA (Maura) ao invés de Tamara A eu não achei tão legal.

Tipo, nada legal.

Nada mesmo.

E quando ela me alimentava com histórias cada vez mais elaboradas e fantasiosas sobre como ele tinha ido até a casa dela no meio de uma tarde apenas porque ele queria vê-la, ou como ele tinha perdido o ônibus pra casa porque ele queria esperar que ela fosse pra casa dela (de perua) pra ela não ficar sozinha, ou como ele tinha comprado um bombom pra ela e mandava beijinhos na sala de aula na direção dela quando eu não tava vendo. Ou como Tamara B a tinha empurrado na escada na volta do intervalo simplesmente porque SABIA que Rudolph estava gostando dela. Nada legal. Nadinha.

Vale lembrar aqui que eu tinha doze anos, tá? Se eu não tenho inteligência emocional HOJE não dava pra esperar nada de mim naquela época.

Eu entrei numa bad profunda porque o menino que eu gostava estava gostando DA MINHA AMIGA. E achei que tinha alguma coisa a ver com punição divina porque no ano anterior isso tinha acontecido invertido, com o menino que minha amiga gostava gostando de mim. Era punição. Eu tava sendo punida por um negócio que eu não tinha culpa!! A vida era horrível.

Mas a vida seguia, né?

Eu ouvia cada vez mais Maura me contar que Rudolph e ela estavam virando amigos e que ela vivia falando de mim, mas que ele sempre pedia pra parar de falar porque ele se sentia mal por não gostar de mim e aí eles mudavam de assunto pra falar de Linkin Park, de como ela (Maura) era linda e etc etc etc e aí ela falava pra ele parar, porque isso me deixava mal e eles agiam apenas como colegas de sala na escola. Ó. VIDA. CRUEL. Tudo isso acontecendo e eu querendo chorar de tristeza ouvindo Avril Lavigne. Tão horrível ter 12 anos.

E na escola a Maura e o Rudolph eram realmente amigos, ele realmente enchia o saco dela e se falavam eventualmente, principalmente porque eram dupla na aula de informática, né? Eu também falava com minha dupla (o Tadeu, o menino mais bonito da sala e pra quem eu não dava a menor bola), normal.

Bom... Se EU tivesse pensado que era normal duas pessoas que fazem dupla na aula de informática as coisas teriam dado mais certo.


Eu passava as tardes no telefone, ora com a Maura, ora com a minha melhor amiga psicopata. Naquela época eu só tinha um aparelho de telefone em casa, que ficava na cozinha, mas tinha um fio compridão que ia até a sala. Então eu pegava o fone, sentava atrás do sofá e passava um tempão gastando OS PULSOS do telefone. A maior modernidade da época era a linha dupla, que você conseguia atender uma chamada mesmo estando em uma. Na minha casa a gente tinha isso e na da Maura também, então era comum que eu ficasse faladno a psicopata e com a Maura AO MESMO TEMPO, intercalando 5min com cada uma. Era bem organizado, se eu for parar pra pensar... Daí geralmente na outra linha de Maura quem ficava era Rudolph, de modos que Maura falava comigo e com Rudolph e eu falava com Maura e Psicopata. Rudolph teoricamente não sabia que Maura estava falando comigo também. Teoricamente. Maura me dava todas as infos sobre Rudolph e as agruras da Tâmaras, da paixão que ele tinha por Maura e de como ele tinha se desiludido com Tamara A porque ela era diferente, não era popular, dava mais atenção pra ele e blábláblá... Ah, como era horrível saber que o cara por quem eu arrastava um caminhão de merda arrastava um caminhão de merda pela minha amiga... Eu quase desenvolvi uma simpatia por Tamara B. Quase.

Ai fiquei nessas de intercalar ligação por um tempo até tomar vergonha na cara e decidi que eu precisava desencanar de Rudolph DE UMA VEZ POR TODAS porque não tava dando conta de sofrer por um cara e tinha começado a achar que a Maura tava gostando dele também e se prendendo por minha causa e eu não queria ser a filha da puta que ia atrapalhar a felicidade de um casal, né? Eu era escrota, mas naquela época ainda tinha um pouco de romantismo em mim.

Como é que se desencana de alguém? Vocês sabem? Pra mim, naquela época, por conhecimento prático, eu sabia que só me declarando e tomando um não nas fuça. E foi o que eu fiz. Olha, eu vou contar pra vocês como foi e vocês tirem as próprias conclusões, ok?

