segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir

Eu gostaria de dizer a todos vocês que não teve bomba de efeito moral, não teve chuva, não teve rua fechada, bar com TV pequena, banheiro sem papel higiênio e calor do capeta que estragasse o momento ontem.
Estar com essas pessoas da foto (e com tantos outros que também estão nessa loucura chamada Parmera comigo e não puderam, por um motivo ou outro, estar ontem) e gritar "É CAMPEÃO, CARRRRRAAAAALHO" me fez ter a certeza de que - pela primeira vez em muitos anos - eu tô tendo sorte no jogo.
Ganhei.




domingo, 20 de novembro de 2016

I hope someday you'll join us

2016 tem sido um ano pesado, difícil e complicado em diversos aspectos e, por isso, eu tô meio pra baixo de fazer alguma coisa pra comemorar o meu aniversário.

Mas aí pensei um pouquinho melhor nas demonstrações de amizade, companheirismo e amor que tive em todos os momentos difíceis do ano e de como me senti BEM nessas horas e saquei que sim, é possível tirar alguma coisa boa de 2016 e - AINDA MELHOR - fazer isso no meu aniversário!

Então decidi tirar uma ideia antiga da cabeça e dar a alguém que está precisando de uma dose de esperança um pouquinho do que eu tive esse ano. E já que vocês, direta ou indiretamente, foram responsáveis pelos meus momentos bons, vou pedir mais uma lembrança bacana de 2016 e dessa vez não pra mim, mas pra quem está precisando muito mais do que eu.

No meu aniversário desse ano eu vou pedir que vocês façam, por essa época de fim de ano, uma doação voluntária de sangue no hemocentro que você preferir, pra ajudar 2016 a ser um ano melhor pra outras pessoas também. Os estoques de vários tipos estão baixos e seria bacana usar essa época de final de ano, quando a gente reflete sobre o ano que passou e começa a fazer planos pro que virá, pra fazer EFETIVAMENTE uma coisa boa pelos outros.

"Aiin, Beatriz, mas eu acabei de doar sangue, não posso"

"Aiin, mas eu fiz piercing/tatuagem/cirurgia e também não tô podendo"

Bom, meus amiguinhos, sempre há a opção de se cadastrar como doador de medula e quem sabe um dia ajudar alguém que está precisando bastante. As chances de fazer uma coisa bacana estão aí, é só aproveitar!

"Aiin, Beatriz, eu adoraria, mas tenho um impedimento de saúde que não permite que eu doe sangue :("

Poxa, sinto muito. Espero que você esteja bem :)
Mas será que você não conhece alguém que possa fazer a doação?


"Eu morro de medo de agulha, Beatriz... Socorrooo"


Pô, que tenso! Eu sou claustrofóbica e já chorei dentro do metrô porque ele ficou parado entre duas estações. Barra esse lance de medo, né?
Mas se você tomar coragem, eu ainda não posso doar sangue porque não deu o tempo desde a minha última doação, mas estarei disponível no meio de dezembro pra quem quiser ir COMIGO. Prometo que seguro na mãozinha e conto histórias engraçadas pra vocês não sentirem tanto o medo <3


Então é isso: Ao invés de presente de aniversário pra mim esse ano, eu quero que vocês façam uma doação voluntária de sangue pra alguém que precisa no seu hemocentro predileto/se cadastrem como doadores de medula. Eu não quero NADA pra mim, 2016 foi um daqueles anos em que os presentes vieram ao longo dos meses, nos momentos de crise, quando eu recebi mais amor e companheirismo do que eu podia imaginar. Como vocês são maravilhosos, imagino que podem fazer esse lance acontecer e dar certo <3


VAMO LÁ?


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PS: Uma das pessoas com mais iniciativa e mais ideias maravilhosas que eu conheci esse ano foi o Felipe. Ele fez um ENCONTRÃO pra doar sangue esse ano e eu, aqui de São Paulo, acompanhei de longe e me enchi de iniciativa pra fazer algo parecido aqui também.
Eu sempre doo sangue no meu aniversário desde os 18 anos - inclusive, no dia em que fiz 18 anos pedi pro meu pai me levar com ele até o HC pra gente doar juntos (meu pai doa sangue desde os 18 também, é do Clube irmãos de sangue e tudo, foi dele que me veio o exemplo de doar), então pensei "Por quê não?"
Meus amigos tem várias iniciativas individuais pra ajudar os outros, a maioria deles é de doadores de sangue, então.... POR QUÊ NÃO?
Aí fiz o evento e decidi trocar meus presentes por doações de sangue pra quem precisa. Porque sim.
O evento no Facebook é aberto, quem quiser participar aí de longe tá super hiper mega convidado, sintam-se a vontade :)