Naquela época, em 2002, o único jeito de você descobrir o telefone de alguém era ligar no 102 e dar o nome completo ou endereço, ou olhar na Lista telefônica. O 102 só servia se você TINHA o nome completo e/ou endereço, que você conseguia descobrir olhando na lista telefônica... Então era um serviço meio repetitivo... Eu tinha lista telefônica, então procurei o sobrenome dele na agenda, só tinha uns três (é um sobrenome gringo, mas não dos comuns)... E tinha o endereço também, mas só dois deles ficavam num caminho possível pro ônibus que o Rudolph pegava pra ir embora, então um foi excluído. Pra eu saber DE VEZ qual deles era vi no diário da sala num dia pós reunião de pais e mestres o nome da pessoa que tinha assinado a presença como pai ou responsável dele e comparei com os nomes que tinham sobrado da lista. Bingo.

Dessa forma eu tinha o nome completo do pai dele, o endereço e o telefone. Juntei com o fato de que eu sabia que ele ficava sozinho em casa em alguns dias da semana, me enchi de coragem e decidi que num dia X eu ia ligar pra ele e me declarar.... Por telefone.

Há.

Numa tarde que se encaixava nesse padrão eu liguei pra Maura e, como sempre, começamos a falar sobre Rudolph. Mas eu não contei pra ela que ia ligar pra ele, é claro. Quando juntei coragem pra ligar pro Rudolph (eu só tinha ligado pra ela pra manter a rotina e pegar inspiração pra ligar pra ele) menti pra ela dizendo que ia ligar pra Psicopata e era pra ela esperar na linha.

Liguei.

O pai dele atendeu.

Pedi pra falar com ele e disse que era uma amiga da sala dele. 

O pai dele passou a ligação.

E agora eu vou quotar o meu diário com a conversa:

"e ai eu só falei oi e falei que eu tava ligando pra falar que eu gostava dele mesmo sabendo que a Maura já tinha falado pra ele e ele já sabia, mas eu tava ligando pra falar pra ele saber mesmo, sem dúvidas, porque era pra gente parar de ter dúvidas e vai que ele não tinha acreditado e poxa, a Maura tava falando a verdade e ele precisava saber! ai eu falei "ah, a Maura te falou que eu gosto de você, né?" e ele "hmm" e eu "pois é, né? eu gosto mesmo? rsrsrs vc ia acreditar? eu só liguei pra te falar isso mesmo, tá? tchau, a gente se vê amanhã na sala" e ai ele "beleza" e desligou.... aiiiii, diario, ele não gosta de mim mesmo, se ele gostasse ele ia falar algo além de beleza, né? ai como é triste, eu vou deixar de gostar dele, juro por Deus"


Aí desliguei a ligação com o Rudolph, voltei pra da Maura e só falei "preciso ir porque minha mãe quer usar o telefone" e desliguei com ela também. Provavelmente fui chorar na cama e escrever no diário. hahahaha

Mas vamos aqui recaptular. Até então eu:
1. Tinha passado o começo do ano letivo sendo escrota com o menino porque eu o achava burro por ter repetido de ano;
2. Tinha começado a gostar dele DO NADA e escondido isso de todo mundo, menos da minha amiga da sala que;
3. Nunca tinha trocado mais do que três palavras por interação com o Rudolph, sendo que a interação era quase sempre "Posso sentar aí?" sendo o "aí" o lugar dele na sala de informática.
4. Era dupla dele na aula de informática e vivia me contando que ele era apaixonado por ela. Tipo... Perdidamente.

Ah, sim. VIVIA ME CONTANDO, né?
Porque veja bem.... THE PLOT THCIKENS!

Só fui contar pra Maura da ligação e da declaração no dia seguinte na ligação pós escola e fiz contando como se ela já soubesse, já que imaginei que Rudolph ligaria pra ela pra contar. Acontece que ela não sabia. Óbvio. E ficou LOUCA. "Como é que você faz isso sem falar comigo?" "Ah, meu Deus! Você deveria ter me falado, agora eu vou ter que ligar pra ele e perguntar" e etc etc etc. Nessa hora eu já tava toda "AH, FODA-SE, FAZ O QUE VOCÊ QUISER, EU JÁ TOMEI UM FORA MESMO, ELE DISSE BELEZA" e caguei pro que ela tava falando. Só terminei o dia e ignorei que Tamara B estava fazendo telefoninho com a mão e falava "ENTÃO, VOCÊ JÁ SABE" toda vez que eu chegava perto dela, do Rudolph ou do grupo do fundo. Que seja, a vida era terrível e isso seria bom pra eu superar de vez.