sábado, 19 de novembro de 2016

What you don't know you can feel it somehow

_Você tá sofrendo?
_Mas é claro que eu tô!
_Tanto quanto sofreu quando terminou o namoro com o primeiro namorado?
_Acho que não.... Certeza que não. Ele não entra no TOP 5 fossas.
_Então você nem gostava tando dele assim. O seu nível de sofrimento é determinado pelo primeiro namorado. Não foi ele a grande fossa da sua vida?
_É claro que gostava! E ainda gosto! A diferença é bem simples... É o jeito como terminou. Com ele foi bizarro e errado, mas foi mais fácil. O primeiro namorado me deixou numa pior. Agora eu já tava, ele só aumentou um pouco o drama.
_Ah, não é verdade. Você sabe que não é. Se você não tá sofrendo tanto quanto foi da primeira vez, então não deveria estar sofrendo mais.
_Cara, não tenta medir. EU SEI QUE É. Eu sou a pessoa paranóica que faz listas, pensa em coisas e tenta comparar TUDO pra ver se tem o mesmo valor. Você me conhece. Sabe que é assim.
_E com ele tá sendo pior?
_Não. Com ele é mais fácil. Porque foi rápido, foi breve, foi mais uma das coisas que acabou porque as coisas abacabam, porque karma is a bitch e se as coisas podem dar errado, elas irão.
_Então acabou por...?
_Porque deu merda, ué. Porque até a reação dele, ao terminar tudo, eu não tenho certeza se posso julgar muito porque não sei se faria igual no lugar dele. A gente, se bobear, é até meio parecido.
_Dois babacas?
_Tipo isso.

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A Natália fez um comentário no post sobre o cara que fez merda (perdão, cara, se um dia você chegar nesse blog e ler e se identificar. Eu poderia te dar outros milhares de apelidos melhores, eu te dei milhares de apelidos melhores, mas para fins didáticos você é o cara que fez merda) e eu vou copiar e colar aqui porque bicho, a Natália poderia ser qualquer um dos meus amigos que soube sobre essa história. De fato, eu copiei e colei o comentário no email que troco com eles diariamente e recebi emojis de palmas na resposta. Vindo dos meus amigos isso foi um discurso eloquente de aceitação. Sério. Vejam uma síntese do comentário:

"Já pode ser classificado como babaca, sem pensar duas vezes.
Ok que não deve ser a coisa mais legal do mundo você cagar o primeiro encontro (trocadilhos com merda, aí vamos nós) mas não é nada demais, sério. (...) enfim, muito babaca. Ele podia ter só feito piada com a situação. Podia pelo menos ter agradecido os parabéns."


Aí o Felipe e a Nati fizeram mais a linha "CALMA, FALA COM O CARA E DÁ UM FIM DECENTE PRA ISSO" que fazem mais a minha linha quando eu gosto das pessoas e quero que tudo dê certo, mesmo quando não dão mais. Eu sou o tipo de gente que quer fins, que não aguenta mais fantasmas e histórias bizarras assombrando as coisas. Nem só de romances, mas de tudo. Eu tenho duas amizades que ficaram pelo caminho e eu sinceramente nem sei o porquê, de modos que eu deveria pelo menos procurar pra dar um encerramento, né? Tipo fantasma com assuntos inacabados e tal. Eu deveria mesmo. Eu SEI que deveria. Não pelos outros, mas POR MIM. Pra EU ficar livre dessas bostas, porque é muito horrível ficar martelando as coisas e pensando no que deu errado e como deu errado. Eu deveria. E se bobear ainda vou tentar resolver pelo menos uma dessas coisas até o fim desse ano. Porque sim. 


Não disse qual das histórias, porém.


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A Tati escreveu um texto (uma coleçãozinha, na real) sobre um lance dela que eu errado e eu tava lendo antes de vir pra cá e me identifiquei TANTO, mas TANTO, mas TANTO e quis tanto dar um abraço virtual nela porque eu sei exatamente o que ela tá sentindo (sinta-se abraçada, Tati. Espero que minhas vibrações positivas cheguem até você quando você ler isso, com certeza eu estou mandando algumas) que eu meio que me despedacei um pouquinho pensando nesses lances todos que poderiam ter sido e não foram do jeito que eu espero. E de como é foda não ter o controle das coisas mesmo quando a gente quer - PRINCIPALMENTE QUANDO A GENTE QUER.