Avril Lavigne "I'm with you" tocando melancolicamente ao fundo.


Naquela tarde, como era rotina, Maura me ligou pra contar que Rudolph tinha ligado pra ela e falado que ele tinha ficado surpreso por eu ter me declarado. E aí quem ficou surpresa fui eu porque.... COMO ELE IA FICAR SURPRESO SE ELA JÁ TINHA CONTADO PRA ELE QUE EU GOSTAVA DELE?
A menos que...

Ela não tivesse contado.
Eles não se falassem tanto como ela dava a entender.
Ele não ligasse pra casa dela frequentemente como eu acreditava.
Eles não fossem amigos.
Ele não gostasse dela.
ELA TIVESSE MENTIDO PRA MIM PRATICAMENTE O ANO INTEIRO.




Você pode dizer agora que era meio óbvio já que, na escola, eles nunca se falavam EXCETO na aula de informática. Você pode me dizer que eu fui trouxa porque COMO É QUE ELE IA PRA CASA DELA SENDO QUE ELE MORAVA NUM BAIRRO, ELA NO OUTRO E A GENTE TINHA 12 ANOS? Você pode me dizer que eu fui ingenua porque Maura era feia e mais nerd que eu, Rudolph era popular e aos 12 anos ninguém está preocupado com a BELEZA INTERIOR. Você pode me dizer que a coisa mais bizarra disso tudo foi eu ter feito uma epopéia pra pegar o telefone do cara e ter sido a maior stalker e... Ok. Você está certo. 

Porque era meio óbvio mesmo. Mas você que está lendo não tem 12 anos e provavelmente já tomou no cu com "amizades" vezes suficientes pra saber quando a pessoa não é AMIGA de verdade. Mas pra mim foi a primeira vez, né? Só ficou óbvio depois que eu analisei as coisas e criei armadilhas pra pegar a Maura na mentira, tipo dizer que eu tinha ligado pra ele de novo (coisa que eu não tinha feito) e falado pra ele deixas as coisas como estavam, no que ela FINGIU que ele tinha ligado pra ela e dito que era melhor mesmo porque ele gostava dela e não de mim e não queria que eu sofresse.

Ahã.

"Ah, Beatriz... O que você fez depois?"

O QUE EU FIZ?  VOCÊ QUER SABER O QUE EU FIZ?
Bom... 
Eu fingi que nada tinha acontecido.
Eu terminei aquele ano letivo me fazendo de amiga da Maura, fazendo de conta que eu não via Tamara B me sacaneando e ignorando a existência de Rudolph.
No ano seguinte eu cai em sala separada de toda essa moçada e conheci o Amarelo
Mas o Rudolph continuou na minha vida, e um ano depois uma amiga minha se apaixonou por ele - o que despertou o meu lado mais idiota e maloqueiro ever... Mas essa é uma história pra outro dia.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Então deixa rolar (deixa rolar, deixa rolar) que tudo vai ficar bem

De vez em quando eu esqueço que em mim existe uma força capaz de mover montanhas. Não fisicamente, claro - Mas eu posso encher o saco da porra da montanha até ela se cansar de ouvir minha encheção de saco e ir embora dali por conta própria.
Eu esqueço disso porque, na maior parte das vezes, eu simplesmente ignoro o que tá me incomodando até passar ou até eu ter uma crise de ansiedade por causa disso - mas a força tá ali. Eu sei que está, porque eu tenho uma memória excelente e consigo me lembrar das vezes em que eu consegui o que queria simplesmente porque não desisti, ou tive medo, ou preguiça.
Raras vezes, mas aconteceu.
Pois bem.
Aí que eu tava totalmente bolada com esse negócio de planos, de ser incapaz de fazer nada pra mudar as coisas porque é MEU JEITINHO mudar tanto as coisas que o resultado final nem é o que eu queria no começo e focada em ver isso como uma coisa ruim que nem percebi que nem é TÃO ruim assim.
Porque eu até chego ao final das coisas, mesmo que demore. E isso tudo em 27 anos, sabe? Eu tenho o quê de anos práticos de vida, de trabalho, de espaço pra conquistar as coisas? 7 anos? 10 no máximo. Vamos dizer 7 porque ninguém é 100% gente antes dos 20 anos.
Tudo o que eu tenho que fazer é:
1. Não me desesperar;
2. Acreditar na minha capacidade de fazer as coisas;
3. Estar aberta a outras opções. Sempre.