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Sexta feira fui com minha mãe ao centro espírita que ela e meu pai frequentam porque ela tava me pedindo há tanto tempo e eu quis agradar. Fui. Fomos. Eu confesso que tava ali só pela companhia e pelo Burger que ia comer na saída, mas.... ALGUMA COISA aconteceu ali.
Não, eu não tive UMA REVELAÇÃO SUBITA e não, não vou virar monja e abandonar o sexo e os relacionamentos como um todo. Nada disso.
Mas rolou um lance bizarro porque eu tenho pensado muito sobre amor e relacionamentos (não apenas românticos) como um todo esses dias e o tema da palestra era "A indissolubilidade do casamento" e.... Cara, devo dizer que isso ME PEGOU DE JEITO feito uma voadora do Lindomar, o subzero brasileiro.


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Ano passado eu pensei em fazer um lance DIFERENTE pro meu aniversário e ele não seguiu por vários motivos: Vergonha, preguiça, medo de flopar e um monte de outros motivos babacas e egoístas que me envergonham mais do que a vergonha que senti de propor o lance ano passado.
Esse ano A COISA VAI e eu já posso dizer que me senti um pouco inspirada pelo Felipe. Amanhã, 20 de novembro, vai faltar exatamente um mês pro meu aniversário e eu tô bolando um lance pra divulgar direitinho, eu explico pra vocês. Me aguardem.

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O lance da "Insolubilidade do casamento" me pegou TÃO DE JEITO que eu vim aqui pra escrever sobre isso, mas acabei fazendo um link com uma conversa entre o Pirituba e eu sobre o cara-que-fez-merda, essa coisa de ENCERRAMENTOS, o texto da Tati, as ideias que o Felipe sempre dão no blog dele e o que a gente pode fazer pras coisas darem certo. Ou menos errado, sei lá. Eu sinceramente tô escrevendo num impulso e só dando as ideias iniciais de coisas que vou escrever e trabalhar mais nos próximos dias. 

Vocês podem esperar muita filosofia barata, muitos pitacos sobre o amor (não apenas romântico) e coisas que a gente quer e não pode fazer, mas deve. Eu não prometo pra amanhã, mas EM BREVE.


Enfim.... SABADÃO. Eu só vim pra escrever mesmo e tirar essa NHAAAACA de mim. Amanhã volto. Aguardem.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Every move you make, every step you take... I'll be watching you

(Esse post tem trilha sonora 

Desde que eu comecei a brincar desse negócio de internet eu percebi que sou muito boa em achar coisas nela. Muito boa mesmo. Eu sei fazer as pesquisas certas e descobrir exatamente o que eu quero.
E isso inclui coisas sobre pessoas também.

HELLO!

Eu era uma stalker muito competente, gente. 'Cês não tem ideia. A amiga precisava descobrir quem era o cara bonitinho da balada e só sabia o dia que eles se viram e a descrição dele? 'Xá comigo.
Me deixassem com um computador na mão e em 30 min eu já tava com fotos, nome, endereço, uma lista de gostos aceitáveis do cara e coisas que ela podia usar caso quisesse chegar no brotinho.
Era um sucesso, juro pra vocês mas THOSE DAYS ARE GONE.

Como quase tudo na minha vida, o ponto da virada foi o fim do meu primeiro namoro, quando eu notei que tudo o que eu tava fazendo ali era meio nocivo e destrutivo - inclusive stalkear o ex, a atual dele e qualquer coisa que pudesse me dar uma noção de como ele estava. Errado. Dodói. Doente.
Então parei: Eu larguei esse meu dom e me foquei em fazer o bem em deixar pra lá e superar o fim.

Grandes poderes, grandes responsabilidades e tal.
Então, como eu tenho EXPERIÊNCIA no campo do stalk eu sei reconhecer um de longe quando vejo e, amigos, eu digo pra vocês que eu já tive pelo menos dois.


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O primeiro eu descobri que me stalkeava porque foi SUPERSINCERÃO.
Estava eu na internet um belo dia e ele abriu o MSN (sim, naquela época) pra dizer "Ow, sabia que se você digitar o seu nome completo entre aspas no google a gente consegue descobrir até seu CPF e RG?".
Haha
Sim.
Adivinhem como ele descobriu isso? Yep. Isso mesmo. Digitando meu nome completo entre aspas no google. Por que ele tava fazendo isso? Eu não tive coragem de perguntar, me desculpem. O importante é que ele me ensinou como remover informações pessoais do google e isso foi muito útil. Stalker "do bem".