sábado, 30 de setembro de 2017

Get Naked (I Got a Plan)

Vocês acreditam em sinais do universo? Que as coisas estão, de certa forma, conectadas? É holismo que chama isso, né? Enfim... Vocês acreditam?  Num esquema meio DESTINO, vocês acham que as coisas que são pra ser acabam sendo? O kardecismo acredita que no plano espiritual a gente meio que planeja a nossa vida e que as GRANDES COISAS já estão traçadas quando a gente chega aqui, de modos que a gente já sabe mais ou menos o que vai rolar e tudo o que a gente precisa fazer quando as coisas acontecem é... Reconhecer. 
Acho que reconhecer nem é tanto a palavra... Aceitar talvez se encaixe melhor. Superara seria uma boa também, já que nem tudo o que vai rolar nesse plano é coisa boa (os kardecistas acreditam também que a Terra é um planeta de provas e expiações, o que na prática significa que a gente não vai ser feliz aqui, que a felicidade é sempre efêmera. Nisso é mais fácil acreditar.). Enfim....

Vocês acreditam em coisas desse tipo? Porque eu até posso acreditar em vida após a morte, até posso acreditar que a gente planeja as coisas lá do outro lado baseado nas nossas metas pra atual existência. Até pode ser real, faz até sentido pra mim, já que as coisas não podem ser simplesmente feita ao acaso, principalmente coisas grandes tipo A VIDA. Sentar com nosso anjo da guarda (ou qual seja o nome você dá, sei lá) e uns espíritos camaradas do nosso passado, ver o filminho da vida que acabou e ver o que deu errado e precisa ser refeito, aí depois planejar como fazer DO JEITO CERTO nessa vida dessa vez. 
Eu acredito porque faz sentido pra mim, pessoa que acredito nas múltiplas existências e no progresso, bem como num Deus (novamente, aqui você dá o nome que você quiser) misericordioso que dá chances pra gente se arrepender e melhorar as coisas que fizemos de errado e oportunidades pra gente viver novas experiências pra nosso crescimento e aperfeiçoamento - Isso acalma minha mente com um monte de questões (principalmente sobre a injustiça na Terra), então eu tô OK com a ideia de um planejamento. Whatever floats my boat eu tô usando pra deixar meu boat floatar.

Meu problema é com a parte da resiliência.

Na verdade, se eu for parar pra pensar, meu problema tá já na parte de planejar porque, como eu já disse, não sou boa em seguir planos. Nem os meus. PRINCIPALMENTE OS MEUS - que dependem só de mim, ou principalmente de mim. Sério, eu sou muito ruim nessas coisas.
Então eu fico pensando que, caso tenha havido uma reunião no plano espiritual pra planejar a minha experiência nessa vida, todos os envolvidos devem estar se descabelando nessa hora porque eu provavelmente não tô NEM PERTO de executar o meu plano original. Seja ele qual for.

O kardecismo também acredita no esquecimento como forma de alívio pra gente não ficar pensando nas cagadas e se matar de culpa, ou pra gente não querer matar o amiguinho que em outra vida fez alguma coisa errada pra gente. Esse esquecimento engloba tudo, o que explica o porquê da gente não lembrar desse plano.

"Ah, mas então por que você acha que tá longe da execução original, Beatriz?"

Bom, porque eu tô com 27 anos (quase 28, MEU DEUS....) e ainda não atingi nada de valoroso e significativo na minha vida. Tipo, um quarto da minha vida já passou e eu não fiz absolutamente nada de notável. Eu me recuso a acreditar que tenha traçado um plano em outra existência que envolva viver na mediocridade até eventualmente morrer. Eu me recuso a acreditar que meu anjo da guarda tenha concordado com uma patifaria dessas. Eu teria que ter um anjo bem do fodido e (DEUS SABE QUE) os anjos da guarda são espíritos mais evoluídos que tem a autoridade moral pra puxar nossa orelha quando a gente fizer merda. 

Então QUERO ACREDITAR que essa vidinha marromeno não foi meu planejamento original- o que implica que eu tô beeeem distante de executar esse plano, seja ele qual for. E aí bate um mega desespero. Porque MANO DO CÉU, COMO É QUE EU VOU BOTAR AS COISAS EM ORDEM?