O segundo.... Bem... O segundo eu tenho um pouco de medo dele porque ele é mais sociável que o primeiro (que me conhece desde o jardim de infância e provavelmente é stalker suficiente pra conhecer todos os meus segredos já que lia o LADO BÊ, meu blog antigo que era beeem mais aberto do que esse) e tem menos superego, o que já fez com que ele fizesse uns baguhos BEM LOUCOS pra tentar entrar em contato comigo, inclusive sair do cu do mundo pra vir até minha casa sem me avisar antes (sério. risos nervosos). Eu disse que tenho um pouco de medo, mas TENHO MEDO PRA CARALHO, nível "meus amigos não me deixam sozinha com ele quando estamos no mesmo lugar". Então vamos deixar essa história pra lá porque ela ainda não prescreveu. hehehe



Enfim... Eu tenho dois stalkers. E dia desses, falando com amigos sobre isso, descobri que meus amigos tem stalkers também! Ó só, que assustador!
Um deles tem uma que é PERIGOSA mesmo, eu nem posso contar essa história aqui porque em certas épocas ela me monitorou por tabela porque achou que esse amigo e eu estivéssemos saindo (RISOS) e sabe-se-lá se ela ainda faz isso, né? Tenho medo real dessas porras e esse é possívelmente dos poucos assuntos que eu não consigo fazer piada sobre (ok, consigo, mas são mais piadinhas de nervoso, porque eu tenho medo de verdade deles). Imagina se eu falo aqui as coisas que ela fez e ela se identifica. HÁ. Pavor.

E aí tem o stalker da minha amiga: Cara com quem ela saiu duas vezes, não quis sair mais, dispensou educadamente e encontrava "casualmente" em todos os lugares públicos que ia por uns três meses, até o cara sumir por quase um ano e mandar um email gigantesco pra ela há uns dois meses pra contar que ele A VIGIAVA E A SEGUIA pra aparecer nos lugares onde ela tava pra ela achar que eles eram almas gêmeas e voltarem. Ela nunca tinha sacado, mas ficou apavorada com o email. O cara terminou o email dizendo que ele tava passando por tratamento psiquiátrico e que contar pra ela o que tava acontecendo era parte do tratamento, inclusive terminou deixando o email e o telefone da psiquiatra pra ela mandar msg caso o visse.  
Sério. 
Coisas que deixam os MEUS stalkers quase como pessoas do bem. Os meus dons de achar coisas na internet, então... VISH. São pinto perto das coisas que esse cara fez pra chegar perto da minha amiga.
Daí que EU fiquei apavorada, né? E decidi que jamais vou ser stalker de novo, nem me chamar disso. Porque é muita dodoizice da cabeça, gente. MUITA. É até perigoso. Não é brincadeira.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Mini Romance 13 - Shit happens (mesmo)

Eu tenho duas políticas que são muito levadas a sério nesse blog e uma delas é: Não expor as pessoas de um jeito que elas sejam reconhecíveis para outras pessoas. Se ela se reconhece aí já são outros quinhentos, mas OS OUTROS não podem reconhecer - e, quando eu digo os outros, eu quero dizer VOCÊS, duas pessoas que leem o meu blog e não me conhecem pessoalmente, porque meus dois amigos que leem esse blog geralmente já sabem dessas histórias e... Enfim...

A outra diz respeito ao tempo de prescrição do "crime": Tem histórias recentes sobre as quais ainda não consigo falar, seja pelo motivo acima, seja porque eu ainda não as digeri completamente. Então elas demoram pra aparecer por aqui.

Esse mini romance eu não digeri ainda, ele tá bem engasgado aqui comigo, ele aumentou os meus traumas de romance em mais uns quatro pontos. Quem digeriu a história foi o moço. Muito rápido. Rápido demais. E o meu RANÇO está me fazendo escrever isso hoje. É provável que eu retome a lucidez em alguns dias e apague a história, nunca se sabe.


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Eu nunca sei exatamente o porquê de eu gostar das pessoas, já que meu único padrão - segundo o Pirituba - é que eu gosto de CARAS BABACAS (talvez esse seja meu padrão? Fica a questã), mas desse cara eu sabia TANTO o porquê de eu gostar (sim, presente, eu tô achando um babaca, mas ainda gosto dele. Não romanticamente, mas ainda gostaria de ter na minha vida pelo menos como amigo. Leiam a história e falem com minha terapeuta se, depois de lerem, acharem que eu tô dodói da cabeça™ por querer isso. Ela lê o blog e os comentários e eventualmente me manda email comentando coisas daqui) que era até ridículo o fato de nunca ter rolado nada antes (ele namorava, era errado pra caralho, ele morava em outro Estado, era errado pra caralho, muitas coisas). Até que um dia rolou e as coisas pareciam bem bacanas, comigo combinando até uma viagem intermunicipal pra ver o cara em um dos meus lugares prediletos de São Paulo. Tinha tudo pra ser lindo na ~vida real~ do jeito que tinha sido no platônico/virtual.

O combinado era: Eu ia trabalhar até as 16h numa sexta, pegar o ônibus pra onde ele tava as 17h e chegar lá antes das 21h pra gente passar a noite juntos e eu voltar pra São Paulo no dia seguinte, porque tanto ele, quanto eu tínhamos compromisso e não dava pra alongar muito. Comprei passagem, arrumei mala, dei perdido no chefe pra sair cedo, fiquei ansiosa o dia todo, aquelas coisas de sempre. Cheguei lá, o cara me buscou na rodoviária, a gente deu uns beijos legais ainda no UBER, a gente foi pra casa dele e deu uns beijos legais também e aí tudo desandou.
Ele perguntou se eu queria comer alguma coisa e eu, pensando com a barriga de alguém que mal tinha conseguido almoçar de ansiedade, disse que sim ao invés de "naaah, vamos dar uns amassos, vamos dar uns pegas e depois a gente pede uma pizza, foda-se a comida". Fomos comer e encher o nariz de cerveja numa cervejaria arrumadinha perto da casa dele e o papo tava tão legal, a companhia tava tão agradável, que nem parecia que eu tinha ido pra lá única e exclusivamente pra não entrar no quarto dele vestida (o plano era perder todas as roupas na sala).
Mas eu tinha, né? Nós dois sabíamos disso. Voltamos pro apto dele tarde pra caralho, a comida tinha feito o favor de aumentar o sono e o cansaço em uns 300% e o bagulho foi tão ligeiro que a gente mal terminou e ele mandou um "OLHA ME DESCULPA MAS EU PRECISO DORMZZZZZ". - Até aí sem julgamentos porque eu dormi meio segundo depois disso.

O problema foi depois. Foi na madruga boladona, quando eu acordei com ele pulando por cima de mim pra ir ao banheiro. Fazer o número 2. Porque os burgui não tinham descido bem pra ele. Vish.
Eu não preciso explicar aqui os efeitos dum piriri de madrugada e talvez vocês sejam pessoas espertas o suficiente pra imaginar os efeitos dum piriri de madrugada num "relacionamento" de uma noite apenas, então o próximo parágrafo eu reservo pra vocês pensarem as coisas que podem ter acontecido e eu não vou falar porque não quero. 

...

Gente, shit happens. Mesmo. Eu juro que eu não tava achando constrangedor (até porque OLHA AS COISAS QUE EU JÁ VIVI, MEUZAMIGO. MERDA ERA ATÉ UMA COISA NORMAL PERTO DE TUDO O QUE EU VIVI), eu tava é num misto de preocupação (o cara tava meio verde) e de humorzinho sem vergonha nível quero-fazer-piada-pra-dizer-que-tá-tudo-bem-porque-o-cara-tá-visivelmente-constrangido-e-calma-cara-não-é-pra-tanto. Mas como é que você vai dizer pra pessoa que tá se acabando em merda que ela não precisa se preocupar COMIGO, nem com a SITUAÇÃO? Não tem como, sério. Eu demorei um ano pra peidar na frente do primeiro namorado, ele demorou três pra pegar nos meus peitos, o cara de uma noite só ter uma diarreia na minha frente era intimidade demais, não vamos mentir. 

E foi assim que acabou o "romance" que eu mais torci pra rolar esse ano. Deu merda. Literalmente. 

RISOS.


Esse moço, caras.... Esse moço é sensacional. Eu gostaria que vocês conhecessem esse moço, porque ele é uma pessoa maravilhosa. E eu achei de verdade que, mesmo se a gente não transasse mais (eu sei que não vai rolar, né? O cara teve piriri, eu provavelmente sou conhecida como "a moça que ouviu o meu processo intestinal enquanto estava pelada na minha cama e eu morrendo no banheiro") a gente ainda poderia continuar no nível de antes, pelo menos. Ou seja: Conversando sobre banalidades, dando risada um do outro, tendo ideias idiotas, falando sobre o Márcio Araújo e tal.
Aí eu respeitei o "MOMENTO DE LUTO" (& vergonha & desconforto) e eventualmente tentei puxar papo. Sem sucesso. O cara me cortava e ignorava todas as vezes - e eu juro que não forcei a barra, nem quando eu DESEJEI FELIZ ANIVERSÁRIO pra ele. 

Rapaiz, eu não desejo feliz aniversário de MODO PLANEJADO pra quase ninguém. Sério. Pra quase ninguém mesmo. E eu fui lá, vi que era aniversário dele e mandei uma msg até que engraçadinha e sincera e: SILÊNCIO. Ele respondeu até os "parabéns, felicidades" e NADA pra minha mensagem. Nada. NADINHA.
Foi semana passada isso e eu tô irritada até hoje (e isso pode ou não ter relação com um processo natural do meu corpo que ocorre mensalmente, vocês nunca saberão exceto se forem meus pais, meu ginecologista ou me seguirem no twitter e virem meu comentário sobre cólica de hoje de manhã) e decidi escrever esse post pra contar essa história porque ela provavelmente justifica um pouco os meus ranços com relacionamento dos últimos meses e um ou outro post sobre o mesmo assunto que estão agendados pros próximos meses.  #meujeitinho, fazer o quê?