Como é que eu vou fazer as coisas darem certo se elas dependem só de mim e eu sou esse desastre total em executar planos? Eu nem sei que plano eu tenho que seguir, mas já sei que tô errada. Como é que se vive assim?

Eu queria simplesmente não acreditar em nada, exceto no fato de que todas as cagadas que eu fiz e continuo fazendo nessa vida acabarão assim que eu morrer. Que EU vou acabar assim que morrer. Que a minha punição já é nessa vida, já é me sentir um cocô com milho em 85% do tempo. Que eu não vou ter que prestar conta de nada quando morrer. Que só tem essa vida mesmo e, foda-se, eu já passei um quarto dela conquistando absolutamente nada.

ISSO é melhor do que esquecimento.

Enfim, é só um pensamento que não leva a lugar nenhum..... ASSIM COMO OS MEUS PLANOS.




quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Não corra o risco de ficar alegre pra nunca chorar

Você identifica um problema.
Você observa o problema por uns dias pra ver se o problema se repete.
O problema se repete.
Você FALA sobre o problema pra ver se consegue resolver o problema.
Te falam que o problema é impressão sua, dão argumentos bons pra você acreditar que se pá o problema nem é um problema mesmo.
O problema se repete.

Bicho, eu tô achando que o problema sou eu. Tipo, real. EU sou o problema mesmo, num nível de ansiedade que já me dominou TANTO que eu simplesmente não consigo mais ficar SUAVE em nenhum aspecto da vida, incluindo os que eu SEI que não deveriam me deixar nervosa porque tudo está - aparentemente - bem.
Eu só queria que alguém viesse até minha casa, me desse um senhor abraço e dissesse que tá tudo bem, aí eu ia acreditar de verdade e depois ia ouvir todas as reclamações e problemas dessa pessoa pra esquecer os meus problemas e minhas reclamações. Porque, se pá, meu problemas nem são problemas de verdade.


Hoje eu tô só a Leila Lopes.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

When the world is running down you make the best of what's still around

Esse post não vai fazer sentido, não tem nem um objetivo além de "Precisava botar isso em algum lugar e tô com preguiça de colocar no diário" (a.k.a "Quero registrar, mas no blog vai mais rápido").


Eu sou muito boa em fazer planos e depois fazer tudo diferente do que planejei. Sério: Esse é meu dom. Se Deus me deu algum dom foi esse - e puta merda, como eu sou BOA nisso! Pra vocês terem uma noção, eu planejo tudo e, se esse plano envolve mais gente além de mim, faço até na minha cabeça mais ou menos como vai ser o diálogo e imagino o que a pessoa vai falar pra ter uma réplica na cabeça. Tipo em joguinho quando você vai falar com um NPC e eles já tem lá meia duzia de frases programadas e algumas opções de diálogo.

That's how I roll.

A terapeuta perguntou desde quando eu faço isso e, na real, eu acho que faço desde sempre. A única merda é que eu nunca tinha notado, então era um processo mais inconsciente que eu só comecei a notar depois dessa segunda rodada de terapia - que foi por causa da ansiedade - e de ter percebido que eu tenho plano A, plano B e eventual plano c. Mais uma prova de que FALAR sobre as coisas ajuda bastante sobre isso.
O que não garante que as coisas dariam certo. Enfim...

(Eu ia dizer que nada dá certo quando envolve pessoas, mas parei uns segundinhos aqui e perceber que não: Eles não dão certo NO GERAL mesmo. Deixa pra próxima)

Eu quero ser uma pessoa organizada, mas em 97% das vezes acabo fazendo por impulso o que deu vontade na hora, não o que eu perdi HORAS do dia planejando - porque planejar é uma coisa, executar é outra e embora patos e gansos se pareçam não são a mesma coisa (somente um corre atrás do pinto).

Meu exemplo mais recente foi quando eu passei muito tempo pensando (tipo, UM DIA E MEIO) em como dizer pra um cara que eu gostava dele (quem faz isso em 2017, Jesus?) de um jeito que fosse rápido, não deixasse dúvidas e não parecesse um tipo de pressão pra ele corresponder só pra no final eu ficar cinco minutos no modo tela azul dentro do carro dele e só mandar um "Olha, eu não vou falar nada porque se eu ficar pensando no que vou falar eu vou entrar em parafuso e não vou fazer nada... E se eu não fizer nada eu vou surtar e não tô interessada nisso" e aí eu cheguei perto o suficiente pra beijar, beijei e mandei um "Se isso for estranho a gente finge que nunca aconteceu".