A moral pra essa história é: 💩💩💩💩SHIT HAPPENS💩💩💩💩 e mesmo se você tiver bom ar, um monte de papel higiênico, paredes grossas e água encanada nem sempre é possível disfarçar e fingir que não aconteceu e mesmo que aparentemente só aja um jeito de lidar com isso (aceitando que merda acontece, todo mundo caga, bola pra frente), as pessoas sempre vão achar outros jeitos.

E uma moral adicional é: Pirituba está certo e meu tipo de homem é BABACA. Se eu curti, ele provavelmente é babaca mesmo que não demonstre. Se ele não é babaca, ele vai ser comigo. Eu tenho esse dom.

domingo, 30 de outubro de 2016

Das músicas que me fazem acreditar no amor (5)

Que Dure Para Sempre - Negritude Jr


Você está aí sozinha
Eu também estou sozinho
Então vamos juntar
Quem sabe entre um sorriso e outro
A gente se afiniza
E começa a gostar
Você está muito carente
E já não aguenta tanta solidão
Eu preciso carregar a pilha do meu coração


Nós dois não temos rabo preso
Você não me cobra nada
E eu não cobro você
Podemos ser a gente mesmo
Nós não precisamos sorrir sem querer
Estou vindo de um amor doente
Cheio de ciúmes e lamentação
E eu preciso carregar a pilha do meu coração

Que seja eterno enquanto dure esse amor
Que dure para sempre
Que venha abençoado por Deus
Que seja diferente
Que tenha a alegria, alegria
Que bote fogo em mim, em mim
Quem é que não quer amor assim


Que seja eterno enquanto dure esse amor
Que dure para sempre
Que venha abençoado por Deus
Que seja diferente
Que tenha a alegria, alegria
Que bote fogo em mim, em mim
Quem é que não quer amor assim



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Se estou um pouco chocada por essa música fazer sentido? Estou.
Se faz mesmo assim? Faz.

Como a vida é maravilhosa, né?

domingo, 23 de outubro de 2016

This is not right, let's stop this tonight: Quit playing games with my heart

Olha, 'cês me desculpem estar sendo monotemática com essa coisa de bad, de ciladas amorosas e de cagação de regra sobre o que fazer o que não fazer num relacionamento (caso você esteja nessas ainda, né?). Eu preciso retomar esse lance aqui porque é daquelas coisas que eu consigo mudar e, portanto, vale o esforço - E meio que tá dando certo, né? De um jeito bem esquisito, as coisas tem ficado muito mais claras. Terapeuta do Capeta, se ainda for leitora daqui, talvez se orgulhe um pouco disso. As coisas estão ficando mais claras.

Então vamos lá, por favor. Mãozinha no queixo a outra mãozinha no scroll do mouse, façam carinha de que estão lendo alguma coisa complicada e sigam o raciocínio (esse vai ser gigante, já aviso), pois hoje eu vou falar de:


GENTE QUE BRINCA COM O SENTIMENTO DOS OUTROS



SO.FRI.DO.


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Há uns dois meses um conhecido terminou um relacionamento longo porque ele tava com umas ideias erradas sobre a namorada e um certo cara que, no fim, se provaram bem certas. Ela fez a famosa chamada do "Nós precisamos conversar" e o clichê se fez presente mais uma vez porque ela terminou tudo com ele. Que bosta, né?
A história é longa, mas não é nela que quero chegar. O cara estava mal e desabafando com a gente sobre isso e os conselhos que o pessoal dava eram nível "Passa a vara em geral e cura essa fossa, meu rapaz, tudo vai melhorar".

Tem essa moça, um espetáculo de moça, que, no passado, saiu com um espetáculo de rapaz (selo HOMÃO DA PORRA pra ele). Deu certo até não dar mais, porque ela sente que a química não combina. A gente não pode julgar. Seria um casal que a gente torceria pra reproduzir e povoar o planeta com pessoas lindas e de coração bom (se puxassem a cara dela e a personalidade dele), mas a gente não pode julgar. Química é um bagulho louco, a gente sabe como funciona  - Mas a moça não teve, ainda, a manha de chegar no cara e mandar um "Olha, meu querido, nós somos como sandália e meia: Não combinamos" e o cara tá lá alimentando essa paixonite e a moça tá lá alimentando o ego.
A gente não pode julgar, né? A gente não sabe a história toda, né? 