(não foi estranho)

Eu tinha planejado, eu tinha todo um texto bonitinho sobre slots, pessoas, espaços na vida e coisas igualmente sem sentido pra quem não tava por dentro da história e... Na hora simplesmente me pareceu trabalhoso demais, elaborado demais e... Artificial demais. Não ia parecer uma coisa NOSSA, sabe? (minha e do cara, no caso)

Enfim...

A maioria dos planos que eu tenho faz com que as coisas pareçam artificiais e eu, mesmo assim, não consigo me livrar deles. Da parte de fazer pelo menos.
A execução sempre é falha, mas eu ainda perco tempo fazendo, sabe? Planos, eu digo. Eu penso em tudo o que poderia dar errado e em soluções pra corrigir eventuais cagadas. E aí nunca rola uma cagada grande o suficiente pra eu ter que botar em prática o planejado.

O foda é que eu perco tempo planejando, acho que o planejamento ficou uma merda, faço as coisas como elas me pintam na hora e aí depois fico preocupada porque elas não saíram como planejei. É um processo tão automático (e tão ridículo) que eu não sei como parar. Aí mora a ansiedade.
Não sei como controlar esse ciclo. "Execute os planos" parece uma coisa lógica, mas não é tanto porque, na maioria das vezes, o plano é idiota. "Deixa acontecer naturalmente" também não dá muito certo porque o acontecer naturalmente, na maioria dos casos, envolve terceiros e é muito foda depender de terceiros. Não sou boa nisso.


Daí que eu planejei reconhecer todas as minhas falhas e ir trabalhando nelas uma por uma. Tá dando certo? Não tá.



Era só isso mesmo. Não tem conclusão óbvia.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Heaven only knows that we live in a world where what we call beautiful is just something on sale (2)

LISTA (incompleta, interminável em constante atualização e fora de ordem)DE HOMENS NÃO CONSIDERADOS BONITOS PELA SOCIEDADE QUE EU PEGARIA SEM PENSAR DUAS VEZES CASO TIVESSE CHANCE (indo apenas pela aparência, não fui ao google ver se há passado público de babaquice) PARMERA EDITION™ (só com os jogadores do elenco atual do Palmeiras)


9. Dudu



Dudu é mais novo que eu, mais magro que eu e apenas 5 cm maior do que eu. Dudu tem uma voz esquisitíssima e não é um baita padrão de beleza. Mas ah, meu Deus... DUDU HOMINHO DA PORRA ♥ CAPITÃO DO MEU CORAÇÃO. Eu acho uma gracinha.



10. Thiago Santos

Acabei de perceber que ele desenha a barba e nem assim o encanto diminuiu.


Ele é BRUTO, RÚSTICO e SISTEMÁTICO. Minha mãe faz cara de "Você está louca, querida" toda vez que eu menciono Thiago Santos como o homem mais bonito do elenco do Palmeiras e meu pai fala "Você tá passando fome?" quando eu digo a mesma coisa. Mas fala sério: Esse JAGUNÇO maravilhoso é um baita homão da porra.



11. Jailson



Todo mundo sabe que o GOLEIRÃO DA PORRA do Palmeiras é o Prass. Tem aquele ar de homem sério, a atitude de quem encerra discussões (e partidas importantes) com um "ACABOU, PETROS!" e aqueles cabelos grisalhos que eu sinceramente acho um charme.
Mas o Palmeiras tem o Jailsão da massa ainda ♥
Jailson tem uma história foda com o Palmeiras, foi campeão brasileiro de 2016 INVICTO e é um baita homão da porra. Aliás, pra mim, Jailson é titular absoluto no gol e no coração.


LISTA (incompleta, interminável em constante atualização e fora de ordem) DE HOMENS CONSIDERADOS BONITOS PELA SOCIEDADE QUE EU NÃO PEGARIA CASO TIVESSE CHANCE (nem pra me exibir depois, porque não faço essas coisas).

2. Roger Guedes



O padrãozinho loirinho tatuado. Pra mim ele tinha tudo pra dar certo mas, de algum jeito, ficou ali entre a Ana Maria Braga e o Paulo Nunes. Algo não desce.