Eu, quando terminei o primeiro namoro, LITERALMENTE NO DIA SEGUINTE conheci o próximo cara com quem eu iria me relacionar. Ele me deu mole, eu fiz jogo duro por uns dias, aí descobri a traição do ex-namorado e pensei "Por quê não?". Bom... PORQUE NÃO.
Porque eu tava sentindo raiva e tesão, mas não tinha nada além disso, talvez. Porque eram meus hormônios e meu fígado falando, talvez. Muitos motivos.
Mas eu fui e fiz. Mais de uma vez. Por um tempo até que considerável e sempre achando que era brincadeira, porque a outra pessoa também era do tipo pego e não me apego, o que poderia dar errado?
Bom. A pessoa poderia se envolver de verdade, me pedir em namoro e eu RIR achando que era de brincadeira - e não era.

Teve esse cara que terminou um namoro longo com uma garota bem.... Digamos.... Hã... DOIDA DE PEDRA (perdão, feminismo, perdão psiquiatras e psicólogos). Esse garoto achou que estava OK sair com outras pessoas - e estava mesmo, né? Quem vive de passado é historiador e museologista e a gente não pode dizer que é uma vida muito confortável (pelo menos não financeiramente). Esse garoto saiu comigo e, quando a ex-namorada LOUCA DE PEDRA surtou e ME fez mal, ele simplesmente fez o Mestre dos Magos e sumiu - da minha vida, mas continuou tendo contato com ela.  Hmmm.

Teve também aquele moço que usava o Tinder enquanto casado e que (eu presumo) se divorciou quando a esposa descobriu. Esse moço hoje tá namorando outra, e Deus sabe se o padrão foi quebrado.

Teve a vez da moça que ficou esperando um tempão o moço notar a existência dela, até que outro moço apareceu, fez o serviço e, quando eles estavam começando a namorar, o palhaço que não quis nada até sacar que estava perdendo apareceu e deu um showzinho que balançou a moça mais do que ventania de pré chuva de verão balança telha de plástico mal presa.


Num caso parecido, tem a moça que alimentou uma paixonite por ANOS com um cara, eles saiam de vez em quando, ele nunca quis nada sério, ela desencanou, começou a namorar e ATÉ HOJE o cara ainda curte e comenta as coisas dela com o namorado atual, no maior estilo de quem acha que não fez nada de errado.




Eu poderia usar vários casos aqui como exemplo, mas peguei esses porque são os mais frescos na minha memória, ou os que eu não me importo de falar sobre. Você, se parar pra pensar meio segundo, consegue identificar um caso claro de gente que brinca com os sentimentos dos outros ai pertinho de você ou, se bobear, até mesmo COM VOCÊ. Pode acontecer. Acontece. Acontece O TEMPO TODO.

- E EU SEI que nem sempre é na maldade, porque eu de verdade não quis magoar o cara que me pediu em namoro e não fazia a mais puta ideia do quanto ele gostava de mim de verdade. Eu não sabia porque ele nunca tinha me falado e eu, entorpecida pela raiva que eu tava sentindo por ter sido trocada pelo cara que eu julgava ser o amor da minha vida, não fui capaz de sacar os indícios básicos de uma paixonite virando algo mais quando elas aconteceram.

Eu sei que tem situações em que nós ficamos autocentrados e temos como objetivo apenas focar no que faz A GENTE se sentir melhor, seja passar a vara geral depois de um fim de namoro sem se importar qual é a impressão que a gente pode deixar em quem saiu com a gente, seja alimentar uma paixonite num cara que não tem nada a ver só pra alimentar o nosso ego, seja parando de falar/sair com alguém que estava fazendo bem pra gente por medo, ou preguiça, ou covardia, seja mantendo as opções em aberto durante um relacionamento porque a gente não tem coragem de terminar esse relacionamento por não querer ficar sozinho, seja querendo manter por perto alguém que gosta da gente, mesmo que a gente não goste tanto da pessoa assim. EU SEI QUE PODE ACONTECER E QUE NEM SEMPRE É POR MAU CARATISMO.

Todo mundo tem necessidades, todo mundo tá meio mal, todo mundo precisa de atenção e de se sentir querido e - mais importante - ninguém em sã consciência vai deliberadamente fazer alguma coisa pra SE machucar. Ninguém. Não tem um lance que fala que o instinto de sobrevivência é das coisas mais importantes pro homem ter sobrevivido até hoje? Ou era a adaptação? Sei lá, eu não sou muito boa em biologia.


MAS



Pelo amor de Deus, gente. Não vamos foder mais o coração dos outros. Não vamos brincar com os outros só pra gente se sentir melhor. Sério. Vamos botar a mãozinha na consciência e rever as nossas atuações no campo amoroso e sentimental da coisa. Pode não ser na maldade, mas a gente pode, com atitudes que pra gente não parecem nada, atrasar a vida dos outros de um jeito que só com MUITA AJUDA (e aqui pode ser terapia pra quem tem condições de fazer, porque a gente sabe que não tá fácil pra ninguém, mas não precisa NECESSARIAMENTE ser) a pessoa consegue resolver depois. SE consegue, né? Porque tem essa também: A pessoa pode carregar isso pra vida e nunca conseguir superar totalmente as merdas que aconteceram e aí ela sai com outra pessoa, é babaca, a pessoa se fode toda também e o ciclo continua. 

É por isso que a gente - a minha geração - é tudo cagado. A gente aprendeu muito a COMEÇAR coisas, mas a gente não tem o menor tato na hora de acabar coisas. A facilidade que a gente tem pra conseguir sexo meio que deixou a gente meio cegos pro fato de que NUNCA É SÓ SEXO. NUNCA. Sempre tem algo mais e a gente precisa lidar com esse algo mais. Nós podemos até não ser responsáveis pelo jeito que a pessoa vai reagir aos nossos atos, mas PELOS ATOS EM SI a gente pode (e deve) responder.


Eu nem sei o que dizer aqui porque, se fosse fácil e óbvio, eu teria resolvido minha última treta de amorosa de uma forma muito menos dolorida e talvez eu tivesse conseguido sair dela de um jeito melhor e não sonhar com o cara noite sim, noite também e ter que usar uma promessa (idiota) de não falar com ele até o fim do campeonato Brasileiro (ele torce pro time rival ao meu) pra, sei lá, tentar esquecer e deixar pra lá o fato de que mais uma vez deu errado. Eu ACHO que não fui babaca com ele, a situação é meio óbvia e pra mim é claro que ele fez a cagada dessa vez.
Mas eu nem posso culpar 100% o cara porque eu sabia dos danos que ele tinha sofrido. Ele poderia ter lidado com as coisas de um jeito melhor? Totalmente poderia. Lidou? Não. Conseguiu me deixar um pouquinho mais desiludida, quebrada e fodida sentimentalmente do que eu já tava? Sin dudas.

E tudo isso teria sido evitado se lá no começo tanto ele, quanto eu, tivessemos sido totalmente francos um com o outro. Se eu não tivesse dado tanta corda, se ele não tivesse tentado sair comigo enquanto estava uma bagunça por causa do último relacionamento e assim vai... Se a gente tivesse PENSADO UM POUQUINHO MAIS.


É foda, sabe? É bem foda isso.
A gente brinca com os sentimentos dos outros de jeitos que a gente nem imagina. Esses casos específicos aí em cima são óbvios: O cara não pode trepar indiscriminadamente pra esquecer a ex-namorada porque pode ser que se complique numa dessas e acumule as ciladas (vale pra mim também); A mina, se não quer nada com o cara, PRECISA parar de alimentar as esperanças dele e arranjar outro jeito de alimentar o próprio ego; O cara, se não tava feliz no casamento, poderia ter falado com a esposa ao invés de arranjar sarna pra se coçar na internet e - mais importante - poderia ter feito o favor de ter dado um espaço maior entre o fim do casamento e a próxima namorada, talvez só pra respeitar a ex-esposa. 

São coisas óbvias, simples e fáceis principalmente porque eu não estou envolvida nelas. A que me envolveu sendo babaca eu só consegui resolver há pouco tempo e, embora eu saiba que o cara ainda gosta de mim - e eu goste dele demais, mas não DESSE JEITO, eu não alimento as esperanças. As nossas brincadeiras tem limites e eu sei completamente até onde posso ir pra não começar um negócio que eu não posso terminar.


Então fica a dica de alguém que se fodeu muito - e já fodeu muito outras pessoas também: PAREM DE BRINCAR COM O SENTIMENTO DOS OUTROS. Não é um "na dúvida, faz". Na dúvida, para e pensa. Na dúvida espera. Essa coisa de SER CORAJOSO E VALENTE E SEGURAR O ROJÃO DEPOIS QUE ELE EXPLODE é muito bonita no papel, mas pode dar uma merda federal se tem outras pessoas envolvidas nele.

E a gente já tem merda demais na própria vida pra causarmos danos a outras pessoas. Sério. Vamos evitar foder os coleguinhas. Vamos fazer uma contenção de danos. Sejamos menos babacas.

Vamos evitar a babaquice. Começando pela gente.